5 de junho de 2026

Cunha move-­se pela estratégia do fato consumado, por Maria Cristina Fernandes

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Jornal GGN – Maria Cristina Fernandes, jornalista do Valor, analisa a estratégia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, para que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado. Para ela, Cunha manobra no sentido de que todas as reações ao impeachment pareçam ir contra “uma irrefreável corrente”.

Faz parte desta estratégia a decisão de levar a comissão do impeachment a voto fechado, que, segundo Maria Cristina Fernandes, não é sustentanda pela Constituição. Alterado em 2013, o texto da constitucional manteve o voto fechado somente para a escolha do Procurador-Geral da República, ministros de tribunais, chefes de missões diplomáticas, presidente e diretores do Banco Central. Leia mais abaixo:

Do Valor

O fato consumado

Por Maria Cristina Fernandes

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-­RJ), move-­se pela estratégia do fato consumado. É assim que monta o tabuleiro para que a presidente Dilma Rousseff caia antes. A decisão de levar a comissão do impeachment a voto fechado é parte da realidade que Cunha pretende criar para que todas as reações ao impeachment pareçam nadar contra uma irrefreável corrente.

Não parecia haver dúvidas de que a votação da comissão do impeachment, se secreta, acabaria judicializada. Duas semanas atrás, quando a prisão do senador Delcídio Amaral (PT­-MS) teve que ser referendada pelo Legislativo, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, manifestou-­se favoravelmente à “indicação nominal do voto dos representantes do povo” em situações que a Constituição não preveja o contrário.

Modificado em 2013 para abrir a votação de perda de mandato parlamentar, o texto constitucional manteve o voto fechado apenas para a escolha do Procurador­-Geral da República, ministros de tribunais, chefes de missões diplomáticas, presidente e diretores do Banco Central.

Ao se insurgir tão flagrantemente contra a Constituição, o presidente da Câmara buscou dar guarida aos parlamentares que querem derrubar a presidente sem deixar o governo. Mostrou­se um homem de partido, tanto quanto o missivista da semana, Michel Temer, que mencionou duas vezes sua condição de presidente pemedebista desprestigiado pelas tentativas de Dilma de dividir a legenda.

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  1. Silvio Torres

    10 de dezembro de 2015 12:55 pm

    Só me espanta a “ingenuidade”

    Só me espanta a “ingenuidade” de todos ao tratar com a direita, com a bandidagem da política brasileira até hoje. Acompanho agora cedo as cenas que se repetem no congresso. Cunha botou seus pistoleiros em campo e todos caem como patinhos nos seus métodos? Até quando? Será que é, na verdade, medo? 

  2. Frederico69

    10 de dezembro de 2015 12:59 pm

    o pmdb é realmente um partido!

    cada estado tem seu cacique e sua linha de atuação, unidade nacional, nem pensar!

  3. Cunha

    10 de dezembro de 2015 1:15 pm

    A comunidade internacional

    A comunidade internacional assiste ao tenebroso espetáculo político brasileiro para ver até onde vai o desrespeito à lei nessas terras.

    Uma vergonha!

     

     

  4. Mogisenio

    10 de dezembro de 2015 1:18 pm

    kkkkkkkkk

    Bom dia debatedores,

    Pena que não conseguimos definir a “agenda”. Logo, só ficamos mesmo com o “debate” da “agenda” que nos é servida diariamente. Ao menos aqui no blog do r. jornalista podemos conviver com opiniões diversas. 

    O presente caso nos remete também à comissão de ética que tenta “avaliar” a conduta do nobre deputado presidente da câmara.

     

    Eis a nossa “democracia”:

     

    -Definição de AGENDA para o cidadão consumidor ,  inclusive, DE AGENDAS. ( inclusive com destruição criativa e obsolêscência programada)

    – Novela do impeachment com direito a “cenas dos próximos capítulos” e ainda com a esperança daquele final marcante.

     

    E para fechar com “chave de ouro” uma comissão de FALTA de ética para “avaliar” a “ética”.

    Fala que não é incrível a “nossa”(deles) democracia?

    Desculpe-me Nassif mas nossa democracia, com as “instituições em pleno funcionamento” merece o nosso 

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk(*)

     

     

    Saudações 

    (*) K=  capital;

         kkkkk= capital gargalhando.

     

     

  5. altamiro souza

    10 de dezembro de 2015 10:01 pm

    cunha coloca na testa da

    cunha coloca na testa da dreita a insgnia “somos todos inerentemente corruptos”…

    por isso, a própria direita o trairá e ele será preso logo, logo.

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