Venezuela 2002 e Egito 2011: a cortina de interesses da grande imprensa escondendo os fatos


A pantomima  em 2002: o fantoche e o noticiário combinado para legitimar o golpe de estado
 
Relembrando uma das maiores manipulações e vacilos da grande imprensa brasileira, quando em 2002, noticiaram como renúncia de Chávez o golpe de estado ocorrido na Venezuela, republicamos texto de Ivo Lucchesi logo abaixo.  Porém os golpistas, armados com rifles e outros munidos de laptops, não contavam com a reação popular que trouxe Chávez de volta ao poder, em apenas 48 horas, humilhou os golpistas, ajudou a derrubar a RCTV e desnudou, incontestavelmente, o apreço ao golpe de setores importantes da mídia brasileira. 

O que ocorre no Egito hoje também está encoberto por uma cortina de interesses, por extensas e teimosas análises de um cenário pós Mubaraki, em uma apologia a uma transição controlada pelos EUA e Israel, nas mãos dos mesmos capatazes dos últimos 30 anos, apenas mudando o titular da “sesmaria egípcia” norte americana. 

As centenas de mortes que a ONU suspeita terem ocorrido desde o início das manifestações, em decorrência da repressão do governo de Mubaraki não fazem jus as manchetes, a imprensa quer nos fazer crer que as declarações do ditador egípcio, manchetes monumentais, são de um estadista que, a pretexto de evitar o pior (como se o que ocorre agora já não fosse o pior), decide ficar no comando, pela força, apoiado pelos EUA e grande imprensa, e conduzir a sua própria sucessão com “isenção”.

Com o desenrolar da crise a certeza que fica é que é preciso salvar os “dedos” americanos, porque os anéis já se foram.  A insistência do Departamento de Estado americano e da imprensa alinhada em dizer que Mubaraki deve ficar até concluir a transição demonstra claramente o posicionamento dúbio e vacilante dos “defensores da liberdade e da democracia”.  Fosse em Caracas tais fatos graves, os mesmos estariam pedindo a urgente saída de Chávez do poder e a imediata transição “democrática”, tal qual Carmona tentou dar cabo em 2002.  Aos amigos tudo, aos inimigos a força (da lei?)…

Se algo similar ocorresse na Venezuela de Chávez, qual seria a chamada nos meios de comunicação brasileiros?
Quem não se lembra dos comentários de Miriam Leitão sobre os motivos que provocaram a “renúncia de Chávez” no Jornal da Globo em 2002?

 
Leia a íntegra, clique aqui>>>
0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador