Caros leitores,
O Brasil começou o segundo turno de uma eleição que novamente abre caminho para um período de profundas disputas em torno da democracia, das instituições e dos direitos consagrados pela Constituição, como a liberdade de expressão e de informação.
A possibilidade de o bolsonarismo sair vitorioso em 25 de outubro e retornar ao Palácio do Planalto para mais um ciclo de desmonte das políticas públicas criadas durante governos progressistas, e agora com a ajuda de um Congresso majoritariamente alinhado à extrema-direita, nos coloca diante de uma pergunta que não podemos adiar: como iremos resistir às batalhas que enfrentaremos nos próximos anos?
O GGN sabe, por experiência própria, que jornalismo independente não é apenas uma atividade profissional. Em momentos de grave crise política, ele se transforma em uma trincheira fundamental na luta pela democracia.
Nossa preocupação é grande, porque nós já vivemos isso.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, a sociedade brasileira enfrentou um ambiente de hostilidade sem precedentes, e coube à imprensa livre fazer o contraponto ao autoritarismo, às fake news, aos retrocessos, às tentativas de golpe…
São fatos que fazem parte da história recente do Brasil, e que nós ajudamos a escrever todos os dias.
Não podemos tratar a eleição de 2026 apenas como uma disputa entre nomes e partidos. O que está em jogo, novamente, também é a força das instituições, a liberdade de expressão e imprensa, o direito à informação e a capacidade da sociedade de acompanhar e fiscalizar o poder.
E é justamente neste ponto que o papel dos veículos independentes se torna decisivo.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
7 de outubro de 2026 3:05 pmInvestigação Eleitoral protocolada hoje no TSE contra Flávio Nantes Bolsonaro: processo 0602681-74.2026.6.00.0000, Relator Ministro Corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva
I- Antes da votação do primeiro turno o candidato era um. Depois ele passou a ser outro. Mas para explicar isso será preciso voltar no tempo e narrar detalhadamente o que ocorreu e o que está ocorrendo.
II- Quando era apenas candidato, FLÁVIO NANTES BOLSONARO foi a Casa Branca pedir apoio a Donald Trump e exigir que ele penalizasse as exportações brasileiras para os EUA com novas tarifas de exportação. Ele foi bem-sucedido e passou a se apresentar no Brasil como o candidato local do tirano norte-americano. Na época ele ofereceu ao Secretário de Estado o privilégio de orientar a transição governamental. Marco Rubio divulgou uma carta se colocando a disposição do candidato como se pudesse realmente interferir em assuntos internos brasileiros sem que isso seja considerado uma afronta à nossa autonomia política e soberania territorial.
III- Vitorioso no primeiro turno, FLÁVIO NANTES BOLSONARO passou a dizer que pretende mudar a constituição. Ele tem o direito de disputar a eleição presidencial, mas a vitória não outorgará a ele o privilégio de reescrever a Constituição Federal. Todavia, ele parece acreditar que pode imitar o pai golpista que dizia “Eu sou a Constituição” e planejou assassinatos políticos para permanecer na presidência após ser derrotado. Jair Bolsonaro liderou o golpe de estado fracassado de 08 de janeiro de 2023, episódio deprimente que causou danos a prédios públicos em Brasília e resultou em milhares de prisões e milhões de reais em prejuízos. O filho nunca se colocou contra o pai e na verdade já está dizendo que vai perdoá-lo assim que for empossado.
IV- O que está em disputa no segundo turno? A presidência brasileira ou o regime político e constitucional? Essa pergunta é pertinente, pois um fascista que foi eleito pelo mesmo partido que FLÁVIO NANTES BOLSONARO já está comparando a vitória da extrema direita à ascensão do nazismo ao poder na Alemanha nos anos 1930.
O mais preocupante é que além de não desautorizar o cupincha dele, FLÁVIO NANTES BOLSONARO começou a dizer que vai retomar a política do pai de armar a população, desafiando diversas decisões do STF que consideraram decretos do seu Jair inconstitucionais ou parcialmente inconstitucionais. O fato de armamentos e munição dos Clubes de Tiro terem sido revendidas a milicianos e quadrilhas de traficantes de drogas parece não preocupar esse candidato. Então, podemos suspeitar que ele pretende retomar a política do pai justamente porque, quando for impossível tomar decisões legítimas, ele se impor de maneira ilegal pois contará com tropas paramilitares de milicianos, traficantes, terroristas e fascistas.
V- O autor da presente pedido tem consciência de que marcou um alvo no peito e outro nas costas. Mas isso pouco importa, porque se é para morrer numa ditadura fascista melhor fazer isso tendo tentado impedir a eleição e posse de um tirano do que simplesmente se rebaixar à condição vil de homem acovardado e incapaz de defender o regime político que ajudou a construir durante a Constituinte colhendo assinaturas para diversas propostas que foram incorporadas de uma maneira ou de outra na Constituição Federal em vigor.
VI- Disse o tal FLÁVIO NANTES BOLSONARO que pretende cortar 300 bilhões da educação e da saúde, como se isso fosse possível sem que cláusulas pétreas da Constituição Federal fossem rasgadas.
VIII- Sabemos que FLÁVIO NANTES BOLSONARO tem uma grande vocação dinheirista, pois ele transformou uma pequena loja de chocolates numa mansão em Brasília. Ele pediu dezenas de milhões de reais a um banqueiro picareta que foi preso e o chamou de “meu irmão”. Sendo assim, devemos suspeitar que esse candidato pretende “levar vantagem em tudo” ao incendiar o país, armar os cupinchas, submeter o Brasil aos EUA e prejudicar a população local mais fragilizada reduzindo o orçamento da saúde e da educação. A presidência existe para o cidadão eleito servir o país ou para ele se servir do cargo a fim de enriquecer a si mesmo e aos irmãos dele nos EUA?
N. termos, requer a concessão de liminar para que FLÁVIO NANTES BOLSONARO seja impedido, sob pena de perda da condição de candidato, de transformar o segundo turno num palanque para agredir a Constituição Federal em vigor e propagar propostas e ideais autoritários. Concedida ou não a liminar, requer seja aberta INVESTIGAÇÃO ELEITORAL contra FLÁVIO NANTES BOLSONARO para que se apure se esse infeliz quer ser presidente do Brasil para servir aos brasileiros e aos interesses do país nos termos da Constituição Federal em vigor ou se ele pretende se impor como ditador e fonte única e última de toda legalidade constitucional com poder extraconstitucional para rasgar o texto constitucional e armar, comandar e recorrer a tropas paramilitares fascistas sempre que encontre algum tipo de resistência institucional ou popular àquilo que ele pretende fazer para obter lucro pessoal para si e para os irmãos dele nos EUA.
Rui Ribeiro
8 de outubro de 2026 8:04 amTem certas coisas que eu não dizer, diria Lulu Santos nos anos 80. Os institutos de pesquisa, de direita, diga-se de passagem, davam a liderança de intenções de voto no Lula, até com cinco pontos de vantagem para Lula, dois ou três dias antes da eleição. Acho que 85% aprovaram o fim das bets, quem não aprova é Bolsonarista em regra; com indicadores sociais e econômicos bons, como o Flávio pode ter passado à frente com essa margem de votos, sem apresentar qualquer novidade, a não ser escandâlos e mais vindo à tona da sedimentação do esgoto bostonarista? Prá onde eu vou, eu vejo a maioria das pessoas tristes, cabisbaixas, e falando que votaram no Lula, que vão votar, senão não vai ocorrer o fim da escala 6×1, etc. Só alguns evangélicos defendem o Bostonaro, por causa dos “costumes”, mamadeiras de pirocas, cura gay, família, etc. Na cara desses eu digo o que Lula fez de bom, por exemplo, Luz para Todos, Minha Casa, Minha vida, e mostro o que Flávio Bostonaro fez: rachadinha, orgia, telefonemas pro Irmãozão, etc. Não faz sentido essa votação toda do Bostonaro. Agora, o TSE, comandado por um sujeito sorrateiro, que come pelas beiradas, contrata a empresa do Golpista na vontade do povo Boliviano e onde mais quiser, para cuidar dos votos dos locais de dificil acesso. Tá tudo armado.
Rui Ribeiro
9 de outubro de 2026 7:44 amMãos dadas
[Carlos Drummond de Andrade]
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.