4 de junho de 2026

Mais do que terceira via, necessitamos de uma segunda via à esquerda

Por Marcello M. E. Santo

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Mais do que um terceira via, necessitamos de uma segunda via a esquerda.

Essa eleição para presidente está sendo ótima para demonstrar alguns pontos de grande importância para o processo continuo de consolidação da democracia Brasileira. Como observado por muitos e confirmado pelas pesquisas de intenção de voto, grande parte do eleitorado clama por mudanças e o rompimento da polarização entre PT e PSDB. Quando Marina Silva surgiu como opção após a morte de Eduardo Campos, encampando um discurso de terceira via, tendo sido parte do governo do ex-presidente Lula, angariou instantaneamente o voto dessa parcela da população, que via nela um ponto de equilíbrio entre os pontos positivos dos governos do PT (a área social) e do PSDB (controle da inflação).

Devido ao pouco tempo para estruturar sua campanha (não foi uma continuação da campanha de Eduardo Campos) e seus números nas pesquisas de intenção de votos, criou-se um vácuo prontamente ocupado pelo campo econômico conservador, representantes do mercado financeiro, que viram nela uma chance de voltarem ao comando do Estado, com uma nova roupagem, esvaziando a candidatura de seu representante tradicional, o PSDB. Eles sabem que as chances de se elegerem via PSDB são mínimas.

Com o decorrer da campanha, as ideias de seus representantes foram sendo expostas via declarações de seus formuladores econômicos (Gianetti da Fonseca, Lara Rezende, e Alexandre Rands, que apareceu do nada de forma polêmica querendo enterrar Celso Furtado). Não acredito que Marina Silva tenha entendido de fato o que eles propõem, mas a impressão que passa é que ela é coadjuvante de sua própria candidatura, acreditando nesses economistas devido suas formações (chegou a declarar: “qual é o problema de ter pessoas qualificadas ao lado”, numa referencia ao PHd no MIT de Lara Resende e a conceituada formação de Eduardo Gianetti. Uma conclusão comum daqueles que contratam olhando currículo e não escutando e entendendo suas ideias). Os seguidos desmentidos a declarações desses assessores (mudanças na CLT, mudar o regime de partilha do pré-sal, manutenção dos programas sociais somente se for possível com o ajuste fiscal) é uma clara demonstração que ela não está no controle da formulação de seu programa de governo. Pior ainda é tentar agradar a todos, o que é impossível.

É claro que não há problema nenhum em ter pessoas qualificadas ao seu lado, mas economia não é só questão de qualificação, mas também de posicionamento (o pessoal que acha que é ciência exata não desiste). Ao contrário do que possa imaginar sua equipe e o que entendimento raso possa indicar, o PSDB de fato está identificado com o fim da superinflação, mas um apanhado dos índices de inflação e crescimento durante seus governos em comparação com os governos do PT demonstra clara vantagem para o segundo. Acabar com a superinflação é uma coisa, a partir daí o jogo é outro. Ou seja, o lado social do PT com a politica econômica do PSDB, na realidade é incompatível. A defesa desse ponto de vista gera essa instabilidade que no final das contas resulta nas retratações e mudanças constantes, gerando a tal desconfiança que os mesmos tanto criticam o governo, mas no campo econômico. Engraçado notar que a “confiança” do mercado é a desconfiança da população em termos sociais.

A partir daí, bastou a campanha do PT jogar a candidatura Marina no colo do mercado financeiro. O que era uma terceira via passou a ser a nova/velha via. Não adianta reclamar que está sendo atacada, ela perde pontos devido a suas próprias fraquezas e por ter abraçado um setor que é claramente rejeitado pela grande maioria da população. Apesar de não ser um processo claro para o cidadão comum, quando escutam palavras chave como “ajuste fiscal”, “atualização da CLT”, “duro, mas necessários ajustes”, esse candidato começa a afundar. Isso significa que, se o neoliberalismo (hardcore, não o praticado pelo PT) quiser voltar, terá que mentir na cara dura, correndo o risco de impeachment logo após a máscara cair. Não tá fácil pra ninguém.

Agora, vamos imaginar um cenário hipotético. E se Marina tivesse mantido seu discurso de nova politica, mas não tivesse abraçado o mercado financeiro com tanto ímpeto? E se mantivesse uma abordagem de não confronto com o PT e PSDB e fizesse as críticas justas ao governo sem encampar as bandeiras do neoliberalismo? Se mantivesse seu plano de governo original, que socialmente realmente era bem avançado? Acredito que ela poderia romper a dualidade e ser a terceira via clamada pela população, ou melhor, a segunda via a esquerda.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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23 Comentários
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  1. Dimitri

    26 de setembro de 2014 1:01 pm

    Dois problemas: primeiro, que

    Dois problemas: primeiro, que o autor assume que Marina é vítima dos arranjos políticos, como coadjuvante não teria conscientemente tomado as posições que tomou, e teria sofrido pressão. Isso tira dela o próprio voluntarismo e capacidade de lidar com a vida política. Não, Marina não é uma coitadinha, ela milita na política há décadas; segundo, o autor também assume que o discurso marinista tenha sido sempre claro, e principalmente, operacional. E na realidade, especialmente em 2010, o discurso da Nova Política ganhou espaço pelas insatisfações, mas nunca foi posto à prova – afinal, Marina não era protagonista naquele pleito. De fato, a dificuldade não apenas de Marina, mas dos marineiros, é conseguir sair do discurso à prática de maneira contundente. Estamos todos esperando por essa “mágica” de uma Nova Política e uma nova lógica de desenvolvimento. Todos queremos isso, não? O problema é sair do bla-bla-bla e tornar isso realidade.

  2. Francy Lisboa

    26 de setembro de 2014 1:04 pm

    Rapaz, favoritei!

    Rapaz, favoritei!

  3. Flics

    26 de setembro de 2014 1:08 pm

    Se
    Mundo, mundo
    Vasto mundo
    SE eu me chamasse Raimundo
    Seria uma rima
    Não uma solução.

  4. Arthemísia

    26 de setembro de 2014 1:24 pm

    Muito boa análise. Ainda

    Muito boa análise. Ainda tenho esperança de que o PT volte a ser essa via e acho que essa eleição tá forçando isso, tanto que estamos vendo Dilma assumir umas posições que ela não fez em 2010. O PT é cheio de bons analistas  e eles já devem ter sacado que agora pode ser uma boa hora para esse retorno, não apenas por causa do apoio popular, mas porque esse popular já está entendendo as diferenças políticas. E desconfio que esse entendimento é resultado do exercício mesmo da vida em democracia, que não pode ser simplesmente ensinada, tem que ser vivida, mas há que se ter paciência. Os caminhos ainda não estão claros e límpidos, vamos ter alguns recuos, mas as oportunidades começam a surgir. Muita gente que votou em Marina em 2010 não vai mais votar, e penso que isso seja por causa dos elementos expostos no post. Esse pessoal agora se volta para o PT com o pensamento tipo: não tem tu, vai tu mesmo. Ou seja, a bola tá vindo da esquerda para o PT, embora eu acho que a votação de Luciana Genro também vai surprender um pouco (ela agrada muito mais do que Plínio). 

  5. CB

    26 de setembro de 2014 1:24 pm

    Marina é “coadjuvante da

    Marina é “coadjuvante da própria candidatura.” É isso e é por isso que ela se embanana toda, a toda hora. Eu a chamava de “Cavalo de Troia”.

  6. Assis Ribeiro

    26 de setembro de 2014 1:30 pm

    Excelente, Marcelo

    Mas não existe nova politica

    As forças do planeta estão divididas em apenas dois grupamentos; os que abraçam o fundamentalismo de mercado (neoliberalismo) e os do desenvolvimentismo atual (uma mescla do desenvolvimentismo original com leves pitadas de neoliberalismo)

    A terceira via foi concebida dentro desta tentativa mas os seus formuladores por estarem no meio (princípios frouxos) se deixaram facilmente serem cooptados pela força do neoliberalismo. Foi o que ocorreu com Marina e Campos.

    Não existe a possibilidade de casamento harmônico entre essas duas correntes

    O plano de governo de Marina em nada tinha de original. Era uma mistura mal feita do pensamento do PSDB e do PT, por isso implodiu logo após ser posto

    1. Marcello M. E. Santo

      26 de setembro de 2014 4:01 pm

      Concordo plenamente, mas e
      Concordo plenamente, mas e uma segunda força tambem pertencente aos que não abraçam o capital.
      Uma que ganhando, poderia de fato governar com o PT, virando o PT, o seu PMDB? Parece meio maluco, mas acho que estaria bem posicionado nas expectativas da população. Acredito que isso era o que o Lula tinha em mente com Eduardo Campos (ou Ciro) e o PSB. Mas o finado Eduardo queimou a largada.

    2. Motta Araujo

      26 de setembro de 2014 5:37 pm

      Os paises de economia de

      Os paises de economia de mercado correspondem a 99% da população mundial, a expressão “desenvolvimentista” não tem qualquer significado em tempos de economia globalizada, o termo só tinha sentido quando as economias eram nacionais e autarquicas, com a liberalização do comercio e dos mercados de capitais não há espaço para o desevolvimentismo dos anos 50,

      só existe mesmo e na cabela dos “”Sul´Sul” do Iramaraty, que são menos de meia de cabeças ocas que cabem sentados numa van coreana.

  7. drigoeira

    26 de setembro de 2014 1:44 pm

    Discordo! Mas muito…

    Pela conjuntura política atual, o país não suporta nada mais a esquerda que o PT.

    Todos os programas sociais do PT são rechaçados pela classe média brasileira. Quando esta classe média conseguir eleger um presidente, teremos um governo a direita novamente. 

    O crescimento da classe média infelizmente será a Kriptonita do PT.

    1. Flavio Martins e Nascimento

      26 de setembro de 2014 3:55 pm

      Acho que nem cabe o termo

      Acho que nem cabe o termo ‘suporta’,  porque não acolhe mesmo qualquer possibilidade de avanço mais radical à esquerda. Pelo menos não na intensidade e velocidade que muitos gostariam. O Brasil, país conservador e de acomodação que é, só avança aos poucos, com muita concessão e negociação. Nesse sentido, concordo inteiramente contigo: com o tempo, a classe média que surge vai caminhar à direita. Um partido de centro-direita com projeto claro e consistente – que não existe no momento – vai nascer, ou renascer, no colo dessa parcela da população. A esquerda – e faço parte desse contigente – vai ter que se reinventar! Abraço

  8. adauto

    26 de setembro de 2014 1:44 pm

    Ponto positivo do psdb….?

     

    Eu só queria entender então que a preocupação do psdb é controlar a inflação. Ah, então a selic a 45% era para isso.

    E eu que jurava que era para enriquecer os rentistas.

    Eu pensava tanbém que o controle da inflação era na verdade ponto positivo do Pt, pois estamos rigorosamente dentro da meta.

    Eu  acho que  o autor do texto anda assistindo por demais a globo, e parte de premissas erradas.

    Não adianta outra via a esquerda sem corrigir os vícios da política brasileira através de uma reforma política.

    A segunda via a esquerda chama-se Luciana genro e ela não está atrelada ao capital. Não basta ela…?

    1. alvaro marins

      26 de setembro de 2014 4:07 pm

      Não dá para acreditar em uma

      Não dá para acreditar em uma segunda via à esquerda que coloca o PT como inimigo principal. A Luciana em sua propaganda eleitoral elegeu a Veja como fonte informações para atacar a Petrobrás. Enquanto partidos ditos de esquerda considerarem as política dos PT e do PSDB como a mesma coisa não teremos possibilidade de uma segunda via à esquerda. Temos quatro partidos ditos de esquerda (PSOL, PSTU, PCO e PCB) que não se unem em coligações para disputar as eleições legislativas. Juntos, poderiam eleger alguns deputados federais e estaduais, podendo influir nos debates da Câmara e das assembleias legislastivas. Seria uma atitude inteligente, mas não é o caso. Preferem continuar isolados em seus mundinhos, marcando posição e donos absolutos de suas verdades.

  9. Abraçadeiro Chamegoso

    26 de setembro de 2014 1:46 pm

    Um pequeno reparo: Marina não abraçou … foi abraçada

    E carente, está cheia de chamego…

    Como já disse por aqui, a invenção da “3a via” deu-se porque as propostas da primeira são inconfessáveis.

    Então criaram o disfarce.

     

  10. Maria Luisa

    26 de setembro de 2014 2:19 pm

    Hipoteses

    O cenario hipotético que o articulista avança parece ser o que ganharia os votos dos indecisos e somaria aos que votam sem convicção. O problema da hipotese é que Marina não é esquerda, nunca foi ! A postura dela é de uma conservadora na mesma linha de uma Sarah Palin. Não havera, com Marina, uma segunda via à esquerda. Com Eduardo Campos seria possivel ? Parece que ele se encantou por economistas do nivel de Rands e estava com um discurso mais à direita que o proprio PSDB. E como afirmam, acho que pela mentalidade da média brasileira, mais à esquerda que o PT, é impossivel, basta verificar que os partidos de esquerda não conseguem chegar a dois digitos nas disputas eleitorais. 

    A perseguição aos comunistas, que teve inicio no governo Vargas, deixou no insconciente brasileiro um apelo emocional forte de que comunismo, socialismo, anarquismo são as mesmas coisas e visam destruir a Tradição, a Familia e, principalmente, a Propriedade. Até os pobres no Brasil, que não possuem patrimônio, pensam assim. 

  11. Charles Leonel Bakalarczyk

    26 de setembro de 2014 2:20 pm

    Não há espaço para a segundo via à esquerda

    Marina visitou a turma neoliberal por uma singela razão: o grosso da esquerda (ou seria centro-esquerda?) apóia a candidatura Dilma, de modo que não há espaço para uma segunda via nesse campo (falo do momento atual). 

    Prova disso é que candidaturas, como a de Luciana Genro, produzem discurso que agrada a platéia do campo de esquerda, mas não se traduz em votos…

    Não há uma base social e nem quadros políticos que possam dar azo à formação uma segunda força (sólida) à (centro)esquerda. Marina (e a REDE) sabe dessa circunstância, por isso a adoção do discurso “nem à esquerda, nem à direita”, a essência da “nova política” a que se dispôs organizar.

  12. vera lucia venturini

    26 de setembro de 2014 2:33 pm

    Marina não é e nunca será via

    Marina não é e nunca será via nenhuma para qualquer lugar. Simplesmente porque ela não tem projeto de pais e sim projeto de poder. É uma fraude. Nenhuma pesonalidade política decente muda de ideologia de forma tão extrema como essa mulher mudou. Muito menos apresenta um projeto de governo demagógico na área social sabendo que quem a levará ao poder é a sua total submissão ao mercado financeiro.

    Nós podemos não saber dos acordos de Marina com os grupos econômicos que a sustentam e sustentaram financeiramente. Ela sabe perfeitamente qual foi a moeda de troca exigida. E não foi o bem estar da populaçao brasileira e nem o respeito a soberania do país. E faz tudo isso abusando de uma vitimização em que fica demonstrado a sua falta de dignidade pessoal.

    Se houvesse terceira via seria com candidatos como Luciana Genro ou Eduardo Jorge. E calcados muito mais em suas qualidades pessoais (qualidades que Marina Silva não tem) do que ao partido em que militam. Mas não vejo motivo nenhum para abrir mão da primeira via representada por Dilma Roussef, candidata digna e honesta, e de seu partido que pode ter muitos defeitos mas em nenhum momento tentou ludibriar a boa fé do povo brasileiro.

     

     

  13. Marcello M. E. Santo

    26 de setembro de 2014 2:45 pm

    Concordo que a segunda via a

    Concordo que a segunda via a esquerda seria a Luciana Genro.

    O ponto foi, Marina poderia ocupar esse espaço com reais possibilidade de ganhar (o que a Luciana Genro não tem), se não tivesse abraçado o capital financeiro.

    Acredito que a esquerda precisa de uma segunda via para escantear o neoliberalismo de vez. Uma forma de tentar mover o espectro politico para esquerda e seguirmos para um debate com mais civilizado, como ocorre no Uruguai, por exemplo.

  14. altamiro souza

    26 de setembro de 2014 2:49 pm

    concordo com otexto.
    essa

    concordo com otexto.

    essa equipe economica da dona

    marina é mesmo de lascar

    com todas as nossas esperanças.

    pois retoma a velha política neoliberal

    que já quebrou o país tres vezes na era fhc..

    ainda bewm que este blog dsmontou a tempo

    essa arapuca.

    aliás, quando essa turma marinesca

    fala em independencia do banco central,

    lembro daquele filme

    Assalto ao Banco Central.

    parece que a mareneca cava um túnel

    à,luz do dia para exporporiar

    nosso dinheiro e

    acabar com a política de inclusão social

     

     

  15. Juliano Santos

    26 de setembro de 2014 4:36 pm

    Se a Marina não tivesse….

    Se a Marina não tivesse…. Não seria bancada pelo Itaú. Nem em termos de “terceira via” ela é “nova política”. Aqui mesmo já mostraram que Tony Blair foi isso na Inglaterra.

    Mas de fato, o Brasil precisa de uma “segunda via a esquerda” como pede o autor. Eduardo Campos, mais do que Marina, poderia ser essa alternativa, longe do radicalismo do PSTU e do purismo do Psol. Ele era mais consistente que ela, que cada vez mais mostra-se um símbolo vazio que serve às circunstâncias da elite e a sua própria vaidade.

    Só que Campos não encontrou brechas para ocupar na centro-esquerda, e tal como água, foi infiltrando-se mais para a direita. De qualquer forma, devido e ter mais consistência que a Marina, poderia não descambar totalmente para os braços do Instittuto Milienium 

  16. Jurandir Paulo

    26 de setembro de 2014 4:41 pm

    Vias, esquerdas e direitas

    Marina colou durante um tempo esta ideia de 3ª via mais pelo nåo dito do que pelo dito. Bastou pouco tempo de campanha para ficar claro que se tratava apenas de uma 2ª via tucana. Opções à esquerda até existem, mas sobre elas há contradições. PSTU, PCO e PSOL saudaram a “primavera” na Lîbia afirmando que era um movimento revolucionário. Não era. Nenhum grupo revolucionário ganhou, ao contrário, EUA e UE levaram o país de volta à barbárie. Até agora não fizeram autocrítica, continuam pensando o mesmo em relação à Síria. Neste ponto, PT e PCdoB estão muito mais á esquerda. Não só nesta questão, e a direita o sabe, e teme. Dilma já confirmou ser a favor e que irá propor uma constituinte exclusiva. Gritam de lá que é bolivarianismo, entre outros chavões. Um governo pode ser mais ou menos influenciado pelas pressóes das “bases”. Dilma foi influenciada pelo movimento das ruas em 2013. Marina pelo fundamentalismo de Malafaia, ainda em campanha. Imaginem se fosse eleita.  

     

  17. JoaoMineirim

    26 de setembro de 2014 5:00 pm

    Marina representa a terceira

    Marina representa a terceira via. Não é para a esquerda nem tampouco para a direita, mas para baixo. Vai enterrar as conquistas e os avanços sociais e econômicos alcançados nos ultimos anos. Nunca vi alguém movida pelo ódio fazer nada de bom. Marina carrega o rancor de ter sido preterida e fará qualquer concessão para alcançar seu objetivo de vingança do PT.

     

  18. Bernardo F Costa

    26 de setembro de 2014 6:19 pm

    Quando li o título, pensei

    Quando li o título, pensei que o texto trataria de algo entre o PSOL e as manifestações de junho. Nem uma coisa e nem outra. Fala só sobre Marina. Sua sede de poder acabou por matar suas possibilidades da mesma maneira como quem vai com muita sede ao pote acaba se lambuzando. Mas voltando ao título, eu concordo com ele. Ainda sim vejo que boa parte da opinião pública brasileira foi envenenada pela imprensa. Estes rejeitam o neoliberalismo duro e puro por experiência mas também rejeitam sua antitese atual que é o PT, uma versão light dele. Quem quiser fazer política com P maiúsculo, tem que ignorar estas pessoas. Simplesmente isso. Estes terão que acordar sozinhos do verdadeiro pesadelo em que se colocaram. A única coisa que pode-se fazer para estas pessoas é darmos mais opções de informação, democratizando a midia. Mas isso o PT também rejeita ou não tem coragem de fazê-lo. Creio que este impasse ainda continuará por muitos anos e não sei que fim terá.

  19. jc.pompeu

    28 de setembro de 2014 12:55 am

    porque não irmo-nos irmanados

    por que não irmo-nus irmanados arrebanhados pela antiga e assaz conhecida via-crúcis?

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