5 de junho de 2026

Kakay: “Bolsonaro precisa ser preso para o Brasil mudar de página”

Advogado criminalista defende que o ex-presidente seja processado por crimes chaves, cuja materialidade já está posta
O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, divulgação de fake news, interferência na Polícia Federal, vazamento de dados que tramitam sob segredo de Justiça, falsa vinculação entre covid e Aids, CPI da Covid. 

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acumula uma série de denúncias de crime, além de ações no Tribunal Superior Federal (TSE). E, para Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), advogado especialista em Direito Criminal, o ex-chefe de Estado precisa ser preso para que o país volte a discutir outros assuntos. 

“Pandemia, golpe… Há condições reais de fazer um processo técnico criminal rápido, porque a materialidade está comprovada. Está tudo posto. Tem de ter 300 condenados. Agora é comprovar a autoria desses caras. Então, não tem saída. E aí, vamos mudar de página”, afirmou o convidado do programa TVGGN Justiça da última sexta-feira (20). 

A lista de crimes cometidos por Bolsonaro é tão longa que Kakay afirma que um delegado confidenciou que se forem investigar todas as acusações do ex-presidente, o processo não termina nunca. 

Assim, ele é favorável a processá-lo em processos chave, a fim de agilizar os trâmites. “Sinceramente, se ele for processado pelo óbvio, que é a tentativa de golpe, e pegar 20 anos, eu vou ter de mudar a conversa.”

Para o advogado criminalista, Bolsonaro é um serial killer em diversas áreas. Uma das mais graves foi, durante o mandato, a tentativa de instrumentalizar a Polícia Federal, a fim de blindar os filhos de investigações. “Aquilo ali significa o que existe de mais grave no estado demo de direito, que é a instrumentalização de quem faz a investigação.”

Outro ponto em que o ex-chefe de Estado cometeu atrocidades foi a condução do país durante a pandemia de Covid-19, que teve mais de 700 mil mortes por conta das negligências do governo. 

No entanto, a prisão do general Braga Netto marca a tendência de que o país esteja mudando e deve estar mais pacificado em 2026, tendo em vista que além de histórica, a inédita detenção do militar quatro estrelas não gerou movimentos contrários. 

“Processem o Bolsonaro, tecnicamente falando. Condenem o Bolsonaro. Levem ele para a cadeia. Ele e Heleno, esse grupo todo dele. E nós vamos ter de mudar a história. Aí vai ser discussão econômica, de todas essas loucuras que estão acontecendo. E aí teremos realmente condições de mudar o país, porque não dá para ficar correndo atrás do rabo”, reafirmou Kakay. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Jorge Jeronimo Pinha Costa

    22 de dezembro de 2024 7:34 pm

    Gente demais para un golpe de ficção.
    Está todo o mundo doente!
    O último golpe que eu conheci quando era pequeno,ainda me parece ser o único e maior!
    Foi exatamente o golpe de estado mili de 1954!

  2. Evandro Gonçalves Peres

    23 de dezembro de 2024 6:04 am

    Esse advogado, declaradamente de extrema esquerda, não sabe nem o que diz. Se tivessem provas materiais, já tinham prendido o ex-presidente Jair Bolsonaro mas, na realidade, é só narrativas.

  3. emerson57

    23 de dezembro de 2024 8:36 am

    bolçonário é p. pequeno.
    Acho que o mais efetivo seria a prisão do echegoien e do villas boas.

  4. jucemir rodrigues da silva

    23 de dezembro de 2024 3:42 pm

    Faz uns quatro anos que ouço dizer que Jair Messias será preso.
    Já no primeiro semestre de 2019, Nassif previa que Jair nem completaria seu primeiro ano de mandato: seria defenestrado.
    Faz o seguinte: me acordem quando se der a prisão.
    Como dizia Macunaíma: ‘Ai! Que preguiça!…’

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