Jornal GGN – O governo apresentou cronograma de privatizações de estatais em 2021. Sem a presença de Paulo Guedes, que se mostrou frustrado com a incapacidade do governo de vender os bens do Estado nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro, algo sinalizado em campanha.
O anúncio do pacote é, na realidade, a volta de projetos antigos do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), cujo conselho fez sua última reunião deste ano com participação do presidente Jair Bolsonaro.
Este ano, segundo o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, somente a Ceitec deverá ser vendida. Em 2021, nove privatizações estão previstas: Correios, Eletrobras, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Trensurb, Emgea, Ceasaminas, Codesa, Nuclep e Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores de Garantias (ABGF).
O mercado está interessado na Eletrobras e Mac Cord prevê receita de R$ 60 bilhões com a sua venda. O projeto está no Congresso desde 2018.
Analistas não viram grandes novidades, apenas uma reedição do PPI do governo Temer. E consideram que o governo dificilmente conseguirá avançar na agenda privatista em 2021, principalmente pela proximidade das eleições de 2022, o que poderia tirar votos de Jair Bolsonaro e muitos congressistas.
Ontem, após a reunião do Conselho do PPI, que aprovou a inclusão de 58 ativos programa, o governo anunciou que espera leiloar 115 ativos em 2021, com o potencial de atrair R$ 367 bilhões em investimentos privados. A lista inclui leilões de parques florestais, projetos de iluminação pública e concessão de terminais de pesca.
A advogada e economista Elena Landau, responsável pelo programa de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, criticou a inclusão de projetos de infraestrutura em um programa de privatização. “O que estão fazendo é uma lista de padaria, colocando tudo o que existe e possa ser possível licitar. É uma lista de desejos, mas, a maioria, não é privatização. Tem até PPI de iluminação pública que não é da competência do governo federal”, avaliou.
Com informações do Correio Braziliense.
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Até quando o Brasil (povo) vai permitir o domínio das milícias financeiras do mercado parasita? Porque as cariocas estão livres, soltas e mandando. Mas fazem um mal localizado, enquanto as financeiras querem mesmo é que o Brasil se dane. É o lucro acima de tudo.
Quando ele for contar a do papagaio me chamem…gosto muito.