Uma das explicações para a saída, da Globonews, da apresentadora Daniela Lima, seria uma suposta pesquisa da Quaest que teria identificado uma imagem “esquerdista” da emissora perante seu público.
Lembrei-me na hora da primeira demissão da Folha. Tinha, então, a coluna Dinheiro Vivo, de bastante sucesso. Denunciei, então, manobras do consultor geral da República, e posterior Ministro da Justiça, Saulo Ramos.
Saulo já conhecia Otávvio Frias dos saques perpetrados contra a extinta TV Excelsior, em seu período de desmonte. Montou, então, um pacto com ele, no qual entraram as dívidas previdenciárias do grupo.
Mas como justificar, perante os leitores, minha demissão? Afinal, através da coluna montamos a maior movimentação civil até então, contra a ditadura – da parte dos mutuários do BNH. Além de um retorno presente no volume de cartas recebida.
A saída foi apresentada pelo então editorialista Marcos Cintra. Como a coluna falava muito para mutuários e aposentados, providenciar uma pesquisa do Datafolha com gerentes, média e alta gerência das empresas. Aí haveria uma queda na aprovação, fornecendo o álibi à Folha.
Na ocasião, recebi um telefonema de Pedro Pincirolli, principal executivo da Folha, e pessoa dotada de rara lealdade pessoal. No início do Datafolha, ajudei a formatar o departamento, que ficava em baixo das asas de Pedro.
Ele me telefonou com o recado. Contou da jogada de Cintra, mas me deu o mote:
- Para você: o resultado da pesquisa foi que sua coluna é a mais lida pela média e alta gerência também.
A jogada falhou. Pouco tempo depois, a Folha retomou o plano da demissão. Mas falhou novamente, desta vez por conta do Prêmio Esso que recebi pelas matérias.
Pouco tempo depois, a demissão foi consumada. Aí, sem buscar pesquisas da Quaest ou do Datafolha como álibi.
Minha volta, algum tempo depois, como colunista, também se deveu a um processo similar da Globonews, abrindo espaço para algumas diversidade.
No meu caso, havia a consciência pesada da mídia com o apoio à ditadura e a descoberta de que a opinião pública queria diversidade. A redemocratização implodiu a bipolaridade anterior. E os veículos tentavam conquistar as várias fatias de opinião pública com diversidade de opinião entre os colunistas.
No caso da Globonews, a consciência pesada em relação ao apoio dado à Lava Jato.
Depois de um tempo, volta-se ao padrão tradicional.
RONALDO MARCOS
5 de agosto de 2025 4:54 pmFalou, falou, sugeriu ser a pesquisa, que ninguém sabe se foi, mas não conseguiu defender a função de Daniela Lima como secom extra oficial do governo Lula e do STF.
Antonio Arildo Pereira
5 de agosto de 2025 6:57 pmNassif,
Eu era um integrante da média gerência que lia, com regularidade, sua coluna “Dinheiro Vivo”.
Pergunta: A Daniela Lima não poderia integrar o time do GGN? Essa jornalista é fera!!!
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
6 de agosto de 2025 7:25 amA demissão extemporânea da Daniela Lima, demonstra mais uma vez, que a nossa imprensa, dita corporativa, é livre de isenção, ou seja, se o jornalista diz alguma coisa que não foi autorizada pela chefia, é passível de punição. Aproveitando o gancho da novela da Globo: ETA MUNDO CÂO!
Sonia
6 de agosto de 2025 7:53 pmVerdade!
Daniela tem tudo a ver com o ICL.
Sonia
6 de agosto de 2025 7:50 pmDaniela Lima está muito acima do padrão Globo de ética, moral e credibilidade!A Globo hoje consegue desagradar a gregos e troianos por falta de posicionamento coerente! Para Dani, os cães ladram e a caravana passa! Competência não lhe falta!
Cabra da peste
7 de agosto de 2025 3:48 pmFalar em renovação mantendo Gabeira, Leilane e Valdvogel é piada