O Ministério das Relações Exteriores confirmou, nesta terça-feira (7), a libertação dos 13 brasileiros detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que navegava rumo à Faixa de Gaza com o objetivo de levar ajuda humanitária. Apesar da libertação, não há confirmação sobre a data de retorno dos ativistas ao país.

Segundo o Itamaraty, a liberação foi resultado de negociações diretas conduzidas pela Embaixada do Brasil em Tel Aviv. O grupo foi transportado até a fronteira com a Jordânia, de onde seguirá viagem com apoio diplomático brasileiro.
Ao todo, 15 brasileiros participaram da flotilha, mas apenas 14 foram presos, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). Um deles não estava na rota de alto risco estabelecida por Israel e não chegou a ser interceptado. Entre os detidos, um argentino-italiano residente no Brasil foi deportado antes dos demais e desembarcou no Rio de Janeiro na noite de ontem (6).
Os cidadãos estavam detidos no centro de Ketziot, no deserto de Negev, considerado a maior instalação prisional de Israel em extensão territorial. Durante o período de custódia, diplomatas brasileiros visitaram o grupo em duas ocasiões e relataram que todos se encontravam em boas condições de saúde.
Flotilha pacífica, resposta militar
A flotilha Global Sumud reuniu mais de 40 embarcações e cerca de 420 ativistas de diferentes nacionalidades. Os organizadores classificaram a missão como pacífica, mas os barcos foram interceptados por forças militares israelenses em águas internacionais.
“No mesmo dia em que nossos 13 integrantes que ainda estavam ilegalmente detidos
deixarão a prisão, 7 de outubro, completam-se dois anos da escalada do genocídio e da
limpeza étnica perpetrada por Israel ao longo de oito décadas. São dois anos sem uma
resposta efetiva dos governos do mundo inteiro, que permanecem cúmplices dos crimes
contra a humanidade cometidos pelo regime israelense“, declarou a delegação brasileira da Global Sumud, em nota.

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