21 de junho de 2026

Carlos Lupi pede demissão do Ministério da Previdência

Ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE), atual secretário-executivo da Previdência, irá assumir o cargo
Carlos LupI. | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão do cargo na tarde desta sexta-feira (2), após reunião com o presidente Lula (PT), no Palácio do Planalto, em Brasília.

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A saída ocorre em meio à crise provocada pelo escândalo conhecido como “farra no INSS”, revelado na última semana. Nas últimas 24 horas, a pressão de correligionários aumentou, contribuindo para a decisão.

Na quarta-feira (30), Lula havia solicitado à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que articulasse com o PDT uma solução para a permanência ou substituição de Lupi.

De acordo com o planalto, o presidente convidou o ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE), atual secretário-executivo da Previdência, para ocupar o cargo de ministro.

Tanto a exoneração de Lupi, quanto a nomeação de Wolney, serão publicadas ainda hoje em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Operação Sem Desconto

O escândalo ganhou força após a Polícia Federal (PF) deflagrar, no dia 23 de abril, a Operação Sem Desconto. A investigação apura práticas ilegais envolvendo o desconto automático de mensalidades associativas de benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, entidades associativas e intermediárias que deveriam representar aposentados e pensionistas teriam cobrado valores indevidos, totalizando cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

A operação teve repercussão imediata. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado, cinco servidores foram afastados e seis pessoas foram presas.

Para tentar restaurar a credibilidade do órgão, o governo federal nomeou o procurador federal Gilberto Waller Júnior como novo presidente do INSS, que anteriormente atuou como corregedor da Procuradoria-Geral Federal, vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU).

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5 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    2 de maio de 2025 6:48 pm

    artigo 84, inciso I trata Saci montando na Mula sem Cabeça…

  2. Lênin and The Ulianovs

    2 de maio de 2025 8:40 pm

    Será?

    Será que o PDT não tem um nome que não esteja vinculado ao problema, já que o futuro ministro era o segundo do ex ministro?????

    Será?

    Será que Lula não tem força para exigir que o PDT entregue esse nome sem vínculo com a antiga gestão do demitido??????

    Será que não tem ninguém com cérebro no governo?????

    Como é que vão conviver um “interventor” nomeado por Lula na presidência do INSS e o ministro que era o segundo do demitido??????

    Afinal, Lula ainda governa?????

    E se governa, para quem????

    Quem lhe obedece?????

    1. Paulo Dantas

      3 de maio de 2025 10:02 am

      Faltou coragem.

      Demite o cara, se o PDT ameaçar sair da base, diz tchau.

      Seria pior pro PDT.

      Tem horas que tem comprar o barulho.

      Lula virou o “lame duck” de anedota.

      Mas o artigo 84, inciso I , deixou de ter efeito.

      1. Lênin and The Ulianovs

        3 de maio de 2025 3:42 pm

        Concordo…

        Mas um adendo:

        Falta coragem há muito tempo

      2. Lênin and The Ulianovs

        3 de maio de 2025 3:45 pm

        Só mais uma coisa, falta cálculo político também, e essa era uma grande qualidade de Lula, que já não existe:

        Ora, um partido como o PDT, com 17 deputados e uns parcos senadores, não sobrevive na oposição, ainda que haja promessas…

        O PDT é um partido que só sobrevive dentro da estrutura do governo.

        Saiu PDT?

        Abre mais espaço para outro maior, que sobre quer mais espaço …

        E cobra mais desse partido que ganhar mais

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