A Câmara dos Deputados retoma, nesta quarta-feira (12), a votação da PEC dos Auxílios, também chamada PEC Kamikase, principal ferramenta eleitoral que liberará R$ 41,25 bilhões em programas sociais, em prazo fixo para começar e terminar neste ano de eleições.
A expectativa era que o projeto fosse aprovado em primeiro e segundo turnos ainda nesta terça. Mas um problema no sistema de votação impediu a segunda votação do Plenário, na noite de ontem. Por isso, os deputados adiaram a conclusão da votação para hoje.
Falha no sistema de votação
A falha gerou um tumulto na sessão, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pedindo a investigação da Polícia Federal, que chegou a comparecer na Casa, ainda na noite de ontem.
Apesar de Lira levantar a hipótese de suposta interferência indevida na votação da PEC dos Auxílios, sem quaisquer indícios, agentes verificaram que o probema ocorreu na conexão do sistema aos deputados que votavam remotamente, que apresentou instabilidade.
Quais benefícios
O texto é um substitutivo apresentado pelo deputado Danilo Forte (União-CE), e é uma das principais ferramentas atuais de Jair Bolsonaro para diminuir a rejeição ao seu governo e adquirir apoio eleitoral, diante dos números negativos da inflação e indicadores econômicos.
A liberação dos recursos ocorre em caráter de excepcionalidade e com gastos extraordinários, fora do limite previsto pelo teto de gastos públicos até então prezado pelo governo.
Com o custo estimado em R$ 41,25 bilhões, Bolsonaro busca aumentar o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600; conceder vale-gás; um auxílio financeiro de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos de carga, um dos setores que o apoiaram em 2018; e auxílio para motoristas de taxi.
Caráter eleitoral
Apesar do aumento do Auxílio Brasil já ter sido anunciado pelo próprio governo, os recursos serviriam para incorporar milhares de pessoas que esperam na fila para o benefício.
Durante as sessões, os deputados de oposição tentaram tornar essas propostas permanentes, e não com vistas somente às eleições. Os benefícios têm caráter temporário e duram até dezembro deste ano.
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Com a pressão do governo, a sessão foi realizada de maneira “relâmpago”, dispensando o prazo previsto para a deliberação da PEC em menos de 1 minuto de duração. O relator também decidiu manter o texto aprovado pelo Senado, na semana passada, como forma de evitar novas votações na Casa.
Mas a falha no sistema de votação impediu a aprovação da Câmara, ainda nesta terça, adiando o segundo turno para hoje.
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Acompanhe a sessão na Câmara:
José de Almeida Bispo
13 de julho de 2022 11:59 amDinheiro apenas confirma tendência eleitoral; jamais ganha eleição.
Quem mais vai ganhar com isso são apoiadores que se sentirão motivados e motivado$; o eleitor comum? Só vota se já tendente.
Fábio de Oliveira Ribeiro
13 de julho de 2022 12:14 pmBolsonaro empobreceu a população brasileira, usou a pandemia para exterminar centenas de milhares de pessoas, agrediu jornalistas, incentivou assassinatos, nomeou ladrões, pastores e pastores ladrões, incentivou a devastação ecológica, instigou sistematicamente agressões contra índios e quilombolas, premiou o racismo, sucateou universidades federais, ameaçou Tribunais, aparelhou a PF, protegeu os filhos bandidos, escondeu os gastos com cartões corporativos, radicalizou policiais até transforma-los em pistoleiros do bolsonarismo e facilitou a corrupção nas Forças Armadas. E agora ele quer COMPRAR VOTOS como se isso não fosse ilegal.
Evandro Condé
13 de julho de 2022 1:14 pmEsperar e ver quantos e quais deputados da oposição assinarão embaixo.