21 de maio de 2026

Chances de Boulos na Prefeitura de São Paulo depende da rejeição dos paulistanos

O histórico das pesquisas em São Paulo confirma: se Boulos não reduzir rejeição, não terá chances
Ricardo Stuckert

Guilherme Boulos (PSOL) precisará reverter a taxa de rejeição dos eleitores de São Paulo para ter chances de derrubar o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), na disputa eleitoral deste segundo turno.

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É o que mostram as pesquisas: enquanto Nunes perdeu, efetivamente, votos pelo apagão da Enel e pela gestão criticada frente às chuvas de São Paulo, estes eleitores não migraram para Boulos e passaram a se definir como votos “brancos ou nulos”.

O que explica essa “não migração” é que, paralelamente, a taxa de rejeição de Boulos continua em alta: a maioria dos eleitores paulistanos (56%, segundo o Datafolha) afirmam que não votarão no candidato.

No balanço das pesquisas do GGN, é possível verificar que, em comparação ao Datafolha da semana anterior, Nunes teve uma queda de 4 pontos percentuais nas intenções de voto, passando de 55% para 51%. Mas o que poderia significar uma vantagem para Boulos não repercutiu assim, uma vez que o candidato manteve os mesmos 33% da semana passada.

O que a comparação das duas semanas do Datafolha indica é que a queda dos votos de Nunes, ainda que pequena, pode indicar os efeitos da crise administrativa do atual prefeito em meio ao apagão. Mas Boulos, por sua vez, não conseguiu trazer para si estes eleitores que deixaram de apoiar Nunes.

Ainda, como visível no balanço do GGN, quando considerada a média das pesquisas junto a outros institutos – misturando Datafolha, Quaest, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas, a partir do dia 14 de outubro, Nunes teve uma queda insignificativa: de 53% intenções de votos para 51%, enquanto Boulos teria reduzido o eleitorado de 39% para 33%.

Só a rejeição explica

Ainda no primeiro turno, especificamente sobre a rejeição, as pesquisas prévias à votação já adiantavam as razões pelos quais Pablo Marçal (PRTB), candidato que vinha despontando como um dos favoritos e com chances reais, não conseguiu ir ao segundo turno: a rejeição de Marçal.

Ainda na metade de setembro, o Datafolha mostrava que Marçal era rejeitado por 45% das mulheres e 42% dos homens eleitores. Os índices altos de rejeição se mantiveram ao longo das semanas, ainda que com boas chances de votos pela outra parcela de eleitores.

A rejeição, portanto, teria sido um marco decisivo pelo qual Pablo Marçal não foi ao segundo turno na disputa paulistana.

Agora, novamente, o Datafolha registra um alto índice de rejeição contra Guilherme Boulos (PSOL): 56% dizem que não vão votar no candidato de apoio do presidente Lula, “de jeito nenhum”.

Faltando 10 dias para o segundo turno das eleições, o atual prefeito tem uma rejeição inferior, de 35%.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    18 de outubro de 2024 3:45 pm

    É a velha história que nunca foi combatida. Começou com Lula 1: que iria dividir as casa e apartamentos com que não tivesse casa. E agora com boulos que vai invadir sua casa… essa ignorância tem que ser combatida!!!

  2. ed.

    19 de outubro de 2024 10:03 am

    A grande responsabilidade pela rejeição a Boulos é a própria míRdia (e hoje as redes de ultra-dotrita), que o trata como um “revolucionário” que ameaça a sacra propriedade privada (inútil ou especulativa), colocando-a abaixo da VIDA. Um sacrilégio!
    Boulos deveria colocar um percentual do seu discurso aos ricos e médios para acalmá-los em que não morrerão ou perderão seus bens se ele for eleito.
    Pelo contrário: além de subsistirem sem novos percalços, poderão conviver numa cidade com menos miseráveis, sem teto e mais saudáveis e contributivos.
    Acho que não dá mais tempo, mas um dia esses “rejeitores” irão compreender isso.

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