10 de junho de 2026

Lula e Trump conversam e devem marcar encontro presencial em breve

Nas redes sociais, o chefe de Estado norte-americano afirmou que gostou da conversa e que os países se darão muito bem juntos
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Declaração dos Presidentes à imprensa na cidade de Bogotá (Colômbia). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou com o presidente norte-americano Donald Trump por telefone durante 30 minutos. De acordo com nota à imprensa, o tom da conversa foi amistoso, e os líderes relembraram a “boa química” e a impressão que tiveram em encontro em Nova York, em setembro.

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O diálogo, marcado para estabelecer comunicação direta entre os chefes de Estado, foi acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad, Sidônio Palmeira e o assessor especial Celso Amorim.

“Considero nosso contato direto como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, relatou Lula nas redes sociais.

O presidente brasileiro aproveitou a oportunidade para recordar que o Brasil “é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitei ao presidente Trump a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”.

Além de concordar em marcar um encontro presencial em breve, que pode ocorrer durante a Cúpula da Asean, na Malásia, Trump escolheu o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações comerciais com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

“Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o Presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa — nossos países se darão muito bem juntos!”, publicou Trump, nas redes sociais.

Ironia

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos e intermediou sanções ao país e às autoridades brasileiras, aproveitou a ocasião para ironizar o telefonema.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) resgatou um recorte da Folha de São Paulo, indicando que, em 1º de outubro, Trump não indicou interlocutores para organizar o diálogo com Lula.

“Se bem me lembro era a agenda do Lula que estava cheia. Eu só fico imaginando qual compromisso um sujeito pode ter mais importante do que poder conversar com o presidente da maior potência econômica mundial…”, ironizou.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    6 de outubro de 2025 2:16 pm

    Até agora quem tem se dado bem na relação são os EUA, que tem superávit na balança comercial. Prá ser bom para ambos os países, vamos equilibrar a balança comercial.

  2. Paulo Dantas

    6 de outubro de 2025 9:04 pm

    Recomendo cautela.

  3. Rui Ribeiro

    7 de outubro de 2025 8:17 am

    “A indústria deles (EUA) necessita dos insumos brasileiros. Com o tarifaço, os custos aumentaram e as empresas de lá não sobreviverão”. – Ennio B. Hammes

    “A burguesia, pela sua exploração do mercado mundial, configurou de um modo cosmopolita a produção e o consumo de todos os países. Para grande pesar dos reacionários, tirou à indústria o solo nacional onde firmava os pés. As antiquíssimas indústrias nacionais foram aniquiladas, e são ainda diariamente aniquiladas. São desalojadas por novas indústrias cuja introdução se torna uma questão vital para todas as nações civilizadas, por indústrias que já não laboram matérias-primas nativas, mas matérias-primas oriundas das zonas mais afastadas, e cujos fabricos são consumidos não só no próprio país como simultaneamente em todas as partes do mundo. Para o lugar das velhas necessidades, satisfeitas por artigos do país, entram [necessidades] novas que exigem para a sua satisfação os produtos dos países e dos climas mais longínquos. Para o lugar da velha auto-suficiência e do velho isolamento locais e nacionais, entram um intercâmbio universal, uma dependência das nações umas das outras. E tal como na produção material, assim também na produção espiritual. Os artigos espirituais das nações singulares tornam-se bem comum. A unilateralidade e estreiteza nacionais tornam-se cada vez mais impossíveis, e das muitas literaturas nacionais e locais forma-se uma literatura mundial”. – Marx e Engels, no Manifesto Comunista

    Os EUA precisam muito mais do Brasil do que o Brasil precisa deles.

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