4 de junho de 2026

Não há Serra no governo Alckmin

Por enquanto, não há vestígio de Serra no novo secretariado de Alckmin.

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Na gestão Serra, de serristas mesmo havia apenas os seguintes secretários: Mauro Ricardo, José Luiz Portella, Francisco Vidal Luna, Andréa Matarazzo (há anos operador do Serra) e Luiz Antonio Marrey (autor de um artigo infame no Valor acusando a Maria Inês de fazer lobby da indústria do cigarro, em represália às críticas feitas por ela ao instituto da delação embutido na lei antifumo).

Fora do Secretariado, João Sayad na TV Cultura e Gesner de Oliveira, na Sabesp.

O Estadão claramente forçou a barra para manter Serra vivo na UTI. Dizer que Sidnry Beraldo é serrista é imaginar que Alckmin entregaria o mais importante posto do seu governo a alguém que não fosse estritamente ligado a ele.

Folha de S.Paulo – Alckmin anuncia 2 nomes da gestão Serra para equipe – 17/11/2010

Apesar disso, Sidney Beraldo e Linamara Battistella são próximos ao eleito

Para comandar a Saúde e a Casa Militar tucano opta por médico e PM; nome de médico estanca especulação sobre Serra

DANIELA LIMA
ANDREA MICHAEL
DE SÃO PAULO

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem os primeiros quatro nomes para o secretariado do novo governo.

Dois dos escolhidos participaram da gestão de José Serra (PSDB), ex-governador e candidato derrotado à Presidência da República.

O deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB) vai comandar a Casa Civil, e o coronel Admir Gervásio, a Casa Militar. Giovanni Cerri será o secretário de Saúde, e Linamara Battistella permanecerá na Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência.
Beraldo e Linamara são os remanescentes da gestão Serra. No entanto, têm forte relação com Alckmin.

O futuro titular da Casa Civil coordenou a campanha do tucano ao governo. Para isso, deixou a chefia da Secretaria Estadual de Gestão Pública e abdicou de uma eleição dada como certa para a Câmara dos Deputados.

Inicialmente, Beraldo tinha como missão principal coordenar os interesses e as agendas entre as campanhas de Serra e de Alckmin.

Mas a habilidade em aglutinar apoios fez com que o deputado ganhasse a confiança do governador eleito.

Com a vitória de Alckmin no primeiro turno, foi nomeado para a transição e coordena um raio-x da estrutura do Estado.

Linamara é amiga de Alckmin. “Minha relação com ele é antiga e muito próxima”, afirmou ontem a secretária.

Ao falar sobre a escolha de Admir Gervásio para a Casa Militar, Alckmin ressaltou seu histórico na corporação. “Ele ingressou há 25 anos, como soldado”, disse o governador. Atualmente, o coronel é corregedor da PM.
Técnica também foi a escolha de Giovanni Cerri, diretor da faculdade de Medicina da USP e do Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira.
Sua escolha foi anunciada logo na primeira leva de secretários para estancar especulações de que o próprio Serra poderia ser indicado para assumir a pasta.

SERRISTAS
Mesmo que o primeiro anúncio Alckmin não tenha contemplado pessoas ligadas diretamente ao ex-governador, há expectativa de que pelo menos três “serristas” integrem seu governo.

Luiz Guimarães Marrey, atual secretário da Casa Civil, pode voltar à Secretaria de Justiça, pasta que chefiou até março deste ano.

Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também teriam pedido a manutenção de Paulo Renato Souza (Educação).

O mesmo grupo aponta a possibilidade de Andrea Matarazzo, titular da Secretaria de Cultura, ficar no governo de Alckmin.

O vice-governador eleito, Guilherme Afif (DEM), pode acumular a Secretaria de Desenvolvimento. Já o deputado federal Silvio Torres (PSDB) , da transição, é cotado para Esportes.

Alckmin mira serristas com 1ª nomeação – brasil – Estadao.com.br

Casa Civil ficará com Sidney Beraldo, que era secretário de Gestão Pública no governo de Serra; outros três nomes são anunciados

Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem os primeiros quatro nomes da sua equipe, evidenciando uma preocupação com a articulação política do novo governo e num claro aceno aos serristas.
André Dusek/AE
André Dusek/AE

Para a Casa Civil, um dos postos mais estratégicos do Palácio dos Bandeirantes, o tucano convidou Sidney Beraldo (PSDB), ex-secretário de Gestão Pública da administração José Serra e coordenador da campanha vitoriosa ao governo do Estado.

Beraldo é considerado um articulador político habilidoso e foi um dos principais nomes que fizeram a ponte entre Serra e Alckmin nos últimos anos. Será responsável por fortalecer a Casa Civil, que poderá incorporar novas atribuições, como as da atual Secretaria de Comunicação.

Giovanni Guido Cerri, presidente dos Conselhos Diretores do Instituto do Câncer, indicado para o posto por Serra, foi nomeado secretário da Saúde, uma das vitrines nacionais do PSDB, com programas como as AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades). Cerri colaborou com os programas do PSDB sobre saúde durante a eleição.

Permanência. Em mais uma sinalização de unidade partidária, Alckmin manteve Linamara Battistella como secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, pasta criada por Serra e uma das áreas que ele gostaria que não houvesse mudança. Alckmin convidou ainda para a chefia da Casa Militar o coronel Admir Gervásio Moreira, primeiro negro a ocupar o posto. Desde 2010, ele é o corregedor da Polícia Militar.

O tucano resolveu divulgar os primeiros secretários apenas na manhã de ontem. O objetivo era de diminuir a ansiedade da base aliada e arrefecer a bolsa de apostas feitas pela imprensa nos últimos dias. “Sei que há dois ansiosos na vida: as jornalistas e os políticos”, disse. Segundo Alckmin, os próximos nomes devem sair aos poucos. “Não tem correria”, completou.

O tucano disse que ainda está ouvindo os demais partidos aliados, que estão levando seus “programas” e “propostas”. Ontem, tomou café da manhã com o PPS

Os convites foram feitos pelo governador eleito anteontem à tarde. Antes de anunciar os nomes, Alckmin conversou com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, com quem se reuniu no escritório de transição.

Embora os tucanos falem em “continuidade”, o governador eleito pretende vitaminar projetos deixados de lado pela administração Serra-Goldman e imprimir característica própria na sua gestão. Acabará com algumas secretarias, como Comunicação, Ensino Superior e Relações Institucionais. E criará outras, como Gestão Metropolitana e Desenvolvimento e, provavelmente, Turismo.

No anúncio de ontem, Alckmin acalmou o partido internamente ao manter quadros da gestão anterior e convidar nomes tradicionalmente ligados a Serra. Aliados dizem que, após a sinalização aos serristas, comandará o governo com mais autonomia em relação à gestão anterior.

Retorno. Também trará de volta colaboradores de quando era titular do Palácio dos Bandeirantes. Saulo Abreu, ex-secretário da Segurança Pública, é um dos cotados para voltar, mas em nova função.

Questionado se pretendia ampliar a cota de aliados de Serra no seu governo, Alckmin respondeu: “Sim. É uma ótima equipe. Outros nomes serão mantidos e haverá nomes novos”. O governador eleito classificou a sua gestão como de “continuidade” e de “inovação”.

Outro secretário cotado para permanecer no posto é o da Fazenda, Mauro Ricardo. Alckmin teria sondado para o cargo Yoshiaki Nakano, que colaborou com o seu programa de governo quando disputou a Presidência da República em 2006. O economista, no entanto, não teria aceitado assumir a função, ocupada por ele no governo Mario Covas.

Os secretários tomam posse junto com o novo governador, em 1º de janeiro do ano que vem.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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