Vereadores de SP e seus dejetos, digo, projetos.
Fiquei surpreso ao ler no Estadão que 45 (dos 55) vereadores assinaram um projeto de iniciativa do PSDB e com apoio do PT, mudando o nome de um monumento paulistano para “Viaduto do Chá Mario Covas”.
Discordo. E isso não diminui nem um pouco a admiração e respeito que sempre tive pelo ilustre político falecido em 06/03/2001 e que imagino estrebuchando de vergonha e raiva na tumba. Sabemos que Covas era simplesmente honesto e sanguíneo.
Ainda não sei qual o tucano iluminado que teve essa idéia de jerico. Possivelmente um adepto do “Santo Daime”. Para mim, Mate Leão basta.
Repito o que coloquei como comentário no jornal online: Viaduto do Chá Mario Covas? Só se o Palácio Anchieta que abriga (ou homizia?) nossos criativos vereadores for rebatizado como Circo Orlando Orfei.
A palhaçada ridícula se repete. Quem não se aborreceu com a mudança da Avenida Água Espraiada (que poderia também se chamar Grana Espalhada) para Avenida Roberto Marinho? Só servem para isso nossos vereadores? Dar nome a ruas, avenidas, viadutos e títulos de Cidadão Paulistano a notáveis?
Um pouco de história: O Viaduto do Chá foi construído em 1892, com estrutura metálica e “leito carroçável” de madeira importados da Alemanha. Recebeu esse nome porque havia nas proximidades uma grande plantação de Chá da Índia. Foi demolido em 1938 e reconstruído em concreto com o dobro da largura original.
Ainda é um dos mais bonitos cartões postais da nossa cidade. Parafraseando “Sampa” de Caetano, é a estupidez que destrói coisas belas; no caso uma referência sagrada de 121 anos.
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