
O governo de Israel e seu ministro da Defesa, Israel Katz, não podem se eximir de sua responsabilidade e precisam garantir que o país previna e impeça a prática de genocídio contra o povo palestino, segundo afirma o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
O posicionamento brasileiro é uma resposta às acusações de Katz contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamado de “antissemita” pelo israelense nas redes sociais por conta da decisão brasileira em se retirar da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto).
“Como Ministro da Defesa de Israel, afirmo: saberemos nos defender contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados”, declarou Katz, que também acusou o presidente brasileiro de apoiar o Hamas e se aliar a países como o Irã.
Em resposta, o Itamaraty divulgou um comunicado destacando que o próprio Estado de Israel é investigado pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) por possível prática de genocídio contra o povo palestino, em violação à Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.
“Como Ministro da Defesa, o senhor Katz não pode se eximir de sua responsabilidade, cabendo-lhe assegurar que seu país não apenas previna, mas também impeça a prática de genocídio contra os palestinos”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota publicada nas redes sociais.
Na mesma manifestação, o Itamaraty classificou as declarações do ex-chanceler como “ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis contra o Brasil e o Presidente Lula”.
“Espera-se do senhor Katz que, em vez das habituais mentiras e agressões, assuma a responsabilidade e apure a verdade sobre o ataque de ontem ao hospital Nasser, em Gaza, que provocou a morte de ao menos 20 palestinos, incluindo pacientes, jornalistas e trabalhadores humanitários”, destacou o Itamaraty.
O ataque em questão ocorreu nesta segunda-feira (25/08), quando o Exército de Israel bombardeou o único hospital que segue em funcionamento em Khan Younis.
Desde outubro de 2023, 62.744 palestinos, em sua maioria civis (mulheres e crianças, em especial), foram mortos tanto por ataques do Exército de Israel como pelo uso de “uma política de fome como arma de guerra imposta à população palestina”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.
Anônimo
26 de agosto de 2025 6:07 pmEm resposta à insolente, ofensiva, abusiva e evidentemente inverídica acusação de antissemitismo e apoio ao Hamas feita por um ministro de Netanyahu (provavelmente combinada com o vagabundo Donald Trump), Lula deveria convidar Francesca Paola Albanese a visitar o Brasil e oferecer a ela a mais alta honraria do governo brasileiro pelo significativo trabalho em defesa dos direitos humanos das vitimas inocentes (a maioria crianças pequenas de crimes de guerra e do genocídio em Gaza.