Federação partidária: movimento deve fortalecer Lula em 2022

O PT já busca consolidar uma grande federação de partidos para apoiar a candidatura de Lula, incluindo o PCdoB e o PSB

Ricardo Stuckert

Jornal GGN – Além das traidicionais regras eleitorais, o ano de 2022 contará com um mecanismo novo de apoio e organização de partidos em torno dos candidatos: a federação partidária. Com o mecanismo, o PT já busca consolidar uma grande federação de partidos para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

A federação partidária permitirá que partidos se agremiem em grandes alianças por um período maior de tempo do que a simples votação eleitoral, obtendo mais apoio em torno das mobilizações de campanhas, mas principalmente unindo forças de partidos em torno a bandeiras programáticas em comum.

As federações duram, pelo menos, 4 anos e valem para os mandatos, por exemplo, de deputado estadual, distrital e federal. Assim como os próprios partidos, as federações terão estatutos próprios, regras e punições.

No Congresso, as federações também são comparadas a partidos, então contabilizam na proporcionalidade partidária, fazendo com que partidos pequenos ganhem maior representatividade em comissões e bancadas.

Com base neste novo formato de consolidação partidária, que valerá já para o ano que vem, o ex-presidente Lula busca o apoio permanente de partidos não somente para coligações no momento eleitoral, ao votar, mas para formar essa aliança da federação partidária, reunida no nome de Lula.

Entre os partidos buscados, estão o PSB e o PCdoB. O primeiro já iniciou, inclusive, uma consulta a todos os diretórios estaduais da legenda para verificar se as lideranças regionais concordam com uma federação junto ao PT.

Do total de 23 presidentes regionais do PSB que participaram da reunião, iniciada nesta quarta (08), 18 disseram ser a favor da federação com partidos de esquerda, incluindo ainda o PCdoB, o PSOL e o PV. Já 4 estados não concordaram com uma federação junto ao PT.

Caso angarie apoio suficiente das outras siglas, como o PCdoB, a federação daria um peso político ainda maior ao candidato Lula.

O movimento das federações é novo e outros presidenciáveis, inicialmente contrários à ideia, como Ciro Gomes (PDT) começam também a discutir internamente a formação dessas alianças.

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gonzalez

- 2021-12-10 03:37:05

Em 2007 o dem, com ajuda de Gilmar Mendes, conseguiu retomar o mandato de um deputado, porém o STF criou a seguinte possibilidade. Um deputado poderia sair de um partido sem perder o mandato caso ele ingressar-se em um partido recém fundado ou fundace um partido, depois disto uma coleção de novos partidos foram criados, o motivo bem nítido, enfraquecer o governo do pt, depois do golpe contra Dilma, foram criadas cláusulas de barreiras, e normas restritivas, com a nítida intenção de diminuir o número de partidos para facilitar o governante de direita. No momento atual a nítida intenção de Gilmar Mendes e cia é o de tornar o país menos democrático, a chamada federação partidária é o de criar um sistema político bem próximo ao dos eua e do Brasil da ditadura, sistema político de 2 partidos políticos.

Marco Vitis

- 2021-12-09 13:24:58

Federação é um casuísmo que enfraquece a necessária redução na quantidade de partidos. Se os partidos têm identidade programática, então q se unam num só.

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