10 de junho de 2026

“Não adianta dourar a pílula: eleição foi uma hecatombe para a esquerda”, diz Aldo Fornazieri

Cientista político chama a atenção para o número baixo de prefeituras conquistadas pelo partido que está na Presidência da República
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O programa TVGGN 20H da última quinta-feira (31) contou com a participação do cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Aldo Fornazieri, convidado para falar sobre cenários para as eleições de 2026. 

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Mas, a partir dos resultados do último domingo (27), o cientista político garante que foi uma hecatombe para a esquerda, tendo em vista que os grandes vencedores do pleito foram partidos de centro-direita, como MBD e PSD.

“Foram os partidos que ficaram mais fortes em termos de conquista de número de prefeituras e assim por diante, mas outros partidos como os Republicanos, o PP e o próprio PL, entre outros, cresceram. O PT cresceu um pouco, mas tirando prefeituras como de Fortaleza, o crescimento foi muito pequeno”, pontua o convidado. 

Enquanto o campo progressista comemora o avanço do PT nas últimas eleições, quando o partido conquistou 252 prefeituras ante 182 prefeitos eleitos em 2020, para Fornazieri a análise não deve comprar este ponto de vista. 

“Em 2020 o Lula recém tinha saído da prisão, fazia um ano, um pouco menos, e agora o Lula está na presidência da República, o partido está na presidência da República. Então, você tem de avaliar a eleição de 2024 nesse contexto em que ela se deu. E nesse contexto em que ela se deu, para mim, o PT saiu derrotado”, emenda o entrevistado. 

PSOL e PCdoB também fizeram poucas prefeituras. “Então, foi uma hecatombe mesmo, comenta. Não dá para dourar a pílula. Dourar a pílula é a pior coisa que a esquerda pode fazer, porque ela vai se auto iludir, achando que cresceu (8:12) quando não cresceu.”

Bolsonarismo perde força

Assim como o PT, quem também perdeu espaço no cenário político foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo em vista que os candidatos mais radicais e apoiados por Jair não se elegeram no segundo turno. “Com exceção de um que foi em Campo Grande, se não me engano, todos os outros foram derrotados. Então, a ala bolsonarista mais radical do PL saiu enfraquecida”, continua o cientista político.

A conclusão de Fornazieri é a de que a eleição pôs fim à polarização entre o PT e o bolsonarismo e deu início à pluripolarização, em que vários centros de poder que polarizam entre si. 

“A centro-direita ora polariza com a esquerda, ora conta com votos da esquerda para vencer a extrema-direita. Então, claro, ainda há uma polarização  entre extrema-direita e esquerda, mas ela se diluiu muito significativamente, na medida em que a centro-direita se fortaleceu e a centro-direita ora polariza com a extrema-direita e ora polariza com a esquerda. Então, se fortaleceu o multipartidarismo, tanto é que foram seis, sete partidos que saíram muito fortes da eleição e isso mostra que hoje não tem um partido, digamos assim, que seja um polo único da disputa política do Brasil”, observa Aldo. 

Confira a entrevista na íntegra em: 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Joootahponthooomharcelooo

    1 de novembro de 2024 9:47 am

    Kkkkkk num contexto de resurgimento e resistência em um regime falso de “democracia”parlamentarista empresarial bilionária sim tá bom a esquerda liberal fracassou akakakakaaaa !!!!

  2. +almeida

    1 de novembro de 2024 10:09 pm

    Lula e o PT precisam cair na real e acreditar que fidelidade tem limite. Alguns deslizes deles podem até receber uma segunda chance, mas traição e indiferença nunca, e terá troco. Tentam dar um ar poditivo ao resultado das eleições, mas a verdade é que eles esperavam muito mais dos eleitores, do que receberam e o mesmo aconteceu com as suas coligações. Para nós, pau que dá em Chico também dá em Francisco. Penso que estão insistindo firmemente em dar o golpe do confisco e da apropriação indébita nas contribuições previdenciárias anteriores a 1994. Agora, através do STF, que se degrada ainda mais popularmente a cada tentativa de remendar a sua vergonhosa contradição juridica. Atuam como uma engrenagem sem fim, para tentar justificar o injusticavel através de seguidas e parcas a estratégias que só encontram sentido em suas cabeças corporativistas.
    É inacreditável a sustentação do desgaste e do fracasso do não convencimento, que insistem em levar adiante. Eu vejo que suas ações chegaram ao nível mais de uma teimosia ou de uma boba briga de prestígio, que a obrigação de defender a justiça legal e constituída e não a justiça querem fabricar.
    O que ganham com isso? Será que pensam que o tema 1102 se extinguirá depois de toda a barbaridade exposta e toda essa intrigante sanha de destruir direitos, de buscar álibis que contradizem suas próprias decisões anteriores?
    A senha para reanimar os aposentados e as aposentadas sobre uma possível derrota já foi deixada tanto por ministros que defende o tema 1102 e respeita votos de pares, que nunca os consideraremos como cadeiras, quando celebridades respeitadas do mundo jurídico. Cadeiras não pensam, não se manifestam e não votam. Cadeiras são apenas objetos e nada mais.
    Para finalizar, o custo que a previdência terá para conceder os direitos que estão tentando distorcer e negar, em favor de aposentados e de aposentadas que trabalharam mais que muitas autoridades públicas e privadas será aproximadamente 3,8 bilhões fracionados por 10 anos e não os mentirosos 480 bilhões, que algumas autoridades replicaram e alarmaram, sem sequer checar a veracidade.
    Por outro lado os seis maiores bancos brasileiros que no último recente trimestre tiveram um lucro líquido em mais de 30 bilhões, publicado e replicados pelas principais mídias brasileiras, esses seis maiores bancos juntos devem ao INSS (atualizada até janeiro de 2024) a quantia de 6,4 bilhões de reais.
    A vergonha + a covardia e a injustiça estão de mãos dadas aos nossos vilões e talvez em razão disso, Lula + PT + as coligações começam a receber o troco de aposentados, aposentadas, famílias, parentes e amigos dos mesmos e das mesmas.

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