
Há confusão sobre o papel do Ministério Público Federal e da Lava Jato no jogo político. E uma superestimação do papel da Lava Jato, como se fosse possível a uma mera procuradoria regional e a uma superintendência regional da Polícia Federal colocar a República em xeque.
Para entender o jogo, tem que se ir muito além do Paraná.
Ambas as organizações – PF e MPF – são corporações organizadas, que respondem a uma hierarquia. Os procuradores têm prerrogativas nas investigações, mas, especialmente quando chegam em territórios delicados, há um sem-número de formas de autocontrole.
Ambas as corporações são como uma imensa legião de músicos, com instrumentos de todos os timbres. Quem define o repertório e a regência são os maestros. Se o maestro quiser música agitada, dará prioridade aos metais. Se quiser música calma, às cordas.
No caso da Polícia Federal, o maestro é o Ministro da Justiça; no caso do MPF, o Procurador Geral da República.
O Ministério Público Federal não é uma organização política, apesar do ativismo de alguns procuradores. É disciplinada e cumpre ordens. Se der gás, procuradores irão até o inferno para cumprir sua missão.
O procurador sério (maioria absoluta do MPF) tem pleno apego à sua carreira. Ambiciona subir na hierarquia do MPF ou ser convocado para organizações internacionais ligadas à sua área de atuação.
Por isso mesmo, meros toques de que ele está saindo do tom servem de inibição contra os excessos.
O futuro ainda explicará como uma operação regional acabou ficando com o foro de uma investigação de tal amplitude. Não é trabalho para amadores. Mas desde o início, antes mesmo de chegar ao governo federal, tinham-se todos os ingredientes na mão para a montagem da estratégia política, para prever os resultados finais desde que contornados algumas dificuldades.
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Um doleiro, Alberto Yousseff, através do qual passava grande parte das falcatruas políticas do país, de todos os partidos. E obviamente aquelas envolvendo a Petrobras. Através de Yousseff seria possível ao foro de Curitiba assumir as investigações sobre qualquer político de primeiro escalão.
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Um juiz que desde 2004 vinha se preparando para conduzir uma operação similar às Mãos Limpas.
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Um ex-presidente – Lula – no auge do seu prestígio se descuidando, ao aceitar os mesmos mimos que empresas ofereceram ao seu antecessor, FHC. Não entendeu o poder judiciário nas indicações para Ministro do STF, nem depois que saiu do governo.
Há muito, as associações de procuradores internacionais e outras organizações congêneres dominavam a metodologia do jogo político, a partir da pioneira Mãos Limpas. O trabalho de Moro, em 2004, é bastante meticuloso.
Havia apenas três desafios a serem vencidos:
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Consolidar o foro de investigação em Curitiba.
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Estreitar o máximo possível o raio de investigação, para que focasse exclusivamente em Lula e no PT.
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Criar o clamor popular para dar respaldo às investigações.
Tinha que se ter pleno espaço na mídia – através do controle do noticiário com o vazamento abundante de fatos – o que foi fácil graças à identidade de propósitos. Além disso, um amplo rigor formal, para impedir que o inquérito passasse para outra instância. Depois, um contato estreito com a cooperação internacional para consubstanciar as acusações.
Principalmente, teria que contar com o apoio incondicional dos maestros.
O show de hoje, levando coercitivamente Lula, mesmo ele já tendo prestado vários depoimentos, faz parte do jogo político.
Aí que se entra no busílis da questão.
A maneira de direcionar as investigações foi simples e lógica, graças aos dois maestros:
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O PGR Rodrigo Janot deu todo o apoio possível à Lava Jato. Mais do que justificado, graças à abrangência do esquema de corrupção.
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A Lava Jato ficou restrita ao esquema PT na Petrobras, como deixou claro o procurador Carlos Fernando Santos. Todas as informações sobre terceiros foram encaminhadas aos canais competentes: o PGR, quando envolvendo políticos com foro privilegiado.
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Quando as outras denúncias chegavam ao PGR, bastava Janot fechar a torneira e não aceitar – como ocorreu com Aécio Neves. Ou então não dar foco. Simples assim.
Da parte da PF, o ex-Ministro Cardozo deu plena liberdade à PF e encaminhamento burocrático às denúncias de abusos, explicações jurídicas, e deixou o Ministério na véspera de se completar o trabalho. E ainda se deu ao luxo de ligar para seu compadre, José Agripino Maia.
Esse trabalho simples e objetivo foi possível porque, na prática, a síndrome de republiqueta jamais abandonou o país.
Ivan Pedro
4 de março de 2016 5:29 pmPerfeito
Mas ainda não acabou !!!
Falta a reação do povo, ou a atuação da Dilma !!! Que permanece inerte !!!
Por meu lado, estou me lixando para o MPF. Vou para as ruas, como todo mundo !!!
Sergio Saraiva
4 de março de 2016 5:33 pmO risco do pescador.
Todo pescador rea para pegar um peixe grande.
Mas o pescador corre um risco.
Pegar um peixe maior do que possa tirar da água. Estará atado a ele e correrá o risco de o peixe virar a canoa.
Edna Baker
4 de março de 2016 7:27 pmAdorei.
Adorei.
Vânia
4 de março de 2016 5:34 pmConcordo!
“Para entender o jogo, tem que se ir muito além do Paraná.
Ambas as organizações – PF e MPF – são corporações organizadas, que respondem a uma hierarquia.”
Só faltou dizer quem está no TOPO da hierarquia. Quem nomeia (e mantém) um Ministro da Justiça no mínimo, no mínimo, mas no mínimo mesmo!, inoperante em tal posição. Falta de aviso é que não foi. Então foi o quê? Simples teimosia? Conta outra…
André élebê
4 de março de 2016 6:02 pmDVD – DANIEL VALENTE DANTAS.
DVD – DANIEL VALENTE DANTAS.
atenir
4 de março de 2016 5:37 pmNem lula e nem o PT até hoje
Nem lula e nem o PT até hoje não se deram conta da incrível infatilidade que cometeram ao menosprezar as indicações do stf e pgr.
O mensalão só existiu por causa do pgr, bestialmente nomeado e recoduzido pelo governo, num ato de imbelicilidade que beira a loucura.
O problema é que mesmo depois do mensalão e de mais de 12 anos de governo AINDA NÃO ENTENDERAM como se dar o jogo do poder. Isso é imcompreensível. É inacreditável! não dar para acreditar!
j.marcelo
4 de março de 2016 5:38 pmNassif Ufa!! Vc tá aí!
Pensei
Nassif Ufa!! Vc tá aí!
Pensei q tivesse sido conduzido coercitivamente também!!
Fica mais ligeiro aí!!! Eu sei que vc não deve(acho)
Mas em tempos de ESTADO DE EXCEÇÃO! Já viu né!!
Ivan de Union
4 de março de 2016 5:38 pmNem preciso pensar pra responder…
“O futuro ainda explicará como uma operação regional acabou ficando com o foro de uma investigação de tal amplitude”:
Pedido internacional.
Jossimar
4 de março de 2016 6:19 pmClaro que não foi trabalho de
Claro que não foi trabalho de amadores. Foi do Departamento de Estado dos EUA.
Por que será que espionaram o governo e a petrobras durante anos.
Acho até que eles sabiam do pré-sal antes dos brasileiros.
Ivan de Union
4 de março de 2016 6:39 pmSim, mas nao antes da
Sim, mas nao antes da Petrobras, Jossimar, a tecnologia da Petrobras eh superior aa deles e foi ela que achou aquele petroleo.
Edsonmarcon
4 de março de 2016 5:38 pmO PT deu toda liberdade à PF,
O PT deu toda liberdade à PF, mas parece que eles tem saudade do tempo em que sua maior “façanha”, foi filmar a pilha de dinheiro na Lunus, para acabar com a candidatura de Roseana Sarney.
Isso sim era PF “independente”, né mesmo milicada da PF?
Não conseguem ficar sem receber ordens de cima?
Nasceu milico morre milico.
Bota alguém bem autoritário no comando da PF que eles vão ter orgasmos múltiplos.
Maria Rita
4 de março de 2016 5:41 pmElementar, meu caro e
Elementar, meu caro e excelente Nassif. Janotinha e Cardozinho, os moitas, um toca piano, o outro toca o que? toca o bonde da narrativa do lava jato. Com essa água toda de hoje, operação Hawaí 5-0. Positivo, operante.
MRE
4 de março de 2016 5:48 pmAcabou o comentário Nassif
Acabou o comentário Nassif ?
Não está inconclusivo ou o PT é o único e justficável pecador ?
…trabalho meticuloso do Moro em 2004 com o ” mãos limpas” ? A máfia acabou ? E o Berlusconni ?
Não entendo pegar um juiz de um centro não tão importante se comparado com S.P, Rio, Brasília e dar alvíssaras para ele julgar que os pedalinhos foram dados pelas empreiteiras ou se elas tiveram um número de contrato mais elevado do que as demais – tem bola!. Quantas grandes empreiteiras existem no Brasil com capacidade jurídico-comercial e técnica para conduzir obras grandes ? Imagine comprar as cervejas existentes no mercado e descobrir que mais de 70% das vendidas pertencem a uma unica empresa. Será que o Moro 2004 vai dizer que tem bola?
Ser comentarista de jogo quase terminado é mole……mas pode, nos últimos minutos o jogo virar ! O Pelé e o Lula ^tem semelhanças: são ídolos e diferenciados nas suas expertises.
Ivan Pedro
4 de março de 2016 6:48 pmPura verdade !!!
O jogo vira, mas somente se nos mexermos… Milagres não acontecem assim !!!
altamiro souza
4 de março de 2016 5:49 pmàs ruas, é uma das
às ruas, é uma das alternativas…
concorfdo, mas um dia isso iria acontecer, o escancaramento da luta de
classes, escrachada – os poderoso de sempre que querem governar o
país para privilegiados tentando massaxrar um foverno popular que
pelo menos tentou colocar o páis num patamar mais elevado de inclusão
social e melhoria da classe trabalhadora…
bfcosta
4 de março de 2016 5:49 pmNassif está dizendo com todas
Nassif está dizendo com todas as letras que José Cardozo é um verdadeiro infiltrado da oposição no governo.
Helio J. Rocha-Pinto
4 de março de 2016 5:55 pmNão um, mas dois
Cardozo e Janot
Ivan de Union
4 de março de 2016 6:01 pmPrecisamente. Janot e
Precisamente. Janot e Cardozo estao ao centro.
Josias Pires
4 de março de 2016 6:20 pmCardozo, Janot, Delcídio …
… muita da gente da oposição foi pro governo … dizem que até Aécio indicou diretor de estatal nos governos petistas (Furnas). O Marcos Valério operador do PSDB foi contratado pelo PT para fazer o mesmo. Aqui na Bahia muita gente de direita entrou no PT desde 2006. Infelizmente o PT abriu a guarda para a direita, deu sangue novo para os leões, queimou completamente o futuro próximo da esquerda no Brasil. Lamento muito que Lula jamais quisesse ser um homem de esquerda como Pepe Mujica e tenha preferido se lambuzar com os maiores empreiteiros do país. Lembram que na época da ditadura lutavamos tanto contra o poder dessas empreiteiras? As mesmas que se locupletaram sempre com o poder público. Sou contra o golpe, contra as ilegalidades, contra as maracutais, de Aécio do Pó, FHC da reeleição, Demônios em geral e também sou contra essa história de empreiteiras gastarem mais de um milhão de reais para dar apartamento e sitios para quem quer que seja e ficarem achando que somos todos idiotas.
Frederico69
4 de março de 2016 7:00 pmacho que isso é dito aqui a muito tempo!
só a dilma não percebeu
CarloB
4 de março de 2016 5:50 pmO PT tem expulsar esse Cardozo
e esse Delcídio o mais rápido possível. E a Dilma ainda cortar qualquer relação desse cardozo com o Governo.
Edna Baker
4 de março de 2016 7:09 pmFora Cardozo.
Fora Cardozo.
mcn
4 de março de 2016 5:51 pmA criminalização do vazamento do Edu e o dedo da Globo
http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/03/04/a-criminalizacao-do-vazamento-do-edu-e-o-dedo-da-globo-nesta-historia/
A criminalização do vazamento do Edu e o dedo da Globo nesta história
Blog do Rovai by Renato Rovai 2:33 pm
Quando o blogue da Cidadania, do Eduardo Guimarães, antecipou que havia uma operação da Polícia Federal que atingiria Lula marcada para segunda-feira, conversamos muito na Fórum sobre republicar ou não o artigo.
Em nenhum momento a hipótese de que o Edu tivesse inventado a história foi considerada. Ele nunca faria isso.
Mas tratamos de três possibilidades.
A primeira, que o documento fosse verídico e quente. E que uma pessoa indignada da PF decidiu vazá-lo.
A segunda, a de que alguém tivesse forjado aquela história para desmoralizar a blogosfera.
E uma terceira, a de que gente da própria Lava Jato tivesse passado o documento para que depois os que houvessem vazado-o fossem incriminados.
Como a denúncia do Edu já havia ganhado as redes, decidimos não republicar seu texto.
Desde que essa operação teve início e que o procurador Carlos Fernandes citou os blogues que vazaram a operação na sua coletiva, a terceira hipótese passa a ser para este blogueiro a mais provável.
Inclusive porque a Globo está o tempo todo falando dos vazamentos, como se o diretor da Revista Época não tivesse vazado a operação hoje às 2h da manhã.
Há pouco um advogado explicava na Globonews que se um porteiro avisar um morador do prédio que a PF está indo na sua casa, ele pode ser preso.
Ou seja, a Globo está alimentando uma coisa que corriqueiramente é feito pela grande mídia como um grande crime da blogosfera.
A Globo com a ajuda dos procuradores da Lava Jato vai tentar calar a blogosfera. Por isso, de repente os procuradores destacaram o tal vazamento como algo significativo desta operação.
Para a Globo não interessa só calar o Lula neste momento. É preciso calar mais gente. Os movimentos sociais serão criminalizados, mas provavelmente antes disso vozes dissonantes e que incomodam o império Globo serão atacadas.
altamiro souza
4 de março de 2016 11:08 pmessa questão é crucial porque
essa questão é crucial porque pode ser essa a intenção da operação
– calar os blogueiros.
ou ddificultar a vida deles, nossa…..
querem boicotar o novo que nasce para que a velha midia prossiga com as suas infamias de sempre…
Ana Bednarski
4 de março de 2016 5:53 pmTenho certeza de que o Cardozo sabia de tudo e
esperou o ultimo minuto pra Sair.
Só não entendo a cegueira da Dilma nesse caso, em ainda deixar ele ir para a AGU.
Vamos lembrar que a Isto é é bancada pelo Daniel Dantas, e que o ilustre Cardozo tem ligações com o Dantas e com a jornalista que fez a matéria……Tudo isso para o dia 13….por isso eu penso que quem quer defender a democracia e o estado de direito , alémde ir pra rua hoje e em todas as mobilizações que forem convocadas deve ir no dia 13, n~wo proponho violência, mas enfrentamento…eles de um lado e nós do outro…..vamos fazer do nosso pais uma democracia….
Ivan de Union
4 de março de 2016 6:03 pmSou contra impeachment e
Sou contra impeachment e evidentemente contra golpe. Isso dito, se eu nunca mais ouvir falar de Dilma nao vai fazer uma gota de diferenca pra mim:
Cardozo TEM que ser explicado.
joel lima
4 de março de 2016 5:56 pmRecomendo que leiam Júlio
Recomendo que leiam Júlio César, de Shakespeare. Além de ser uma peça ótima, ela retrata bem o momento político brasileiro. E um exercício interessante você ir lendo a peça e associando os personagens que lá estão – César, Brutus, Marco Antonio, Otávio, Caska – e tentando ver qual deles se encaixa com os personagens políticos dessa crise.
D_P
4 de março de 2016 6:06 pmNassif, os fatos de ontem e
Nassif, os fatos de ontem e hoje deixaram claro que existe uma conspiração sim contra o Governo e e contra Lula.
Vejamos o STF e a PGR vazaram a delação de Delcídio à esposa o namorada ou sei lá o que de Jose Eduardo Cardozo. Há também denuncias contar ele, porém de fraco alcance e sem nenhuma prova. Ou seja, ontem quem perdeu mais foi o Governo Dilma e Lula, jamais Cardozo.
Hoje vem operação contra Lula. Claro que não foi coincidência.
Tudo indica que conspiram membros do STF, da PGR, da lava jato e possivelmente até o Cardozo e talvez também o Temer.
Claro que pode não ser uma conspiração toda combinada, mas há evidentes acordos tácitos. E há também os que “não querem se meter” tipo Lewandowski, Barroso, talvez a Weber etc…
Mas e ai, o que fazer ?
A meu ver, o que Dilma deveria fazer é demostrar autoridade. Se dizer contra a republica do paraná e as ações de hoje, exonerar o Diretor Geral da PF e exigir explicaçõs sobre os vazamentos de ontem no STF e na PGR. Ela deve atuar nas frentes midiáticas, jurídicas e de bastidores. Claro que paralelamente também deve se articular com as forças armadas.
Se não for fazer algo para reagir é melhor que ela renuncia e deixe o Temer tentar tomar conta do País, porque ela estará se mostrando totalmente incompetente para tal.
Flavio Martinho
4 de março de 2016 6:43 pmPara começar deveria cobrar
Para começar deveria cobrar do responsável os dessa operação. Dos excessos de pessoal e consequentes diárias.
MarFig
4 de março de 2016 6:09 pmDei um “procurar” no post e
Dei um “procurar” no post e não achou a palavara GLOBO. Então nem li.
Vânia
4 de março de 2016 6:14 pmAlgumas questões.
1. Quem nomeou Cardozo para o Ministério da Justiça?
2. Quanto tempo Cardozo permanceu como MJ?
3. Quantos artigos foram publicados pelos “blogs sujos” alertando para o caráter duvidoso do MJ?
4. Quanto tempo já tem a operação LJ? Qual foi o seu objetivo desde o início?
5. Como terá sido a conversa de Dilma com Cardozo quando este pediu pra sair (às vésperas do show de hoje)?
Sobre o último item, vou escrever aqui uma historinha curta que, acredito, muitas Polianas apreciarão.
***
Cardozo: Bom dia, Dilma. Então… eu estou cansado dessa pressão dos petistas em cima de mim (blá blá e mimimi)
Dilma: Tô sabendo… Eles vivem fazendo fuxico sobre você na minha orelha. Mas, liga não, querido! Eu te coloco como AGU. Tá tudo bem, estamos num momento tranquilo da vida nacional.
Cardozo: Valeu, amiga!
Dilma: Vai pela sombra 😉
CB
4 de março de 2016 6:19 pmÉ o mesmo que volta e meia
É o mesmo que volta e meia aparece falando na TV?
http://www.istoe.com.br/reportagens/13328_RAPOSA+NO+GALINHEIRO
ISTOÉ
Brasil
Propinoduto| N° Edição: 1770 | 03.Set.03 – 10:00 | Atualizado em 04.Mar.16 – 15:15
Raposa no galinheiro
Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas
Osmar Freitas Jr. ? Nova York
A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro. Desta vez aconteceu nos EUA. No sábado 23 de agosto, uma comissão de autoridades brasileiras embarcou para um périplo por cidades americanas. A missão era verificar in loco investigações feitas pelos procuradores daquele país, que poderiam ser ampliadas nos casos de remessas monetárias ilegais e lavagem de dinheiro feitas por brasileiros. Estavam na turma os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Dr. Hélio (PDT-SP) e José Mentor (PT-SP), todos da CPI do Banestado, dois procuradores da República, uma delegada, um perito da Polícia Federal e consultores da Câmara dos Deputados. A viagem seria um sucesso, mas o trem quase descarrilou por causa de uma disputa insólita, cujos motivos até então ocultos se revelaram, no mínimo, de má-fé. É que entre os procuradores estava Carlos Fernando dos Santos Lima. Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossiê detalhadíssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência em Nova York. No episódio houve aquilo que em termos jurídicos se chama de “instituto da suspeição”, já que o procurador é parte interessada no caso. Sua esposa, Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Iguaçu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documentação da quebra de sigilo de várias contas, realizada pelo escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan, também não viesse à luz, enveredando por um labirinto burocrático que, como sempre, tem seu final em pizza.
ISTOÉ recebeu informações de autoridades americanas de que
os procuradores Santos Lima e Vladimir Aras, do Paraná, tentaram amarrar a entrega dos preciosos documentos. Alegaram que os quatro membros da CPI não tinham autoridade para processar o caso e só
ao Ministério Público caberia a tomada de medidas legais. Insistiram também que só aceitariam os resultados da quebra de sigilo bancário
se a Promotoria Distrital nova-iorquina remetesse a papelada para
o Departamento de Justiça americano e este colocasse o crivo do
MLAT – o acordo de cooperação entre os ministérios da Justiça dos
dois países. O impasse causou constrangimento não apenas a quem forneceria a papelada como também aos parlamentares presentes.
“Foi insólito”, disse um dos americanos.
O impasse só seria resolvido através de uma manobra que frustrou Santos Lima. Os promotores distritais nova-iorquinos enviariam os documentos da quebra de sigilo para a filial do Banco Itaú em Nova York – instituição que comprou o Banestado na privatização, herdando o imbróglio – e o banco daria tudo aos senadores e procuradores. Com essa posse, os papéis seriam “consularizados”, ou seja: o Consulado do Brasil na cidade atestaria a autenticidade da documentação. De funcionários do Itaú ISTOÉ recebeu informações que houve nova investida de Santos Lima para que os membros da CPI não recebessem o que esperavam. A jogada, porém, não deu certo, e as provas obtidas pelo escritório do promotor Robert Morgenthal já estão nas mãos de quem promete dar continuidade ao caso. O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que encabeçava a missão parlamentar, disse: “No final da reunião com o District Attorney, a história do Brasil começou a mudar. Dou minha palavra de que esta CPI não vai acabar em pizza.” Mas, se depender do procurador Santos Lima, pode-se esperar uma mezzo-a-mezzo.
Vera Lúcia, esposa de Santos Lima, trabalhava no Banestado quando, em 1998, o procurador recebeu em Curitiba o dossiê sobre as atividades ilegais do banco. No dia 17 de setembro daquele ano, ele tomou o depoimento de Heraldo Ferreira – ex-gerente de câmbio da agência do banco em Foz do Iguaçu –, em que fazia denúncias sobre as atividades da instituição financeira. O caso Banestado saiu da gaveta do procurador somente depois que ISTOÉ investiu nas apurações do escândalo. Apenas em 21 de março de 2003 é que o procurador Santos Lima enviou esse depoimento à PF, sendo que na Assembléia do Paraná havia sido instaurada uma CPI sobre o assunto quatro dias antes.
A invasão ao galinheiro não seria feita apenas por uma única raposa. Junto a Santos Lima estava nos EUA Neide de Alvarenga – ex-chefe-geral da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da PF (DCOIE). Era ela quem insistia para que a primeira equipe de agentes da PF – mergulhada nas investigações em Nova York, em fevereiro deste ano – voltasse ao Brasil. Isso a despeito de o chefe do grupo, o delegado José Castilho, insistir que as investigações avançavam e que o grupo tinha ganhado importante aliado no escritório do promotor distrital de Manhattan. Os faxes que Neide mandava para o Consulado do Brasil em Nova York, onde os agentes se reuniam, eram de conhecimento público, já que não vinham protegidos pela confidencialidade. Batia-se sempre na mesma tecla: a da interrupção dos trabalhos e a volta da equipe, o que acabou acontecendo em abril. Não foi por falta de convites que a delegada deixou de verificar no local os progressos – que hoje são provados pelas 270 caixas de documentos que o District Attorney pôs à disposição das autoridades brasileiras. Mas ela só decidiu viajar em companhia do procurador Santos Lima.
Nem tudo, porém, foi refrega na viagem desta comissão de parlamentares e procuradores. A primeira escala do grupo foi Washington. Na capital americana, a visita rendeu frutos inesperados: o adido da Receita Federal na Embaixada do Brasil entregou à comissão uma lista com 170 nomes
de pessoas que possuem imóveis em território americano, não declarados ao Fisco brasileiro. Da lista, fazem parte artistas, empresários e políticos. No total, existem 660 nomes de pessoas com imóveis, mas apenas 170
o fazem de modo criminoso. Destes, o preço mínimo de imóvel é de
US$ 800 mil – o que vale um apartamento de um dormitório em Manhattan, mas é soma suficiente para se adquirir um condomínio de
luxo em partes da Flórida e de outros Estados americanos. Entre os nomes –que estão sendo mantidos em sigilo pela CPI e pela Receita –
está o de Fábio de Oliveira Catão.
Rastros de CatãoEm setembro de 1994, o megalaranja pernambucano Fábio de Oliveira Catão, 39 anos, saiu do anonimato ao denunciar ao MP e à PF dois caciques de peso da política nordestina: o então vice-presidente da República, Marco Maciel, e o ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco. Catão trabalhara no setor de transportes do comitê de campanha que, em 1990, elegeu Maciel para o Senado e João Francisco para o governo do Estado. Em depoimento à PF, ele disse que parte dos recursos do comitê de campanha foi doada por “fantasmas” ligados ao esquema de PC Farias. Segundo Catão, ele mesmo ia buscar o dinheiro na agência do Itaú de Boa Viagem. As denúncias nunca chegaram a ser provadas. Catão, que namorou a filha de Maciel, Maria Cristina, havia se apossado do cartão 24 horas da namorada para fazer saques sem autorização. Depois, sumiu de Pernambuco. De acordo com sua irmã, Alexandra, viajou para os EUA e para a Europa. Há sete anos, ele não dá notícias. Seu sumiço está com os dias contados.
Documentos da Promotoria do distrito de Nova York acusam Catão de lavar dinheiro de corrupção nos EUA. De acordo com as investigações, ele seria o administrador de uma conta de US$ 1,5 bilhão no Merrill Lynch, de Dallas, movimentada por políticos e empresários brasileiros. Ele deixou recentemente rastros na cidade de Calgary, no Canadá, onde morou por seis meses com a namorada Viviane Sperb. O casal saiu do país no dia 8 de agosto rumo a São Paulo num vôo de classe executiva. Catão comprou por US$ 5.855 as passagens na agência Atlas. Foi atendido pela brasileira Patrícia Lefebre, a quem pagou a fatura com um cheque de uma conta encerrada do Nationsbank de Dallas. “Como éramos brasileiros, tínhamos uma boa convivência, e ele me disse que administrava uma conta de políticos em Dallas”, contou ela a ISTOÉ. Após se hospedar em agosto no hotel Best Western Regent, em São Paulo, mudou-se para Santa Catarina, onde estaria trabalhando para políticos locais. Viviane retornou para a casa da família em Gramado (RS).“Ele me disse que trabalhava para os bancos e que o nome do chefe dele era Gabriel Halaban”, contou ela, que garante ter rompido o namoro com Catão.
Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr.
AlvaroTadeu
4 de março de 2016 6:22 pmLula vai preso, FHC vai para Paris. Quem doa para o iFHC?
A Direita nunca se preocupou com a corrupção, além do discurso. Sabe que em todos os lugares onde o povo está insatisfeito, a corrupção é o motor para a troca de governos. A única culpa é do PT. Foi Lula quem nomeou Barbosa. O PT não isolou Gilmar Mendes nem exigiu seu impeachment, pelo ativismo político partidário de um Ministro do STF. Botaram Paulo Lacerda para correr por exigência do Gilmar. Que o Sistema Redes de TV, rádios, grandes jornais e 3 revistas semanais apoiaria o golpe e o proporia, é óbvio. Mas não proporia se não dessem corda. Parodiando Ulysses Guimarães, a imprensa jamais pularia na piscina antes de verificar se havia água. Maior corrupção do que a privatizada Vale, que destruiu Mariana, o Rio Doce e a vida de dezenas de milhares de pessoas, que de um dia para o outro não tinham casa, emprego, renda ou mesmo feijão para botar na panela. Os “cuidados” com a barragem de terra que foram dispensados pela SAMARCO, subsidiária da Vale, s~´ao uma amostra de como a Direita se preocupa com o povo deste país. Muita gente do PT correu atrás de cargos, em vez de correr atrás da militância e fazer-lhe propostas. Aceitou Delcidios, que foi deputado federal pelo PSDB, aceitou aquele governador de Rondônia que quase foi preso. Só se livrou da cadeia porque desfiliou-se do PT. E assim, tocaram a bola. Quando Lula assumiu, um professor da Escola Politécnica da USP, nomeado para uma das diretorias da Pewtrobras advertiu-o que a roubalheira na empresa era intensa e que deveria haver uma investigação rigorosa, onde dezenas de tucanos de alta plumagem e altas responsabilidades na corrupção seriam presas. Lula alegou que isso paralisaria o país, que deveriam tocar o barco para frente, esquecer o passado, etc. e tal. Deu no que deu.
Josias Pires
4 de março de 2016 6:35 pmPaulo Lacerda
Se Lula tivesse deixado Paulo Lacerda trabalhar a máfia de Daniel Dantas e do PSDB seria desmontada. Lula preferiu defenestrar Paulo Lacerda e manter intacta os esquemas podres … é uma merda chegarmos a esse ponto e é muito fácil jogar toda a culpa nos golpistas da mídia, do MPF, da PF, do Judiciário e da política de direita. Se tivessem levado a ética para a política, como todos esperavamos, nada disso estaria ocorrendo. Outra coisa: infelizmente botamos na presidencia uma candidata escolhida pelo marqueteiro João Santana, que foi eficiente para ganhar a eleição com discurso de esquerda e no dia seguinte nos impôs um programa de direita. Muita merda!!
peterson silva
4 de março de 2016 6:30 pmo objetivo é o pre-sal
o que é justiça senão a balança da equidade, senão a neutralidade e a imparcialidade, senão o equilíbrio e a ferramenta de melhoria da sociedade, o que vemos é justiça ou perseguição? crimes iguais tratamentos diferentes, acontecimentos obtusos, delações que vazam na mídia como se para mídia fossem feitas, delatores de delatam um script montado para que o ciclo se repita, não se faz justiça com ódio, com incitação, caminhamos a passos largos para a obscuridade de pensamentos retrógrados, aplaudido e ovacionados como vejo os Bolsonaros declamarem, existe uma legião de imbecis sendo formados e pior, se acham os novos revolucionários, o Brasil perde sua democracia para um bando de revoltado que elegeu um bando de deputado ruim mas eles não se culpam pelo que está aí não, eles culpam o governo que enfraqueceram, enquanto isso cunhas riem disso tudo, este sim com provas reais em contas suíças e não pedalinhos ou usufruto de sítios, antiético no máximo, Vejam que ridículo este país se tornou, comemoram a justiça parcial, isso não resolve o problema da corrupção, mas emplaca o da manipulação. O pré-sal vale 10 trilhões de dólares e a Petrobras é a única empresa que tem competência em explora-lo, a lava-jato ja ocasionou a demissão de 200 mil pais de família, será isso sinal de competência? então aqueles que comemoram devem abrir os olhos, ninguém está em busca de limpeza ética não, eles querem doar o pre-sal pelo simples fato de que não tem como segurar o barril de petroleo a preços baixos até 2018. Entendendo isso você entenderá tudo.
H66
4 de março de 2016 6:31 pmO chefe
O chefe do golpe é só um: a família marinho, o resto é pau mandado. alías é a terceira vez que a globo dá golpe.
Pergunto: que poder tem esta família?
O pt devia pedir a quebra da concessão da globo, total. Já. Movimentação popular contra a globo. O globo ou a democracia, escolhanmos.
É só a globo, o resto é carneirinho.
emerson57
4 de março de 2016 7:05 pmplim plim
con-cor-do, senhores!
Grande equivoco da Dilma receber filhote de marinho no palácio.
A globobo representa e estimula o atraso.
Não assisto desde que inventaram tv a cabo.
Nem a pau!
Edna Baker
4 de março de 2016 7:14 pmNem eu. mas, tem um bando de
Nem eu. mas, tem um bando de “ignorantes” que assisti. Fazer o que?
José Carlos Lima...
4 de março de 2016 6:35 pmEssa seletividade não é a primeira
Um ex-presidente – Lula – no auge do seu prestígio se descuidando, ao aceitar os mesmos mimos que empresas ofereceram ao seu antecessor, FHC.
Essa lógica do “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço” se repetiu no caso do escândalo do “mensalão”, quando todos os partidos fizeram caixa 2 mas somente o PT se ferrou, o Azeredo e outras dezenas de tucanos que tiveram seus nomes excluidos da ação do mensalão tucano sem que a população nem ao menos tivesse ficado sabendo quem foram eles.
O mesmo se repetiu no caso do “petrolão”, quando desta vez foi o caixa 1 do PT que foi criminalizado quando se sabe que o PSDB recebeu das empreiteiras da Lava Jato tanto quanto o PT recebeu e mais:
No mensalão tucano o PSDB, ao contrário do PT, desviou recursos públicos para o esquema e, no caso do “petrolão”, o Aécio ocultou doações que recebeu.
Enfim, a questão dos institutotos Lula e FHC são apenas mais um exemplo dessa absurda seletividade do conluio midiático-penal
Ugo
4 de março de 2016 6:37 pmestes são peixes pequenos, quem manda de verdade?
E estas sinistras e minúsculas autoridades rebem as ordens de quem?
Lionel Rupaud
4 de março de 2016 6:38 pmLi o post, depois li as entrelinhas,
onde está claro que Janot e Cardozo foram os operadores do golpe mediático-juridico.
Quem nomeou e re-nomeou Janot, e quem nomeou e re-nomeou Cardozo?
Sra. Dilma Roussef, tenho que admitir que a partir de hoje 04/03/2016, o seu futuro não me interessa. Me inclui fora de qualquer defesa do seu “governo”.
Vou cuidar do futuro do pais. Vou defender o Lula. mas não a Sra..
Fim.
Luiz Eduardo Brandão
4 de março de 2016 10:44 pmCrise, teu nome é Dilma
Ela é a responsável pela omissão do governo, no primeiro mandato pelo desprezo à comunicação, uma obrigação de todo presidente. E é responsável também por criar as condições políticas para que o golpismo se desenvolvesse com tamanha amplitude, ao conduzir o país para essa crise econômica que estamos vivendo. A crise mundial dá sua contribuição, claro, mas a contribuição maior para este quase caos é exclusivamente da presidenta.
naldo
4 de março de 2016 6:39 pmNa parte do judiciario nem
Na parte do judiciario nem precisa pensar muito, são os tribunais superiores, que alem de não fazerem o seu trabalho direito ainda querem morrer no cargo, quanto ao cardoso, é a Dilma, que inexplicavelmente o manteve e o fez cair para cima.
Maria Rita
4 de março de 2016 6:42 pmNossa meta agora é a defesa
Nossa meta agora é a defesa de Lula e da democracia. Vamos impedir, sim, o impeachment. Apenas, com uma ressalva, dIlma: Quem nos incentivou a eleger um poste, foi Lula. Se você ainda não viu a luz, problema agora é todo seu. Vai terminar como um Sarney da vida. Ou não….
j.marcelo
4 de março de 2016 6:44 pmGente ví o vídeo do Lula
Gente ví o vídeo do Lula depois q prestou depoimento na PF no aeroporto de Congonhas
Ele discursando todo “Republicanista” calmo,sei q tem q ter controle emocional
mas acabaram de f… ele e ele deste jeito,deve ser a idade ou Lula mudou,tá “meio mauricinho”!!
Mas prefiro ficar com a opção de ele estar ainda “anestesiado”com tudo q lhe ocorreu
Impressionante a má vontade com este grande homem por parte da imprensa,Judiciário e polícia!!!
Celso Carvalho
4 de março de 2016 7:20 pmNeste final de semana e no
Neste final de semana e no decorrer da semana que vem ainda teremos fortes emoções. A convocação coercitiva para depoimento de Lula serve acuar os membros do STF a partir de agora (imprensa e manifestantes pagos ou otários). Ministros do STF sofrerão todos os constrangimentos possíveis, principalmente aqueles que não estão participando do show de Moro e mandantes. Vamos ver quem tem colhões e caráter. Daquela dupla sertaneja do STF (GI e SÉ) já sabemos o que esperar .
Sérgio T.
4 de março de 2016 7:23 pmPara mim está claríssimo que
Para mim está claríssimo que Lula será preso ao fim do processo, pois as empreiteiras investigadas na “Vaza a Jato” são depositárias de recursos ao Instituto Lula. Não importa se elas fazem obras e carreiam dinheiro para o PSDB e outros, esse fato será solenemente ignorado pelos quinta coluna do judiciário.
A muito tempo eu já percebi como funciona a lógica desse processo. Moro e a PF não são bobos, estão só “cozinhando o galo”, preparando o terreno para o “grand finale”. O objetivo é enterrar todos, Lula, o (des)governo Dilma e o PT inteiro… Todos criminalizados e com vários quadros petistas presos… E o PT “boiou” por causa da manutenção do poder, o qual de fato ele não possui. Conheço muito militante que ocupou carguinhos, não mudou nada na estrutura da Petrobras, se locupletou, deixou o padrão cair, e ainda se achou grande coisa…
Por outro lado, o PSDB e seus apoiadores internacionais simplesmente TÊM que retornar ao poder! Assange e seu Wikileaks já haviam vaticinado isso… Adeus tecnologia brasileira, as empresas nacionais só terão um caminho, vender tudo ao capital internacional e deixar que eles administrem.
Sérgio T.
4 de março de 2016 7:54 pmEu estou com a pulga atrás da
Eu estou com a pulga atrás da orelha desde o episódio do Paulo Lacerda/ABIN/grampo do Gilmar… Ali eu percebi que o PT sofria de limitações de poder. E também foi ali que a PF e o MPF “sacaram” que poderiam fazer o que quisessem…
j.marcelo
4 de março de 2016 9:00 pmExatamente Sergio t. No
Exatamente Sergio t. No episódio do Paulo Lacerda é q ficou “mágoas” com Lula e cia…por parte da PF!
Lula acabou afastando-o e Gilmar e PF no mínimo pensaram “quem é esse torneiro mecânico para interferir
nesta operação” Inclusive o Nassif já fez um artigo aqui sobre este fato!!!!
Hélio Jorge Cordeiro
4 de março de 2016 7:40 pmlula alertou que não bateram
lula alertou que não bateram na cabeça da jaraca, no rabo! Então, aguentem ou usem perneiras!
Ana Genioli
4 de março de 2016 7:48 pmFaltou um, quer dizer uma
E quem escolheu o Ministro da Justiça foi a Dilma, a maestrina mor.
Jair Fonseca
4 de março de 2016 7:50 pmA Globo apresenta a mansão em Paraty!
Que legal é a TV ao vivo!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=yGsza0DEMhc%5D
Allex
4 de março de 2016 8:03 pmChega de ficar teorizando,
Chega de ficar teorizando, tentanto decodificar cada peça do jogo. O essencial já está claro, o resto não importa. É meio dia. Sol a pino. Hora de agir.
Fr@ncisco
5 de março de 2016 7:52 amÉ A Globo…
E o inimigo a ser abatido, o foco em que concentrar, é a GLOBO. Anulou a Globo o resto desmancha-se no ar, se o governo Dilma governar e fizer sua parte, a começar em comunicar-se com o povo brasileiro.
Passou da hora de acordar.
ohallot
4 de março de 2016 8:19 pmFogo amigo
Tenho há tempos a sensação que todo escandalo politico é primordialmente armado e sustentado pelo fogo amigo dentro dos partidos.
Aécio só apanha do Serra, Lula agora apanha do Cardozo e da Madame. Temer apanha do Cunha, Cunha apanha do Piciani…
Ô loko.
E a esquerda, quanto mais apanha, mais desanda a escrever….
JoaoMineirim
4 de março de 2016 8:25 pmE o silêncio do STF é o que
E o silêncio do STF é o que mais me preocupa. Será que o Moro subordinou toda a Corte ?
Vânia
4 de março de 2016 8:43 pmAté o Brutus!
MÔNICA BERGAMO
Ministro do STF diz que decisão de Moro foi ‘ato de força’ que atropela regras
http://m.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/03/1746433-ministro-do-stf-diz-que-decisao-de-moro-foi-ato-de-forca-que-atropela-regras.shtml
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello fez críticas contundentes à decisão do juiz Sergio Moro de conduzir coercitivamente o ex-presidente Lula para depoimento.
“Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”, afirma ele.
Pedro Ladeira – 19.mar.2014/Folhapress
O ministro do STF Marco Aurélio Mello
O ministro diz que “precisamos colocar os pingos nos ‘is’. Vamos consertar o Brasil. Mas não vamos atropelar. O atropelamento não conduz a coisa alguma. Só gera incerteza jurídica para todos os cidadãos. Amanhã constroem um paredão na praça dos Três Poderes.”
A Folha conversou com outro magistrado do STF que concorda com a opinião de Mello, embora prefira não se manifestar publicamente.
Mello ironiza o argumento de Moro e dos procuradores de que a medida foi tomada para assegurar a segurança de Lula.
“Será que ele [Lula] queria essa proteção? Eu acredito que na verdade esse argumento foi dado para justificar um ato de força”, segue o magistrado. “Isso implica em retrocesso, e não em avanço.”
O fato de se tratar de um ex-presidente agravaria a situação, segundo ele.
Para Mello, o juiz Moro “estabelece o critério dele, de plantão”, o que seria um risco. “Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros.”
O ministro afirma ainda: “Se pretenderem me ouvir, vão me conduzir debaixo de vara? Se quiserem te ouvir, vão fazer a mesma coisa? Conosco e com qualquer cidadão?”
Ele segue: “O chicote muda de mão. Não se avança atropelando regras básicas”.
JoaoMineirim
4 de março de 2016 11:57 pmEle é o único que faz alguma
Ele é o único que faz alguma critica à lavajato. Os outros estão escondidos debaixo da capa, como medo de falar e sair matéria de colunista de revista dizendo que o “Ministro nomeado pelo PT” está querendo defender sua chefia.
Orlando Soares Varêda
4 de março de 2016 8:54 pmOS HOMENS QUE MANIPULAM
OS HOMENS QUE MANIPULAM OS MAMULENGOS FORAM ACIONADOS PARA LIBERAR OS CACHORROS?
O fascista de toga Sérgio Moro, é o escalado para reeditar o golpe de 1964. Daquela feita coube ao general Mourão Filho, antigo golpista filiado a Ação Integralista de Plínio Salgado e autor do “Plano Cohen.” Depois, torna-se conhecido como “Vaca Fardada.”. Quando o general se precipita colocando os cachorros do golpe na rua antecipando em um dia o calendário da patranha. Assim, o golpe contra João Goulart entra para os livros do Primeiro Grau sob o epíteto desmoralizante de abrilada. Destrambelhado, a Vaca Fardada mais uma vez mijou fora do penico. Mas, deixou admiradores e seguidores.
Ao que parece o pessoal de Washington liberou seus agentes locais para reaplicar no Brasil, a experiência do golpe paraguaio. Sabemos todos que os patrocinadores de golpe na America latina, ora entendem que expor tanques e armas pesadas nas ruas, produz imagens contraproducentes nas redes sociais. Imagens de fardados de verde-oliva armados até os dentes, internamente, até são cabíveis. Todavia, para exportação, reconhecem, são rejeitadas e malvistas no mercado externo. Daí, a preferência por imagens de homens sisudos em cadeiras de espaldar alto, vomitando aparente erudição e notório saber. Mesmo sendo tudo isso uma rematada fraude. Fotografa bem. Os panos pretos esvoaçantes das ridículas togas pretas, ajuda a vender melhor o golpe se torna assim, melhor negociado na bolsa de Nova Iorque.
Esta modalidade golpista foi recentemente experimentada no Paraguai. Washington, ao que parece, gostou. Dai, que um juizeco de fundo de quintal Dr. Moro é designado a desempenhar papel similar, ao desempenhado pelo Mourão Filho, agora, repaginado e adaptado, aos novos tempos dominado pela aparência da imagem devidamente retocada, recortada, e retorcida pelas empresas de comunicações.
Orlando
Caetano Scannavino
4 de março de 2016 9:35 pmE ainda tem o Moto-contínuo das delações super premiadas
A delação PREMIADA Made in Brazil: assuma uma cargo público e roube tudo que puder. Enquanto isso, use parte do $ para comprar uma casa bem confortável (piscina, salão de festas, telão de cinema,…). Se for pego, será preso, mas não se preocupe. É só delatar, mas nem tudo, nem todos, e nem todas as suas contas no exterior. Basta adequar sua estória a algumas memórias documentadas, já que qq coisa pode servir como prova (agenda de reuniões, imagens de câmara de segurança, …). Feito isso, será imediatamente solto. Na pior das hipóteses, ficará obrigado apenas a passar um tempo (não muito) nessa sua bela casa, em prisão domiciliar. E o melhor: ao invés de vilão, qdo já puder voltar para as ruas, será visto como herói da nação.
Sidnei Brito
4 de março de 2016 9:50 pmDistribuição
Tal processo poderia ser distribuído para outra Vara Federal de Curitiba, não?
Foi muita sorte ele ter sido distribuído “por sorteio” justo para o Moro, não? Um juiz que esperava avidamente uma “mãos limpas”…
Alguém já se interessou por isso?
Orlando Soares Varêda
5 de março de 2016 4:02 pmCaro Sídnei Brito, por
Caro Sídnei Brito, por acaso essa e demais Varas, seja de Curitipa, Propinópolis, ou da Tucanolândia. Nenhum desses merecem a menor confiança. Se os cara vendem até senteças, imagine as trapaças que cometem e não chegam ao conhecimento público. Para tal, as tais associações, digo, coorporações da classe se engarregam de abafar.
Orlando
Edú Pessoa
4 de março de 2016 10:33 pmA Operação Mãos Limpas (em
A Operação Mãos Limpas (em italiano, Mani Pulite) tem diferenças e semelhanças com a Lava Jato brasileira, embora ambas tenham sido criadas com o intuito de desestabilizar a política dos dois países – Itália e Brasil – criando um novo arranjo político-institucional.
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DI PIETRO E MORO
Di Pietro e Moro são os concurseiros com a cara do golpismo moderno. Di Pietro estudou Direito na Universidade dos Estudos de Milão e em 1981 se tornou juiz da comarca de Bergamo (região norte da Itália), após aprovação em concurso público.
Quatorze anos depois, Moro, hoje o titular da Lava Jato, também se forma em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, fundada por seu pai, Dalton Moro, e se torna juiz federal da 4ª região (Paraná) em 1996, após aprovação em concurso público de 4 fases.
ORIGEM DA MÃOS LIMPAS
A Mãos Limpas começou na cidade de Milão, nos anos 90, com 4 juízes e 2 procuradores atuando na operação. O juiz titular da Operação era Antonio Di Pietro. Coincidência (ou não) o juiz titular da Operação Lava Jato também tem um sobrenome de origem italiana: Sergio Moro.
Mãos Limpas seria um prosseguimento da investigação contra o Banco Ambrosiano, instituição financeira privada criada por padres italianos, acusada de realizar operações ilegais da Loja Maçônica P2, do Banco do Vaticano e da máfia. As operações ilegais do banco podem estar por trás da estranha morte do Papa João Paulo I (que queria aprofundar as investigações nas finanças do Banco do Vaticano).
O banco também foi usado pelos norte-americanos contra o Contras da Nicarágua e o Sindicato Solidariedade da Polônia, como forma de patrocinar conflitos e golpes nesses países (em virtude da ascensão dos governos de esquerda e a “guerra” contra o comunismo).
SEMELHANÇA DO AMBROSIO COM O BANESTADO
Muito parecido com o Ambrosio é o caso do Banestado, banco público paranaense (depois privatizado no governo FHC), usado para lavar dinheiro e levar recursos para paraísos fiscais. Moro também foi o juiz responsável pela operação judicial que investigava a ida ilegal de dinheiro para o exterior, através das contas CC5. Os recursos ilegais foram fruto das privatizações e acordos espúrios, ocorridas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique.
A CAÇA A NOMES NACIONALISTAS
Enquanto hoje, Moro caça Odebrecht, Pessoa e outros nomes da engenharia nacional, Di Pietro, no seu tempo, prendeu o engenheiro e membro do Partido Socialista Italiano (PSI), Mario Chiesa. Chiesa, preso e torturado por Di Pietro, revelou um suposto esquema de uso de contas na suiça para desvio de recursos públicos.
É ou não é a cara da história do Triplex do Lula e do suposto uso de “offshores” pelo ex-presidente?
Falando em Triplex, a operação italiana também representou uma verdadeira caçada a líderes de esquerda em todo o país, incluindo Bettino Craxi, líder do PSI. O PSI ganhou eleições importantes, como as de Roma e vinha crescendo na preferêcia do eleitorado.
É possível traçar (guardadas as proporções entre os sistemas político-eleitorais italiano e brasileiro) um paralelo com a ascensão do PT após 2003, cujas vitórias sucessivas culminaram em um conjunto de ações midiáticas e judiciais para tirá-lo do poder.
A caçada da Mãos Limpas contra Craxi (que morreu durante as investigações) é a mesma que fazem hoje contra Lula, perseguido politicamente por Moro et caterva de forma implacável.
DI PIETRO, MORO E A OPINIÃO PÚBLICA
O apoio da imprensa foi fundamental para que a população italiana apoiasse as ações guiadas de Di Pietro. Prova disso foram as pesquisas de sondagem, feitas durante a operação, que mostravam o juiz com mais de 80% de aprovação, o que pavimentou seu caminho para a política. Recebeu tratamento da mídia italiana e da opinião pública de “herói”, com direito a cartazes, faixas penduradas nas sacadas dos prédios e até “brindes”.
Mais uma vez podemos traçar um paralelo com Moro, alçado pela opinião pública nacional e internacional, com apoio da velha mídia brasileira (e da mídia norte-americana), à condição de herói. Uma publicação norte-americana retrata Moro com a roupa dos “caça fantasmas”, sugerindo seu “combate à corrupção”. PHA mostrou que a revista tem FHC no conselho editorial, mas a mídia tupiniquim escondeu esse (importante) detalhe.
No Brasil, Moro é admirado pela velha mídia e pelos coxinhas. Da Globo, recebeu o prêmio “Faz a Diferença”, prêmio também recebido por Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, pelos serviços prestados à Casa Grande. Dos coxinhas, recebe flores, tira fotos e posa de “popstar” nos poucos lugares em que apareceu publicamente. E não só: usa palestras, mobilizando a classe média para legitimar o golpe institucional via Judiciário.
AS ESTATAIS DE PETRÓLEO
Muito se fala do rearranjo político, promovido pela Mãos Limpas (Di Pietro largou a magistratura para se dedicar a política e fundar um partido), mas pouco se fala das consequências dessa operação para a estatal de petróleo daquele país: a AGIP. Criada em 1953 (mesmo ano da Petrobrás), a AGIP (sigla para Azienda Generale Italiana Petroli ou Empresa Pública Italiana de Petróleo) era uma estatal do ramo do petróleo, com capital 100% público e controlada pelo governo italiano.
O envolvimento da estatal na operação, supostamente usada para desviar recursos para financiamento ilícito de partidos políticos, acabou gerando como consequência política sua privatização, em 1995, adquirida pelo grupo ENI, da qual manteve apenas o antigo logotipo (o cão com 6 patas que cospe fogo sob o fundo amarelo e letras na cor preta).
A Petrobrás, do mesmo ano da AGIP, também foi alvo de ações semelhantes na Lava Jato, ao ter sido colocado no olho do furacão, acusada de ser usada para financiar campanhas eleitorais de Dilma Rousseff, através da irrigação em contas dos empreiteiros nacionais.
As acusações envolvendo a estatal brasileira vão além de um mero combate à corrupção, mas servem de base para ações contra o PT no TSE, promovidas pelo PSDB, e álibi para justificar sua privatização. É comum ouvir da boca de parlamentaristas oposicionistas de que a Petrobrás está sob “má gestão”, “corrupção”, “rapina”, etc.
Qualquer semelhança com a AGIP não é mera coincidência…
OS EUA E OS PARTIDOS DE ESQUERDA
A guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética (atual Rússia) nos anos 50-80, foi o pano de fundo para uma caça a partidos e líderes identificados com as ideias de esquerda.
A Mãos Limpas isentou o Partido Comunista Italiano (PCI). O partido capitalizou politicamente com a Mãos Limpas e vários de seus líderes aproveitaram a investigação para blindar do sentimento anticomunista, garantido assim apoio popular com a veiculação de discursos e trechos de seus líderes, a favor da investigação (um pouco como o que o PSDB faz hoje com a Lava Jato).
Prova disso é que o PCI, anos 70, foi considerado o maior partido de esquerda da Europa. Dentro da Itália, fez contraponto à Democracia Cristã, principal força política do país até então.
Com uma visão próxima da social-democracia (hoje praticada pelo PT), Enrico Berlinguer, então presidente do partido, propôs um “compromisso histórico” dos comunistas com os cristãos, a fim de unir o país. Mas o acordo acabou não se concretizando, por causa da morte do líder cristão e ex-primeiro ministro Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas.
E onde os EUA entram nisso? Ora, a morte de Moro pelos Brigadas Vermelhas foi patrocinada pelos EUA, através de grupos clandestinos situados na OTAN, chamados “Stay Behind”. Na itália o nome do grupo era Gladio, supervisionado pela CIA. A morte de Moro foi exatamente impedir a ascensão e a vitória dos comunistas no poder.
No Brasil, a coisa anda de um jeito diferente: a Lava Jato não é capitalizada pelo partido de esquerda no governo, o PT, mas sim pela oposição, capitaneada pelo PSDB e que sofre com a falta de propostas, militância política e votos e identificação dos eleitores (principalmente os mais humildes) com suas plataformas privatizantes.
Contudo, o objetivo da Lava Jato é o mesmo da morte de Aldo: enfraquecer o PT no poder e minar qualquer possibilidade de união entre as forças antagônicas nacionais, fortalecimento da soberania nacional e crescimento do nosso processo econômico.
As pegadas norte-americanas apareceram através de investigação de blogueiros, mostrando a relação entre empresas donas do Triplex em Parati com a Monsak Fonsesa, offshore que financia golpes e atentados terroristas no mundo todo, sob coordenação do governo norte-americano.
O RESULTADO POLÍTICO DA MÃOS LIMPAS E AS LIÇÕES DA LAVA JATO
Não sabemos ainda as consequências da Lava Jato para o futuro do país, mas alguns indícios mostram que ela produziu efeitos catastróficos na economia: queda do PIB, redução dos contratos de grandes obras, desemprego nas áreas de engenharia pesada, entre outros. Na Operação Mãos Limpas, uma das principais consequências foi a pavimentação da carreira política de Di Pietro.
Em 1997, abandonou de vez a magistratura e assume a carreira política. Primeiro pelo centro, mas recebeu convites da direita (como do empresário e político Silvio Berlusconi). Três anos depois, DI Pietro funda o “Itália de Valores”, classificado como um partido autônomo, com orientação “nem de esquerda, nem de direita”.
Estranho, mas a Rede me lembra muito esse Itália de Valores?
Não sabemos ainda se Moro irá galgar carreira política após a Lava Jato. O fato concreto é que além da privatização da estatal de petróleo, a Mãos Limpas acabou rachando politicamente o país. Hoje, os italianos amargam PIBs negativos, como resultado da vinculação à política neoliberal norte-americana, muito fruto desse racha e do enfraquecimento de suas estatais, por força da operação judicial.
A lição para a Lava Jato é a seguinte: sair do ciclo vicioso requer diálogo e consenso para superar a crise política e econômica. Com a prisão de Lula hoje, será que o Moro ajudou a “rachar” o país, como a morte do outro Moro, o ex-premier italiano?
A conferir…
César A. Ferreira
5 de março de 2016 3:12 amCaro Sr. Edú Pessoa
Caro Sr. Edú Pessoa, por acaso permitiria a reprodução deste seu comentário em um blog?
Att.
Ze Guimarães
4 de março de 2016 10:57 pmO verdadeiro Maestro
O verdadeiro Maestro, foi Dilma. Podia ter tirado Cardozo, mas não tirou. Podia ter tirado Janot, e não tirou. Dilma é uma tucana.
altamiro souza
4 de março de 2016 11:28 pmas maestrinas do golpe e
as maestrinas do golpe e desses interesses do golpé são as grandes empresa
inrernacionais que mandam no mundo – aquelas 140 enunciadas
recentemente pelo professor ladislau dowbor…
portanto, waal street e cia….pentágono e o escambau. via globo e
a grande mídia conluiados, por sua vez, com o o et caterva que a gente fala tanto por aqui…
JoaoMineirim
5 de março de 2016 12:02 am(Sem título)
Fernando Lamanna
5 de março de 2016 12:12 amMas que mimos de empreiteira
Mas que mimos de empreiteira o Lula aceitou, Nassif ? Até agora, só ilações.
Felipe@
5 de março de 2016 12:14 amNo frigir dos ovos, o MJ
No frigir dos ovos, o MJ enganou a todos, ou a quase todos.
Cara de bobo, jeito de bobo…republicanismo, fortalecimento das instituições…
Golpista safado, mais do que todos os outros; uma víbora.
Tudo por vingança, pois o Lula lhe aparou as asinhas lá atrás, assim como fez com o Mercadante. Nunca confiou nos dois.
Qual é/foi a dupla de confiança de Dilma???
Não esperem reação dela. Cardozo continuará na AGU, como Sabotador Geral da União.
Goren
5 de março de 2016 1:19 amPosso ter entendido errado e
Posso ter entendido errado e gostaria que me corrigissem se o fiz. Pelo que entendi do Nassif, Jose Eduardo Cardozo ficou no cargo apenas para a lava-jato atingir seu fim: Lula. É isso?
E dilma nessa historia? Enganada ou traidora do lula?
Messias Franca de Macedo
5 de março de 2016 2:01 amMAIS UMA VEZ ATENÇÃO
MAIS UMA VEZ ATENÇÃO BRASIL DO BEM ### JN promove massacre contra Lula: a guerra total da Globo pra exterminar a esquerda Por conspícuo e impávido jornalista Rodrigo Vianna 04/03/2016 A Globo, nesta quinta-feira, dobrou a aposta. O alvo é Lula, depois Dilma. E por fim o PT. Cercados, a esquerda e os movimentos sociais começam a travar uma espécie de batalha de Leningrado no Brasil. (…)João Roberto Marinho está possesso porque a filha dele foi exposta na internet: blogueiros descobriram as peripécias do ex-marido de Paula Marinho e divulgaram até endereços da família bilionária. O capataz dos Marinho, Ali Kamel, deu então o troco no JN: expôs a família Lula, de novo. Com as expressões deformadas…Mas não interessa tanto contar em detalhes o que foi o JN. A ideia desse texto é outra: alertar que a edição do Jornal Nacional cumpre uma dupla tarefa. Primeiro, preparar o terreno para nova operação da PF (agora centrada em Lula) que deve acontecer nos próximos dias. Um observador experimentado da política carioca me disse: os Marinho não promoveriam esse massacre, se não soubessem que o ataque é apenas parte de uma escalada maior. Portanto, estamos já numa escalada sem volta.Em segundo lugar, o JN cumpre a tarefa de reunir a oposição e dar o grito de guerra: “avancem! e sejam rápidos”.(…)O que pode acontecer?“A sensação de cerco às vezes faz milagre na política”, disse um amigo que também gosta de metáforas bélicas. O cerco ao lulismo ficou mais forte hoje: há uma espécie de batalha de Leningrado em curso.Os que se defendem parecem fracos e sem munição, como se sentiam os soviéticos diante do avanço nazista. Mas, a favor da turma que defendia Leningrado, havia um fator imponderável: sabiam que deviam resistir até o último homem, casa a casa.A esquerda no Brasil (com todos seus defeitos, com todas as limitações do que foi o PT nos últimos anos) trava, a partir de agora, sua batalha de Leningrado.Lula também está cercado. E decidiu lutar. Não é pouco. FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/jn-promove-massacre-contra-lula-a-guerra-total-da-globo-pra-exterminar-o-pt/
Sea of Shit
5 de março de 2016 2:40 amE não pensem q a 24a operação “Fiasco” vai frear os justiçopatas
Eles não se preocupam em passar ridículo … Quanto mais tumulto, caos, anticlima, antiemoção, melhor!
O objetivo é quebrar a vara, não dobrar. É obter ruptura!
Nisso (e só nisso), sabemos há muito que eles são “bons”!
Não duvidem que no meio de um absurdo eles cometam outro maior ainda (ex: prender Lula depois de amanhã!)
O supreendente, inesperado, inacreditável mesmo, faz parte da estratégia deles!
Portanto nem pensem em relaxar!
Severino Januário
5 de março de 2016 3:21 amBem,hoje é universalmente
Bem,hoje é universalmente aceita a compreensão de que a operação Mãos Limpas foi uma operação engendrada por organizações americanas para dobrar a velha e insurreta Itália do pós guerra. Uma Itália insurreta que gerou, entre outras coisas, o incomparável neo-realismo cinematográfico italiano, um patrimônio cultural inestimável da Humanidade. Todos os países europeus estavam submetidos, e a França também estava, embora com repentes de uma falsa independência, mas a Itália não estava. O tipo de dominação que eles queriam para a Itália era o tipo de dominação que consiste em tentar fazer crer aos dominados que são fervorosos parceiros, e não servos.
Para o triunfo completo do americanismo na Europa, era preciso acabar com a rebeldia política italiana, que toda semana enchia as páginas dos jornais do mundo inteiro com notícias e mais notícias italianas. Organizações políticas de esquerda, até violentas, surgiam do nada e agiam naquele pais, dando azo a contra-ataques ideológicos oficiais. A insubmissão italiana, não a radical, mas a institucional, contaminava toda a Europa com orgulhos nacionalistas e esquerdistas. Dobrar a Itália era necessário para exercer o domínio total da Europa Ocidental pelos Estados Unidos. Houve mortes.
Como se sabe, a corrupção, que é nada mais é que a ação acima – ou abaixo – das instituições para enriquecimento de pessoas ou grupos, está presente em todas as sociedades humanas e, com a complexidade das sociedades, ela também se sofistica e se complexifica, sendo que na Itália também ela ficara superlativa com a presença da poderosa Máfia. E de fato a Mãos Limpas, a partir do suposto combate à corrupção, o que conseguiu acabar foi não com a Máfia, mas com aquilo que realmente ocultamente estava destinada a acabar: A pujante vida política da Itália, levando aquele país à mais rasteira mediocridade política, subalterna e inofensiva aos propósitos dos EUA, com a posterior dominação plena e submissão de todo o continente europeu ocidental. Foi muita cooisa, foi mais que uma guerra. E foi aí, e não no pós guerra, que a Europa se ajoelhou diante dos Estados Unidos.
Na Itália pós-Mãos Limpas, a vida política que sobreviveu ao ataque judicial foi uma espécie de gigantesco baixo-clero vegetativo, culminando com a eleição e sucessivas reeleições de um primeiro ministro que era a verdade uma espécie de Silvio Santos, guardadas as proporções. A esquerda foi completamente destruída, com o grande Partido Comunista Italiano ficando reduzido a uma espécie de PPS insignificante. Na época, inclusive, houve no Brasil de fato o lançamento da candidatura Sílvio Santos à presidência, com uma grande reportagem da BBC salientando o inusitado da mesma.
E, prova definitiva de que o alvo da Mãos Limpas não era a corrupção em si mas sim a política, aconteceu que depois dela a Itália nada ganhou com respeito ao combate à corrupção, porque hoje a Máfia está mais viva e atuante do que nunca naquele país. Basta ver as estatísticas. E hoje a Máfia se beneficia da estrutura medíocre e rebaixada da vida política quase morta que restou, que não tem, como já teve, nem poder nem vontade alguma para denunciá-la e combatê-la.
EDepois disso, é preciso entender que no Brasil se tenta a repetição daquela fórmula destrutiva que acabou com a grande Itália. Através da Lava Jato, sim, através dela mesma. Sob a certeza americana já expressa muitas vezes, de que “para onde for o Brasil, irá a América Latina”. Há, ligada à Lava Jato, uma pretensão de restauração do domínio pleno dos EUA sobre toda a América Latina, domínio que tenta renascer depois do advento vibrante dos governos que vieram como reação ao triste fim das ditaduras patrocinadas exatamente pelos próprios Estados Unidos.
Ninguém mais tem o direito e se enganar com a face benevolente e as palavras escolhidas do procurador que finge que não é político .
Devemos considerar, entretanto, que as fórmulas erram quando transplantadas para situações diferentes. E o Brasil de hoje não é a Itália de ontem. Mesmo que o bucólico interior do Paraná se assemelhe a ela.
Este é o aspecto geopolítico que não se deve de modo algum esquecer, quando se discute as minúcias operativas do golpe em andamento. Neste desdobramento não há brasilidade. Quando se vê o desembaraço de um juiz interiorano que age com a empáfia de um feitor que só obedece a um poderoso barão de antigamente, nos revoltamos. Um juiz que se deslumbrou com o treinamento que recebeu do Departamento de Estado dos Estados Unidos, como uma criança da periferia global que se deslumbra indelevelmente com uma passagem demorada pela Disneylândia, aliás hoje totalmente superada, e que deveria ser substituída por uma Simpsonlândia ou Bobespongilândia.
O Golpe em andamento não é uma operação qualquer de sufocante ataque a uma republiqueta. Porque se a base de massa do golpe, que chamam de coxinhas, não sabe, a cúpula golpista sabe muito bem que o Brasil é muito mais do que isso.
Maria Silva
5 de março de 2016 4:16 ammeu deus, não sobrou nada?
Nassif. Você tem muito apreço pelo MPF. Eu não tenho nenhum. É a instituição mais tacanha, desonesta e fascista que esse pais já produziu. Profissionalismo, zelo pela carreira, uma ova … Aquele procurador barbicha de bode, é figurinha carimbada da Privataria Tucana e do caso banestado. Fez de tudo pra evitar que as investigações. É um poço de paranoia e cinismo. O Daltan Delagnol ( não sei o nome dessa coisa) é um fanatico religioso que vive nos cultos evangelicos fazendo palestra e passando abaixo- assinados para seus projetos neo fascistas. É uma instituição aparelhada que faz politica como se fosse um partido. O PGR é só uma consequencia, uma maçã podre, retirada de um cesto de maçãs podres. E o Cardozo? Não precisa dizer nada. É um canalha carrerista que trepa com uma reporter aecista e joga dos dois lados. Duas caras. Mafioso e chantagista.
Alexandre Weber - Santos -SP
5 de março de 2016 1:29 pmO Brasil que trabalha X Corporativismo parasita
A Google vai decidir esta no mole e ninguém vai nem perceber. As corporações venceram sem lutar.
https://jornalggn.com.br/comment/859381#comment-859381
Acorda, Brasil !
Marco Abi
5 de março de 2016 1:30 pmRicardo Noblat lambendo botas dos militares
Hoje, 05 de Março de 2016, leio o blog do ex-jornalista Ricardo Noblat. Espanto-me ao vê-lo levantando bola e lambendo botas de militares em meio ao depoimento do Lula ontem.
Respeito, e eventualmente até concordo com, quem se opõe e pede a renúncia ou saída da Dilma. Respeitava o Noblat, até ontem. Pela tentativa tosca de introduzir o componente militar — tosca por colocá -los como democratas compromissados –, o ex-jornalista perde todo o respeito que poderia ter.
arkx
5 de março de 2016 2:35 pmagora estão me levando
https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/t31.0-8/s960x960/12772079_980668011999369_6068940525589792525_o.jpg
arkx
5 de março de 2016 2:37 pmÉ trágico, é triste, mas é, sobretudo, patético.
Mães de Maio
14 h · São Paulo, SP, Brasil ·
EM POUCAS PALAVRAS
Sobre o 04 de Março de 2016:
O partido que comanda um governo que há 13 anos se recusa a discutir democratização da comunicação descobre que a mídia não é democrática.
O partido que comanda o governo que coordenou a escalada repressiva e criminalizadora contra os movimentos sociais, sobretudo desde 2013, agora descobre que as garantias constitucionais neste país são explicitamente atropeladas.
O partido que comanda o governo que se utilizou da Justiça para impor ataques à previdência social dos trabalhadores e avançar concessões e processos de privatização agora descobre que a Justiça brasileira é classista e parcial.
O partido que comanda o governo que atendeu a todas as imposições da burguesia brasileira descobre aqui e agora que a burguesia brasileira não é confiável.
É trágico, é triste, mas é, sobretudo, patético.
(por Gilberto Calil, via Henrique Carneiro)
franciscopereira neto
5 de março de 2016 6:11 pmBelo texto
Nassif.
Ontem eu estava puto da vida, depois de ver as primeiras notícias sobre o sequestro do Lula.
Fiquei desopilado no final da tarde e começo da noite com o histórico discurso do Lula no Sindicato dos Bancários.
Isso que você escreveu ajuda-nos a entender em parte as responsabilidades envolvidas na Lava Jato.
Você quis dizer em outras palavras que ninguém sai atirando a esmo sem ter permissão para tal, dos seus respectivos superiores hieráquicos, Zé da justiça/PF e Janó/MP (parodiando Fernando Collor).
A questão principal que precisa ser levantada, apurada, apreciada, decantada, purificada…são os motivos pelos quais esses personagens deixam as coisa rolarem, transgredindo todo o ordenamento jurídico. E não bastasse só isso, o ataque tresloucado só para um lado. E mais do que isso, com farto material, documentos indiscutíveis contra os tucanos Aécio, Serra, Alckmin e outros da oposição.
Eu não quero responder, mas é disso que nós precisamos.
O que está por trás? Até porque a minha resposta pode ser apenas intuição.
Sem elucidar isso, vamos ficar malhando em ferro frio.
A cobrança não é só para o jornalista Luis Nassif. É para todos que frequentam o blog.
mar filos
5 de março de 2016 8:32 pmO óbvio? !
Que já está
O óbvio? !
Que já está acontecendo a pelo menos uma década. ..
Esse país sempre foi regido por um “acordo Internacional” entre alguns “grupinhos de amigos” que gostam de usar um certo “martelo” para impor sua “Ordem e seu Suposto Progresso”. .. vc pode identifica-los por alguns símbolos espalhados por todo país. .. é só saber olhar
Mas se eu disser vão me apagar o comentário. ..
O brazzzil é propriedade de alguns sangsugas internacionais para ter uma reserva estratégica de várias matérias. .. inclusive um povo lobotomizado que “ama” tudo que é estrangeiro. ..
Poizé zé. .. quem viver verá!
franciscopereira neto
6 de março de 2016 2:09 amIntuição
A minha intuição você ja respondeu mar filos.
Então já não é mais intuição.
O que eu cobro aqui neste espaço é a questão geopolítica, muito negligenciada.
Assim não chegaremos a lugar nenhum.
mar filos
8 de março de 2016 10:46 amExato. .. ñ chegaremos!
As
Exato. .. ñ chegaremos!
As ex-querdas ainda sonham com 64. .. e pior, tem medo e são divididas. ..
Nos resta acreditar que a vã democracia tenha ainda alguma força natural ñ corrompível pelas forças ideológicas opressoras. .. Mas após anos e anos de lobotomia sabe-se lá. .. 😮