4 de junho de 2026

O começo da deterioração do Rio de Janeiro, por André Araújo

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Por Andre Araujo

Comentário ao post O incrível mundo político do Rio de Janeiro

O começo da deterioração politica do Rio foi a absurda fusão do Estado do Rio com o Estado da Guanabara, uma das piores realizações do Governo Geisel. São dois mundos politicos diferentes desde a fundação do Pais soberano em 1822.

A Guanabara, antigo Distrito Federal, era uma cidade basicamente de classe media, intelectuais, diplomatas, militares. Tinha uma aristocracia de pensamento que influía em toda a vida política. O Estado do Rio tinha realidades de nivel muito inferior, especialmente na região de Campos e na Baixada Fluminense. Como esse colégio de eleitores era muito maior do que a da antiga capital, passou a predominar nas votações e o eixo da política do Rio passou para o interior, cidades-dormitorios e à política coronelistica da região de Campos.

Assim, o padrão baixou para o nível inferior. Foi-se o tempo de Carlos Lacerda que foi o apogeu do Estado da Guanabara, Lacerda representava a classe media sofisticada do Rio. Após a fusão o barômetro passou a ser a Baixada Fluminense, de onde hoje vem os votos de Cunha e Cia., Piccianis, Garotinhos, Bonders, etc.
O antigo Estado do Rio tinha como grandes coronéis o Almirante Amaral Peixoto, sogro de Moreira Franco e a família Matheus, conhecida como Garotinho na região campista. Esse passou a ser o diapasão sob o  qual todos os demais se medem.

Já considerar Leonel Brizola como algo elevado e acima do padrão é um grande exagero, Brizola era o apogeu do populismo e seus votos tinham gande influência dos bicheiros e dos donos de favelas, sua administração nunca foi de padrão elevado, em nada contribuiu para algo melhor na política do Estado, deixou herdeiros bem ruins e seu legado é bem discutível.

Andre Motta Araujo

Advogado, foi dirigente do Sindicato Nacional da Indústria Elétrica, presidente da Emplasa-Empresa de Planejamento Urbano do Estado de S. Paulo

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34 Comentários
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  1. -Charlie-

    27 de dezembro de 2015 10:46 am

    “A Guanabara, antigo Distrito

    “A Guanabara, antigo Distrito Federal, era uma cidade basicamente de classe media, intelectuais, diplomatas, militares (…)”

    IIIh André, vai levar paulada da militância…

    Essa turma que o sr. citou é simplesmente ODIADA pelos petistas e militantes, pois é gente que tem a OUSADIA de pensar diferente do que prega o partido…

  2. Marcio Rodrigues

    27 de dezembro de 2015 10:47 am

    Um legado cheio de escolas de
    Um legado cheio de escolas de tempo integral, aquela que pode formar o indivíduo, é realmente muito pobre. Tanto que teve que ser destruído imediatamente. Uma opinião de quem não conheceu Brizola.

    1. Andre Araujo

      27 de dezembro de 2015 12:37 pm

      Junto com meia duzia de CIEPS

      Junto com meia duzia de CIEPS vieram no pacote Cesar Maia e filho, Marcelo Alencar e filhos, Garotinho,  Garotinha e filha,

      Saturnino Braga e a falencia da Prefeitura, a  consolidação da máquina Samba + Bicho + populismo, Carlos Lupi jornaleiro e l

      dono do PDT, uma bela herança.

      1. Flics

        28 de dezembro de 2015 1:52 am

        Horrível herança!

        …  e junto com a clase média sofisticada e comandada pelo corvo, digo,  pelo Lacerda, veio o golpe militar e a ditadura… que herança!

        1. Flics

          28 de dezembro de 2015 1:59 am

          .. e a vingança…

          … e a “vingança” do morro foi saber que corvo terminou com um amante jardineiro na própria casa, plantado pelo milicos,  e no ostracismo político.

           

          (…sim, classe é assim que se escreve)

  3. Carioca

    27 de dezembro de 2015 11:15 am

    Bom, na escala evolutiva da

    Bom, na escala evolutiva da política desaguar em Garotinho, Picciani, Cunha não se enquadar no termo “evolução”.

    Pende mais para deteriorização.

    Favor esclarecimentos para o sumiço do filho de Chagas Freitas. Miro Teixeira.

    Deve dar uma boa pesquisa, ou duas linhas somente.

  4. aqua

    27 de dezembro de 2015 11:57 am

    É, estirpe é tudo

    Expressa por exemplo em Lacerda, esse grande formulador do futuro do país, além de arguto estrategista político. Temos muito que agradecer a ele por nossa história política, marcadamente pós 64. É um injustiçado, algum dia a história o reconhecerá. SQN!

    1. Anarquista Lúcida

      27 de dezembro de 2015 8:23 pm

      Muito a “agradecer” realmente…

      A nível nacional, além da grande força ao Golpe de 64, a sua grande “contribuiçao” para o suicídio de Getúlio; a nível local: queima da favela do Pinto, morte acelerada de mendigos…

      A única coisa boa, essa eu reconheço, foi o aumento do número de ginásios públicos na cidade. Ah, e tb o Guandu, isso foi coisa grande.

      1. Pedro Mundim

        27 de dezembro de 2015 9:32 pm

        Anarquista, não repita lendas

        Lacerda puniu os responsáveis pelo escândalo do mata-mendigo. O incêndio da favela do Pinto, supostamente para expulsar os moradores de lá, é uma das mais abomináveis lendas urbanas de nossa política. Começa que foi em 1969, quando Lacerda nem era mais governador. O fogo foi ateado nos barracos já vazios, a fim de facilitar sua demolição, e foi de fato uma grande irresponsabilidade, pois o incêndio se alastrou e os bombeiros tiveram que ser chamados. Cinco pessoas que estavam escondidas na favela vazia ficaram feridas. Mas deve ser lembrado que no contexto da época, a remoção dos favelados para a Cidade de Deus não era vista como uma maldade, mas uma grande benevolência, tanto que o assunto foi exaustivamente aproveitado na propaganda eleitoral de Lacerda e seus sucessores (e de fato as casas que os favelados ganharam na Cidade de Deus eram superiores aos barracos de madeira e papelão).

        Você citou o aumento dos ginásios públicos, a adutora do Guandu e tratou de fechar o post, pois a lista estava ficando grande…

        1. Anarquista Lúcida

          28 de dezembro de 2015 12:57 am

          Lendas, é? Tenho uma amiga q era vizinha da favela

          Ela viu o fogo se alastrar, e os bombeiros nao vinham. E os casebres nao estavam desativados nao, cheio de gente lá.

  5. stanilaw Calandreli II

    27 de dezembro de 2015 12:39 pm

    Mata tudo que é pobre

    Seria fácil resolver o problema do RJ, conforme o texto.

    1. Andre Araujo

      27 de dezembro de 2015 12:53 pm

      O texto é uma analise

      O texto é uma analise historica, não tem nenhuma proposta de solução.

      1. stanilaw Calandreli II

        27 de dezembro de 2015 1:43 pm

        Desculpe me AA

        Não quis ofendê-lo, foi apenas uma alusão ao antigo personagem da Praça é nossa. he he

  6. evandro condé de lima

    27 de dezembro de 2015 12:54 pm

    Um esclarecimento, por favor.
    Se não fundisse era para deixar aquele entrave? Há os que dizem que a deterioração acelerada da politica nacional – atenção, a que existia era um lixo- se iniciou com Brasília, jogando os políticos para longe e dando inicio às grandes roubalheira das empreiteiras.

    1. Andre Araujo

      27 de dezembro de 2015 11:31 pm

      Sim, era para manter o Estado

      Sim, era para manter o Estado da Guanabara da mesma forma que nos EUA se mantem o Distrito de Columbia como um Estado independente, a fusão resultou em que de positivo? O Estado da Guanabara não tinha nada a ver com o Estado do Rio.

  7. Gowalter

    27 de dezembro de 2015 1:12 pm

    Legado
    Devía fazer um post sobre o legado do PSDB em São Paulo. Não consigo entender como um intelectual, como o André, continua firme em sua crença neoliberal, depois de tudo que aconteceu nos EUA e Europa. Fazer uma análise rasa da contribuição de Brizola no desenvolvimento do Rio é simplificar as relações de poder da época. Creditar alguma coisa positiva a Lacerda e o que representava para essa odiosa elite carioca da década de 60, é no mínimo uma inconseqüencia.

    1. Andre Araujo

      27 de dezembro de 2015 7:01 pm

      Meu caro, Lacerda em 1945

      Meu caro, Lacerda em 1945 traduziu as memorias de Churchill MINHA MOCIDADE, que já foram reeditadas no Brasil 44 vezes, a ultima reedição é deste ano, mantido o crédito da tradução a Carlos Lacerda, um dos grandes tradutores literarios brasileiros. Seus livros, especialmente DEPOIMENTO são muito bem escritos, estilo perfeito, legou aos filhos uma das melhores editoras brasileiras, a NOVA FRONTEIRA. Não foi neoliberal porque morreu antes do movimento neoliberal existir mas foi um grande administrador, fato reconhecido até pr seus inimigos, construiu o que é hoje o RIO MODERNO, com seus tuneis, avenidas e o Aterro do Flamengo, resolveu o problema de agua do Rio de Janeiro. Eu conheci Lacerda em 1964 quando foi aberta a filial de São Paulo do Banco do Estado da Guanabara da qual fui o funcionario nº 1 e presidente da Associação dos Funcionarios, Lacerda ia uma vez por semana a SP e fazia da filial seu ponto, era na Av.Ipiranga, um gentleman de falar, modos, postura e argumentação.

      Considero lacerda um grande politico do mais alto nivel intelectual, cometeu mega erros, o que não diminuiu sua persona politica relevante na historia brasileira do periodo da Republica de 1946.

      1. Flics

        28 de dezembro de 2015 2:06 am

        E a grande negociata …

        … de liberar a construção dos espigões imobiliários na orla atlântica?… foi ou não obra do Corvo?

  8. Jose mestre Carpina

    27 de dezembro de 2015 1:15 pm

    Quem cala consente…

    Fazer-se de ouvidos moucos diante da barbárie generalizada, faz de todos  os  fluminenses, cúmplices  da tragédia humana  atual.

    Se o motorista e o cobrador do ônibus  estiverem bêbados,  expurguem-nos  imediatamente…

  9. rdmaestri

    27 de dezembro de 2015 6:36 pm

    Comecei a escrever uma resposta ao item, porém fiquei com

    medo de depois de escrita seja considerado persona non grata pela população carioca.

    1. Pedro Mundim

      27 de dezembro de 2015 9:20 pm

      Você que é gaúcho, responda

      Por que motivo Leonel Brizola, ao voltar do exílio, não candidatou-se pelo RIo Grande do Sul, seu estado de origem?

      Será porque ele já estava suficientemente queimado por ali?

      1. Almeida

        28 de dezembro de 2015 3:38 am

        Brizola queimado no Rio Grande?

        Quanta ignorância, que imensa besteira. Vá ler a História!

        No primeiro turno da eleição de 1989, ele teve quase dois terços dos votos válidos, umas dez vezes mais do que Lula; Collor não fez dez por cento lá. No segundo turno, ele foi ao Rio Grande e pediu aos seus eleitores votos para Lula; houve município, em que a soma dos votos de ambos, no primeiro turno, coincidiu com os votos que Lula teve no segundo. O mesmo fenômeno também se verificou no Rio, onde Brizola também venceu no primeiro turno e fez transferência semelhante no segundo.

        Sair governador em 1982 era voltar sua estratégia de 1962, quando se lançou candidato a deputado federal pela Guanabara, em que teve uma maiores votações em eleições proporcionais que se registram na história da cidade. A eleição de Brizola, para o governo do Rio em 82, foi um tapa na cara que o povo carioca deu na ditadura e na sua agência O Globo, um acerto de contas com o lacerdismo e a praga chaguista que dominava a “oposição” peemedebista.

  10. Pedro Mundim

    27 de dezembro de 2015 9:43 pm

    Ironicamente, foram os militares que liquidaram a direita

    Uma ironia de nossa História foi terem sido os militares vitoriosos em 1964 que liquidaram com a direita civil que os havia ajudado a chegar ao poder. Foram cassados Adhemar de Barros, Carlos Lacerda, Kubitchek, Jânio Quadros. Esses eram justamente os líderes ilustrados da direita brasileira, pois os demais eram basicamente vassalos sem ideologia, prontos a seguir quem estivesse no poder. O sistema político e eleitoral criado pelos militares invariavelmente beneficiava  o voto dos rincões do interior em detrimento dos grandes centros, fosse nas eleições gerais ou nas convenções partidárias, e assim os militares promoveram a ascenção de políticos provincianos tipo José Sarney, Célio Borja, Francelino Pereira e caterva. A fusão do ex-estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro inseria-se neste projeto.

    As consequências estão aí.

  11. Luiz Cesar 2

    27 de dezembro de 2015 11:14 pm

    André vinha numa sequencia


    André vinha numa sequencia boa. Nessa, falou merda. Muita.

    1. Andre Araujo

      27 de dezembro de 2015 11:34 pm

      Meu caro, eu sou um pensador

      Meu caro, eu sou um pensador independente, não tenho opiniões cristalizadas, como eu acho que todos nós deveriamos ser, vejo em cada situação coisas positivas e tambem negativas, sempre tento fazer um balanço, não tenho pensamento binário.

      1. Armandolo

        28 de dezembro de 2015 4:00 am

        A seguir seu raciocinio,

        A seguir seu raciocinio, creio que talvez o senhor considere que um chanceler conseguiu recuperar seu arruinado pais e torna-lo uma potencia. Coisas desagradaveis como campos de exterminio em massa foram meros detalhes

        1. Andre Araujo

          29 de dezembro de 2015 12:13 am

          Hitler foi um personagem

          Hitler foi um personagem central da Historia do Seculo XX ou vc tem duvida sobre isso? A Historia não é uma torcida

          ou uma igreja onde se reverencia um santo ou apostolo, a Historia registra o personagem, bom ou ruim. Continuam sendo publicados livros sobre o nazismo e Hitler a razão de 30 por mês, desde o fim da Segunda Guerra.

  12. Luis Renato Dias Castro

    27 de dezembro de 2015 11:43 pm

    Lacerda, o corvo

    Lacerda figura controversa e uma das mais abdominaveis da história política do Brasil. De comunista foi para a extrema direita, sua ideologia ele próprio e não tinha nenhum escrúpulo paar fazer valer sua vontade. Quem o contrariasse virava seu inimigo, que o digam os militares golpistas. Seu governo, no então estado da Guanabara, foi totalmente voltado para a elite carioca que o elegeu e assim retribuiu com obras de destaques na zona sul do Rio, para os menos favorecidos o desprezo. Teve todo apoio do grande empresariado local. Já Brizola não, a pão e água, enfrentou os boicotes do ditador Figueredo e do filho da ditadura Jose Sarney, sem recursos pouco pode fazer, mas deixou sua marca nos Cieps, escola de tempo integral para os menos favorecidos. Com recursos fez o maior governo da história do Rio Grande do Sul, verdadeira revolução em terras gaúchas. Portanto, antes de avaliar e melhor conhecer o momento político que aquele governante chegou ao poder, com boicote econômico fica difícil de se realizar uma eficiente administração, que o diga a Dilma. Sem esquecer que o boicote econômico norte-americano foi cruel com Cuba.

  13. Luis Renato Dias Castro

    28 de dezembro de 2015 12:08 am

    Lacerda, o gênio do mal

    Ninguém está contestando a inteligência do Lacerda, porém  ser tradutor de grandes pensadores não o torna um igual. Também existem gênios do mal, Hitler e um deles. Lacerda era orador brilhante do ódio, da desagregação, da destruição. Todo grande líder fatalmente e cercado de medíocres, que geralmente o traem. Se Brizola deixou César Maia , Marcelo Alencar, Garotinho, etc. Lacerda só deixou gênios da raça, Raphael de Almeida Magalhães, Flexa Ribeiro, Sandra Cavalcanti. Me poupe.

  14. lenita

    28 de dezembro de 2015 1:07 am

    André

    Elogiar um ex governador, por escrever bem, é o fim . Um bom governador tem de ser um bom governador, né não ? Um homem  baixo  como aquele, que só falava em Mar de Lama no tempo do getúlio, mar de lama este jamais provado. Que era tão fino que, além de ser um dos principais responsáveis pelo morte do Getúlio Vargas, preferiu jogar os mendigos no rio guandú, para comemorar o IV Centenário da cidade. E isto não foi nenhuma lenda urbana, conforme disse alguém . Eu ainda não morava no Rio, mas minha família sempre assinou jornais cariocas, e isto foi mostrado por diversos jornais. Quanto ao Brizola, prefiro acreditar em minha irmã, professora, não petista, e que diz jamais a Educação foi tão prestigiada como nos tempos dele. Não é a educação o mais importante p/ um povo ? Minha antipatia pelo PSDB , além de ser um partido blindado, p/ que somente os maus feitos do PT aparecessem, não dão valor nenhum à Educação e a Saúde. Isto acontece em todos os estados governados por eles, que detestam ser pressionados por professores, alunos ou funcionários da Saúde. Só gostam do filé.

    1. Andre Araujo

      28 de dezembro de 2015 2:28 am

      Minha cara Lenita, Lacerda

      Minha cara Lenita, Lacerda não só escrevia bem, ele foi por uma avaliação muito geral entre os cariocas um bom Governador,

      fez grande numero de obras fundamentais e de grande importancia para o futuro da cidade, deixou as finanças em perfeita ordem, o Banco do Estado da Guanabara abriu uma agencia em São Paulo para aplicar dinheiro em crédito a empresas porque tinha excesso de caixa e no Rio não havia tomadores para emprestimos em grande volume.

      È inutil brigar com o passado, com a Historia porque ela já ocorreu, não se pode muda-la. Para a Historia não cabe categorias ético-morais, Stalin foi um grande homem apesar de seus imensos pecados, Lacerda derrubou tres Presidentes e com isso seu lugar na Historia politica da segunda metade do Seculo XX está garantido pela repercussão fática de suas ações, é irrelevante gostar-se ou não dele, não cabe essa categoria em Historia, não se gosta de alguem do passado, apenas constata-se seu papel historico e por esse registro o papel de Lacerda foi grande, dos tres Governadores de 64 ele foi sem duvida o mais importante na articulação da queda de Jango.

    2. Pedro Mundim

      28 de dezembro de 2015 12:55 pm

      Em tempo

      A lenda urbana a que eu me referi foi o incêncio da favela do Pinto ter sido ateado para forçar os moradores a se mudar. A favela já havia sido declarada desocupada.

      A matança dos mendigos foi real, mas a responsabilidade de Lacerda nunca foi provada. Se um governante é culpado por tudo o que acontece em sua administração, então Dilma também é culpada por tudo o que aconteceu na Petrobrás.

  15. Ze Guimarães

    28 de dezembro de 2015 11:29 pm

    Brizola

    Excelente post. Realmente, segundo dizem, a decadência começou com Leonel Brizola, que tinha uma política de permissividade com os bandidos e traficantes dos morros.

    Antes, nas décadas de 40, 50 o Rio era uma segurança só, podia-se sair de madrugada, ir a um lugar  comer e beber algo, que nada acontecia.

    Segundo dizem, parentes de Brizola ( não citarei quem eram) , subiam o morro para consumir drogas, e ele impedia a polícia de subir o morro para não ocorrer nenhuma violência. Resultado, o trafico agora dominou o Rio inteiro, com seus tentáculos, e ninguém mais vence esta máfia depois que ela se instala. O tráfico financiou a violência.

    A esquerda tem estes vacilos, dá liberdade demais para quem não devia, e depois não se sabe mais como reaver o controle.

    1. Antonio Passos

      27 de julho de 2017 3:25 pm

      Quanta bobagem !

      Brizola é acusado de permissividade com o tráfico. Aí eu pergunto: então quando ele entrou o tráfico já estava lá correto ? Em que período o tráfico cresceu nos morros, foi com a esquerda no poder ? Claro que não, foi exatamente na ditadura que favelizou e empobreceu o Brasil inteiro. Brizola criou o único programa que poderia ter salvo Rio se não tivesse sido destruído pela direita, os CIEP s. Mas pensando bem não adianta explicar estas coisas para quem pensa através da tela da Globo.

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