26 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaportes por ordem de Moraes

Investigado em dois inquéritos, senador afirma que medida foi motivada por declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro foi intimado pela PF a entregar passaportes, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Medida foi motivada por declaração do irmão Eduardo, que sugeriu saída do país se perdesse eleição.
Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e financiamento de filme, com inquéritos no STF.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a medida foi motivada por uma declaração de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defendeu sua saída do Brasil caso perdesse a eleição presidencial.

Segundo Flávio, a intimação ocorreu na rua, quando deixava o condomínio onde mora, em Brasília, para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

O senador também afirmou estar proibido de deixar o país e classificou a decisão como uma tentativa de intimidação política. Ele questionou se a mesma medida teria sido adotada caso tivesse vencido a eleição e declarou que pretende entregar os documentos e recorrer da decisão.

Na última sexta-feira (23), Eduardo Bolsonaro havia defendido, em entrevista a um programa dos Estados Unidos, que o irmão deixasse o país em caso de derrota nas urnas. Na mesma conversa, o deputado cassado afirmou que Flávio deveria contestar o resultado eleitoral caso não fosse eleito.

Flávio negou ter manifestado intenção de deixar o Brasil e questionou o uso da declaração do irmão como fundamento para a medida judicial.

Com a derrota eleitoral, Flávio Bolsonaro permanecerá no Senado até fevereiro de 2027, quando termina seu mandato. Porém, a saída do Congresso não significa necessariamente que os inquéritos serão transferidos para a primeira instância.

Em março de 2025, o Supremo firmou entendimento de que processos relativos a crimes cometidos durante o exercício de um cargo público e em razão das funções desempenhadas podem permanecer na Corte mesmo após o fim do mandato.

Vale lembrar que o senador é investigado em um inquérito relatado por Alexandre de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento relacionadas ao advogado Willer Tomaz.

A investigação teve origem em um procedimento conduzido pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul e foi encaminhada ao Supremo após os investigadores identificarem referências ao senador, que possui foro por prerrogativa de função.

Na última sexta-feira, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores vinculados a Willer Tomaz, além da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial. Também foram determinadas medidas para suspender atividades econômicas e empresariais de companhias relacionadas ao advogado.

Entre os elementos analisados pela PF está uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, ligada a Tomaz, na qual Flávio aparecia cadastrado com acesso privilegiado, identificado como “master”. Os investigadores buscam esclarecer a natureza desse vínculo e verificar se houve movimentação de recursos pelo senador.

Flávio também é investigado em outro inquérito no Supremo, sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura suspeitas relacionadas ao financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Nesse caso, a Polícia Federal investiga tratativas do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para obter recursos destinados à produção cinematográfica.

As informações são do jornal O Globo.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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