Em meio à retomada do discurso de contestar a segurança das urnas eletrônicas por Jair Bolsonaro, um nome da ala militar e do próprio governo na Direção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) equilibrava as ameaças. Mas o general Fernando Azevedo não assumirá mais o cargo.
O militar, que é ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, estava se preparando para a transição e para assumir a Direção-geral da Corte mais importante em ano eleitoral. Ele forma parte da ala mais moderada das Forças Armadas e deixou a Defesa em março do ano passado, estando prestes a assumir o posto no Tribunal.
Os discusos de Bolsonaro, de possivelmente questionar o resultado das eleições 2022, se viram brecados com o gesto da entrada de um militar, que saiu do próprio governo, na fiscalização do TSE.
Fernando Azevedo chegou a participar ativamente de reuniões com ministros da Corte para a transição, tendo elogiado a dinâmica interna e garantindo confiança na lisura das urnas.
Ele assumiria a Direção-geral no próximo dia 22 de fevereiro, mas por motivos de saúde e familiares decidiu, ontem (15), sua desistência. Segundo coluna de Carla Araújo, do Uol, alguns exames recentes do militar apontaram problemas cardíacos.
“Na última terça-feira (15), o general Fernando Azevedo comunicou aos ministros Edson Fachin e Alexandre de Morais que, em virtude de questões pessoais de saúde e familiares, não ficará à frente da Diretoria-Geral do Tribunal Superior Eleitoral na próxima gestão que inicia em 22 de fevereiro”, disse o TSE, em nota.
A Corte informou que apresentará um novo nome para o cargo até o fim desta semana.
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