O relatório final da tentativa de golpe de Estado provocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, equipe de governo e militares revela que Bolsonaro sabia do plano de assassinar o atual presidente Lula. As provas deste episódio foram antecipadas pelo GGN no âmbito da apuração da PF contra os chamados “Kids Pretos”, nesta terça (19).
O documento que indicia 37 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro, por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, foi entregue nesta quinta (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Mas, na terça-feira, uma parte da investigação foi disponibilizada, no documento da Polícia Federal que se referia, especificamente, ao planejamento e atuação dos militares que foram levados presos.
O GGN acessou esta investigação, de 221 páginas, e detalhou o material em reportagens publicadas aqui e aqui. Parte desta investigação integra o relatório final da PF que indiciou Jair Bolsonaro.
‘Kids Pretos’ apresentaram plano a Bolsonaro
Conforme antecipamos, naquele documento, a PF mostrou as provas de que Jair Bolsonaro tinha conhecimento dos planos de golpe e assassinar presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
No dia 6 de dezembro de 2022, Bolsonaro se encontrou com os militares presos:

A PF também mostrou que em mensagens trocadas com ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, o general Mauro Fernandes admitiu que “conversou pessoalmente com Jair Bolsonaro”, no dia 8 de dezembro de 2022, mostrando preocupação de perder o controle das manifestações nas ruas e que o golpe poderia “restar frustrado”:

Naquela mensagem, Mauro Cid confirmou que Jair Bolsonaro estava “esperando para ver os apoios que tem” para “a consumação do Golpe”, e que teria que ocorrer “antes do dia 12” de dezembro:

Para completar, o general Mario Fernandes afirmou a Mauro Cid que “durante a conversa que eu tive com o presidente [Jair Bolsonaro], ele citou que o dia 12 [para concretizar o golpe], pela diplomação do va*****do“, e que a partir do dia 20 de dezembro ocorreria a passagem de comando das Forças Armadas:

Nas investigações, a PF confirmou que Mario Fernandes esteve no Palácio da Alvorada no dia 8 de dezembro, encontrando-se com Jair Bolsonaro, para a referida conversa.

No dia seguinte à conversa do general Mauro Fernandes com Jair Bolsonaro e, posteriormente, narrada à Mauro Cid, em 9 de dezembro, o general enviou outro áudio ao ajudante de Ordens do ex-mandatário comemorando que “Jair Bolsonaro aceitou o ‘nosso assessoramento’”, referindo-se ao plano de golpe.
Na mesma data, os investigadores comprovaram, em diligências realizadas, que o plano de golpe e de assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, intitulado “Punhal Verde Amarelo”, foi impresso pelo general Mário Fernandes no Palácio do Planalto e entregue ao então presidente Bolsonaro no Palácio do Alvorada.

As informações deste relatório prévio compõem o relatório final da PF entregue hoje ao STF.
Joséchinglinglunar.marcelo
21 de novembro de 2024 4:59 pmO GGN MATOU A COBRA E MOSTROU O PAU,PARABÉNS!!! OBS.:Matéria com uma linguagem bem explicativa e inteligível facilitando o entendimento inclusive ressalvas muito boas gostei pra caramba !!!
Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de novembro de 2024 5:12 pmExiste prova de que a Folha de S.Paulo abusa da liberdade de imprensa ao dar voz e visibilidade ao capitão genocida que planejou assassinatos politicos para permanecer no poder após perder a eleição. Não seria o caso do dono e do editor desse jornal golpista serem incluídos no rol dos investigados?
Moacir Rodrigues de Pontesss
21 de novembro de 2024 7:59 pmPô, esse general parece ser mesmo muito inteligente, pô! Será que já nasceu genial assim mesmo, pô!?… Ou será que mamou algum leite especial, pô!?… Pô, não pode ser leite condensado, leite de bozolóide, pô!… E ainda tem gente que acha que general no Brasil não serve pra nada, pô!… Serve pra combater vagabundo, pô!… Tem que ter coragem e competência, pô!
Rui Ribeiro
22 de novembro de 2024 3:50 amÉ hora do Jair pra cadeia. Sem Anistia. Sem qualquer autoridade moral e sem qualquer prova, ele acusa do Xandão de fazer tudo o que a lei não manda. Porventura a lei manda quem trama golpe ficar impune? Antes, ela manda tramar golpe?
Rui Ribeiro
22 de novembro de 2024 7:50 amE ainda que não soubesse, deveria saber. Nessa hipóteses, esses Ratos não teriam escapatória: Dominio do fato neles.
Rui Ribeiro
22 de novembro de 2024 8:01 amTarcísio sai em defesa do Bostonaro: “Respeitou a Constituição”.
Só esqueceu de acrescentar que fez isso por circunstâncias alheias à sua vontade.
Rui Ribeiro
22 de novembro de 2024 8:25 amhttps://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaro-atira-em-moro-mas-nao-e-para-matar-quer-mutila-lo-por-joaquim-de-carvalho/
Douglas da Mata
22 de novembro de 2024 11:37 amPorta aberta ou o drible da vaca?
O atual campeão da democracia, o ministro indicado por um presidente alçado ao cargo por um golpe, fala direto da sala de justiça, de onde, justamente, os meninos da lava jato pintaram o bordaram.
A esquerda sorri agradecida.
Quer dizer, esquerda não, lulistas.
Pois bem, coronel Cid mentiu na sua delação, e seu celular o dedurou.
Ponto.
Até onde sei essa circunstância anula a delação.
A anulação não anula as provas obtidas com a delação.
Então por que nosso campeão da justiça chamou o moço e disse, ou dá, ou desce?
Ora, eu posso (e quero estar errado), mas a quebra do acordo pelo réu na delação não implica em retorno ao confinamento preventivo, salvo se essa infração ao acordo não seja, em si, requisito da decretação da prisão cautelar.
Mentira, inclusive, assim como o silêncio, é facultada ao réu, pois é direito não produzir provas contra si, e por outro lado, cabe ao Estado a prova da culpa.
Mentir no processo em que é réu não influi na pena, não permite que seja usado contra o réu.
E se não pode mais (na sentença), não pode menos (na decisão da prisão preventiva)
Reafirmo que posso estar errado, mas a mentira não é possível de integrar requisitos da prisão cautelar, ainda que, como é o caso, o réu minta sobre condutas de terceiros, já que tais condutas lhe dizem respeito ou seja, se ele confirma a participação desse ou daquele, ele agrava o que fez porque faz parte do consórcio criminoso.
Em suma, se mentiu, não há homologação, e segue como réu sem privilégios da delação, porém, sem agravar nem um milímetro a dosimetria de sua responsabilização porque mentiu.
Testemunha também é protegida do direito de silenciar ou mentir sobre terceiros, caso os fatos lhe incrimine.
Mas por que o campeão da democracia arrisca tudo, mantendo a delação, e de acordo com a mídia, após Cid ser confrontado com a “regressão” de sua liberdade provisória?
Política.
Anular a delação e ficar com as provas daria aos bolsonaristas o mote para questionar o que foi obtido com ela (a delação).
Se ele mentiu sobre um fato, não mentiu sobre o resto?
Assim, a luta pela democracia vai se parecendo cada vez mais com o seu assassinato pela lava jato.
Óbvio né?
As duas correm dentro do mesmo poder, não poderia ser diferente.
Executivo e legislativo, poderes ELEITOS, a tudo assistem.
Não sou leviano para afirmar que se trata de um “erro” para deixar a porta aberta
Acho que é só excesso de vontade política mesmo.
Douglas da Mata
22 de novembro de 2024 12:59 pmEm tempo, em qualquer país com algum senso de dignidade, o ministro da defesa pediria demissão ou seria convencido a pedir.
Lula sendo Lula.
Acho até que esse permanente estado de urgência não é coisa apenas do coiso…
Lula também gosta desse ambiente para se dizer vítima.
Só pode, só isso justificativa tamanha falta de coragem em lidar com esse bando de mequetrefes.
O que Lula espera? Que eles, enfim, tenham mais competência e o aval dos EUA?
Que presidente frouxo.
Luiz Alberto Bonin
22 de novembro de 2024 1:04 pmA cara do arromb@d0 golpista….É dar nojo, muito nojo….Que essa corja de eternos sanguessugas do Estado e articuladores de golpe (é só para isso que o exército existe no Brasil) apodreça na jaula