A recusa do general Júlio César de Arruda em exonerar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi a gota d’água para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o demitisse do cargo de comandante do Exército.
O presidente já estava irritado com Arruda depois de avaliar que o Exército foi conivente com os acampamentos bolsonaristas em frente aos quartéis e com os golpistas que invadiram Brasília no dia 08 de janeiro.
Segundo o jornal Metropoles, a ordem para a demissão de Cid veio após a revelação do envolvimento do militar com a operação de uma espécie de caixa 2 com dinheiro vivo que era usado, inclusive, para pagar contas pessoais da família da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No fim do governo Bolsonaro, Cid foi nomeado para comandar 1º Batalhão de Ações e Comandos, o 1º BAC, unidade que integra o Comando de Operações Especiais.
Porém, o general teria se recusado – mas o Exército afirmou que tal designação foi mantida, embora não se soubesse quando ele iria assumir o batalhão.
JOSE DE ALMEIDA BISPO
22 de janeiro de 2023 4:21 pmFoi(e está sendo) muito pior do que eu tinha medo em 2015-2016.
Oscar Kohl Filho
23 de janeiro de 2023 8:58 pmEsse coronel não é o mesmo que tentou libertar os invasores do Planalto e foi impedido vigorosamente pelo oficial que comandava as ações policiais? Pergunto aos mais sabidos se o Cel tentou, por sua ação, “embaraçar as investigações” já que libertaria futuros investigados incorrendo portanto em algum artigo do código penal?