25 de junho de 2026

“Houve confusão entre deveres funcionais e preferências ideológicas”, diz Flávio Dino sobre as polícias do DF

Ministro da Justiça relaciona "infiltração" de ideologia bolsonarista nas instituições ao ataque terrorista aos Três Poderes
Após intervenção federal decretada por Lula, a Polícia e Exército se concentram na frente do QG do Exército para desmobilizar acampamento bolsonarista. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Após intervenção federal decretada por Lula, a Polícia e Exército se concentram na frente do QG do Exército para desmobilizar acampamento bolsonarista. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O ministro da Justiça Flávio Dino escancarou na noite de domingo (8) um “problema estrutural” que deverá ser a prioridade do governo Lula juntos às forças de segurança, logo após a prisão dos bolsonaristas golpistas e terroristas que detonaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Dino admitiu em coletiva de imprensa que a “infiltração” da ideologia bolsonarista nas polícias pode explicar a falha na segurança que permitiu à invasão das sedes dos Três Poderes.

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“Houve uma confusão nacional entre deveres funcionais e preferências ideológicas. Ou seja, há sim, objetivamente, preferências ideológicas nas instituições atrapalhando o cumprimento de deveres constitucionais e isto tem que ser dito com todas as letras para que se compreenda os processos concretos que acontecem”, disse Dino.

Na visão do ministro, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi levado ao erro por subordinados que afrouxaram o planejamento da segurança sem comunicar o governo federal, que ficou sabendo pela imprensa. Ibaneis já foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal e seu secretário de segurança, o bolsonarista Anderson Torres, foi exonerado.

Após três horas de terrorismo na capital federal, Lula decretou intervenção na segurança do DF e, com ajuda da força nacional, a Polícia Militar agiu para prender os criminosos.

Para Dino, isso mostra que “houve deficiência de planejamento” e “crise de autoridade”, associadas à “infiltração perversa de ideologias exóticas, inaceitáveis, nas instituições de Estado brasileiro”.

“E isto explica essas cenas [de depredação] e a providência que tomamos com a intervenção federal, para que haja afastamento desses elementos e se coloque apenas a autoridade da lei. Essa é uma questão democrática fundamental, que não diz respeito apenas ao governo Lula. Diz respeito à Nação, que todos os funcionários públicos cumpram os seus dever”, disse Dino.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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  1. Sergio Navas

    9 de janeiro de 2023 4:18 pm

    O Flávio Dino vive comparando a segurança no dia da posse, com o ocorrido uma semana depois, realmente ele tem razão, porém para aprendizado futuro ele deveria considerar alguns fatores:
    1- Essa tentativa de golpe foi planejada e só não ocorreu na posse devido a presença de autoridades estrangeiras, o que demonstra que tem gente graúda por trás e com grande participação das autoridades fardados.
    2- O Dino vangloria-se de não haverem mortos, mais um indicativo de ação entre amigos.

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