5 de junho de 2026

Fornecedora da Coca-Cola está envolvida em um escândalo de apropriação de terras

Sugerido por Assis Ribeiro

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Do Brasil de Fato

Coca-Cola e a luta territorial dos índios brasileiros

Transnacional compra açúcar de uma empresa estadunidense envolvida na luta territorial dos índios guaranis, no Brasil

da Adital

Os índios guaranis do Brasil vêm solicitando à Coca-Cola que deixe de comprar açúcar da gigante do agronegócio dos Estados Unidos (EUA), Bunge, que está envolvida em um escândalo de apropriação de terras.

Um informe recente, da Oxfam, revela que a Coca-Cola está adquirindo açúcar da empresa que, por sua vez, compra cana-de-açúcar de terras roubadas dos guaranis para produzir biocombustíveis “manchados com sangue indígena”.

Um porta-voz dos índios declarou à Survival Internacional: “A Coca-Cola deve deixar de comprar açúcar da Bunge. Enquanto essas empresas se beneficiam, nós nos vemos forçados a conviver com a fome, miséria e assassinatos”.

Os 370 guaranis da comunidade de Jata Yvary, no estado brasileiro do Mato Grosso do Sul vem perdendo a maior parte de suas terras ancestrais para as plantações que vendem cana de açúcar para a Bunge, e estão condenados a viver em uma diminuta parcela de terra completamente ilhada por essas plantações.

Os índios padecem de problemas graves de saúde como resultado do uso dos pesticidas nas plantações. Eles lamentam a perda de sua florestas, de onde obtinham alimentos, plantas medicinais e refúgio.

Arlindo, líder de Jata Yvary, explica em um lamento emocionante: “(Os proprietários de terras) estão destruindo quase tudo, nossa fruta nativa, nossos recursos. Espalham pesticidas de aviões. As crianças ficam com dor de cabeça e vomitam”. 

Os guaranis são o outro lado da crescente demanda mundial de biocombustíveis. A maior parte da terra das tribos foram roubadas e ocupadas por proprietários de terra poderosos, que utilizam como pasto para o gado e para a produção de soja e cana de açúcar.

Os líderes guaranis estão sendo perseguidos e assassinados sistematicamente enquanto lutam por seus direitos territoriais. A situação desesperadora que atravessa a tribo levou muitos de seus integrantes a se suicidarem: há registros de uma taxa de suicídio 34 vezes superior à média nacional do Brasil.

Ambrósio Vilhava, guarani conhecido internacionalmente por sua interpretação no premiado filme Birdwatchers, que mostra a situação dos índios guaranis, foi o último líder assassinado.

A Coca-Cola se comprometeu recentemente com a política de tolerância zero da Oxfam, diante da acumulação de terras e a “reconhecer e preservar os direitos das comunidades e povos tradicionais para manter o acessoa à terra e aos recursos naturais”.

A Survival pediu à Bunge para que deixe de comprar cana de açúcar procedente das terras guaranis, se comunicou com a Coca-Cola e pediu, repetidamente, às autoridades brasileiras para que demarquem a terra guarani com a máxima urgência, antes da Copa do Mundo de 2014.

Stephen Corry, diretor da Survival Internacional, declarou hoje que: “As empresas multinacionais são mestres em desviar as críticas com promessas de mudanças, mas sua política não serve de nada quando esta não é acompanhada de ações concretas. Para levar a sério o compromisso da Coca-Cola, a empresa deve deixar de comprar açúcar proveniente da Bunge. Enquanto o acordo com essa empresa perdurar, a promessa da Coca-Cola contra a acumulação de terras não tem sentido”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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11 Comentários
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  1. aliancaliberal

    18 de dezembro de 2013 2:54 pm

    “Os índios guaranis do

    “Os índios guaranis do Brasil” ?

    Se considerarmos que os indios disputavam e invadiam terras de outras tribos acusar os brasileiros de fazer o mesmo não mostra muita honestidade.

    Para a esquerda, o que interessa é a “reforma agrária” inversa.

    Nunca se esquecer que o mote é acabar coma propriedade privada  no país, dai justifica se usar a causa indigina para desapropriar terras produtivas.

  2. anarquista sério

    18 de dezembro de 2013 3:32 pm

     
     É pra devolver posse de

     

     É pra devolver posse de terra pros índios?

      Assim sendo, Brasil e E U A deixam de existir- seremos comandados por algum comancche,apaxe ou sei lá.

         E escrevo apenas de paises aonde tenho algum conhecimento de cauisa.

             Mas desconfio que algum pajé dominaria grande parte do mundo se devolverem tudo aos índios- A America do Sul com certeza.

               Por via das dúvidas vou pra mina Oca ,aprender a dana indígena e assistir muitas x mais o filme Dança com Lobos.

           Nunca se sabe,né?

               Quero ficar preparado pra caçar bufalos( ainde existem?)  e aprender táticas de guerra, pra não dar uma  de  

    George Armstrong Custer

                E se for o vencedor,escolherei o nome de Gerônimo 2014.

  3. Jair Fonseca

    18 de dezembro de 2013 3:45 pm

    Essa Bunge nunca enganou

    Essa Bunge nunca enganou ninguém: é um grande monstro do bilionário agronegócio transnacional. E tantos companheiros de esquerda fantasiosamente preocupados com as ONGs estrangeiras que defendem os sofridos índios brasileiros, principalmente os guarani, e os nossos recursos naturais!

    1. Motta Araujo

      18 de dezembro de 2013 5:39 pm

      A Bunge realmente nunca

      A Bunge realmente nunca enganou ninguem, é uma firma séria e muito antiga por aqui, mais de 100 anos,  onde contribuiu muito para o desenvolvimento da cultura do algodão no Nordeste brasileiro através da SANBRA.

  4. alexis

    18 de dezembro de 2013 4:14 pm

    E a coca, quico?

    É muita apelação meter à Coca-Cola naquele assunto.

    1. Assis Ribeiro

      18 de dezembro de 2013 6:01 pm

      Alexis

      Não é não.

      A Bunge não precisa de imagem, a Coca-Cola, sim, e muito. Por isso uma faz muita propaganda nas TVs, a outra não.

      Exemplo, o Vasco perdeu o patrocínio milionário do fabricante de automóveis, Nissan, algo em torno de R$ 28 milhões , R$ 7 milhões por ano,  por ser reincidente em grandes confusões.

  5. Motta Araujo

    18 de dezembro de 2013 4:56 pm

    A “causa indigena” serve hoje

    A “causa indigena” serve hoje para instrumentalizar  demagogias e trapaças contra quem quer produzir no Brasil.

    Serve como uma luva para todas as BANDEIRAS DA ESQUERDOLANDIA.

    Para fins de registro, a BUNGE está no Brasil há mais de cem anos, ja contribuiu muito para o desenvolvimento brasileiro em adubos (Quimbrasil), oleos vegetais (SANBRA), trigo (Moinho Santista), tecidos (Fabrica de Tecidos TATUAPÉ), já teve sede em São Paulo e tem mais a ver com o Brasil do que com os EUA, não é uma empresa americana apesar de ter sua sede em White Plains, NJ, onde centraliza seus negocios mundiais, o presidente até puco tempo era o brasileiro Alberto Wesser..

    O business dos indios brasileiros nestes tempos e se fazerem de “”VITIMAS”” de tudo e de todos, para resolver é preciso “”indeniza-los””, ai a injustiça se resolve.

  6. Durvalino

    18 de dezembro de 2013 5:30 pm

    ……..  o q falta ao povo

    ……..  o q falta ao povo brasileiro eh um pouco de BRASILIDADE !!!

  7. Maria Luisa

    18 de dezembro de 2013 5:45 pm

    Ao indio, o que é do indio

    Voltamos a questão das invasões das terreas indigenas. As demarcações precisam ser aceleradas pelo governo e as violações sancionadas. 

    E outro problema é o excesso de agrotoxico usado pelos ruralistas no Brasil. O governo precisa dar atenção a esse problema grave de saude publica. 

  8. henrique II

    18 de dezembro de 2013 6:54 pm

    Para esclarecer, atualmente

    Para esclarecer, atualmente os indios possuem uma área de 8.821 hectares ou seja 238 hectares por habitante.

  9. Isaura

    18 de dezembro de 2013 7:51 pm

    O maior problema da Coca não

    O maior problema da Coca não é este. É produzir algo que é uma das grandes culpas da epidemia mundial (não é a única culpada) da obesidade: a causa de doenças caras, degradativas, degenerativas e muitas sem solução. O imposto que pagam nunca cobrirá este prejuízo. É uma pena que qdo a humanidade se aventar para isto será tarde demais. Enquanto isto, que se abram mais farmácias/”supermercados”.

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