O dono das Lojas Havan, Luciano Hang, foi à justiça contra o site Agência Pública e as jornalistas Alice Maciel e Clarissa Levy. O empresário apoiador de Jair Bolsonaro (PL) pede uma indenização de R$ 200 mil por danos morais, a exclusão de matéria e dos tweets com reportagem divulgados pela jornalista Alice Maciel.
Publicada na quarta-feira passada (09), a reportagem da Agência Pública inclui dois empresários catarinenses como financiadores dos atos que pedem por “intervenção federal” após a vitória eleitoral de Lula. Os empresários seriam Hang e Emílio Dalçoquio.
Segundo a matéria, um documento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), obtido com exclusividade pelas jornalistas, têm informações de “que caminhões a serviço da Havan foram enviados para os bloqueios.”
Ainda de acordo com o relatório da PRF, obtido pela reportagem, no dia 31 de Outubro foi registrado que caminhões da Havan e a Transben Transportes “haviam deslocado veículos de carga até a manifestação no KM 83 e estavam presentes de forma organizada”. Transben Transportes é de propriedade da esposa de Hang e de seu cunhado e tem como seu principal cliente as Lojas Havan.
Em resposta à Pública, a assessoria de Luciano Hang alega que o caminhão envolveu-se em acidente e por isso estava no canteiro da via.
Nesta segunda-feira, em nota à imprensa, Hang negou qualquer tipo de participação ou financiamento de manifestações realizadas após as eleições. O que inclui o envio de caminhões para o bloqueio de rodovias. A defesa do empresário alega ter “provas robustas” de que a reportagem é completamente falsa.
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