O cuidado com a Amazônia não é só um privilégio como uma responsabilidade, e os países que abrigam a floresta devem decidir como dar vida digna ao povo preservando a floresta e a biodiversidade, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em discurso realizado durante o encerramento da reunião técnico-científica da Amazônia, em Letícia, na Colômbia, o presidente brasileiro lembrou que a Cúpula de Belém, programada para o mês que vem, pode ajudar a aprofundar o relacionamento entre os oito países que abrigam a floresta, para que todos possam atingir seus objetivos em comum.
O presidente reiterou o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2030 e convidou os demais países amazônicos a fazerem o mesmo.
“Esse é um compromisso que os países amazônicos podem assumir juntos na Cúpula de Belém. Há muitas outras áreas em que podemos cooperar. É imprescindível combater a fome na região amazônica. Em todos os nossos países, esses territórios têm maiores índices de insegurança alimentar”, lembrou o presidente.
Segundo o presidente Lula, a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), em janeiro, já ajudou a reduzir os alertas de desmatamento na região amazônica em 33,6% levando em conta o período de seis meses de 2023 em relação a 2022.
O presidente também falou em ações conjuntas na saúde, proteção à propriedade intelectual, proteção aos povos indígenas, povos originários e defensores da floresta, além do combate ao crime organizado na região.
Para isso, destacou a prioridade na criação de um Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, e de um sistema de controle integrado do tráfego aéreo.
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