3 de junho de 2026

Petrobras rebate Veja sobre suposta farsa na CPI do Senado

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Jornal GGN – A Petrobras rebateu, em nota, as acusações publicadas pela edição da Veja no dia 3 de agosto. A revista disponibilizou em seu portal um vídeo no qual servidores da Petrobras sinalizam que Graça Foster, Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, dirigentes da estatal, tiveram acesso às perguntas que seriam feitas durante as oitivas da CPI instalada no Senado para apurar, entre outros pontos, a compra da Refinaria de Pasadena.

A revista afirma que um assessor da Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Ricardo Berzoini, é um dos responsáveis por elaborar as questões e cedê-las a funcionários da Petrobras. A oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) acusa a Presidência de ser leniente com a “fraude” ainda não apurada e tenta anular os depoimentos colhidos pela comissão.

Em nota, a Petrobras afirma que tomou “conhecimento das perguntas centrais que norteiam o trabalho da CPI, no Senado ou na Câmara, através do site do Senado Federal, nos dias 14 e 2 de junho, respectivamente, onde foram publicados os planos de trabalho das referidas comissões. Nestes, além das perguntas centrais, constam também os nomes de possíveis convocados, e a relação dos documentos que servem de base para as investigações.”

A partir do acesso às questões, a empresa promoveu um treinamento para assessoras os possíveis depoentes das investigações no Congresso. “Assim como toda grande corporação, a Petrobras garante apoio a seus executivos, e ex-executivos, preparando-os , quando necessário, com simulações de perguntas e respostas, seja em eventos técnicos, audiências públicas, entrevistas com a imprensa e, no caso em questão, as CPI e CPMI”.

Leia a nota completa:

Sobre a matéria intitulada “A Grande Farsa”, publicada pela revista Veja, esta semana, a Petrobras esclarece que tomou conhecimento das perguntas centrais que norteiam os trabalhos das CPI e CPMI da Petrobras, através do site do Senado Federal, nos dias 14 de maio e 02 de junho, respectivamente, onde foram publicados os planos de trabalho das referidas comissões. Nestes, além das perguntas centrais, constam também os nomes de possíveis convocados, e a relação dos documentos que servem de base para as investigações.

Convém ressaltar que tais informações, tornadas públicas pelas comissões de inquérito, por ocasião do início de seus trabalhos, possibilitam a elaboração de centenas de outras perguntas, propiciando à Petrobras a organização das informações necessárias para o melhor esclarecimento dos fatos pertinentes a cada eixo das investigações, quais sejam: Eixo 1 – Refinaria de Pasadena; Eixo 2 – SBM Offshore; Eixo 3 – Segurança nas plataformas; Eixo 4 – Superfaturamento RNEST.

A Petrobras informa que, após cada depoimento, as dezenas de perguntas feitas pelos Parlamentares são desdobradas em novas perguntas pela equipe da Petrobras de forma a subsidiar os depoimentos subsequentes.

Assim como toda grande corporação, a Petrobras garante apoio a seus executivos, e ex-executivos, preparando-os , quando necessário, com simulações de perguntas e respostas, para melhor atender aos diferentes públicos, seja em eventos técnicos, audiências públicas, entrevistas com a imprensa, e, no caso em questão, as CPI e CPMI. Tais simulações envolvem profissionais de várias áreas, inclusive consultorias externas, de modo a contribuir para uma melhor compreensão dos fatos e elucidação das dúvidas.

A Petrobras reafirma que continuará disponibilizando todas as informações referentes as suas atividades e reafirma seu compromisso com a transparência e ética que sempre nortearam suas ações.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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23 Comentários
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  1. mclane

    5 de agosto de 2014 2:44 pm

    Petrobrás soltar uma nota

    Petrobrás soltar uma nota dessas depois das gravações fica numa linha entre a estupidez e desonestidade. Isso não coaching. Não é ‘normal’ frustrar um processo de investigação conspirando agentes investigados, corpo juridico, assessores e senadores, é pura fraude processual. No mínimo, quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa. 

    1. Ramalho12

      5 de agosto de 2014 4:16 pm

      Que estupidez!

      Se há frustrador, tal frustrador é a Oposição que abandonou a CPI, frustrando seus representados. Antes, a CPI era irrelevante, agora, relevantíssima. Entende-se: Aécio é alvo de representação criminal por provável roubo, denúncia consistente e robusta que se orginiou, não no PT, mas em aliados, pois a Folha é ligada a estes. Ademais, desde quando perguntas a depoentes são secretas? Não são, tanto que foram obtidas no site do Senado. Seu comentário, como você mesmo pode constatar, é uma estupidez formidável.

  2. Marly

    5 de agosto de 2014 2:49 pm

    Revista dos enlameados!

    É lamentável que existam pessoas que não conseguem perceber a lama suja em que vivem os jornalistas medíocres que, criminosamente , há anos, trabalham sujo para tentar assassinar reputações de pessoas dígnas e aí, com louvor, ressalto a honradez e o trabalho da Presidente da Petrobrás. Esses jornalistas não servem nem mesmo para lavar o chão que ela pisa. Uma vergonha de revista e jornalistas que mesmo a morte, não limpará seus corpos e mentes imundos. E por falar nessa podre revista, onde anda o “Caneta” ???      

  3. Antonio Edson

    5 de agosto de 2014 2:51 pm

    O ojetivo é apenas este:

    O ojetivo é apenas este: impedir a reeleição de Dilma. Até quando Congresso e Senado continuarão brincando de fazer politica? Será que as eleições de Outubro elegerão material melhor ou continuaremos a ver o desfile dos coroneis?

  4. JB Costa

    5 de agosto de 2014 3:12 pm

    Tento não ser um relativista

    Tento não ser um relativista moral por conta das minhas não negadas preferências políticas-ideológicas. Escrevi “tento” porque é necessária muita força de vontade para não termos sequestrados nossa racionalidade e razoabilidade quando a questão envolve essas duas dimensões sociais. 

    Aparentemente, esse denúncia da VEJA pode até parecer bombástica no sentido de desnudar uma farsa política; se percebida e apreendida como uma ação que destoa frontalmente da práxis política e possa ser enquadrada como moralmente inaceitável, mesmo sendo possível segregá-la dessa mesma práxis. 

    Ocorre que para as duas condicionantes interpostas a resposta é NÃO! Se o Congresso é uma Casa política, as CPIs obviamente também se regem pelos interesses e desvãos da política. Como bem aventou na sua coluna de hoje na FSP o sempre lúcido Jânio de Freitas: toda CPI sempre busca ajudar, guardar consonãncia; enfim, tirar proveito máximo dos depoentes. Seja pelo lado da situação; seja pela oposição. Quem não lembra daquela CPI dos Cartões Corporativos lá pelos idos de 2008/2009, na qual um dos depoentes foi um funcionário do gabinete do Senador Álvaro Dias. Alguém duvida que referido cidadão não tomou conhecimento prévio dos questionamentos? 
    Ressalte-se, a bem da verdade, que a banalidade e oportunismo da matéria já fora levantada aqui no GGN em 03/08/2014 em artigo do Luis Nassif.

    Já que iniciei arguindo acerca de relativismo moral, vou terminar com ele. Quem não observa  a partir de 2003 nas instâncias midiáticas oposicionistas  um assomo de relativismo com referência a moralidade? De repente, o aceitável passe a ser inaceitável e vice-versa. Sobre esse último aspecto, associar-se a delinquentes para fazer jornalismo bandido travestido de investigativo é perfeitamente normal e aceitável, não é?

     

  5. foo

    5 de agosto de 2014 3:19 pm

    Por que a Petrobras não está

    Por que a Petrobras não está usando o blog Petrobras Fatos e Dados para desmentir as denúncias antes delas serem publicadas?

    Ela já fez isso, alguns anos atrás, com enorme sucesso. A imprensa ficou desnorteada ao ver que seus factóides eram desmontados antes mesmos delas chegarem às bancas.

    Supondo que a Veja tenha enviado perguntas para a empresa, a Petrobras deveria ter publicado as perguntas e respostas na íntegra, antes delas serem distorcidas pela revista.

    Esta é a melhor tática para combater a campanha de desinformação: é uma tática justa e moralmente correta, pois combate a mentira com a verdade, jogando luz na prática do jornalismo.

     

    1. EJ

      5 de agosto de 2014 4:51 pm

      Por que?

      A resposta é simples, Foo: i n c o m p e t ê n c i a.

  6. Snaporaz

    5 de agosto de 2014 3:25 pm

    Pelas capas e  fotos    já se

    Pelas capas e  fotos    já se  percebe,mesmo  sendo um cego profissional, que  o catálogo de cores não faz  jornalismo. Trata-se de uma originalidade teratologica .Um bordel em que  leva quem paga.O quarto  é   à parte…

  7. Carlos Dias

    5 de agosto de 2014 4:47 pm

    Coaching? Media

    Coaching? Media Training??????

    Ué, pelo que sei isso é feito internamente, não com o opositor, ou interpelador. É ridiculo querer dizer que foi isso quando as perguntas foram combinadas anteriormente.

    Que palhaçada. É melhor parar de explicar, pois pode piorar a situação.

     

     

  8. L@!r M@r+35

    5 de agosto de 2014 5:03 pm

    E os anúncios da Petrobras seguem na Veja…

    Pode ter certeza que a Veja da próxima semana vai ter um anúncio da Petrobras de 2 páginas, como deve ter essa semana e teve na semana passada e na anterior.  E vai ter sempre.

    Por isso que eu não brigo com ninguém por causa desse tipo de matéria da Veja, pois o próprio governo alimenta isso.  O dia que uma matéria desse tipo sobre a Vivo ou TIM aparecer, pode ter certeza que o contrato de anúncios é cortado na hora.   O dia que a Veja denunciar as tarifas abusivas do Itaú e Bradesco, essa revista fecha.

    Porque o governo insiste em financiar isso que não se pode chamar de jornalismo?

    1. Rodrigo Silva

      5 de agosto de 2014 7:58 pm

      É isso que penso também.
      Ás

      É isso que penso também.

      Ás vezes chega a achar que é um grande jogo de cartas marcadas. 

      E tem mais, se você for numa biblioteca em algum prédio da Petrobras, você verá, aberta, bem na entrada a edição mais recente de “veja”. 

    2. Franbeze

      6 de agosto de 2014 1:27 am

      Mas do que perfeito as suas palavras.

      Eu não consigo entender a lógica do Governo Dilma. E o Governo do Lula apanhou muio e as eleições forma levadas para o segundo turno e a Dilma quase perdeu.

       

      Eu peço para algum de vocês me explicarem porque tanta burrice da Dilma em alimentar o PIG com propagandas. Por favor, você Nassif, poderia me explicar essa lógica maluca da Dilma?  

      Será que a Dilma, o Lula e o PT subestimam o poder do PIG? Depois que perderem as eleições não vai adiantar ficar se lastimando e se a direita raivosa voltar ao poder, a mesma não vai sair tão cedo do poder.

       

       

  9. genaro

    5 de agosto de 2014 5:06 pm

    Nassif;
    Por que a PETROBRAS

    Nassif;

    Por que a PETROBRAS não entra com uma ação pedindo Direito de Resposta? O ambiente atual permite este tipo de ação. Se não ganhar pelo menos teve dignidade de lutar.

    Se não o fizer vai continuar sendo vilipendiada toda semana. 

    Se a Graça Forte não tiver coragem para isto pelo menos suspenda os anuncios institucionais  milionários da PETROBRAS nesta cloaca.

    sds

    Genaro

    1. OBS

      5 de agosto de 2014 9:07 pm

      Genaro
      “Direito de resposta”

      Genaro

      “Direito de resposta” ? Não tem que entrar com ação para requerer direito de resposta não, tem que entrar é com uma denuncia pesada, pois o que não falta no ordenamento jurídico é o enquandramento CRIMINAL da tal revista. POIS é crime, inclusive de segurança nacional.

  10. Ricardo B.

    5 de agosto de 2014 5:41 pm

    Petrobras

    Media training, qualquer assessoria de imprensa oferece este serviço para seus clientes. Vira escândalo no “jornalismo” brasileiro.

  11. Franbeze

    5 de agosto de 2014 5:41 pm

    Até quando Dilma o seu Governo,

    o PT e o Lula vão baixar a cabeça para os jornalistas canalhas? 

    Dilma, você quer mesmo é perder as eleições? É isso?

     

    Dilma, você quer ser torturada de novo? Você é masoquista? 

  12. Rodrigo Silva

    5 de agosto de 2014 6:26 pm

    O que me deixa com mais raiva

    O que me deixa com mais raiva não é o fato de “veja” fazer o que faz. Eu fico “P” da vida quando vou em algum prédio da Petrobras, no Rio ou em Macaé, entro na biblioteca e a revista que vejo, aberta, bem próxima a porta de entrada é, nada mais nada menos que  a “veja”. Ou seja, você sabe que a pessoa quer te eliminar, para mim é esta palavra mesmo, e ainda assim você financia o seu “inimigo”. 

    Neste caso da CPI é bem simples, é só a Petrobras fazer como ela faz com seus funcionários( os peões de nível médio, é claro, quando estes cometem algum erro operacional), identifica a pessoa do vídeo, o que não deve ser muito difícil, e mande pra rua.

    1. Rafaela Paiva

      5 de agosto de 2014 10:42 pm

      Isso mesmo

      Muito bem, curto e grosso. É revoltante ver o governo federal, a petrobras, todos reféns da veja sem esboçar reação. 

      Nao há ninguém nesse governo pra contra-atacar? Onde já se viu uma revista e um canal de TV mandarem num país? Absurdo!!! Revoltante! 

      Tao fácil rebater esse PIG e o PSDB, eles tem telhado de vidro, mas por inércia do governo esse telhado não quebra!

      1. Roberto l

        20 de agosto de 2014 3:08 pm

        A questão não é o telhado,

        A questão não é o telhado, fora disputa pelo poder nacional, eles são cumprices na pilantragem e corrupção!

  13. Calvin

    5 de agosto de 2014 7:02 pm

    Hein?

    Perguntas extraídas de um site?

    Então por que evitar fax ou e-mail para esconder o conteúdo do que se discutia, conforme se ouve na reunião flagrada?

  14. morallis

    5 de agosto de 2014 8:00 pm

    A Veja é uma revista “burra”

    A Veja é uma revista “burra” que assusta até fascista.Em sua 

    luta semanal tentando,  achando que todo mundo é “burro ou

    fascista.

  15. OBS

    5 de agosto de 2014 9:10 pm

    Caneta espiã dentro de uma

    Caneta espiã dentro de uma empresa estrategica de um pais …??!!!

    É cadeia !! CADEIA, pesada!

  16. JB Costa

    6 de agosto de 2014 6:43 pm

    Um extrato da biografia

    Um extrato da biografia “profissional” do candidato Aécio Neves:
    – Se mudou para o Rio de Janeiro AOS DEZ ANOS de idade para morar com os pais.Ou seja, é um “mineca”, mistura de mineiro com carioca ou um “carineiro”, mistura de carioca com mineiro. 
    – Teve a primeira experiência profissional no CADE do Ministério da Justiça, no RIO DE JANEIRO(emprego público sem concurso). 
    – Em 1981 participa da campanha do avô, Tancredo Neves, para o governo de Minas.
    – Com a eleição de Tancredo em 1982, passou a exercer o cargo(público) de Secretário particular do avô(cargo de confiança sem concurso).
    – Acompanhou o avô em várias viagens internacionais(sinecuras): EUA, França, Itália, França e o Papa. Tudo ás custas do erário; do povo.
    – Após eleito presidente da República, o avô o nomeou Secretário Especial da Presidência da República.
    – Com a morte do avô, pede demissão de secretário especial, mas em seguida é nomeado, com 24 ANOS, Diretor da Caixa Econômica Federal(emprego público sem concurso) onde ficou até ser eleito deputado federal.
    – Em 1986 foi eleito deputado federal e reeleito mais quatro vezes.
    – Foi presidente da Câmara dos Deputados de fevereiro de 2001 a dezembro de 2002.
    – Governador de Minas no período de 2003 a 2010.
    – Em 2010, após levar uma “pernada” de José Serra na vaga de candidato do PSDB à eleição presidencial daquele ano, concorre e ganha uma cadeira no senado onde está até hoje. 
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A9cio_Neves
    Como se atesta, o atual postulante à presidência da República nunca deu um dia de serviço na iniciativa privada. Pior: os cargos que exerceu foram por indicações políticas(aspone) e não por competência. Destaque também para a influência do avô, sem o qual ele nunca teria saído do anonimato.
    Também é estranho essa obsessão dele em reduzir o tamanho do Estado, o que implica na prática no tal “enxugamento” de quadros e arrocho nos salários dos servidores públicos. Quando era para ele, aí tudo bem.

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