
Cenários venezuelanos vistos de Washington
por André Araújo
Os estrategistas prrofissionais de Washington vislumbram três cenários sobre o desfecho da crise venezuelana.
MELHOR CENÁRIO
A cúpula do Exército Venezuelano depõe Maduro e convoca nova Constituinte onde, com anistia para as forças aemadas, se convocam eleições.
Esse é um cenário difícil de combinar com a realidade. Maduro literalmente “comprou as forças armadas” com benefícios, cargos, domínio sobre a PDVSA.
Além do poder do Exército (130.000 homens) há o poder paralelo das milícias (400.000) que não estão sob controle do Exercito e que se beneficiam da manutenção de um governo Maduro, não são páreo para o
Exército mas tampouco vão aceitar pacificamente a queda de Maduro.
Reação imprevisivel.
CENÁRIO MAIS PROVÁVEL
Parte do Exército se rebela contra Maduro e parte não, instala-se uma GUERRA CIVIL sangrenta, onde as milícias terão parte ativa, muitos mortos e feridos.
Dúvidas sobre a Força Aérea, baseada em caças Sukkoi, parte desses caças (50 a 60%) não voam por falta de peças.
Uma guerra civil pode se prolongar por muito tempo mas Maduro não tem perspectiva de vencer. Não é prevista a participação de forças estrangeiras.
CENÁRIO POSSIVEL MAS IMPROVÁVEL
Intervenção militar por uma coalizão dos grandes países sul-americanos liderados pelo Brasil com Colombia, Peru e Argentina.
A liderança do Brasil é inevitável porque a Colombia é inimigo historico, vem do mesmo DNA de Simon Bolivar, o Peru não tem estatura, a Argentina é muito distante, os EUA não querem mais exercer um papel
imperialista na América Latina mas serão parte da coligação porque tem interesse na queda de Maduro.
O papel dos EUA será fundamental numa operação aerotransportada sobre Caracas porque a Venezuela tem seis Grupos de Artilharia Anti-Aérea de fabricação russa e de alta eficiência (A-300) e poderiam abater aviões de uma operação aerotransportada. Caberia os EUA anular essas baterias por mísseis.
Uma operação aerotransportada seria também arriscada porque a Venezuela é um País de grande extensão, Caracas é uma grande cidade, existem as milícias, mas o Exército não é muito profissiional como o da Colombia ou Chile, é considerado de moral baixa.
De qualquer modo uma operação de intervenção teria muitas baixas para os países da coligação, em qualquer circunstância, teria consequências políticas internas no Brasil e Peru, menos na Colombia, pais há décadas vivendo em ambiente de guerra.
POSIÇÃO DA RUSSIA E DA CHINA
A Venezuela não está na área de influencia geopolitica da Russia e da China e dificilmente esses paises arriscariam uma guerra por um País tão longe de seu espaço estratégico. A Russia tem acordos de fornecimento de material bélico e a China é credora da Venezuela de US$ 53 bilhões, por compra
paga antecipadamente de petroleo para entrega futura, portanto tem um interesse especifico na Venezuela. MAS a China também não está satisfeita com o Governo Maduro que, por sua ineficiencia, tem falhado nas entregas de petróleo e a China tem recusado novos pedidos de empréstimos de Maduro.
Os EUA tem dois interesses na Venezuela:
1. Impedir a projeção de influência estratégica da China em primeiro lugar e da Russia na América do Sul.
2. As reservas de petróleo na Franja do Orinoco, hoje já em pequena exploração pela CHEVRON, essas reservas são as maiores do mundo (530 bilhões de barris). Já o fornecimento atual de petróleo da Venezuela aos EUA é desprezivel, cerca de 350.000 barris dia, Angola sozinha fornece 1.5000.000 de barris/dia e o Canada 4 milhões para um consumo de 21 milhões de barris/dia.
Para maior exploração das reservas do Orinoco é fundamental segurança jurídica que hoje o Governo Maduro não pode dar, os investimentos necessários são da ordem de dezenas de bilhões de dólares e a
localização dos poços exigem grande rede de oleodutos em áreas de selva tropical.
PAPEL DO BRASIL
Hoje o Brasil não tem capacidade de liderança diplomática para formar uma coalizão de intervenção na Venezuela, então é hipótese pouco provável apesar do desejo dos EUA para que o Brasil exerça esse papel.
André élebê
7 de janeiro de 2019 7:43 pmTodos os cenários são, no
Todos os cenários são, no mínimo, catastróficos. No entanto, não deve escapar a qualquer comentário que esses são cenários vistos A PARTIR DE WASHINGTON.
Historicamente, a América do Sul não é palco de grandes incursões militares americanas, mas eu humildemente acredito possível apenas o primeiro cenário: a continuidade e mesmo intensificação de esforços ocultos por parte dos americanos mais cedo ou mais tarde provavelmente vai fazer com que os militares de oposição derrubem Maduro – uma vez que a reversão da crise venezuelana, em parte produto local, em parte fabricada fora, parece extrremamente improvável.
Não creio em esforços militares de países sul-americanos. A Argentina está novamente sem fôlego algum, o Peru não possui qualquer expressão, o exército brasileiro mal dá conta de paradas mambembes e até onde sei não há apetite bélico por parte da Colômbia, que conta com exército experimentado em longas e duras lutas mas desfruta de uma paz inédita nos últimos 70 anos.
Ernesto GMV
7 de janeiro de 2019 7:47 pmRussos
Os russos passsaram uns dias por lá no final do ano. Será que não consertaram os caças restantes?
Pro Brasil invadir a Vevezuela, só tem uma rodovia. Se derrubarem as pontes não tem invasão. A do Rio Branco tem 500m de extensão. Não dá pra fazer ponte de campanha ali.
Parte das milícias foi treinada para usar os mísseis antiaéreos portáteis, são 5.000.
Se acontecer vai ser um banho de sangue dos dois lados.
E será que o Putim vai aliviar assim? Ele não tem cara disso.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:56 pmInvasão por terra? Não teria
Invasão por terra? Não teria o menor sentido.qualquer estrategista militar proporia uma operação aerotransportada com cobertura aero-naval a partir de porta aviões. A premissa desse tipo de operação é a não resistencia da população
dado o alto nivel de insatisfação com o Governo Maduro.
Jossimar
8 de janeiro de 2019 11:32 amEu tenho uma dúvida:
Dizem
Eu tenho uma dúvida:
Dizem que as eleições venezuelanas são acompanhadas por isnpetores internacionais que garantem sua lisura.
Já li isso e não sei se é verdade.
Mas, caso seja verdade, e se estão tão insatisfeitos, porque o reelegeram?
Porque contiuam a votar em políticos chavistas para o legislativo e executivo?
Andre Araujo
9 de janeiro de 2019 1:28 amNas ultimas eleições a
Nas ultimas eleições a oposição foi PROIBIDA de apresentar canidatos, só havia o Maduro e dois baixo clero
chavistas paenas para constar. Nenhum Pais importante do mundo reconheceu a eleição de Maduro.
Flics
9 de janeiro de 2019 4:51 pmQuem proibiu candidatos da
Quem proibiu candidatos da oposição- e sim existiram(não seja mentiroso) foi o Dpto de Estado Americano.
André Vedoze
8 de janeiro de 2019 2:36 pmCaro André, basta um bloqueio
Caro André, basta um bloqueio aeronaval às parcas vias de abastecimento que sobraram a Venezuela que o governo de Maduro cai por gravidade.
Rui Ribeiro
7 de janeiro de 2019 7:53 pmEUA botam os Trouxas na linha de frente
E se Rússia e China não intervieram diretamente e a Venezuela for derrotada tal qual o Paraguai no século XIX, os EUA, tal qual a Inglaterra, se beneficiam da vitória sem qualquer baixa e sem qualquer custo.
Helena/S.André (SP)
7 de janeiro de 2019 8:11 pm…..
Venezuela ameaça organizar outro Vietnã para EUA. https://br.sputniknews.com/americas/2018070611651123-venezuela-ameaca-eua-vietna-intervencao-militar-cabello/
E lembro de ter lido no extinto blog caminhoalternativo.wordpress.com que a Venezuela já está se preparando há muito tempo para uma possível invasão dos EUA ao país. E segundo o blog, os venezuelanos não vão facilitar a vida dos invasores. Vai ser uma guerra sangrenta que pode perdurar por anos, como foi a guerra no Vietnã.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:59 pmA semelhança entre um
A semelhança entre um vietnamita e um venezuelano é a mesma entre um sueco e um indio guarani, quer dizer nenhuma.
Helena/S.André (SP)
8 de janeiro de 2019 9:59 amNão vamos subestimar o povo venezuelano!
No post do extinto blog caminhoalternativo.wordpress.com consta que até a população civil já está se envolvendo e aprendendo táticas de guerrilhas para enfrentar possível invasão americana ao país. Pena que não tenho como recuperar este post. Tentei através do site web.archive.org e não consegui. Mas não vamos subestimar o povo venezuelano, pois vão lutar e muito para não serem dominados pelos EUA como foi Cuba durante a ditadura de Fulgêncio Batista.
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 12:13 pmNão confunda o venezuelano de
Não confunda o venezuelano de Tajira, do fundão andino com o caraquenho, este é muito dificil fazer trabalhar, imagine lutar.
Quem conhece a Venezuela de hoje não acredita em uma luta patriotica para defender Maduro, é um contexto muito difeente
de Cuba, quando o que estava caindo era o ditador Batista aliado dos americanos e o novo eram Fidel Castro, os cubanos
estavam defendendo o novo e não o velho, hoje o velho é Maduro, equivalente ao Batista de Cuba.
JOssimar
7 de janeiro de 2019 8:22 pmFoi dito aí que tem uma
Foi dito aí que tem uma reserva de 530 bilhões de barris de petróleo na venezuela.
Uma reserva desta é importante para muitos, por isso a briga pelo controle da venezuela.
Mesmo distantes, será que russia e china vão abrir mão dessa reserva?
Porque os russos enviaram para lá no final do ano 2 aviões bombardeiros que transportam bombas nucleares?
Será que este governo energúmeno se atreverá e enfiar btrasil em uma gueera em que não ganharemos absolutamente nada?
Será que oa filhos belicosos do bozo vão para esta batalha ou irão só os pobres do brasil?
joel Lima
7 de janeiro de 2019 9:19 pmCom a implosão por parte de
Com a implosão por parte de Trump de todos os acordos oficiais e tácitos que vigoravam há decadas, não creio que seja improvável que a Venezuela possa ser o marco zero de uma regra que desde 62, depois da crise dos mísseis entre EUA , CUBA e ex-URSS ( e que quase levou omundo a terceira guerra, vem valendo = a de que a a américa latina é área de influência só americana e de nenhuma outra potência militar. As reservas de petróleo são uma tentação muito grande pra que Rússia e China não entrem em caso de uma guerra civil. Eu não tenho a menor dúvida que o Boçal jogaria o país nessa guerra fornecendo soldados. Com seu jeito de pensar primário, ele deve avaliar que guerra é o melhor jeito de fazer o povo esquecer o quanto ele é ferrado pelo seu próprio governo e em caso de vitória rápida a popularidade do governo bate no céu. Mas é claro que o idiota não consegue antever que um país que entra numa guerra e começa a receber seus soldados mortos e é humilhado pelo inimigo, o governo desse país tem grande chance de ser tirado do governo pelo povo – vide o exemplo mais acabado da guerra das Malvinas, de 82, que foi o ato desesperado dos torturadores militares conseguirem se manter no país. Foi a pá de cal nos vermes e que levou a Argentina a ser o país que mais duramente puniu os militares que tomaram o poder.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:32 pmNem Russia e nem China
Nem Russia e nem China pleitearam ou tem a minima condição de ter contrle de reservas de petroleo na America do Sul.
Não há qualquer evidencia de aviões russos transportando bombas nucleares para a Venezuela.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 10:42 amBombas nucleares são transportadas apenas por aviões?
Não há outra opção de transporte de bombas nucleares senão por aviões?
Jossimar
8 de janeiro de 2019 11:40 amHOuve notícias de que dois
HOuve notícias de que dois aviões com capacidade de transportar artefatos nucleares pousaram na venezuela junto com mais quatro aeronaves.
Isto aconteceu depois deste papo sobre intervfenção na venezuela por colombia e brasil. Não poderia ser um recado a estes dois capachos norte americanos?
Porque um avião que pode transportar bombas nucleares voará sem bombas nucelares?
Submarinos nucleares singram os mares sem estarem carregados de bombas nucleares?
Suponhamos que aconteça um conflito e bombardeiem o Brasil e a Colombia com bombas nucleares. É somente uma suposição.
Você acha que alguém defenderia o Brasil e a Colombia? Digo com armas e não com retórica.
joel Lima
7 de janeiro de 2019 8:47 pmA Venezuela chegar a esse
A Venezuela chegar a esse ponto é a prova viva da completa falta do mínimo de visão estratégica do governo Dilma e Temer . Um país cujo governo não usou à todo vapor o corpo diplomático do Italmaraty altamente respeitado no mundo todo (bem, pelo menos até a era Ernesto Araújo) para fazer os dois lados se sentarem e acharem o caminho menos traumático pra catrástrofe em todos os sentidos da Venezuela – movido tanto pela questão humanitária como a prática de evitar que uma guerra crie um êxodo populacional que irá desastabilizar inúmeros paises e um cenário de guerra em que potências internacionais tentarão ter influência sobre o petróleo da região..E o Brasil, por sua força política e econômica na região, teria condições totais de fazer essa passagem de liderança política. Agora é tarde. Mesmo que o presidente fosse o oposto do tosco que está lá hoje, a Venezuela chegou num ponto em que acho quase impossível que não haja um conflito armado – a questão é saber o quanto vai durar e os países de fora que entrarão nessa carnificina.
Ataíde Coutinho
7 de janeiro de 2019 8:54 pmNa guerra a primeira vitima é a verdade
Na telesur os caças voam sim , houve desbastecimento de peças perifericas como pneus por exemplo, mas segundo a força aerea de lá tudo esta sendo resolvido .
Putin ja deu recados claros, a quem quis ouvir que dará assitêncai tecnica ao aliado em qualquer circunstância .
O Brasil não possui caças nem pilotos treinados em aviões supersônicos como os da Venezuela , seria impensável por parte dos nossos militares lançar – se em um conflito em que seriam humilhados e derrotados .
A guerra idela para oa americanos seriam um Brasil e Venezuela como foi Iran e Iraque nos anos 80 , assim eles americanos ficariam com o petroléo e nossas reservas interncionais que seriam usadas para comprar armas .
A população brasileira não merece que se lance em uma aventura desse calibre em nome de interesses dos EUA .
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:29 pmOs EUA nunca pensaram numa
Os EUA nunca pensaram numa guerra Brasil e Venezuela e sim em uma intervenção por coalizão dos 4 grandes paises da America do Sul mas com apoio aero-naval dos EUA,
A aposta americana é que o Exercito da Venezuela NÃO lutará até a ultima bala por Maduro, há alas do Exercito anti-Maduro.
Paulo F.
8 de janeiro de 2019 6:05 pmCoalizão de capengas
Sem condições Andy!
As F/A brasileiras não tem dinheiro nem para o rancho!
Não dá para embacar em uma aventura dessas! Por maior que sejam os devanios dos seguidores de mitos!
Em melhor situação estão as F/A chilenas, mas não creio que eles topem fazer parte deste brancaleonico movimento!
Esta terceira hipótese é um delirio!
Chavez não era burro, deixou uma estrurtura de resistencia baseada em guerrilha armada. Maduro se apropriou dela.
As F/A venezuelanas podem até ter facções que não apoiam Maduro. Mas dai crer que o conjunto (e a maioria) das F/A assistiram a “invasão humanitária” de braços cruzados é de uma polianice impar! Isso sem falar das mlícias. Saddam Hussein cometeu erro semelhante quando iniciou a “libertação” do Irão em em 22 de setembro de 1980. Não contava com a reação das forças policiais, dos voluntários da milícia Basij e das unidades da Guarda Revolucionária além dos efetivos do Exército Iraniano. Foi um banho de sangue, uma carnificina! Situação similar pode se instaurar com a “intervenção por coalizão dos 4 grandes paises da America do Sul com apoio aero-naval dos EUA”.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 6:06 pmEu poderia não lutar por Churchill mas lutaria contra o Hitler
Parte das forças armadas venezuelanas podem não lutar contra pelo maduro mas lutarão contra o Trump ou quem estiver ocupando seu posto.
No comentário, o AA diz:
“A aposta americana é que o Exercito da Venezuela NÃO lutará até a ultima bala por Maduro, há alas do Exercito anti-Maduro”.
No texto, o AA afirma:
“A cúpula do Exército Venezuelano depõe Maduro e convoca nova Constituinte onde, com anistia para as forças armadas, se convocam eleições.
Esse é um cenário difícil de combinar com a realidade. Maduro literalmente “comprou as forças armadas” com benefícios, cargos, domínio sobre a PDVSA.
Além do poder do Exército (130.000 homens) há o poder paralelo das milícias (400.000) que não estão sob controle do Exercito e que se beneficiam da manutenção de um governo Maduro, não são páreo para o Exército mas tampouco vão aceitar pacificamente a queda de Maduro”.
Não há uma contradição insuperável aí?
Andre Araujo
9 de janeiro de 2019 2:17 amAs milicias são mais
As milicias são mais maduristas do que o Exercito mas é claro que em um confronto entre Exercito e milicia, o Exercito tem
mais condições de enfrentar e vencer os milicianos.
Se o Exercito derrubar Maduro não perderá o poder em um novo regime, já as milicias se dissolverão, portanto os
milicianos perderão os empregos, vão lutar por causa disso.
André Vedoze
8 de janeiro de 2019 2:31 pm“O Brasil não possui caças
“O Brasil não possui caças nem pilotos treinados em aviões supersônicos como os da Venezuela , seria impensável por parte dos nossos militares lançar – se em um conflito em que seriam humilhados e derrotados .” ????? O Brasil é pioneiro na operação de caças supersônicos na América do Sul. Mirage, F5 e Gripen mandaram um abraço!
arkx
7 de janeiro de 2019 9:31 pmCenários venezuelanos vistos de Washington
para um necessário contraponto, nosotros devemos indagar: e qual seria o cenário das praias da Flórida vistas de La Orchila?
talvez seja mais provável uma base russa na Venezuela do que uma dos EUA no Brasil: Prelude to Caribbean Crisis 2.0? Russia reportedly eyes air base off Venezuela’s coast
quanto a “parte desses caças (50 a 60%) não voam por falta de peças”, vejamos a condição dos F-15 israelenses: “Until the cause is determined, the IDF’s fleet of F-15 jets will be grounded”.
já quanto aos motivos da doutrina naval dos EUA baseada em porta-aviões estar obsoleta: “A salvo of 5-6 such missiles guarantees the destruction of any Carrier Battle Group or any other surface group, for that matter–all this without use of nuclear munitions.”
o Imperium perdeu a Guerra da Síria. não lhe será autorizada nenhuma versão do OM na AL.
e que se ergam os muros. mesmo para serem logo posteriormente postos abaixo.
vídeo: RT correspondent witnesses landing of Russian Tu-160 bombers in Venezuela
[video: https://www.youtube.com/watch?v=OkbFkc3ykrI%5D
.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:25 pmPorta aviões são obsoletos?
Porta aviões são obsoletos? Todas as grandes potencias estão renovando suas frotas de porta aviões.
Há doutrinadores militares para todos os gostos.
Alguns diziam que os tanques não seriam decisivos
na Segunda Guerra.
Ruben J Bauer Naveira
7 de janeiro de 2019 10:59 pmPorta-aviões são obsoletos, sim e não
André, boa noite, e obrighado pela sua revelante análise nesse momento crucial para o Brasil e a América Latina.
Porta-aviões somente são obsoletos contra países que desenvolveram tecnologia de mísseis hipersônicos anti-navios, que são dois: Rússia e China.
Contra todos os demais países, porta-aviões são mortíferos.
Sim, os Estados Unidos estão por contratar a construção de mais dois novos porta-aviões – mas isso tem mais a ver com a gula insaciável do complexo industrial-militar dos EUA em se apropriar do dinheiro do contribuinte americano do que com estratégia militar propriamente dita.
André Vedoze
8 de janeiro de 2019 2:28 pmExcelente artigo como já é
Excelente artigo como já é usual do articulista. A tecnologia que leva ao desenvolvimento de mísseis hipersônicos não é privilégio russo ou chinês, outros países possuem desenvolvimento semelhante ou superior, Brasil inclusive. Estes propalados mísseis hipersônicos nunca foram operacionalizados e especialistas duvidam grandemente de sua eficácia. Tente acertar um porta-aviões navegando a 30 kn ( 60 Km/h) no meio do Atlântico (tamanho do porta aviões = 350 m/ tamanho Oceano Atlântico = 106.500.000 km²) com um míssel a velocidade de Match 6 ou superior sem nenhuma possibilidade de manobrar!!! Cuidado com a propaganda de fantásticas armas russas ou chinesas, pois estas na maioria das vezes são alimentadas pelo complexo militar ocidental com o interesse óbvio de conseguirem mais verbas ( e vice versa em relação aos russos e chineses).
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 5:41 pmQuem, podendo alvejar uma megalópole, alvejaria um porta-aviões?
André, Vedoze, se você tivesse um míssil hipersônico, você tentaria alvejar com ele uma megalópole ou um porta-aviões?
Se eu tivesse dúvida sobre a eficácia de uma arma nuclear hipersônica, eu não pagaria prá ver. Acho que só louco de comer bosta faria isso.
Então quando o Putin apresentou ao mundo o Satan 2, ele estava tentando conseguir mais verbas?
arkx
8 de janeiro de 2019 3:34 pmCenários venezuelanos vistos de Washington
-> Contra todos os demais países, porta-aviões são mortíferos.
sim e não?
há informações na web sobre a estratégia iraniana contra porta-aviões dos EUA . ataque de saturação com mísseis e torpedos, disparados de flotilhas de lanchas rápidas e baterias costeiras.
.
Nabantino Gonçalves
8 de janeiro de 2019 6:00 amSugestão
Sugiro que o André comente, objetivamente, o artigo presente no link disponibilizado pelo Arkx sobre a atual escalada tecnológica militar dos russos em comparação com a dos estadunidenses.
arkx
8 de janeiro de 2019 8:30 amCenários venezuelanos vistos de Washington
-> Alguns diziam que os tanques não seriam decisivos na Segunda Guerra.
pô, André, não precisa concordar, mas depois tira um tempinho e dá uma lida no artigo. até mesmo porque, ele segue a sua linha mesma de raciocínio.
os franceses estacionaram na guerra de posições com sua supostamente inexpugnável Linha Maginot. em poucas semanas a blitzkrieg panzer ocupou a França.
mas tarde os nazistas empregaram a mesma estratégia contra a Rússia. então os soviéticos adotaram linhas múltiplas de defesa para impedir a quebra definitiva da linha de frente.
o avanço da guerra de movimento dos blindados de Hitler foi sendo freado até se converter num encarniçado combate casa a casa em Stalingrado.
em seguida, a indústria militar russa já entregava blindados superiores aos alemães, além do temível avião anti-tanque, possibilitando a derrota definitiva da Wehrmacht em Kursk-Kharkov. até hoje a maior batalha de tanques da história.
com seus porta-aviões caros e vulneráveis, os EUA ainda navegam em sua vitória naval no Pacífico, na II Guerra.
parece que a tecnologia militar russa encontrou o caminho para condenar os porta-aviões à obsolescência.
estamos num mundo em acelerada mutação.
.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 10:32 amCom uma máquina hipersônica, quem precisa de porta-aviões?
Com uma máquina hipersônica movida a energia nuclear, carregando bombas nucleares em seu útero, voando baixo e em curvas, quem precisa dos bandeirosos porta-aviões?
Ruy Acquaviva
8 de janeiro de 2019 3:35 pmDivagações sobre mísseis e porta-aviões
Existem é diferentes doutrinas militares em diferentes países ou situações.
Não há dúvida que os porta-aviões são armas formidáveis e concordo que não se pode dizer que estão obsoletos, mas não são para quaisquer situações.
Os porta-aviões são armas de projeção de poder aeronaval e tem muita importância principalmente para potências expansionistas ou com interesses em amplos territórios espalhados pelo globo. Esse é o caso dos EUA e me parece, pelo pouco que sei, que sua afirmação sobre a importância dessas naves para a doutrina militar americana é enorme. Não é à toa que estão construindo vários porta-aviões simultaneamente.
Já para a Rússia essas armas são caras demais e não são fundamentais para a doutrima militar desse país, que é principalmente defensiva. O investimento em armas mais baratas e que façam uso da avançada tecnologia militar do País é bem mais racional.
Já a China tem interesses no Mar do Sul da China, que tornam interessante terem uma base de projeção de poder aeronaval na região, além de fazer um contraponto aos porta-aviões americanos que costumam singrar aqueles mares.
O fato é que não os porta aviões tem sim grande vulnerabilidade devido ao seu tamanho, tanto que estão sempre escoltados por uma frotilha de navios e submarinos que por sua vez formam uma formidável barreira de proteção. Aliás eles (os porta-aviões) tem várias camadas de proteção, o que torna muito difícil a tarefa de atingir uma dessa belonaves.Muito difícil, mas não impossível. A própria necessidade de proteger essas verdadeiras cidades flutuantes limita em parte seu uso. O efeito moral de ter um porta-aviões naufragado ou simplesmente atingido seriamente seria enorme e com sérias implicações.
Então o que se pode concluir é que não há festa da cocada preta nem do lado de quem usa, nem do lado de quem mira nos porta aviões. È ma arma terrível, um único porta aviões americano tem mais capacidade bélica que a maioria das nações do globo (pelo menos em termos aeronavais), mas esse pode todo pode sucumbir com um único míssil ou torpedo que consiga atingi-lo em cheio (o que é muito, muito difícil, mas não impossível).
Eliseu Leão
9 de janeiro de 2019 9:00 pmO simples fato de hipotizar
O simples fato de hipotizar intervenção militar na Venezuela para acabar com o atual governo escolhido pelo povo venezuelano é – di per se – absoluta sandice. Para quem leu esse post do Andre Araujo proponho a visão desse curtissimo video informativo (em italiano) https://www.pandoratv.it/?p=19642
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Sob pressão dos EUA, os aliados europeus e o Canadá aumentaram seus gastos militares em 87 bilhões de dólares depois de 2014. “Todos os aliados estão em processo de aumentar os respectivos gastos militares”, disse Estultonberg, secretário-geral dessa organização criminosa multinacional de caráter mafioso conhecida como NATO. Prevê-se que até 2024 aliados europeus e o Canadá aumentem seus gastos militares em 266 bilhões de dólares, o que elevará o gasto militar total da OTAN para mais de 1 trilhão de dólares anuais. O amodernamento que André Araujo cita corresponde à imposição dos EUA aos membros da organização de comprarem as novas armas deles.
Convém citar um trecho do Saker na resenha do livro – Perdendo a Supremacia Militar: a Miopia do Planejamento Estratégico nos EUA. (5/7/2018, The Saker, in Unz Review e The Vineyard of the Saker):
“Em seu livro, Andrei Martyanov explica por que, apesar dos anos 1990s absolutamente catastróficos, os russos conseguiram desenvolver uma moderna e altamente capaz força de combate, e em tempo recorde. As principais razões são duas. 1 — diferente das armas estadunidenses, as armas russas são concebidas para vencer guerras, não para fazer dinheiro. 2 — os russos são agudamente conscientes do que a guerra realmente significa e, crucialmente importante, estão realmente dispostos a fazer sacrifícios pessoais para evitar qualquer guerra, ou, no mínimo, para vencer as guerras inevitáveis. Diferente disso, os estadunidenses não têm experiência real da guerra (vale dizer: de guerra em defesa da própria terra, família e amigos), absolutamente nenhuma experiência. Para os estadunidenses, guerra ‘é quando’ você viaja e mata alguém em terras distantes, no próprio país da vítima, preferivelmente matança feita de longe, de dentro de seu avião, ou em terra, sem você nem ver o que mata; e, simultaneamente, fazer muito, muito, muito dinheiro. Para os russos, guerra é lutar pela própria vida e pela vida dos seus, e ter de sobreviver a qualquer custo. São duas noções de guerra completamente diferentes uma da outra. A diferença entre os sistemas de armas comprados também é simples: uma vez que as guerras dos EUA jamais põem em risco o povo estadunidense, as consequências de desenvolver sistemas de armas de segunda classe nunca foram catastróficas. E os lucros, por sua vez, foram imensos. Desse ‘sistema’ advêm sistemas de armas tipicamente imprestáveis e com preços criminosamente inflados, como o F-35, o Littoral Combat Ship ou, claro, os grandes toletes cinematográficos, fantasticamente caros e não menos fantasticamente vulneráveis como os porta-aviões deles.
Os estrategistas planejadores das forças armadas russas trabalharam com prioridades muito diferentes: não apenas sempre viram com clareza que o fracasso na produção de armas de alto desempenho poderia resultar em o país deles ser devastado e ocupado (para nem falar de as famílias deles e eles mesmos acabarem escravizados ou mortos); também sempre souberam que o país deles jamais poderia igualar-se ao Pentágono, em termos de gastos. Assim sendo, o que fizeram foi projetar e construir sistemas de armas consideravelmente menos caras, e que podem destruir ou tornar inúteis os produtos do multitrilionário complexo industrial-militar dos EUA.
No seu livro, Martyanov constrói abordagem sistemática: define poder militar; explica de onde veio o mito da superioridade militar dos EUA e como a operação de reescrever a história da 2ª Guerra Mundial pelos olhos dos EUA resultou em completa confusão e incontáveis erros, especialmente nos altos escalões políticos, sobre a natureza da guerra moderna. Na sequência, discute o papel que a ideologia e a Guerra Fria desempenharam no processo de afastar da realidade, ainda mais, os líderes estadunidenses. Por fim, demonstra como uma mistura de narcisismo delirante e corrupção desenfreada resultou em militares estadunidenses capazes de queimar somas fenomenais de dinheiro na “defesa”, ao mesmo tempo em que também resultou em força militar incapaz de vencer guerra alguma, seja qual for, a menos que o inimigo seja fraco e completamente sem qualquer defesa. Não implica que os militares dos EUA não tenham combatido em muitas guerras e vencido. Combateram e venceram, mas, nas palavras de Martyanov:
«Com certeza, quando os EUA combateram contra adversário de 3ª categoria, era possível fazerem chover morte dos céus e depois atropelar em solo as forças inimigas, se restasse alguma coisa depois da chuva, sempre quase sem dificuldades e com poucas baixas. Funcionará também no futuro, contra aquele tipo de adversário – semelhante em tamanho e tão frágil como forças iraquianas à altura de 2003: nenhum adulto pode continuar no pátio de casa brigando só com criancinhas e fingindo que vencerá qualquer briga com adultos.»
O principal problema dos EUA hoje é que restam pouquíssimos daqueles adversários de 3ª categoria, e os que os EUA tentam hoje submeter já são páreo ou quase páreo. Martyanov lista especificamente os fatores que tornam os adversários de hoje tão diferentes dos que os EUA enfrentaram no passado:
1. Os adversários de hoje têm capacidades para comando, controle,
comunicações, inteligência, vigilância e de reconhecimento iguais
ou melhores que as dos EUA.
2. Os adversários modernos têm capacidades para guerra eletrônica
iguais ou melhores que as dos EUA.
3. Os adversários modernos têm sistemas de armas iguais
ou melhores que os dos EUA.
4. Os adversários modernos têm sistemas de defesa aérea
que limitam enormemente a efetividade da força aérea dos EUA.
5. Os adversários modernos têm mísseis cruzadores subsônicos,
supersônicos e hipersônicos de longo alcance, que são terrível ameaça
contra a Marinha dos EUA, suas bases, áreas de preparação
[orig. staging areas] e até contra todo o território dos EUA.
Ninguém precisa sentir-se um merda por não saber de nada disso e jamais ter ouvido falar desses fatos, pelo menos se se considera o tipo de bobagens e sandices que a mídia-empresa publica nos EUA [no Brasil o Grupo GAFE Globo-Abril-Folha-Estadão] e também o que dizem os “especialistas” como Andre Araujo].
A atual histeria sobre a Rússia, pintada como a nova Mordor, culpada de tudo e todas as desgraças (reais ou imaginárias) que acontecem aos EUA explica-se principalmente pelo fato de a Rússia – em total contradição com as opiniões dos “especialistas” –, não só não faliu nem virou “posto de gasolina fantasiado de país” com a economia “em cacos”, mas, isso sim, conseguiu desenvolver forças militares que, ao custo equivalente a uma mínima fração do orçamento militar dos EUA, são hoje realmente muito mais capazes que as forças armadas dos EUA. ——> Sei que essa última porção de frase, acima, é literalmente “impensável” para muitos estadunidenses.
Quando você crê de modo absoluto em algum tipo de milagre da história, ou em alguma escolha divina, ou em algum destino manifesto ou em qualquer outra força sobrenatural; quando você crê que você seja inerentemente e por definição superior ao, e de modo geral “melhor” que, o resto do mundo, nesse caso você, não qualquer outro agente, está-se colocando sob gravíssimo perigo de ser aniquilado. Vale para Israel e vale também para os EUA.
Acrescento que, no curso da História Ocidental, essa violenta “colisão” da realidade contra o acolchoado mundo da ilusão narcísica frequentemente incluiu um soldado russo que expulsa forças supostas superiores comandadas pela raça suposta superior da hora (vale desde os Cruzados até os Nazistas). Advém daí o ódio que tudo que for russo inspira às elites ocidentais governantes.
(…) a questão não é se o Império dos EUA está ou não colapsando, mas as consequências que esse colapso terá para nosso planeta. Nesse momento, os militares dos EUA estão convertidos em “força oca” [hollow force”, term. militar] que simplesmente não tem como realizar a missão que lhe caberia, nos termos definidos pelos políticos dos EUA, de controlar o planeta inteiro.”
—————
“Há dois mitos profundamente gravados na mente da maioria dos estadunidenses: superioridade militar e invulnerabilidade.
Entendo que seja portanto crucialmente importante desmontar esses mitos, antes que acabem por nos custar milhões de vidas e sofrimento jamais visto.
Meus amigos na Marinha dos EUA sempre souberam perfeitamente disso tudo e frequentemente riam da propaganda oficial deles mesmos (eram os anos do governo Reagan), que dizia que a Marinha dos EUA “levaria a guerra aos russos”, para começar, enviando os porta-aviões.
Em contraste direto, todos os meus amigos contavam que a 1ª coisa que os EUA fariam seria sair correndo com os porta-aviões para bem longe do Atlântico Norte, rumo às águas muito mais seguras do ‘ponto cego’ ao sul do chamado GUIK gap. Eis pois a triste verdade: porta-aviões existem para demarcar o poder do Império Anglo-sionista sobre países menores e, basicamente, indefesos (como o Iraque de Saddam Hussein). Ninguém na Marinha dos EUA, pelo menos, com certeza no final da década dos 1980s, jamais considerou seriamente usar os grupos de combate com porta-aviões perto da Península Kola para “levar a guerra aos russos”. Tudo, só, pura propaganda. Os cidadãos não sabiam, mas o pessoal da Marinha dos EUA, todos, sempre souberam da verdade. A Rússia tem um míssil míssil hipersônico (Zircon 3M22) que não pode ser detido ou desviado por nenhum dos sistemas antimísseis da Marinha dos EUA já existentes ou previsíveis. Esse míssil pode ser instalado *em qualquer ponto do mundo* sobre *qualquer* plataforma.
Nada do que acima se lê é sigiloso ou secreto. Basta escrever “míssil zircon” em seu browser preferido e as informações aparecem em centenas de páginas [em português, em 4.400 páginas] (em ing. 131 mil no Google; 190 mil em Bing). De fato, muitos especialistas já dizem que o Zircon marca o fim dos porta-aviões como plataforma na guerra moderna. Não é exatamente assim.
O porta-aviões são ferramentas ideais para aterrorizar, ameaçar, provocar e em vários sentidos atacar países indefesos. Até países de dimensões médias terão dificuldades para lidar com ataque que lhes venha dos porta-aviões norte-americanos. Pessoalmente, acho que enquanto o mundo se servir do EUA-dólar e, portanto, enquanto a economia dos EUA continuar a fabricar dinheiro feito de vento e a gastá-lo como se não houvesse amanhã, os porta-aviões ainda terão futuro brilhante, embora moralmente repulsivo. E, claro, a Marinha dos EUA não usará porta-aviões para ameaçar a Rússia. Mais uma vez, até a mídia norte-americana tem sido bastante explícita sobre o potencial do Zircon como matador de porta-aviões. O que jamais se discute ou publica-se, ou só muito raramente, são as consequências políticas e estratégicas da utilização dos Zircon.
Há ainda outro aspecto nessa questão, frequentemente ignorado. Analistas ocidentais falam muito de uma estratégia russa que chamam de “contenção por negação [ing. deterrence by denial]” e “Acesso Negado a Área Determinada” [ing. Anti-Access Area Denial (A2AD).
Praticamente tudo aí é aquele tipo de linguajar que garante promoção e aumento de salário nos think-tanks dos EUA e da OTAN. Mesmo assim, há um grão de verdade no fato de que os mísseis russos mais avançados já garantem à Rússia o instrumento para ameaçar alvos que são patrimônio de altíssimo valor para os EUA. E, ainda pior: os russos estão dispostos a (de fato, estão muitíssimo interessados) exportar esses mísseis (relativamente baratos) a outros países.
Seria bem engraçado ver o que dirão aqueles políticos norte-americanos que vivem em estado de histeria perene por causa do risco da proliferação nuclear, mas não veem que mísseis convencionais antinavios são ameaça formidável e muito mais próxima e provável. Sim, claro que há tratados que limitam a exportação de mísseis, como o MTCR, mas só se aplicam a mísseis com alcance superior a 300km. Com os mísseis cruzadores balísticos modernos cada dia menores e mais mortais e mais fáceis de esconder, e com alcances que podem facilmente (relativamente facilmente) ser estendidos, tratados como o MTCR vão-se tornando cada vez mais rapidamente antiquados.
Quem achou ruim discutir ataques a porta-aviões dos EUA, agora vai entrar em território de “Dr. Fantástico”, para saber algo que para os estadunidenses é completamente impensável: ataques contra a EUA-pátria. Claro que para o resto da humanidade qualquer guerra, por definição, inclui a possibilidade muito real de haver ataques contra as próprias cidades, vilas e povo. Mas para os norte-americanos, adestrados para não se indignar contra violência e morte provocadas por militares norte-americanos sempre bem longe de casa, a noção de ataque devastador contra a pátria norte-americana é impensável.” (10/11/2017, Unz Review e The Vineyard of the Saker)
Paulo F.
8 de janeiro de 2019 5:27 pmO nome é Predator !
Com drones de longa distancia é possivel manter uma guerra de atrito sem a indesejada presença de cenas de “sacos pretos”.
Além disso eventuais perdas são menores em termos de custo financeiro (drones são muito mais baratos que aeronaves tripuladas , suas tripulações tem um treinamento mais barato) e psicológico (tripulações de drones não se transformam em POW).
Todos falam de caças, mas a principal compra da Era Chavez foi a aquisição de milhares de AKs e a formação de uma força desentralizada que tem o objetivo básico de se transformar em uma guerrilha maciça em caso de invasão.
Os EUA não vão querer um Afeganistão em seu quintal! (E para o Brasil seria desastroso).
Desta forma continuarão os falcões de plantão a fomentar um golpe. O cenário pós-invasão é por demais caótico para que a aventura valha a pena. A maior parte das fichas continuaram a ser apostadas na elite quinta-colunista exilada e saudosa dos tempos de outrora
arkx
9 de janeiro de 2019 10:26 amCenários venezuelanos vistos de Washington
-> mas a principal compra da Era Chavez foi a aquisição de milhares de AKs e a formação de uma força desentralizada que tem o objetivo básico de se transformar em uma guerrilha maciça em caso de invasão.
em 21/12/2018 postei aqui:
para registro. encontro com um amigo. não nos vemos já tem um tempo. pergunto:
– e aí? como vão as coisas?
– fiquei 28 dias na Venezuela.
– é mesmo! foi fazer o quê?
– questões jurídicas de família. nada a ver com política.
– mas aquilo lá deve tá uma foda.
– e muito! caras da Polícia Nacional Bolivariana me ofereceram dois AK-47, mais carregadores, por uma bagatela.
– uma puta corrupção, né?
– conversei com muita gente. os caras são doidos. todo mundo tem AK-47 em casa.
– ah! já entendi…
– pois é. quem é a favor e quem é contra o Maduro. mas são unânimes em afirmar, na hora que os norte-americanos, ou colombianos ou brasileiros, enfiarem o pé na Venezuela os fuzis vão apontar numa direção só: para o peito dos invasores.
.
André Oliveira
7 de janeiro de 2019 9:33 pmA terceira hipótese seria uma
A terceira hipótese seria uma catástrofe tão profunda que é difícil até avaliar a dimensão dos danos que traria para toda a América do Sul, os estragos seriam sentidos no continente por muitas décadas. A América do Sul não tem uma guerra aberta entre vizinhos desde a guerra do Paraguai.
Dagoberto Saraiva
7 de janeiro de 2019 10:32 pmErrado. Guerra do Chaco na
Errado. Guerra do Chaco na decada de 30 do seculo passado.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 11:04 pmA base estrategica de uma
A base estrategica de uma intervenção NÃO é de uma guerra contra a Venezuela e sim um operação para derrubada de um ditador, como foi no Panama contra Noriega.
Ruy Acquaviva
8 de janeiro de 2019 3:16 pmO quê???!!!
“A base estrategica de uma intervenção NÃO é de uma guerra contra a Venezuela e sim um operação para derrubada de um ditador”
O quê???!!!
Quem define quem é ditador e quem não é?
Isso aí me parece apenas um jogo de palavras para justificar, comeufemismos vazios, uma invasão militar contra uma nação soberana.
De onde vem essa definição?
Noriega era agente da CIA e tomou o poder com um golpe de Estado, só foi derrubado do poder pelos americanos porque surgiram provas de sua ligação com os americanos e com o narcotráfico, tornando o ditador amigo em um embaraço para a diplomacia americana. Mesmo assim a operação no Panamá foi uma invasão de um país soberano e não uma operação em favor da democracia. Noriega era um ditador criminoso sim, mas não foi essa a motivação da invasão e sim a conveniência da política externa americana.
Maduro foi eleito e a comparação com noriega me parece ser completamente descabida.
Se você está falando da DESCULPA que pode ser usada pelos americanos, aí eu entendo, afinal trata-se de uma mentira, um eufemismo para uma guerra por conveniência política, assim como as “armas de destruição em massa” foram a desculpa para a invasão do Iraque e a destruição do País.
Não acredito que esteja colocando a sério essa justificativa, como se fosse algo para valer, pois nesse caso seria um absurdo.
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 4:08 pmNoriega foi derrubado porque
Noriega foi derrubado porque transformou o Panama no principal ponto de transito da droga colombiana, ficou sócio do Cartel
de Medellin, se foi ou não colaborador da CIA não justificaria uma intervenção do porte do que foi feito, muitos ditadores foram
aliados dos EUA até certo momento e depois deixaram de ser como Trujillo, Somoza, Batista, todos descartados pelos EUA.
Maduro é considerado internacionalmente e não só pelos EUA como ditador, ignorou por completo as eleições para a
Assemblea Nacional, criando nova Assembleia nomeada inteiramente por ele, até Chavez respeitou ao menos as
aparencias de um processo democratico, Maduro nem isso fez. Em relações internacionais é preciso distinguir
nunaces, nada é tudo igual, cada Pais é uma realidade, cada processo é diferente do outro.
Rui Ribeiro
9 de janeiro de 2019 11:36 amOs EUA têm ditadores de estimação?
Porque os EUA derrubam ditadores em alguns países enquanto empoderam ditadores em outros países?
Em 64, dizem que a 4ª Frota estava de prontidão, estacionada na costa brasileira, para apoiar os Abacates.
Os EUA têm ditadores de estimação?
André Oliveira
8 de janeiro de 2019 5:20 pmIntervenção é uma operação
Intervenção é uma operação militar de invasão. Se o invadido for um cachorro morto, como no Panamá, a invasão entra para a história apenas como uma intervenção,. Se não for, como na Venezuela, teremos o começo de uma guerra de resultados catastróficos para a estabilidade política da região.
Edna Baker
8 de janeiro de 2019 6:09 pmUm ditador que foi eleito
Um ditador que foi eleito pelo povo que o adora. Ditador?
Andre Araujo
9 de janeiro de 2019 2:11 amNa ultima eleição para
Na ultima eleição para Presidente a oposição foi IMPEDIDA de apresentar candidatos, só apareceram Maduro e dois micro chavistas para constar.
Nenhum Pais importante do mundo reconheceu essa eleição.
O povo não o adora, ele perdeu a ultima eleição para a Assembleia Nacional.
Em um Pais passando fome ele está cada dia mais gordo e bem vestido.
Flics
9 de janeiro de 2019 5:02 pmNão é verdade, portanto, é
Não é verdade, portanto, é mentira. Existiram sim candidatos de oposição. Quem vetou candidatos da oposição com ameaças foi o Dlro. De Estado. Tu sabes!
Edison Moraes
7 de janeiro de 2019 9:36 pmRealismo fantástico.
O Andre faz a análise dos cenários possíveis mas os comentaristas preferem o realismo “ultrafantástico”!
Wilton Santos
7 de janeiro de 2019 9:49 pmSe o Brasil embarcar nessas
Se o Brasil embarcar nessa aventura militar repetirá o mesmo erro da Argentina na guerra da Malvinas. Se falhar nessa empreitada todo o regime político bolsonariista será desmoralizado, inclusive os miitares brasileiros, algo muito semelhante com o ocorrido com a ditadura militar argentina após a guerra.
O povo venezuelano que dá sustentação ao governo de Maduro terá motivos de sobra para apoiar seu país, enquanto nós brasileiros teremos motivos de sobra para derrubar nosso governo que manda nossos jovens morrerem numa guerra inútil.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:21 pmO povo venezuelano dá
O povo venezuelano dá sustentação ao governo Maduro? Com cinco milhões de exilados? Caia na realidade.
Maduro pode ter algum apoio nos botecos de Caracas mas se tivesse apoio na maioria da população não precisaria de 400 mil milicianos sufocanto manifestações populares. Na ultima eleição a oposição ganhou para a Assembleia Nacional.
nender, o tal
7 de janeiro de 2019 11:46 pmArf
André… ninguém imagina que suas análises sejam uma expressão de neutralidade (porque seriam impossíveis)…
Mas o tom pretendido por você (algum comedimento e “equilíbrio) cai por terra rápido:
O êxodo venezuelano é mais um resultado da degradação econômica, que por sua vez deriva do ataque e boicote descarado dos EUA que desaprovação do governo…
Assim como você sabe que o contingente de milícias é resultado direto da ação golpista permanente da oposição desde Chávez…e que implodiu o país…
Ou será que Chávez e Maduro deveriam ter capitulado como Lila e Dilma?
Desconhecer que a Venezuela se encontra onde está por ter resistido é uma tremenda miopia.
Assim como você sabe que em cenários como esse os governos tendem a se fechar e restringir direitos…
Ou seja, golpistas e fascistas atacam a democracia e as regras, e quando o clima “esquenta”, acusam o governo de violento quando reagem…
Não creio que você irá desconhecer esses processos…
Quem seguiu outra receita hoje está na mesma merda ou a caminho dela: Honduras… Paraguai..e em breve o Brasil…!!!
Andre Araujo
9 de janeiro de 2019 1:35 amSe o governo venezuelano
Se o governo venezuelano fosse minimamente eficiente, como o da Bolivia, não haveria uma tragedia humanitaria.
É um governo inviavel, independentemente de ideologia, o Pais com maior reserva mundial de petroleo passa fome.
nender, o tal
9 de janeiro de 2019 2:46 pmArf
Hum… sei… a fome ou tragédias humanitárias estão adsritas a “competências” governamentais…
É para rir?
Nenhuma responsabilidade às desigulades mundiais estruturais do capitalismo e os processos históricos e as ações predatórias da geopolítica dos países ricos…????
E as tragédias humanitárias das populações pobres do Sul dos EUA e das cidades fantasmas como Detroit?
Será que o André sabe que o claudicar da economia desde 1970 revelou um contingente endêmico de pessoas em risco alimentar nos EUA????
Só não recebe esse adjetivo porque a propaganda é um milagre!
Como eu disse… toda a suposta qualidade dos textos sucumbe a essas grosseiras distorções… parecidas com tweets do coiso…
Nabantino Gonçalves
8 de janeiro de 2019 4:15 amBrasil tem 3,7 milhões de emigrantes
De acordo com o Itamaraty, e esse número não para de crescer. O número de milicianos é pífio, apesar de indeterminado.
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 12:08 pmO Brasil tem 210 milhões de
O Brasil tem 210 milhões de habitantes, a Venezuela 28 milhões, a emigração brasileira tem decadas, a venezuelana
é recente, são contextos muito diferentes.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 10:47 amOs 5 milhões de exilados são da oposição
Em tese, os que não se exilam apoiam o governo.
evandro condé de lima
7 de janeiro de 2019 9:50 pmAndré
Eu, na minha completa ignorância de política internacional, mas leitor de notícias e com um pouco de conhecimento de história, comentava em posts e comentários sobre a Venezuela, que aquele populismo não se sustentava. E lia sei lá quantos defendendo ou o Chávez ou o Maduro.
Acho que estava certo.
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 10:21 amMas quem não se sustentou foi o golpe contra Chávez
A Revolução não será televisionada
Flics
7 de janeiro de 2019 9:53 pmAtaques Sonoros em Havana.
O GRILO NA GUERRA FRIA
Dolor de oídos, pérdida de audición, vértigos, náuseas, privación del sueño, e incluso dificultades cognitivas. Un total de 26 diplomáticos estadounidenses denunciaron un misterioso “ataque sónico” en La Habana…
El presunto ataque no sólo originó la indisposición de los empleados, sino que desencadenó un cruce de acusaciones entre EEUU y Cuba que acentuó sus malas relaciones. Washington decidió reducir drásticamente el número de funcionarios en el país, además de acusar al Ejecutivo cubano de saber quién estaba detrás de los supuestos ataques y de no proteger adecuadamente a sus diplomáticos.
Como prueba de las acusaciones, y ante la insistencia de La Habana de la falta de indicios, se difundió una grabación del molesto ruido que habría desencadenado las bajas diplomáticas y que constituyó la prueba principal de los supuestos ataques.
Ahora, un estudio revela que la grabación corresponde, en realidad, al sonido de la fauna caribeña.
Una investigación de científicos de EEUU y Reino Unido, presentada en la Sociedad de Biología Integrativa y Comparativa (SICB), analizó la grabación y concluyó que el sonido coincide con el canto de los grillosque habitan en los alrededores de la sede.
…y apuntó que creían saber de qué especie era: el Anurogryllus celerinictus, más conocido como grillo de cola corta. Según el estudio, el sonido “coincide, en detalle matizado, con la grabación; en duración, frecuencia de repetición de pulsos, espectro de potencia, estabilidad de frecuencia de pulso y oscilaciones por pulso”.
https://www.lavanguardia.com/internacional/20190107/453995182345/ataques-sonicos-diplomaticos-eeuu-cuba-grillos.html
ze sergio
7 de janeiro de 2019 9:56 pmTUDO ISTO NAS FRONTEIRAS DO GIGANTE ADORMECIDO….
Então a partir de 1930, a Potência Continental do Hemisfério Sul torna-se em ‘ Lassie, um poodle ‘ em relação ao Mundo. Desde a década de 1960, onde cremos que com as Privatarias Inaugurais da República de Juiz de Fora, construiríamos a Industriualização Brasileira, ficamos dependentes do Petróleo Estrangeiro. Isto tendo a Petrobrás.E advinhem? Ao invés de compramos tal produto da vizinha Venezuela e influemciarmos e desenvolvermos toda a América Latina e África, regiões de nossa unfuência, permitimos que trodos estes Continentes fossem atirados ao atraso e à mediocridade num QuintoMundismo inacreditável. Agfora queremos algum protagonismo, para continuamos lacaios dos interesses norteamericanos. Compramos a briga do país do norte com nosso vizinhos. E sua exploração histórica. E ainda aceitamos a entrada dos interesses russos e chineses. Construiremos na nossa fronteira, uma Guerra Mundial, de interesses diversos, onde o menor dosa interesses é o nosso !!! Somos Surreais !!! Um cerébro, pelo amor de Deus !!! O meu ficou em algum lugar entre achar que Vargas era um Estadista e Tancredo, um Democrata !!!! Piedade !! Pelo menos um ou dois neurônios !!!!
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 10:19 amFaltou a cereja do bolo Zé $ergiana: País de mto fácil explicaçã
Esqueceu a esquerdopatia e país de muito fácil explicação.
ze sergio
8 de janeiro de 2019 1:01 pmEU SEI…
Lassie era uma Collie. E não Somos Vira-Latas. Vira-Latas são a Representação Política que aceitamos nestes 89 anos.
bfcosta
7 de janeiro de 2019 10:16 pmMéxico não teria um papel a
México não teria um papel a cumprir nesse cenário ? Penso que hoje eles são a melhor opção para costurar um acordo entre as partes: governo Maduro e oposição.
Andre Araujo
7 de janeiro de 2019 10:47 pmPara tal tarefa seria preciso
Para tal tarefa seria preciso o Mexico se oferecer e até hoje não se tem noticia.
Jaide
7 de janeiro de 2019 11:03 pmMéxico e o tal grupo de Lima
O que se sabe é que o México não assinou a declaração do tal grupo de Lima sobre o não reconhecimento da eleição do Maduro.
Bom sinal.
Eden SP
8 de janeiro de 2019 12:55 amO México e sua tradicional postura em reconhecimento de governo
A política exterior do México tem uma tradição enraizada em ser reticente na questão de reconhecimento de Governo de outros Estados, inclusive tendo dele nascido uma doutrina do direito internacional acerca desse tema (reconhecimento de Governo) – a chamada doutrina Estrada -, formulada em 1930 pelo então Secretário de Relações Exteriores, Genaro Estrada. Embora tenha perdido o lustre nas últimas presidências, ela foi muito relevada entre a década de 1930 até 0 final dos anos 1990.
A saber que o princípio de não intervenção em assuntos internos de outros países é o fundamento dessa perspectiva, muito embora ela não proíba a ruptura ou o rebaixamento das relações diplomáticas com regimes a que o país não esteja de acordo. No caso de Maduro, não vejo que o governo Lopez Obrador tenha fortes entusiasmos com esse governo. No fundo, a doutrina se preocupa muito mais em evitar, a todo custo, juízos ou ponderações excessivamente reareacionárias, a ponto dr transformar essa atitude num mecanismo desestabilizador da oudem de outro.
https://www.google.com/url?sa=i&source=web&cd=&ved=2ahUKEwicxozH-dzfAhXKFZAKHQ_CCrsQzPwBegQIARAC&url=https%3A%2F%2Fwww.elespectador.com%2Fnoticias%2Fel-mundo%2Fpor-que-mexico-no-firmo-la-declaracion-contra-maduro-del-grupo-de-lima-articulo-832424&psig=AOvVaw3ox82jCibW0qoRgqGhiOMd&ust=1546994451128020
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 1:01 amMuito bem lembrado. O Governo
Muito bem lembrado. O Governo do Mexico recusou-se a reconhecer a vitoria do General Franco na Guerra Civil Espanhola
e continou a reconhecer como governo legitimo da Espanha a Republica de 1931, que se instalou no exilio na Cidade do Mexico
em 1939. Só após a morte de Franco em 1974 o Mexico reconheceu o Reino da Espanha como Estado sucessor da
Republica derrubdada em 1939.
nender, o tal
7 de janeiro de 2019 10:27 pmCenários
O que espanta é que em todos os cenários (sejam mais ou menos factíveis) parecem conter um desejo irrefreável: um conflito interno, regional ou até global…
Bem, a história ensina que ninguém vai a guerra por honra, democracia (risos) ou crenças religiosas…
José Luís Fiori escreveu aqui hoje o que está por trás do assédio a Venezuela e o sistemático boicote que ela sofre faz anos…
O ajuste fino dos abutres dos EUA, e que os deteve até o momento está baseado na busca de idiotas dispostos a embarcar como buchas para intervir em solo venezuelano… as famigeradas coalizões!
O Império não está disposto a bancar outra guerra de ocupação…
Levou naba no Afeganistão… no Iraque… na Síria…
Não conheço muito bem o poderio militar venezuelano, mas não seria loucura afirmar que estão muito mais bem estruturados que sírios, iraquianos e afegãos…
Sem mencionar a coesão política de boa parte da população que apoia o governo.
Outro aspecto que a inteligência dos EUA deve(ou deveria) estar ponderando são os reflexos de atos hostis a segurança interna deles…
Se no Oriente Médio trouxe o terror para NY, imagine uma ocupação no quintal de casa?
Por outro lado é verdade que as guerras dos EUA desde o Vietnam não tinham o menor compromisso com vitórias militares… apenas serviam para engordar o poderio econômico da indústria militar e agregados, enquanto provocavam as necessárias esestabilizações regionais para alimentar interesses geopolíticos….
Esse pode ser o gatilho…
Aguardemos…
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 10:15 amA Venezuela é o país de nascimento de Carlos, o Chacal
Já imaginaram 10 Chacais à solta em solo norte-americano?
Os Ianques iriam ficar em polvorosa.
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 3:13 pmNada a ver. O Chacal era um
Nada a ver. O Chacal era um lobo solitario, nascido na Venezuela mas de formção europeia, não é um biotipo venezuelano,
é muito mais facil um terrorista ser colombiano do que venezuelano, a Venezuela não tem tradição guerrilheira.
Rui Ribeiro
11 de janeiro de 2019 11:06 amEu não falei de guerrilheiros venezuelanos em solo dos EUA
Eu falei numa matilha de 10 lobos solitários.
cezarperin
7 de janeiro de 2019 10:54 pmQue encrenca….Maduro é
Que encrenca….Maduro é imaturo!!!! Ou a venezuela de fato está sendo boicotada..Estou em dúvida André
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 3:09 pmMaduro é um péssimo
Maduro é um péssimo governante, Chavez era um pouco mais habil e tinha maior liderança mas os erros da Venezuela são
produzido por ela mesmo e não por outros, gastaram muitos bilhões em estatizações inuteis, as empresas estatizadas viraram
sucata assim como a PDVSA que perdeu em um só ano 9.300 engenheiros de petroleo, eles tinham o melhor quadro de
engenheiros de petroleo do mundo, a maioria formada na França, foram estatizadas padarias, rede de lojas de jardinagem,
fabricas de fraldas, tudo virou pó, nada funciona e a corrupção é de 90%, uma compra de 1.000 dolares a comissão é 900,
a prova da incompetencia é a Bolivia que tambem tem um governo de esquerda mas muito mais competente assim como
o Equador de Rafael Correa, Bolivia e Equador estão em razoaveis condições economicas.
Sidnei
7 de janeiro de 2019 11:31 pmOs petrodólares
Toda dominação americana se baseia em seu poderio militar e na imposição do dólar como moeda mundial.
Daí é possível, a eles, ter déficits fiscais e comerciais por décadas a fio, bem como ter uma dívida nacional superior aos 100% do PIB, ou o dobro disso se for o caso.
Pois bem, a crise do petróleo de 73 se baseou num aumento de 300% no preço do petróleo, saltando de 7 para 21 dólares, além da necessidade de comprar o petróleo em dólares. Obviamente os EUA emprestavam os dólares para financiar os investimentos no 3° mundo, bem como a compra de petróleo. Para não estender muito, em 1984 a taxa de juros americana foi para 16% a.a. Esta foi a causa de toda hiperinflação da América latina.
A Rússia só voltou a ser uma potência depois de reestatizar o petróleo.
Na África o petróleo é chamado de “merda de Deus”.
Enfim, pode não acontecer nada na Venezuela por enquanto e ser “protelada a provável guerra civil”. Acredito que o pensamento imperialista americano “prefere” uma guerra civil bem demorada…
O fato é que, com todos os erros, Bolívia e Venezuela são os dois países que ainda têm um governo preocupado com seu povo e com a integração das nossas nações.
Mas, um mundo assim talvez fique pros meus netos, (se houver um mundo assim, um dia)…ou pra depois ainda.
Fizemos essa cagada: militares, establishment, políticos, grande mídia, coxinhas e burros-de-direita.
Eu sempre digo que o final deste período de golpes vai ser a quebra da moeda, no nosso caso.
E na Venezuela, não tem escapatória, ou guerra civil ou pior, uma guerra local.
Realmente o petróleo é a “merda de Deus”.
Ruben J Bauer Naveira
7 de janeiro de 2019 11:34 pmO que a Rússia fará
André, boa noite.
A possibilidade de uma intervenção da Rússia na questão venezuelana tem que ser considerada no contexto das tensões globais EUA-Rússia.
A corda das tensões entre EUA e Rússia já está esticada demais, praticamente já não há mais margem para manobra.
Até aqui, a Rússia vem cedendo, engolindo sapos e levando desaforos para casa – porque a Rússia tenta a todo custo evitar uma guerra contra os Estados Unidos, devido ao potencial devastador.
Mas, como se diz, tudo tem limite. SE ainda houver alguma margem para absorção de reveses por parte dos russos, os americanos entrarão com apoio aero-naval à coalizão de países sul-americanos, e a sorte de Maduro estará selada.
Mas, SE a Russia já tiver chegado ao seu limite daquilo que ela consegue suportar, então os russos não se farão de rogados de vir se meter aqui na América do Sul – não pela Venezuela, mas pela lógica da confrontação global contra os EUA.
Um indicador interessante é esperar par ver o que os russos farão com a oferta que Maduro lhes fez de ocuparem a base militar da ilha de La Orchilla.
Se não fosse pelas armas nucleares, que ambos possuem à farta, uma guerra EUA-Rússia já teria estourado há muito tempo.
WG
7 de janeiro de 2019 11:59 pmO exército brasileiro tem
O exército brasileiro tem enormes dificuldades para controlar uma favela, mal consegue conter roubos de armas de seus quartéis, dá para acreditar que teriam coragem de invadir um país vizinho ? Talvez se enviassem o batalhão do PCC…
Jossimar
8 de janeiro de 2019 11:41 amé por aí mesmo.
é por aí mesmo.
Alexandre José Silva Fenelon
8 de janeiro de 2019 12:04 amNenhuma coalizão sul
Nenhuma coalizão sul americana teria condições de invadir a venezuela. O trabalho de SEAD (Supressão das defesas aéras) teria que ser feito pelos EUA, e, nesse caso, eles estariam em condições de fazer o trabalho todo. A contribuição dos outros países seria irrelevante. A participação de tropas de outros países sul americanos nesse tipo de operação teria um efeito adverso na política interna desses países, muito dos quais apresentando graves problemas políticos. A ocupação da Venezuela também resultaria em formidáveis problemas logísticos e políticos. Por pior que seja o governo Maduro, ninguém gosta ser ocupado. Além disso, em uma operação aerotransportada, as chances de uma derrota militar são enormes. China e Rússia não estariam dispostas a ajudar a Venezuela, mas podem muito bem retaliar em outros teatros (ex: Ucrânia).
E mais, acho que o exército e as milícias venezuelanas lutariam até a última bala, esses sabem bem o resultado de um ajuste de contas, em caso de derrota.
Marcos Antônio
8 de janeiro de 2019 12:49 amUma guerra civil acontecendo
Uma guerra civil acontecendo muito perto de nós iria acabar nos impressionando…
E isso carrega uma possibilidade de que isso ocorra aqui também.
Por que o governo bolsonaro, poderá vir a ter inicio do segundo semestre com greves e reações a la bolsonaro da policia e da caneta governamental a produzir seu ódio, que não passou e não passa!
Se houver a guerra haverão relatos de crueldade de ambos os lados e isso vai criar divisões aqui, é impossível que não ocorra!
juarez da silva campos
8 de janeiro de 2019 1:02 amMaduro
As mesmas eleições que deram legitimidade às oposições, deram a Maduro. Não sei de onde retiram o tal “ditador”. Com a queda de Maduro os americanos vão comprar todo o seu petróleo, para melhorar a economia, ou vão comprar a PDVSA?
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 1:01 pmNegativo, o petroleo da
Negativo, o petroleo da Venezuela está na maior parte já vendido para a China pelos proximos dez anos, a PDVSA hoje não
vale um dolar, as reservas da Franja do Orinoco tem alto valor mas a exploração e o transporte do meio da selva tropical para o
os portos exige alto investimento, não sei se os americanos tem interesse nesse risco, o petroleo já está em excesso de
oferta no mundo..
Andre Araujo
9 de janeiro de 2019 9:47 amAs ultimas eleições
As ultimas eleições presidenciais tiveram como candidato Maduro e mais dois chavistas de baixo cleo, as oposições
FORAM PROIBIDAS de apresentar candidato.
Frederico Firmo
8 de janeiro de 2019 1:28 amO que de fato está acontecendo na Venezuela?
Acho que sabemos muito pouco sobre a Venezuela, a nossa imprensa é tão mentirosa que hoje pouco sabemos da nossa própria realidade. Depois de um longo e tenebroso inverno devido a uma baixa de 70% no barril de petroleo, ( de 100 passou a 30 dolares), uma economia baseada no petroleo não resistiu, E não me venham com o lenga lenga , populismo ou liberalismo, que nada disto supera uma queda tão grande no preço do petroleo. Isto unido a uma burguesia que também só vivia do petroleo e serviços e que com Chaves perdeu muitos dos seus privilégios. Chaves não conseguiu e muito menos Maduro conseguiria modificar a matriz economica do país. A dependencia do petroleo é fatal. O peso do petroleo pode ser sentido aqui.
A economia do Rio de Janeiro fortemente baseada nos royalties do petroleo, degringolou, e botar toda a culpa no Cabral foi mais fácil. Este teatro todo sobre a corrupção jamais explicaria a desgraceira economica do estado.Uma análise percentual do montante envolvido na corrupção mostraria isto. O foco nos conhecidos políticos corruptos, apenas encobriu o estrago feito de forma bem dirigida pelos reais motivadores do golpe. A organica corrupção no Rio, é uma migalha, se comparada com a queda dos royalties, o fechamento dos estaleiros etcc….
Os que controlam o preço do petroleo, queriam o pre-sal e também a Venezuela. O pre-sal talvez já tenham conseguido através de nossos quinta-colunas, mas a Venezuela se encaminha para ser uma outra Cuba numa segunda Guerra Fria. Abandonada e pressionada pelos vizinhos, e sobretudo pelo Grande Irmão e pelas tres Irmãs do Petroleo, ela vai fatalmente se voltar para China e Rússia. Ao relembrar o primeiro golpe contra Chaves, não me parece que a oposição consiga dar o golpe,ela é profundamente odiada pela população. Mas a deterioração economica pode também ter minado todo o campo Chavista. E a oposição estão sendo alimentada por coisas como a Conferência de Lima. A reeleição de Maduro mostra que não está tão fraco assim. Este argumento de fraude é o mesmo que Aécio evocou para iniciar o golpe. E Bolsonaro evocou o mesmo para usar caso perdesse. Todos sabemos que se houve fraude eleitoral, foi por parte de Bolsonaro. Maduro não está tão forte mas está longe de estar destruido. Mas se as coisas estiverem bem deterioradas sempre poderá se encontrar a algum general que vai se auto outorgar o papel de salvador da pátria contra alguma coisa, no caso o Bolivarianismo, ou como aqui , um capitão contra o tal do comunismo. Este é para mim o cenário concordando com André.
Quanto ao papel da China e Russia eu tenho severas dúvidas sobre o que de fato é zona de influência, afinal os Estados Unidos e aliados se intrometeram de forma muito grande no Caucaso e na Ucrânia. Os Russos, atualmente mais fortalecidos economicamente, talvez queiram a revanche. E os Chineses ah!! os chineses.!!!!
De qualquer forma a riqueza do petróleo na Venezuela é muito cobiçada e não vai ser abandonada por nenhum dos lados. Veremos se teremos ou não uma nova Baia dos Porcos. Embora como já disse alguém, a história só se repete como farsa. E com certeza Maduro não é Chaves e muito menos Fidel.
Andre Araujo
9 de janeiro de 2019 9:43 amMuitas economias são baseadas
Muitas economias são baseadas em petroleo e nenhuma foi destroçada como a Venezuela. O problema foi outro, Todos os
produtos que faltam hoje na Venezuela como papel higienico, fraldas, sabonete, farunha de trigo, molho de tomate, legumes,
biscoitos, eram produzidos na Venezuela, havia uma grande zona industrial na região de Valencia.
Essas empresas foram todas estatizadas, houve 2.700 estatizações, as fabricas foram aos poucos fechando por falta de
gerencia e manutenção, a Venezuela tinha tambem uma boa base agricola, tudo foi esatizado na base do improviso e
o sistema produtivo foi liquidado. O preço do petroleo é apenas a desculpa oficial.
Paulo F.
10 de janeiro de 2019 11:53 amLá e cá
Lá elas são estatizadas. Aqui quebram na cara dura! Fantástica “jestão” daqui a pouco estaremos importando pentes e louça sanitária!
cesarcardoso
8 de janeiro de 2019 1:53 amO general Mourão andou
O general Mourão andou falando abertamente naquilo que chamo de ‘solução haitiana’: o governo é derrubado e uma força de paz internacional entra para estabilizar a situação e garantir o novo governo. Esta solução precisaria do cenário 1, que é visto como o mais improvável por Washington.
A intervenção direta (cenário 3), que acho que seja o desejo secreto de boa parte do falconário em Washington e outras capitais menos votadas, tem aquele velho problema de qualquer guerra: tudo é bonito até que os primeiros caixões voltam ao seu país. Fora que precisaria de uma boa preparação, coisa que demanda tempo, coisa que não parece ser muito do agrado de gente como Macri (pode não tê-lo) e Bolsonaro.
Então sobra o estímulo à guerra civil (cenário 2). Uma guerra civil na Venezuela não apenas desorganizaria todo o país, mas também causaria o caos no Caribe meridional, impactaria no processo de paz na Colômbia, transformaria Roraima e a região de Manaus em um inferno e liberaria quantidades enormes de armas, que poderiam facilmente cair na mão das multinacionais latino-americanas do narcotráfico.
Nabantino Gonçalves
8 de janeiro de 2019 3:58 amOlá André, qual foi essa fonte aqui?
“Dúvidas sobre a Força Aérea, baseada em caças Sukkoi, parte desses caças (50 a 60%) não voam por falta de peças.”
E aqui também:
“A China tem recusado novos pedidos de empréstimos de Maduro.”
?
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 12:01 pmOs caças SU-30 são
Os caças SU-30 são relativamente novos, 30 unidades foram compradas no periodo Chavez mas há falta de peças de
reposição para metade da frota e há outro problema, falta de horas de treinamento para pilotos por falta de combustivel de
aviação, então pode-se dar como operacional pouco menos da metade da frota. Essas informações são publicas
e apareceram muitas vezes nos canais militares brasileiros Mundo Militar e Defesa Net.
Quanto aos emprestimos da China `Venezuela, existem incontaveis matérias na imprensa economica internacional e chinesa
sobre esse tema. Abaixo materia na FOREING POLICY, importante publicação de relações internacionais sobre o tema.
https://foreignpolicy.com/2017/06/06/venezuelas-road-to-disaster-is-littered-with-chinese-cash/
Rui Ribeiro
8 de janeiro de 2019 2:32 pmFalta apontar a fonte sobre os Caças, AA
Fontes públicas inominadas não convencem. Os Bozos afirmam publicamente que são as pessoas mais honestas do mundo nada obstante o laranjal e o assessor tele-trabalhando em Portugal. Maluf afirmava publicamente que era honesto.
Casa de ferreira, espeto de pau. Se a Venezuela não tem combustível para aviões, imagina Honduras
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 3:01 pmMeu caro, informações desse
Meu caro, informações desse tipo não tem Boletim Oficial da Força Aerea Venezuelana com firma reconhecida, a origem
são fontes internacionais especializadas que tem credibilidade. Já o combustivel de aviação é escasso na Venezuela porque é
importado assim como a maior parte da gasolina hoje usada nos automoveis, isso porque as tres grandes refinarias da PDVSA,
inclusive a maior, Puerto La Cruz, estão sucateadas por falta de manutenção, o combustivel é importado dos EUA, assim
como nos importamos combustivel de aviação, não há nada de estranho nisso.
Paulo F.
8 de janeiro de 2019 7:20 pmAté passado recente
A RPBC produzia AVGAS.
http://www.petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/principais-operacoes/refinarias/refinaria-presidente-bernardes-rpbc.htm
E a Petróleo Brasileiro S;A também produzia JET1 (o querosene de aviação mais usado).
http://www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/produtos/aviacao/querosene-de-aviacao/
A importação de ambos era de reduzida monta.
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 11:58 pmÉ claro que a PETROBRAS
É claro que a PETROBRAS produz mas o Brasil tambem importa muito, algo como US4200 milhões de dolares por ano,
maior fornecedor é Emirados Arabes e Coreia do Sul.
Marcos Batista
9 de janeiro de 2019 3:58 amEstranho que a Rússia faça
Estranho que a Rússia faça tantas visitas à Venezuela, inclusive com bombardeiros, e não tenha suprido o país com peças de reposição para os SUs. Essas páginas citadas não são fontes confiáveis e tendem sempre a subestimar o podetio bélico venezuelano.
aureliojunior50
9 de janeiro de 2019 5:53 amA “diagonal”
A AMB adquiriu 24 SU-30MK2V , após a perda de um deles, hoje os restantes estão divididos em 2 Grupos ( 6 Esquadrões ), já quanto a operacionalidade imediata o calculo normal – tanto na doutrina russa como na ocidental – a “diagonal de utilização/manutenção/treinamento “, é cada grupo possuir de “alerta” 4 aeronaves, seguidas de mais 3/4 em prontidão de algumas horas pois estão dedicadas a treinamento operacional, já as demais estarão em ciclos de manutenção.
Uma vantagem expressiva da AMB, há decadas, são seus serviços de manutenção, bem verificados in loco quando das Operações Cruzex e Venabrás, que mesmo após anos de governo chavista, por consequencia bloqueio americano, os LM F-16A , alguns até repotencializados com equipamentos israelenses ( Elisra ), ainda funcionavam muito bem.
Disponibilidade de 60% em vetores é a média em tempos de paz, até a USAF em operações aceita uma disponibilidade minima, por esquadrão, de 75%, Israel é o que mais se aproxima dos 90% constantes – MAS sempre respeitando a “diagonal”.
Guimarães Roberto
8 de janeiro de 2019 6:44 amAs tentativas frustradas.
Os Isteites já tentaram a derrubada de governos venezuelanos várias vezes. Entretanto, nunca o fizeram através de uma invasão com seus próprios soldados ou com mercenários, igual tentaram em Cuba. Aliás, já invadiram vários países mais distantes, mas a Venezuela não. Qual seria o motivo já que as maiores reservas de petróleo estão nesse país? A resposta a essa pergunta é que está faltando para completar a análise.
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 12:33 pmOS EUA nunca tentaram
OS EUA nunca tentaram derrubar nem Chavez e nem Maduro porque tem até hoje perfeitas relações comerciais com a
Venezuela, os EUA são o maior exportador de produtos para a Venezuela e o segundo maior importador de petroleo,
a Venezuela tem seu maior investimento no exterior nos EUA pela empresa de petroleo CITGO que tem 8 refinarias e 9.000
postos de combustiveis e é a maior fornecedora de asfalto dos EUA, a principal exploradora das reservas do Orinoco é a
CHEVRON americana, que é a maior empresa estrangeira na Venezuela, a situação nada tem a ver com Cuba de 1960,
quando se instalava um governo novo contra um ditador antigo aliado dos EUA.
nender, o tal
8 de janeiro de 2019 5:19 pm??????
Santo Zeus… no golpe sofrido por Chávez o departamento de estado e Bush Jr se precipitaram em reconhecer os golpistas como governo legítimo…
Que isso?
Desconhecer as tentativas de intervir na Venezuela já está beirando a desonestidade…
Já faz tempo que a Venezuela está bloqueada emno Sistema Internacional de Compensações, por pressão dos EUA…
Andre Araujo
8 de janeiro de 2019 11:49 pmHá uma situação hibrida nas
Há uma situação hibrida nas relações Washington-Caracas, os EUA contnuam sendo o maior parceiro comercial da Venezuela
e a PDVSA tem mais ativos nos EUA, através da CITGO do que na Venezuela.
O “golpe Carmona” pegou Washington de surpresa, foi um golpe improvisado que jamais poderia dar certo, é claro que eles
gostaram mas não foi um golpe preparado por Washington até pelo nivel de improvisação.
Se quisessem derrubar Chavez ou Maduro DE FATO havia meios e modos muito mais diretos de fazer e não fizeram.
Como vc pode explicar o fato da CHEVRON ser hoje a maior empresa estrangeira na Venezuela, explorando as novas reservas do Orinoco?
https://www.chevron.com/worldwide/venezuela
Flics
9 de janeiro de 2019 12:32 amQuanta ingenuidade (ou má
Quanta ingenuidade (ou má fe?)… logo depois da revolução bolchevique empresas americanas negociavam com os …- meus sais! – comunistas.
Não esquecer que o André – excelente e bem informado comentarista – é voz do Depto de Estado Americano – apud o dono do blog. Sempre foi caluniador dos governos populares: “o padreco paraguaio”, “o indio cocalero”, ” as bolsas e sapatos da Cristina”… e por ai foi.
Mas hoje nem uma palavra sobre o desastre Macri. Nem uma palavra sobre o sucesso do governo Boliviano. Ver comentario meu anterior.
.Aliás, sabiam que os trabalhadores bolivianos receberam aguinaldo (13°) em dobro devido a boa situação da economia boliviana?
Rui Ribeiro
9 de janeiro de 2019 11:26 amA Chevron não tá fazendo favor aos Venezuelanos
A Chevron não está na Venezuela prestando serviço voluntário. Ela está fazendo seu pé de meia.
Pelamor, André
Guimarães Roberto
8 de janeiro de 2019 9:15 pmTanto lá quanto aqui.
André, tal qual no Brasil, os investimentos e o comércio não os impediram de apoiarem o golpe/16. Vejo o mesmo processo sendo tentado na Venezuela, apenas o judiciário e as forças armadas de lá ainda não se posicionaram a favor da derrubada do Presidente Maduro. Fato que aqui foi nítido. Aliás, historicamente, os EUA sempre estiveram a favor da derrubada de governos brasileiros que deixaram de seguir sua cartilha. Durante a II Guerra fizeram planos para invadirem o Nordeste, em 64 enviaram uma frota para dar apoio, se necessário, ao golpe que estava em curso e, agora, elaboraram todo o plano para a deposição de um governo eleito democraticamente. Acredito que no último golpe o pedido de apoio foi feito pela elite brasileira (grandes empresários, multinacionais e rentistas) tão logo Lula assumiu o governo. Com a divulgação das descobertas do pré-sal o processo de substituição de nosso governo foi acelerado. Como sempre, o petróleo dita a diretriz.
Eliseu Leão
10 de janeiro de 2019 1:52 pmPlausible deniability
Nada ocorre, nem um acidente de automóvel, sem causas; seja por falha mecânica, descuido do motorista ou outras. E assim é na história. Quem pode dizer, diante de tantos documentos revelados sobre a Operação “Brother Sam”, que o golpe contra o governo do presidente João Goulart não foi articulado a partir dos Estados Unidos ( CIA, DIA etc.), embora uma parte do exército brasileiro o tenha executado? Lincoln Gordon, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, em 1964, quando me deu uma entrevista em Washington, alguns anos depois, disse-me, com o maior cinismo, que “nenhum americano participou do golpe contra Goulart”. Eu respondi, prontamente: “Claro, não estavam à frente. Com o senhor, os americanos estavam por trás, manejando os cordéis”. A diretriz dos Estados Unidos sempre foi produzir acontecimentos de tal modo que pudessem negar sua responsabilidade: garantir a “plausible deniability”. (Moniz Bandeira)
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A CIA sempre usou forças locais em ações extralegais ou para encobrir o envolvimento do governo dos EUA em operações que tivessem de ser mantidas à margem de qualquer escrutínio da lei. Em alguns casos, essas forças locais “com alta negabilidade” sequer souberam para quem trabalhavam. Os fundadores da Blackwater onstruíram uma dessas redes de estrangeiros durante o tempo que a empresa esteve no centro do programa de “assassinatos seletivos” da CIA, iniciado em 2004. Treinaram unidades especializadas em caçar suspeitos de terrorismo para operar em plano global, quase sempre em operações conjuntas com agentes locais.
Ex alto funcionário da CIA declarou que uma das vantagens de usar agentes estrangeiros contratados pela Blackwater naquele tipo de operação seria que “ninguém gostaria de encontrar por lá impressões digitais de norte-americanos”.
Quem esclarece é o fundador da Blackwater: “rede global, em rápida expansão, de gente competente para qualquer tipo de serviço, de segurança em campo a boicote de operações em andamento”. E acrescenta: “São todos agentes locais [não estadunidenses], exceto alguns poucos (que são no comando da operação, mas nunca vistos pelas ruas), de tal modo que já temos capacidade de negabilidade total, o que deve ser apresentado como plus valioso.” (http://redecastorphoto.blogspot.it/2010/09/blackwater-co-negabilidade-1-total.html)
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“Capacity of total deniability”, é uma das “expressões nebulosas” de que fala Steven Pinker em Do Que É Feito O Pensamento. A língua como janela para a mente humana (São Paulo: Companhia das Letras, 2008). Pode-se traduzir, tentativamente, como “capacidade de negabilidade total”. A expressão está relacionada ao conceito de “negabilidade plausível”: diz-se de acusação que não possa ser provada e cuja negação possa ser plausivelmente aceita.
No jargão corrente das comunidades de espionagem, a expressão tem sido usada nos casos em que a ação é premeditada, para não deixar pistas ou rastros. Exemplos de casos em que a negabilidade (nem sempre plausível) pode vir a beneficiar criminosos são, por exemplo, meios de tortura como descargas elétricas e quase-afogamento, que não deixam marcas no corpo, o que impede que se comprove a tortura; chantagem, ameaças e intimidação de jornalistas e testemunhas também são meios com alta “capacidade de negabilidade”, dentre outros.
Sobre o livro de Pinker:
https://books.google.it/books?id=gNsWh8QGS8wC&dq=Do+que+%C3%A9+feito+o+Pensamento&hl=it&sa=X&ved=0ahUKEwjOq4vGrOPfAhXp4IUKHYohCQ0Q6AEIKzAA
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PARA NÃO ESQUECER
“Nós vamos ter um enfrentamento grave. Vocês se preparem.”
(Presidente Lula da Silva do Brasil, maio de 2006).
“Nosso programa para o segundo mandato é 1 – mercado interno de massa, apoiado em um amplo programa de distribuição de renda; 2 – revolução educacional; 3 – política de exportações agressiva; e 4 – integração sul-americana que adicione respostas continentais aos impasses econômicos gerados pela volatilidade mundial”
(Ministro José Dirceu, “O que está em jogo em 2006”, 22/6/2006, Jornal do Brasil).
Horacio Duarte
8 de janeiro de 2019 11:40 amAbrir as fronteiras
Não acho o Maduro um bom político, o projeto dele é centralizador, não se compara nem com o do Chavez. É um projeto muito parecido com o projeto da ditadura militar de 64, só que com objetivos sociais. Quer usar o petróleo para o financiamento do projeto.
Acho que o melhor que o Maduro faria é mostrar que o sucesso da oposição, e a queda de seu governo, vai resultar em um exodo de venezuelanos para os vizinhos, como já começa a ocorrer com as medidas econômicas tomadas contra o país. E logo que assumir os paulos guedes locais, com a incopetência que os caracteriza, a coisa só vai piorar
Os americanos deveriam recebe-los para mostrar suas boas intenções, se não fica parecendo que só se interessam pelo petróleo. Seguir o script e horar os herois de Hollywood que libertam nações!! O muro é só para mexicanos !!
Flics
8 de janeiro de 2019 12:14 pmFala Maduro!
La entrevista de Ignacio Ramonet al presidente de Venezuela, Nicolás Maduro
https://www.pagina12.com.ar/166578-la-revolucion-bolivariana-se-encuentra-hoy-mas-robusta-viva
Flics
8 de janeiro de 2019 12:25 pmqué país crecerá más este año en la región?
El Estado Plurinacional de Bolivia, con la presidencia Juan Evo Morales Ayma, un político, sindicalista, activista y dirigente boliviano de ascendencia aymara, que creen en la Patria Grande latinoamericana y el crecimiento equitativo.
El país con mayor crecimiento en los últimos años en la región. La economía boliviana registró en promedio un crecimiento de 4,9 por ciento en el periodo 2006-2017 yun crecimiento de 4,2 por ciento el año pasado, períodos donde más de tres millones de personas salieron de la pobreza.
http://joserubensentis.blogspot.com/2019/01/que-pais-crecera-mas-este-ano-en-la.html?m=0
arkx
9 de janeiro de 2019 10:44 amCenários venezuelanos vistos de Washington
nosotros continuamos com o necessário e salutar contraponto. cenários venezuelanos vistos de Moscou:
“Eu vejo com inquietação e preocupação as tentativas dos EUA de consolidarem a frente anti-Chávez entre os países da América Latina. É uma tendência alarmante”, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.
“É um momento importante, e nós sublinhamos de novo que a tentativa de recorrer à força militar, em uma situação considerada crítica por esses países, seria um desenvolvimento catastrófico. Nós advertimos algumas cabeças quentes em Washington de tal ‘tentação'”.
Moscou adverte ‘cabeças quentes’ dos EUA de intervenção militar na Venezuela
07:46 09.01.2019
.
Roniro Alves Coutinho
9 de janeiro de 2019 6:53 pmA RÚSSIA DEIXA CLARO QUE ATACAR A VENEZUELA TEM “RISCO”
O Vice Ministro das Relações Exteriores Russo disse que atacar a Venezuela tem “risco”, o representante da maior força militar do planeta Terra aponta que não se deve seguir este caminho o “correto” é não segui-lo, no final de 2015 quando a Rússia “deu fim a Primavera Arábe” com um monstruoso ataque a posição dos rebeldes (terroristas) na Síria vindo do Mediterrâneo e os Americanos foram “obrigados” a sair com seus navios do Golfo Pérsico com receio de uma destruição total dos mesmos ficou claro que o mundo havia mudado, não havia mais um único país indispensável (EUA), a Rússia na verdade Rússia/China iniciava a sua escalada sem volta, quando em 1º de março de 2018, Putin apresentou as “armas invencíveis” isto ficou ainda mais claro. A venezuela é estratégica, os EUA tem um grande produto de exportação chamado “dolar”, que é “importante” como moeda de troca principalmente por causa das commodities,e o petróleo é a principal commodity, por isto temos o petrodolar. Maduro quer se afastar do dolar, para isto Rússia/China são fundamentais pois também querem diminuir o poder do dolar; enquanto isto os EUA querem enfraquecer Rússia e China e não há melhor meio do que através do Petróleo. Baixando o preço prejudica países exportadores como a Rússia e outros países como Venezuela e Irã e fechando a compra prejudica a China.
Se atacarem, Maduro pedirá ajuda a Rússia como fez Assad na Síria e a China vai ajudar na infraestrutura de Guerra. Como brasileiro eu não quero que meu amado país esteja envolvido numa coisas destas.
Raimundo Boaventura
10 de janeiro de 2019 1:46 amIntervenção na Venezuela
Parafraseando o ideólogo dos bolsonaristas: ô Loko meu! Fumou côco de cavalo?!!!
Tá tomando Rivotril vencido?
Nassif, tá na hora de jogar ao mar esse pseudo cientista político.
Será que a Damares fez seguidores?
Octavio Pires'
6 de fevereiro de 2019 5:12 pmA Venezuela faz parte sim, dos interesses russos e chineses. É bom lembrar que os novos misseis supersônicos russos, foram construídos e planejados nas barbas da CIA. E lembrar ainda, que os States ganham todas as guerras, apenas nos filmes. Lembrar mais ainda que muitos soldados americanos afirmam, ou se queixam , de que o material bélico americano é uma porcaria. Isso é citado em documentário na Netflix (Guerra do Vietnã). E em documentário no Youtube. Os tais de M-16 são uma droga (epa!!) Apenas uma rajada ou duas e eles esquentam e não funcionam mais. São um nada perto dos AK-47. A aviação venezuelana está obtendo manutenção russa nos aviões. E o país está repleto das famosas baterias antiaéreas russas, as tais S-300. E tem cerca de 3 milhões de milicianos disposstos a defender a pátria deles!!! Além disso, não é preciso dizer que se o Brasil cometer uma mínima falha na intervenção, quem será ocupado será o palácio do planalto e o Congresso brasileiro, sem prejuízo de tonar uma incógnita o futuro das Forças Armadas brasileiras.Os generais sabem disso. Até os mais valentões.