O presidente Lula (PT) se manifestou, nesta sexta-feira (4), sobre as ameaças contra sua integridade por parte de apoiadores de Jair Bolsonaro. O mandatário falou sobre o caso durante discurso em um evento na cidade de Parintins, no interior do Amazonas.
“Vocês vão ler a notícia hoje, vocês vão ter notícia de que a Polícia Federal prendeu um cidadão em Santarém [no Pará] que disse que ia me matar hoje quando eu chagasse lá. Ele está preso. Há boatos de que em Belém também tem um cidadão que diz que ia matar”, explicou o presidente.

“Se eu tivesse medo, eu não tinha nascido. Se eu tivesse medo, eu não era presidente da República. Eu aprendi com a minha mãe a não ter medo de cara feia. Cachorro que late não morde. Portanto, vou fazer deste país um país civilizado“, afirmou Lula.
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
A fim de preservar a vida do mandatário, a Polícia Federal deflagrou operações ontem e hoje contra os autores das ameaças no estado do Pará.
O presidente viajou para a região Norte do país, nesta manhã, onde cumpre agenda oficial neste final de semana, com a volta do programa Luz para Todos.
Durante seu pronunciamento, Lula também fez ressalvas sobre o forte esquema de segurança, que o impediu de cumprimentar eleitores, a partir do uso de um veículo blindado, com vidros escurecidos.
“Eu desço no aeroporto, me colocam dentro de um carro blindado, vidro fumê, tinha insufilme, eu não consigo ver ninguém e ninguém consegue me ver. Mulheres, homens e crianças na rua, fazendo uma sacrifício enorme para olhar, se conseguir enxergar a gente, e eu dentro de um carro como se estivesse dentro de um presídio. Então, eu quero pedir desculpas de coração“, afirmou Lula.
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