O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional dois projetos de lei que criam a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte).
A proposta foi formalizada em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, lideranças indígenas e representantes do esporte. Se aprovadas pelo Legislativo, as novas instituições devem começar a funcionar em 2027.
A Unind terá como missão ampliar o acesso ao ensino superior para jovens indígenas, valorizando saberes tradicionais, línguas e cultura; já a UFEsporte pretende formar profissionais do esporte — atletas, técnicos, gestores e especialistas — com a proposta de transformar o esporte em uma estrutura nacional de educação, inclusão e excelência atlética.
“Reparação de desigualdades históricas”
Para o governo, a criação das universidades busca reparar desigualdades históricas e promover justiça social. Como argumentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Unind representa “um direito que nunca deveria ter sido tirado” dos povos originários — reconhecimento da sua identidade, cultura e dignidade.
Já a UFEsporte aparece como uma resposta ao sistema que costuma depender de “milagres individuais” para revelar novos talentos, oferecendo ao país estrutura técnica e institucional para descobrir e formar profissionais do esporte desde a base.
As duas universidades prometem atuar de forma multidisciplinar e interligada por uma lógica de inclusão social: a Unind deverá priorizar formação, pesquisa e extensão com base intercultural, sustentabilidade socioambiental, valorização de saberes ancestrais e fortalecimento das comunidades indígenas.
Já a UFEsporte planeja usar a infraestrutura existente — inclusive instalações erguidas para eventos esportivos — e engajar a sociedade, com cursos de nível técnico, superior e de pós-graduação em áreas como gestão esportiva, medicina esportiva, reabilitação, nutrição, educação física, administração e políticas de inclusão.
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