O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Jair Bolsonaro, participou ativamente da “milícia digital” de propagação de Fake News por bolsonaristas. A conclusão consta nas peças do inquérito 4.874, tornadas públicas.
Além de revelar como funcionou a propagação das mentiras nas redes sociais e meios de comunicação, de forma calculada e organizada – o que levou à Polícia Federal caracterizar o ilícito como “milícia digital” -, os depoimentos mostram que houve a participação direta do governo Bolsonaro.
A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e os apoiadores do presidente, Michelle Salaberry e
Fernando Luis Pires, são alvos do inquérito e prestaram depoimento às autoridades.
Na transcrição, revelada nas peças, eles levantam informações de como o esquema de atuação de notícias falsas atuou e afirmam que ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Heleno, também atuou.
Michelle Salaberry descreveu que o general chegou a convidar o grupo a uma reunião no Palácio do Planalto e trouxe detalhes do encontro:

Chamados de “Grupo 300” bolsonaristas que atuaram para propagar as Fake News e promover atos antidemocráticos, Fernando Luis Pires admitiu à PF que “participou das negociações entre o grupo 300, a Polícia Militar e a Secretária DF Legal” e que tais “negociações foram bem sucedidas”.
No dia 4 de maio de 2020, Sara Winter envia uma mensagem a Fernando Luis Pires, confirmando que estava embaixo, “na porta” do gabinete de Segurança Institucional.
Posteriormente, no dia 19 de maio, ela volta a pedir a Fernando que faça o contato com general Heleno para marcar “outra reunião com a Secretaria de Segurança”. Segundo Sara Winter, desta vez o grupo teria conseguido 3 advogados “a nossa disposição” para participar de uma nova reunião.


Em resposta, no dia seguinte, Fernando Luis Pires envia a seguinte mensagem a Sara Winter:

Também chamado a depor, o general Heleno confirmou que houve o encontro, mas alegou se tratar de uma tentativa de amenizar “atitudes hostil” [sic] dos apoiadores do presidente “contra jornalistas”.
O Grupo dos 300, na época, estava tomando atitudes hostil contra jornalistas que acompanhavam o dia a dia do presidente; que tal situação não era do interesse do governo federal, o que levou o declarante a buscar contato com o Grupo dos 300 para mitigar ações hostis; que houve uma reunião, no gabinete do GSI, em que participaram alguns integrantes do Grupo dos 300, inclusive SARA WINTER”.
Posteriormente, Heleno confirma às autoridades que o grupo comentou com ele “posturas contra o STF” e que ele somente teria “desaconselhado qualquer tipo de ação contra tal instituição, pois não traria efeitos positivos”.

Por outro lado, o chefe do SGI não tomou nenhuma medida para evitar os atos antidemocráticos, apesar de ter tido conhecimento prévio a eles.
+almeida
11 de fevereiro de 2022 7:59 pmMe pergunto: afinal quantas FFAA existem de verdade no Brasil? Qual é a original e quais são as genéricas? Quem não fica confuso diante das noticias quase que diárias, que publicam intrigas e disputas entre altas patentes para conquistar o posto de vice, de assessor e até quem sabe, de papagaio de pirata do presidente Bolsonaro? Se uns querem puxar o tapete de outros e os demais terceiros assistem confortavelmente a degradação e ruína da instituição sem nada fazer, o que podemos esperar sobre o futuro dela e deles? Definitivamente entendo que militar e política em vez de construir, só faz destruir e política com militar em vez de agregar, só faz degradar.
José de Almeida Bispo
11 de fevereiro de 2022 8:07 pmTá osso,,,, esse país!
Vladimir
12 de fevereiro de 2022 9:33 amOnde tem sujeira é só ver a pegada da bota e,com certeza,encontrará um milico miliciano.