Coronel acusado de espionagem foi da mesma ‘turma’ do ministro da Defesa

Roberval Corrêa Leão é contemporâneo de Walter Braga Netto na turma 1978 na Academia Militar das Agulhas Negras

Braga Netto, investigado pela Polícia Federal, pode ser um dos elos que ligam militares a esquemas da ultradireita armada, neopentecostal e de mercenários. Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – O coronel da reserva Roberval Corrêa Leão é contemporâneo do general Walter Braga Netto, atual ministro da Defesa, na turma de 1978 da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Roberval Corrêa Leão é acusado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) de tentar “bisbilhotar” sua vida – na sessão da CPI da Pandemia realizada na última terça-feira, Carvalho afirmou que Braga Netto mandou o coronel da reserva e um oficial da ativa espioná-lo durante a primeira semana do recesso parlamentar, depois do dia 15 de julho.

Segundo informações do portal UOL, Rogério Carvalho afirmou que uma pessoa ligada a ele lhe contou “que recebeu uma visita de um coronel reformado, com um emissário do Braga Netto, para saber sobre minha vida, querendo saber o que eu tinha de processo, o que era que eu tinha de problemas, querendo vasculhar a minha vida. Se eu era rico, se eu não era rico”.

Para o parlamentar, a tentativa ocorreu devido ao pedido de transferência de sigilo telemático de Braga Netto com o Ministério da Saúde, durante o período em que o militar comandou a Casa Civil, já que Braga Netto foi coordenador do comitê de combate à covid-19.

Aos 65 anos, Roberval Corrêa Leão é primeiro-assessor parlamentar do 28.º Batalhão de Caçadores, em Aracaju. O militar é coronel de Cavalaria, mesma arma de Braga Netto e do ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, Augusto Heleno.

Conforme dados do Portal da Transparência, Roberval Leão recebe, atualmente, R$ 29 mil referentes à aposentadoria pelo Exército. Ele está na reserva desde 2003, e em suas redes sociais compartilha conteúdo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

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