18 de junho de 2026

Leon Trotski e o sectarismo

Por Diogo Costa

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Em 1936 Leon Trotski condena, no Programa de Transição, as práticas dos sectários nas fileiras da IV Internacional (é perfeitamente aplicável aos dias de hoje). Os sectários não admitem nada que não seja, no entender deles, o programa máximo do comunismo. São sempre os mais “avançados”, os mais “revolucionários”, os mais isto, isso ou aquilo…

Revolucionários em frases de efeito e nada mais. Incapazes de trabalhar as necessidades imediatas da classe trabalhadora, vivem num fictício mundo ‘vanguardista’, só existente em suas mentes. 

Como sempre, e até em função disto, permanecem chorosos e apartados das massas! São perfeitamente dispensáveis! Ora, que espécime de revolucionário pode assim se auto intitular se, em verdade, não junta meia dúzias de gentes ao seu redor? Todas as gentes se equivocam, e não são merecedoras de desfrutar da ‘incomensurável’ sapiência dos pretensos revolucionários? Segue o texto:

Do Marxists.org

Contra o sectarismo

“Sob a influência da traição e da degenerescência das organizações do proletariado nascem ou se regeneram, na periferia da IV Internacional, grupos e posições sectárias de diferentes gêneros. Possuem em comum a recusa de lutar pelas reivindicações parciais ou transitórias, isto é, pelos interesses e necessidades elementares das massas tais como são. Preparar-se para a revolução significa, para os sectários, convencerem-se a si mesmos das vantagens do socialismo.

Propõem voltar as costas aos “velhos sindicatos”, isto é, às dezenas de milhões de operários organizados, como se as massas pudessem viver fora das condições da luta de classes real! Permanecem indiferentes à luta que se desenvolve no seio das organizações reformistas, como se pudéssemos conquistar as massas sem intervir nesta luta! Recusam-se a distinguir, na prática, a democracia burguesa do fascismo, como se as massas pudessem deixar de sentir essa diferença a cada passo!

Os sectários só são capazes de distinguir duas cores: o branco e o preto. Para não se expor à tentação, simplificam a realidade. Recusam-se a estabelecer uma diferença entre os campos em luta na Espanha pela razão de que os dois campos têm um caráter burguês. Pensam, pela mesma razão, que é necessário ficar neutro na guerra entre o Japão e a China. Negam a diferença de principio entre a URSS e os países burgueses e se recusam, tendo em vista a política reacionária da burocracia soviética, a defender contra o imperialismo as formas de propriedade criadas pela Revolução de Outubro.

Incapazes de encontrar acesso às massas, estão sempre dispostos a acusá-las de serem incapazes de se elevar até as idéias revolucionárias.

Uma ponte, sob a forma de reivindicações transitórias, não é absolutamente necessária a esses profetas estéreis, pois não se dispõem, absolutamente, a passar para o outro lado do rio. Não saem do lugar, contentando-se em repetir as mesmas abstrações vazias. Os acontecimentos políticos são para eles ocasião de tecer comentários, mas não de agir.

Como sectários, os confusionistas e os fazedores de milagres de toda espécie recebem a cada momento chicotadas da realidade, vivem em estado de continua irritação, queixando-se sem cessar, do “regime” e dos “métodos” e entregando-se a intrigazinhas. Em seus próprios meios exercem ordinariamente, um regime de despotismo. A prostração política do sectarismo apenas completa, como sua sombra, a prostração do oportunismo, sem abrir perspectivas revolucionárias. Na política prática, os sectários unem-se a todo instante aos oportunistas, sobretudo aos centristas, para lutar contra o marxismo.

A maioria dos grupos e grupelhos sectários desse gênero, que se alimentam das migalhas caídas da mesa da IV Internacional, levam uma existência organizativa “independente”, com grandes pretensões, mas sem a menor chance de sucesso, Os bolchevique-leninistas podem, sem perder seu tempo, abandonar tranquilamente estes grupos à sua própria sorte.

Entretanto, as tendências sectárias encontram-se também em nossas próprias fileiras e exercem uma funesta influência sobre o trabalho de certa seções. É uma coisa que é impossível suportar um único dia a mais. Uma política justa quanto aos sindicatos é uma questão fundamental de pertencer à IV Internacional.

Aquele que não procura nem encontra o caminho do movimento de massas não é um combatente, mas um peso morto para o Partido. Um programa não é criado para uma redação, uma sala de leitura ou um clube de discussão, mas para a ação revolucionária de milhões de homens. O expurgo das fileiras da IV Internacional do sectarismo e dos sectários incorrigíveis é a mais importante condição dos sucessos revolucionários.”

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33 Comentários
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  1. Motta Araujo

    31 de outubro de 2013 12:17 pm

    Tudo isso se perdeu na poeira

    Tudo isso se perdeu na poeira dos tempos, a Revolução, a Internacional, tudo acabou porque não tinha como se sustentar e os prognosticos de Trotsky sobre o fim do capitalismo se reveleram inuteis porque Trotsky ignorou a apacidade regenerativa das economias de mercado.

    1. Diogo Costa

      31 de outubro de 2013 1:28 pm

      Não há modo de produção que perdure para sempre

      Nenhum modo de produção é eterno.

       

      O feudalismo foi o modo de produção dominante durante séculos e mais séculos, mesmo convivendo com modos de produção distintos, burgueses, desde o século XIII ou XIV. A Revolução Russa foi apenas um primeiro experimento de socialismo, tem menos de 100 anos de existência e foi feita num país atrasado, com 87% das pessoas ainda vivendo nas zonas rurais, com uma indústria débil e massas ignaras assoladas por resquícios do regime servil (que fora abolido em 1860), pelas doenças e pela fome endêmicas.

       

      Talvez não vejamos, é quase certo que não veremos, a derrocada do modo de produção capitalista, mas ele um dia perecerá, como todos os outros anteriores a ele um dia feneceram. O que virá depois? Não há como saber, pode haver uma regressão ou podemos experimentar um novo modo de produção, é a luta política e as condições objetivas da produção material da sociedade que vão definir isto.

  2. Jorge Nogueira Rebolla

    31 de outubro de 2013 12:36 pm

    Diogo?

    Como analisar o sectarismo à luz do servicinho que Trotsky realizou na fortaleza de Kronstadt? Conhecendo as reivindicações dos marinheiros onde estava o sectarismo?

     

    1. Diogo Costa

      31 de outubro de 2013 1:31 pm

      Esta nunca foi uma questão de sectarismo

      A revolta de Kronstadt veio na esteira das agruras do Comunismo de Guerra, necessário para superar a terrível Guerra Civil feita pelo exército branco contra o poder bolchevique, com a ajuda de exércitos de 14 países invasores. A Rússia era então, nesta época, um país devastado pela I Guerra Mundial, pela Revolução de Outubro de 1917 e pela terrível Guerra Civil subsequente à Revolução.

       

      Tanto isto é verdade que logo após o controle da revolta de Kronstadt (março de 1921), na primavera seguinte, Lenin lança a NEP (Nova Política Econômica). Em que consistia essa nova política? Justamente na constatação da penúria extrema em que se encontrava a Rússia, decorrente de batalhas das mais diversas. Daí que a supressão do Comunismo de Guerra e a implantação da NEP, que abriu a Rússia para o investimento privado, nacional e internacional, para as concessões e parcerias com a iniciativa privada, para a liberdade, em certos níveis, da comercialização interna de víveres e de produtos, foi uma política acertada e necessária empreendida por Lenin.

       

      E Lenin teve de se confrontar, neste período de implantação da NEP, com o sectarismo pueril do esquerdismo delirante, que não admitia o recuo e a aceitação, pelo poder soviético, de diferentes formas de propriedade privada nacional e estrangeira, e taxava estas medidas, absolutamente necessárias, como sendo uma ‘traição’ de Lenin ao movimento comunista. É o mesmo sectarismo do esquerdismo que procurou de todas as formas minar Lenin, e amaldiçoa-lo, e chamá-lo de traidor quando da assinatura do Tratado de Brest-Litovski, que retirou a Rússia da I Guerra Mundial, em março de 1918.

       

      Por fim, o poder soviético que derrubou a classe dominante e o tzarismo poderia conviver com tentativas de derrubada da Revolução de Outubro? Por acaso deveriam desconsiderar ou desprezar a experiência tida e havida cinquenta anos antes, na Comuna de Paris?

      1. IV AVATAR

        31 de outubro de 2013 3:53 pm

        Bom

        Poderia virar post

      2. Roberto Locatelli

        31 de outubro de 2013 11:36 pm

        Excelente resumo

        Boa resposta.

         

        Quanto ao assunto do post, o fato é que hoje 90% dos que se dizem “trotskistas” são justamente os sectários que Trotsky condenou.

  3. ArthurTaguti

    31 de outubro de 2013 1:46 pm

    Estas aulas de história estão

    Estas aulas de história estão ficando divertidas: os revolucionários russos montaram um exército paralelo, tomaram o poder pela força, cortaram a cabeça de toda a família real, e agora titio Trosky e titio Lenin são utilizados para justificar o porque que é acertada a política do lulismo de montar pactos de governabilidade com as famílias reais brasileiras (os Sarneys, os Calheiros, os Odebrecht’s, os Setubal’s, os Marinho’s, e por aí vai).

    Sei qual sua resposta, que o seu objetivo aqui é discutir a história da União Soviética. Então tá.

    Sem contar que existem diversos tipos de sectarismo: sectário é aquele que se apega a um conceito ideal de programa, mas sectário também o é aquele que considera infalível (aquele que não pode errar) e defende com unhas e dentes seu partido ou agremiação política, como se time de futebol fosse.

    Mas uma coisa tenho que admitir: estas aulas de história são divertidas.

    Próxima vez quero ver tópicos como “Mao Tse Tung e a correlação de forças”, “Salvador Allende e o leilão (sob Partilha) do cobre chileno”, e “Martin Luther King era evangélico (e o porque de alianças com o PSC e o PRB é importante para a luta dos direitos civis)”.

     

    1. Diogo Costa

      31 de outubro de 2013 2:39 pm

      Tirando a habitual bazófia, quais são as propostas?

      O que deveria fazer o PT, que tem apenas 87 deputados federais (17% do total), sabendo que para se aprovar um mísero projeto de lei são necessários os votos de 257 deputados federais?

       

      Para aprovar uma Emenda Constitucional, o drama é pior ainda, pois são necessários os votos de 308 deputados. No senado a correlação de forças é ainda mais difícil.

       

      A esquerda (PT, PC do B, PSB, PDT, PPL e PSOL) não tem sequer 1/3 dos parlamentares no Congresso Nacional! Então, para além das palavras de ordem, saindo dos fáceis slogans e vindo para o mundo real, o que o PT deveria fazer? Quanto as ‘aulas’ de história, não chegam a tanto, são apenas fragmentos de textos históricos.

       

      Lamentavelmente, os ‘revolucionários’ em palavras e slogans vazios raramente se dignam a ler tais obras completas, pinçam trechos aqui ou acolá e os transformam, como sempre, em slogans propagandísticos que não movem um milímetro da correlação de forças. E ainda querem fazer a revolução, sem nenhumas teorias!

      1. Vinicius Ferreira

        31 de outubro de 2013 3:19 pm

        De fato o PT tem tudo a ver

        De fato o PT tem tudo a ver com a Revolução Russa, é ÓBVIO que Trotsky apoiaria o PT. Tá na cara que nossa utopia tropical é exatamente o que ele sonhara. Agora que estão querendo inaugurar o espancamento físico ou moral dos dissidentes está melhor ainda.

        E é claro que o PT precisou praticar fisiologismo, plenamente justificável

        Só não é justificável quando a Marina ou o PSDB ou qualquer inimigo do PT faz isso, aí é injutificável.

         

         

        1. Diogo Costa

          31 de outubro de 2013 4:15 pm

          De que ‘espancamentos’ estamos a tratar? Se é o que penso…

          O Black Bloc é uma das variantes da vertente política pequeno-burguesa, idealista e radicalizada. 

          Historicamente caminham erráticos, aqui ou alhures, nunca conseguindo dar a volta completa na quadra dos acontecimentos. 

          Invariavelmente perdem-se, mais cedo ou mais tarde, n’alguma das esquinas da realidade concreta e objetiva dos fatos.

           

          Enquanto isto seguem amaldiçoando, desde sempre, as teses de Marx, Engels, Lenin e tantos dos outros seguidores da teoria científica do socialismo. Bem previsível.

          1. Tomás Rosa Bueno

            31 de outubro de 2013 5:01 pm

            Eu não disse?

            O Diogo engoliu o Manual Ilustrado do Pequeno Militante!

    2. Almeida

      31 de outubro de 2013 4:49 pm

      Fanatismo e desonestidade sem limites.

      Pois é, Arthur, o analista político de Bagé tem algo patético, no seu fanatismo petista. O troço vem associado, com uma profunda desonestidade “intelectual” doentia, uma mostrenga deformidade de caráter . Agora, depois de Lenin, ele vai de Trotski, sempre sem citar o contexto, para justificar as políticas, que o “Velho” classificaria minimamente de traidoras. Imagina o que Trotski pensaria sobre um partido que adota, a “estratégia” dos “campeões nacionais”, como forma de concentrar ainda mais os oligopólios; um partido que a sua direção proclama:

      “Eike é o nosso padrão, a nossa expectativa e sobretudo o orgulho do Brasil quando se trata de um empresário do setor privado.” – Dilma Roussef.

      Eike largou na praça uma quantidade de “micos” – R$ 10 bilhões “apenas” no BNDES – que, com o desmatamento provocado pela a política petista de promover “campeões” do agronegócio, não vai haver florestas para abrigar sua superpovoação; nem na Amazônia cabem.

      O PT não aplica o Programa de Transição, mas o de Transação; não se conhece uma única privatização da privataria tucana, metade, uma fraçãozinha sequer, que o petismo, em quase doze anos de mandato, tenha revertido, mas em compensação, o petismo estatizou o “empresariado campeão”, aquele que com recursos retirados do estado, concentra a propriedade privada e usufrui de seus imensos lucros. Na prática, o petismo não só adotou a privataria tucana, que ele prossegue e, eufemisticamente, a amplia, adotando novos nomes, como no “leilão” de Libra, na “parcerias público privadas”, no caso EBSERH, nos aeroportos e etc; porém, o petismo inovou, privatizou o estado para seus “campeões”.

      Parafraseando e respondendo Brecht, diremos: o que é formação de quadrilha, diante da formação e concentração de oligopólios? O segundo caso é a institucionalização da quadrilhagem.

      Olha que ser contra a concentração de oligopólios não é nem, uma atitude que possa se dizer exclusiva de socialistas, mas republicana de fato; em economia, nada pode ser mais anti-republicano, do que o estado promover e fortalecer às escâncaras a concentração da propriedade privada, com a desculpa esfarrapada, de formar os grandes “players” nacionais, para atuarem no mercado global. Alguém está lembrado do caso Ambev? Foi cantada e louvada pelo petismo, como um sucesso de “campeã nacional”, mas que logo a seguir se viu desnacionalizada; pois até hoje, o petismo não moveu uma palha, para desfazer a lambança, borra-se de medo do que vai dizer o “mercado” – na verdade, os ditos “mercadistas”, pois monopólio é o fracasso do mercado. Para o povão, restou remeter royalties para o exterior, através do mijo engarrafado da Ambev.

  4. Tomás Rosa Bueno

    31 de outubro de 2013 4:22 pm

    Belo exemplo

    O Trotsky não é aquele rapaz russo que instituiu a militarização dos sindicatos e o julgamento sumário por corte marcial dos grevistas? Aquele que, à frente do Exército Vermelho, fez uma aliança com o Exército Insurreicional Revolucionário da Ucrânia (o “Exército Negro”) para combater o avanço do exército branco do general Wrangel e, depois de vencido o general, aproveitou-se de uma epidemia de tifo que dizimou o Exército Negro para atacá-lo à traição e assassinar dez mil soldados revolucionários? Que ajudou os setores stalinistas do partido bolchevique a liquidar a Oposição de Esquerda? Que traiu o trotskista americano Max Eastman? Que liderou um bando de ex-oficiais do exército czarista e de soldados trazidos às pressas do Casaquistão (porque a guarnição de Petrograd se recusou a participar da vileza) para massacrar os marinheiros revolucionários de Kronstadt?

    Não pode ser. Por que um tal exemplo de traição e de stalinismo impotente e derrotado que já era um burocrata impiedoso e incompetente na Rússia dos anos 20 estaria sendo usado como modelo para qualquer coisa, ainda mais no Brasil, noventa anos depois?

  5. Tomás Rosa Bueno

    31 de outubro de 2013 4:30 pm

    Boa lembrança

    É bom lembrar que o Trotsky foi derrotado pelas mesmas práticas de calúnia e difamação que ele se esforçou por implantar  no partido bolchevique.

    Fica o aviso para os caluniadores “revolucionários” modernos.

  6. Diogo Costa

    31 de outubro de 2013 4:31 pm

    O ódio perene da pequena burguesia idealista e radicalizada

    O ódio do idealismo pequeno-burguês contra Marx, Engels, Lenin e Trotski é algo impressionante. Mas não é novo, remonta ao século XIX, quando Marx e Engels desmontaram e não deixaram pedra sobre pedra das doutrinas de Bakunins e quejandos…

    1. Tomás Rosa Bueno

      31 de outubro de 2013 4:41 pm

      Da parte de um marxista que sabe do que fala

      Você é um exemplo cristalino das muitas formas que o stalinismo assume — e não sabe do que fala.

  7. Stanilaw Calandreli

    31 de outubro de 2013 4:40 pm

    Pode Marx salvar o capitalismo?

    Pois é Diogo, quem sabe no futuro, não muito distante, teremos a oficialização do sistema híbrido.

    O professor e escritor inglês Robin Blacburn no programa Conversation W/Great Minds no canal russo RT.

    O que podemos aprender com Marx hoje?

    Qual direção diferente podemos tomar na política de hoje?

    O relacionamento entre Marx e Lincoln através do redator do New York Tribune (1852), Charles A. Dana, que publicou quase 150 artigos de Marx. Infelimente não é legendado.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=gCq0cKBn_9k%5D

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=C23nB2YSIlM%5D

     

  8. Tomás Rosa Bueno

    31 de outubro de 2013 4:43 pm

    Descobri!

    O Diogo engasgou com o Manual Ilustrado do Pequeno Militante!

    1. Tomás Rosa Bueno

      31 de outubro de 2013 4:52 pm

      O mundo do Diogo é simples

      O Manual Ilustrado do Pequeno Militante explica direitinho: se alguém não gosta do Trotsky, só pode ser um pequeno-burguês idealista radicalizado que odeia o Marx porque ele destruiu o Bakunin.

       E quejandos.

    2. Almeida

      31 de outubro de 2013 5:31 pm

      Engasgado nada.

      Engolir o manual para ele foi moleza. Agora ele parece alguém com dificuldades, para defecar a foice e o martelo.

      1. Tomás Rosa Bueno

        31 de outubro de 2013 8:33 pm

        O terror

        Parece alguém cujos chefes estão aterrorizados com a possibilidade de perder o controle sobre os movimentos sociais, e que faz de tudo para mostrar aos grandes líderes o seu valor como cão de fila.

  9. Diogo Costa

    31 de outubro de 2013 5:54 pm

    Pequena burguesia ri dos próprios fracassos

    Não há modo mais especial de saborear as injúrias e difamações do que quando elas vem de parte dos segmentos políticos historicamente fracassados, seja em matéria de doutrina, seja em matéria de prática política.

     

    Sobram pilhérias, bazófias, ofensas pessoais das mais diversas, tudo para encobrir o manto do ódio profundo que estes setores pequeno-burgueses sentem pela teoria científica. O idealismo e a metafísica surgem como catecismos onde o predomínio da vontade substitui a dialética e o materialismo histórico!

     

    Trocam assim a luta de classes pela defesa apaixonada da ‘extinção’ do Estado, como se isso pudesse ser feito a partir de irrupções de voluntarismo. Como se fosse possível desprezar a análise concreta das relações materiais presentes em determinado momento num ou noutro país. E riem-se, e desfilam vitupérios contra a ciência!

     

    A zombaria é sempre tão grande que o idealismo pequeno-burguês se apresenta, desafiador, como sendo uma doutrina de esquerda, de ultra esquerda, como se eles, os idealistas, estivessem hoje, ou tivessem estado ontem, centenas de léguas à esquerda dos partidos de esquerda que se orientam pelas teses de Marx e Engels.

     

    São ‘revolucionários’, sem dúvidas… Revolucionários em slogans e frases de efeito, em falsificações metafísicas e escolásticas já desmoralizadas há mais de 150 anos! Que especial é poder apreciar e saborear a bazófia dos fracassados!

     

    Pois que continuem com a sua senda de ‘feitiços revolucionários’, de mistificações, de falsificações e de, como sempre, fracassos consecutivos e em série.

    1. Tomás Rosa Bueno

      31 de outubro de 2013 8:19 pm

      Impressionante

      O Diogo, soltando letras e cagando regras pelas ventas de tanto ler e reler o Manual Ilustrado do Pequeno Militante, não resiste à tentação de me responder, mas como prometeu a  uma ardorosa e solitária admiradora da inteligência dele que não o faria mais, precisa falar por parábolas.

      Temos aqui um “marxista” de araque que repete fórmulas que parecem saídas diretamente das páginas da História da Riqueza do Homem (que parecem resumir todo o conhecimento de “marxismo” que ele tem), que fala de “derrotas” do ponto de vista da mais longa fieira de derrotas que o proletariado de todo o mundo já sofreu e em nome de uma “tradição” que eu julgava extinta, a dos stalinistas que enfileiram Marx-Engels-Lênin-Trotsky/Stalin/Mao/Fidel (à escolha do tipo específico de stalinista) como se a mera proximidade dos nomes bastasse para estabelecer a legitimidade da descendência bastarda do “marxismo” degenerado em ideologia burocrática. Um primário que digeriu muito bem as sessões de formação do partido que está convencido de que qualquer pessoa que não ligue o nome do Marx ao do seu “grande líder” favorito só pode ser um idealista metafísico e escolástico, um burocrata “que trabalha na iniciativa privada” e se pretende caçador de “pequenos burgueses radicalizados” como se os pequenos-burgueses do século XIX ainda existissem no mundo quase completamente proletarizado e como se ele próprio não fosse a encarnação perfeita da figura do pequeno-burguês radicalizado que tem a empáfia de querer ditar regras aos proletários do alto da sua “ciência” e que, obviamente, considera o Lênin muito “científico” por ser o fundamento do seu carreirismo político, um pequeno militante modelo que, à falta de ser coronel de uma polícia “revolucionária”, se contenta com servir de portavoz da polícia burguesa contra os proletários revoltados; um “revolucionário” que ainda acredita, por incrível que pareça, na maior e mais nociva mentira contrarrevolucionária da história, a  do capitalismo de Estado travestido em “socialismo”, a da contrarrevolução stalinista que conduziu pelo terror a acumulação de capital mais brutal de que se tem not[icia na história moderna e por décadas caluniou, prendeu, “julgou” e assassinou dezenas de milhares dos melhores revolucionários e que, quando não tinha à mão uma polícia política, entregou outros milhares à repressão burguesa em nome da “defesa da revolução” e da “ideologia revolucionária” do “marxismo”; um defensor de “frentes populares” e de “governabilidades” que unem burocratas e burgueses contra os proletários que enche a boca para falar em “luta de classes”.

      Temos aqui alguém para quem a dialética e a teoria marxista da luta de classes estão irremediavelmente fora do alcance, soterradas sob toneladas de lixo ideológico (no sentido marxista de “ideologia”, o de falsa consciência) que nem fica vermelho ao se proclamar como “marxista”. Em resumo, temos alguém que seria uma piada, mas que na verdade é um militantezinho burocrata que, como os seus semelhantes na longa e negra história desde a contrarrevolução stalinista há noventa anos, não hesita em chamar a polícia contra os adversários politicos quando a mentira, a calúnia e a difamação não bastam. 

      1. IV AVATAR

        31 de outubro de 2013 9:54 pm

        Por questão de justiça

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=Qoeiy1ifdlg&feature=youtu.be%5D

        No vídeo acima, reportagem de Válek Rendón sobre o Museu Casa de León Trotsky, no México

        Caro Tomás, respeito muito a sua pessoa mas justiça seja feita: Nunca vimos por aqui o Diogo defendendo o stalinismo que se instalou na URSS após a morte de Lênin

        E sobre a IV Internacional, à qual Diogo Costa se refere, a título de acrescentar à compreensão do tema:

        O que é a IV Internacional?

         

        Willian Felippe  

        O Manifesto Comunista, escrito por Marx e Engels em 1847, conclui com o chamado: “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

        Já no seu nascimento, o marxismo levantou a bandeira da organização do proletariado num partido independente e internacional. Esta política se apoiava na análise do caráter mundial da economia capitalista, que se consolidou na época imperialista, com o domínio do mundo pelas grandes potências e empresas multinacionais. 

        O internacionalismo proletário e a organização dos trabalhadores

        Os princípios da independência de classe e do internacionalismo proletário nortearam a formação das principais organizações do proletariado na segunda metade do século XIX e no início do século XX, a I e a II Internacionais.

        Em 1914, a direção da II Internacional apoiou as burguesias de seus países na I Guerra Mundial, pisoteando aqueles princípios e dividindo o movimento socialista. Nas palavras de Rosa Luxemburgo, a social-democracia adotara um novo lema: “Proletários de todos os países, uni-vos em tempos de paz e degolai-vos em tempos de guerra”. 

        No início da guerra, os revolucionários internacionalistas como Rosa, Karl Liebknecht, Lenin e Trotsky ficaram reduzidos a um pequeno grupo. Mas a vitória da revolução socialista na Rússia, em 1917, deu um novo impulso ao internacionalismo proletário, com a formação, em 1919, da Internacional Comunista. A III Internacional se constituiu como um verdadeiro partido mundial da revolução socialista, com um programa revolucionário e regida pelo centralismo democrático. 

        A ascensão do stalinismo na União Soviética levou à degeneração da Internacional. A “teoria” do socialismo em um só país negava o caráter mundial da revolução, afirmando que o socialismo poderia ser construído isolado na URSS. A III Internacional tornou-se um aparato contra-revolucionário a serviço da burocracia stalinista e da coexistência pacífica com a burguesia e o imperialismo, até ser dissolvida por Stalin, em 1943, atendendo às imposições do imperialismo inglês e norte-americano, aliados da URSS na II Guerra Mundial. 

        Segundo Nahuel Moreno, fundador da LIT – Liga Internacional dos Trabalhadores, este foi o maior crime do stalinismo, uma derrota histórica do movimento operário.

        A IV Internacional, fio de continuidade do marxismo revolucionário

        É sobre os escombros da II e da III Internacionais que Trotsky dirigiu a construção de uma nova organização internacional. 

        De 1923 a 1928, com a Oposição de Esquerda, lutou dentro da URSS por uma política revolucionária para a III Internacional. Já exilado, em 1930, organizou a Oposição de Esquerda Internacional. Em 1933, a política stalinista levou à derrota do proletariado alemão e à ascensão de Hitler. Trotsky concluiu, então, que a III Internacional estava morta, era preciso construir uma nova internacional. No final da década de 30, o estrangulamento da revolução espanhola pelo stalinismo fez acelerar os preparativos para a II Guerra. 

        Nesta etapa de grandes derrotas do proletariado, o chamado à formação da IV Internacional gerou polêmicas e divisões nas fileiras trotsquistas e nas organizações centristas que rompiam com o stalinismo e a social-democracia.

        Em 3 de setembro de 1938, a IV Internacional foi fundada numa conferência em Paris com delegados de dez países: URSS, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Polônia, Itália, Grécia, Holanda, Bélgica e EUA e mais um delegado da América Latina, o brasileiro Mário Pedrosa. 

        Em resposta aos céticos, que afirmavam que a fundação da IV era “artificial” e que só “grandes acontecimentos” poderiam criá-la, o Programa de Transição, aprovado na conferência, afirmava: “A IV Internacional já surgiu de grandes acontecimentos: as maiores derrotas do proletariado na História”.

        http://www.pstu.org.br/node/4793

    2. Herbert Marcuse

      31 de outubro de 2013 8:55 pm

      Manifesto

       

      Aprovado pelo Movimento Pró-PT, em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion (SP), e publicado no Diário Oficial da União de 21 de outubro de 1980.

      O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la. A mais importante lição que o trabalhador brasileiro aprendeu em suas lutas é a de que a democracia é uma conquista que, finalmente, ou se constrói pelas suas mãos ou não virá. A grande maioria de nossa população trabalhadora, das cidades e dos campos, tem sido sempre relegada à condição de brasileiros de segunda classe. Agora, as vozes do povo começam a se fazer ouvir por meio de suas lutas. As grandes maiorias que constroem a riqueza da Nação querem falar por si próprias. Não esperam mais que a conquista de seus interesses econômicos, sociais e políticos venha das elites dominantes. Organizam-se elas mesmas, para que a situação social e política seja a ferramenta da construção de uma sociedade que responda aos interesses dos trabalhadores e dos demais setores explorados pelo capitalismo.

      Nascendo das lutas sociais

      Após prolongada e dura resistência democrática, a grande novidade conhecida pela sociedade brasileira é a mobilização dos trabalhadores para lutar por melhores condições de vida para a população das cidades e dos campos. O avanço das lutas populares permitiu que os operários industriais, assalariados do comércio e dos serviços, funcionários públicos, moradores da periferia, trabalhadores autônomos, camponeses, trabalhadores rurais, mulheres, negros, estudantes, índios e outros setores explorados pudessem se organizar para defender seus interesses, para exigir melhores salários, melhores condições de trabalho, para reclamar o atendimento dos serviços nos bairros e para comprovar a união de que são capazes. Estas lutas levaram ao enfrentamento dos mecanismos de repressão impostos aos trabalhadores, em particular o arrocho salarial e a proibição do direito de greve. Mas, tendo de enfrentar um regime organizado para afastar o trabalhador do centro de decisão política, começou a tornar-se cada vez mais claro para os movimentos populares que as suas lutas imediatas e específicas não bastam para garantir a conquista dos direitos e dos interesses do povo trabalhador. Por isso, surgiu a proposta do Partido dos Trabalhadores. O PT nasce da decisão dos explorados de lutar contra um sistema econômico e político que não pode resolver os seus problemas, pois só existe para beneficiar uma minoria de privilegiados.

      Por um partido de massas

      O Partido dos Trabalhadores nasce da vontade de independência política dos trabalhadores, já cansados de servir de massa de manobra para os políticos e os partidos comprometidos com a manutenção da atual ordem econômica, social e política. Nasce, portanto, da vontade de emancipação das massas populares. Os trabalhadores já sabem que a liberdade nunca foi nem será dada de presente, mas será obra de seu próprio esforço coletivo. Por isso protestam quando, uma vez mais na história brasileira, vêem os partidos sendo formados de cima para baixo, do Estado para a sociedade, dos exploradores para os explorados. Os trabalhadores querem se organizar como força política autônoma. O PT pretende ser uma real expressão política de todos os explorados pelo sistema capitalista. Somos um Partido dos Trabalhadores, não um partido para iludir os trabalhadores. Queremos a política como atividade própria das massas que desejam participar, legal e legitimamente, de todas as decisões da sociedade. O PT quer atuar não apenas nos momentos das eleições, mas, principalmente, no dia-a-dia de todos os trabalhadores, pois só assim será possível construir uma nova forma de democracia, cujas raízes estejam nas organizações de base da sociedade e cujas decisões sejam tomadas pelas maiorias. Queremos, por isso mesmo, um partido amplo e aberto a todos aqueles comprometidos com a causa dos trabalhadores e com o seu programa. Em conseqüência, queremos construir uma estrutura interna democrática, apoiada em decisões coletivas e cuja direção e programa sejam decididos em suas bases.

      Pela participação política dos trabalhadores

      Em oposição ao regime atual e ao seu modelo de desenvolvimento, que só beneficia os privilegiados do sistema capitalista, o PT lutará pela extinção de todos os mecanismos ditatoriais que reprimem e ameaçam a maioria da sociedade. O PT lutará por todas as liberdades civis, pelas franquias que garantem, efetivamente, os direitos dos cidadãos e pela democratização da sociedade em todos os níveis. Não existe liberdade onde o direito de greve é fraudado na hora de sua regulamentação, onde os sindicatos urbanos e rurais e as associações profissionais permanecem atrelados ao Ministério do Trabalho, onde as correntes de opinião e a criação cultural são submetidas a um clima de suspeição e controle policial, onde os movimentos populares são alvo permanente da repressão policial e patronal, onde os burocratas e tecnocratas do Estado não são responsáveis perante a vontade popular. O PT afirma seu compromisso com a democracia plena e exercida diretamente pelas massas. Neste sentido proclama que sua participação em eleições e suas atividades parlamentares se subordinarão ao objetivo de organizar as massas exploradas e suas lutas. Lutará por sindicatos independentes do Estado, como também dos próprios partidos políticos. O Partido dos Trabalhadores pretende que o povo decida o que fazer da riqueza produzida e dos recursos naturais do país. As riquezas naturais, que até hoje só têm servido aos interesses do grande capital nacional e internacional, deverão ser postas a serviço do bem-estar da coletividade. Para isso é preciso que as decisões sobre a economia se submetam aos interesses populares. Mas esses interesses não prevalecerão enquanto o poder político não expressar uma real representação popular, fundada nas organizações de base, para que se efetive o poder de decisão dos trabalhadores sobre a economia e os demais níveis da sociedade.

      Os trabalhadores querem a independência nacional. Entendem que a Nação é o povo e, por isso, sabem que o país só será efetivamente independente quando o Estado for dirigido pelas massas trabalhadoras. É preciso que o Estado se torne a expressão da sociedade, o que só será possível quando se criarem condições de livre intervenção dos trabalhadores nas decisões dos seus rumos. Por isso, o PT pretende chegar ao governo e à direção do Estado para realizar uma política democrática, do ponto de vista dos trabalhadores, tanto no plano econômico quanto no plano social. O PT buscará conquistar a liberdade para que o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores. O PT manifesta sua solidariedade à luta de todas as massas oprimidas do mundo.

      1. IV AVATAR

        31 de outubro de 2013 9:51 pm

        A eleição de um trabalhador hoje é praticamente impossível

        O PT favoreceu a eleição de pessoas oriundas de classes marginalizadas, como negros, professores, bancários, motoristas de ônibus, etc. Hoje isso seria impossível pq as campanhas eleitorais foram se tornando mais caras. Faz-se necessário uma reforma política que torne mude isso,  pois pesquisas recentes indicam que o Congresso Nacional é formado por deputados e senadores cujas campanhas custaram muita grana. Isso compromete a nossa democracia.

    3. Almeida

      31 de outubro de 2013 10:25 pm

      “Revolucionários em slogans e frases de efeito”

      Ai meu deus! Perfeita autodefinição. Vamos ao show grandiloquente de platitudes, frases ocas, saídas de alguma máquina de lero-lero, e lugares comuns de “marquiçismo-lerolerismo” do neo-trotiquista (daquele que trota):

      “tudo para encobrir o manto do ódio profundo que estes setores pequeno-burgueses sentem pela teoria científica”.

      “O idealismo e a metafísica surgem como catecismos onde o predomínio da vontade substitui a dialética e o materialismo histórico!”

      “Trocam assim a luta de classes pela defesa apaixonada da ‘extinção’ do Estado” (juro que não sabia que aliança com Sarney, Malafaia e mais o agronegocio era “luta” de classes)

      “o idealismo pequeno-burguês se apresenta, desafiador, como sendo uma doutrina de esquerda, de ultra esquerda, como se eles, os idealistas, estivessem hoje, ou tivessem estado ontem, centenas de léguas à esquerda dos partidos de esquerda que se orientam pelas teses de Marx e Engels.” (Fantástico! Também não sabia que o partido do dioguinho, algum dia reivindicou as teses de Marx e Engels no seu programa)
       

       

       

       

      1. IV AVATAR

        1 de novembro de 2013 12:34 am

        Pára Pedro

        Almeida, o que deu em vc, tá com o capeta, pára de trolar homi, deixa os outros se expressarem ao seu modo, santo deus, postar alguma coisa na linha do realismo socialista ou dos raios que o parta  não se quer dizer que se seja adepto disso e se for que isso seja problema de cada um, relaxa,,,vai ai um som na caixa…rss

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=HRldYDq_UNc%5D

  10. IV AVATAR

    31 de outubro de 2013 9:38 pm

    Música e Ideologia

    Nacionalismo, realismo socialista e música brasileira VIII Tom Jobim e Vinícius de Morais, por Luiz Giani

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=EAJl-VPco-Y&list=PL869F8DB5240BE040%5D

    “Vinícius de Morais não é filiado ao PCB, embora tenha manifestado tal interesse. Em 1956, ele publica “O Operário em construção”, sua mais notável incursão poética pelo tema da expropriação do trabalhador, na edição de lançamento da revista “Para Todos”, dirigida por Jorge Amado, membro do PCB. Convida Oscar Niemeyer, também do PCB, para criar os cenários de “Orfeu da Conceição”. Conta com a participação de Abdias do Nascimento e o Teatro Experimental Negro. Convida Tom Jobim para musicar a peça, iniciando com ele a mais notável dupla pioneira da música de protesto e da bossa nova. Estreita-se a aproximação de Vinícius e Tom Jobim com o movimento cultural em que atuam intensamente os comunistas. Outro parceiro de Tom é Newton Mendonça, pianista e letrista, militante do partido. Conforme Luís Bonfá, Newton é o “melhor amigo de Tom”. 

    “Orfeu” é louvado por Jorge Amado e Ênio Silveira, na Para Todos, como “parteiro de um novo mundo”, de esperança, “nascendo do ventre dos povos”, de concepção “genuinamente brasileira”. O momento é de “degelo”, abertura e ampliação do debate, com base nos princípios nacional-desenvolvimentistas, sem ataques à revolução estética até então acusada de burguês-decadente. Para Todos divulga opiniões e debates em torno das inovações da arte, como o concretismo, em seus primeiros passos no campo da música, poesia e artes visuais. A revista Fundamentos para de circular e a Para Todos evita os enunciados dogmáticos, sectários, condenatórios, que caracterizavam a fase anterior, insurrecional. O degelo, como desestalinização, é uma relativa descompressão do centralismo e ortodoxia do partido em matéria de cultura e arte. Nesta vídeo aula, executo “Frevo”, de Tom/Vinícius, composto em 1958, de orientação estética conhecida como nacional-popular. Incluído na trilha do filme “Orfeu Negro” (Marcel Camus) inspirado em “Orfeu da Conceição”, é um frevo tradicional que contrasta com o revolucionário “Felicidade”, samba pioneiro da emergente bossa nova.
    Esta é a oitava vídeo aula de uma série de oito disponível no canal “Música e ideologia”, no site http://www.youtube.com/luizgiani43

  11. Jorge Moraes

    31 de outubro de 2013 11:25 pm

    A direita quer nadar de braçada …

    Acho que não é o caso de defendê-lo de ataques tão virulentos, Diogo. 

    Você não precisa disso, pelo que pude depreender do que escreveu. 

    Mas o notável o esforço depreciativo realizado por alguns dos comentadores deste espaço de discussão merece algum relevo.

    Não discutem nada. Ofendem com sarcasmo pueril – mesmo quando a imagem utilizada por um desses participantes revela idade pouco própria a travessuras do gênero – as ideias defendidas por ti. 

    De foices e martelos misturados a fezes a evacuação de regras; de alusões à ignorância asinina a intenso repertório de agressões de gradação pouco compatível com a linha argumentativa do autor do texto, tudo confeitado pela típica arrogância exibicionista de quem mais parece entender de algo do que realmente entende, os meios usados para desqualificar o articulista parecem não conhecer obstáculos. 

    Ao fim e ao cabo, o debate de ideias, uma vez mais, saiu perdendo.

      

  12. Digao

    1 de novembro de 2013 1:27 am

    Nao deixa de ser uma

    Nao deixa de ser uma Q-Delicia, novo picole da Kibon, ver os comunistas se degladiando cada um com seu palito num postezinho de Internet.
    Vem a memoria um samba popular de um famoso letrista  comunista bordeaux caviar. do circuito Leblon Paris, outrora notavel defensor das liberdades  e hoje censor, mas sempre amigo de Fidel Castro: abram alas que o sanatorio geral vai passar…

    Fico imaginanfo esse monte de comunistoides, todos juntos com gosma por cima e Diego Costa a frente, querendo dirigir uma nacao…

     

  13. Vânia

    1 de novembro de 2013 2:28 am

    Tom, Vinícius e a insensatez

    Em 1961 Tom Jobim e Viníciuis de Moraes sentenciam, na canção Insensatez, o destino dos soberbos. Segue o texto:

    “Quem semeia vento, diz a razão, colhe sempre tempestade”

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=PHIe9B5plDI%5D

  14. armando botelho

    1 de novembro de 2013 11:24 am

    O socialismo absoluto sonhado

    O socialismo absoluto sonhado esta agonizante , Cuba e mais algumas republiquetas mundo afora dão os últimos espasmos de vida . 

    China , Rússia se entregaram ao encanto do capitalismo e da livre iniciativa e aqui pelo Brasil temos sonhadores que vislumbram uma convergencia Bolivariana dos paises do cone sul, liderados principalmente pela Venezuela cuja situação financeira esta madura na hora de cair do pé.

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