O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, “está com a estratégia de campanha errada”. É o que avalia o cientista político e colunista do GGN, Aldo Fornazieri.
Em entrevista ao jornalista Luis Nassif [assista abaixo], Fornazieri argumentou que Ciro escolheu entrar numa guerra com dois inimigos ao mesmo tempo, um dos motivos que o levarão à derrota iminente.
Na última pesquisa Ipec, divulgada na segunda (5), Ciro apareceu estagnado com 7% de intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro, com 32%, e Lula, 44%. Na Genial/Quaest desta quarta, 7, Ciro oscilou 1 ponto para baixo e tem agora 7%.
Funcionando como “linha auxiliar do bolsonarismo” em seus ataques preferenciais a Lula, afastando-se do eleitorado progressista, Ciro tenta ocupar um “espaço inocupável”, pois Bolsonaro já reina entre os eleitores de direita, apontou Fornazieri. Mais do que não ir ao segundo turno, Ciro corre o risco de ter seu pior desempenho nas eleições.
“Os exércitos que escolheram dois inimigos ao mesmo tempo, geralmente perdem as guerras. É o que Ciro está fazendo. Em, em certo sentido, atua como linha auxiliar de Bolsonaro. O público percebe isso. É uma estratégia errada”, disse o cientista político.
“Os grandes políticos da história são aqueles que dominam suas próprias paixões e interesses. Ciro não tem autodomínio. Em segundo lugar, Ciro está com estratégia de campanha errada. Ele quer ser o ‘antiLula’, mas não tem nenhum maior ‘antiLula’ que Bolsonaro. Ele quer ocupar um espaço ‘inocupável’. Seria mais fácil demover Bolsonaro do segundo turno do que Lula”, acrescentou Fornazieri.
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José de Almeida Bispo
7 de setembro de 2022 10:33 amOs últimos 15 dias serão de caça ao Lula. Por todos, Bolsonaro, inclusive que, a priori não necessita mais disso; mas como a volumosa treva que o segue só entende de “sangue escorrendo pelo canto da boca”, ele assim se portará elevando a temperatura ao ponto de colapso nuclear, para comparar com a morte de uma estrela. Implosão,
Ciro? Morreu politicamente em 2018.