4 de junho de 2026

Protestos: da origem democrática à tragédia e à barbarie

Por Sergio Medeiros

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Da origem democrática à tragédia e a barbárie

A transformação e evolução trágica dos protestos, que tinha em sua gênese, cunho de manifestação democrática, contra o império do poder econômico e politico que mantém  estruturas oligárquicas e exploradoras do povo – protesto do movimento passe livre contra as condições do transporte coletivo em São Paulo – por ocasião do aumento da passagem dos ônibus.

Como é que, no desenrolar destes movimentos, a mídia subverteu tais manifestações e as transformou em um instrumento destinado a atacar o governo federal, culminando como um instrumento indutor da barbárie e da violência.

Uma breve remissão histórica.

No combate ao regime militar, o protesto, sem sombra de dúvida, ainda que violento e ainda que destrutivo, dirigia-se contra o aparelho de Estado, tinha sua razão de ser, destinava-se a dar visibilidade a uma forma de pensar que levaria a democracia e a liberdade de expressão.

Em síntese, os que participavam dos protestos queriam a volta da democracia e da livre expressão e pelo término da repressão policial.

Todos que participavam tinham plena consciência do que significava a manutenção da ditadura em detrimento da população em geral.

Faço um parênteses, neste mês, como foi brevemente lembrado, um dos maiores protestos,  o das DIRETAS JÁ.

Todos que lá estavam (no movimento das diretas) sabiam aonde estavam, com quem estavam, contra o quê e contra quem estavam lutando… e, fundamentalmente, porque estavam ali.

Quem promovia o vandalismo era a polícia que atacava todos os movimentos, ainda que pacíficos. Era a repressão pura, oriunda da forma de pensar dos governantes de então.

Isto gerava politização, cidadania, liberdade.

….

Em contrapartida, os protestos de junho de 2013, que começaram com a mesma motivação, ou seja, contra a truculência da polícia do governo do Estado de São Paulo, ou seja, contra a repressão policial… em razão do oportunismo midiático, em pouco tempo se transformaram em uma manifestação que não tinha mais norte. Passou a ser contra tudo que esta aí.

E neste tudo que esta aí  estavam  no movimento,  desde skinheads, fascistas, minorias glts(contra o Feliciano), movimento passe livre, sem teto, grupos de esquerda (psol e pstu), justiceiros, grupos contra a corrupção, black blocs…

Exatamente pela diversidade, não se sabia a favor do que ou contra o que estavam se manifestando/apoiando. Daí surgiu o mote: estamos protestando contra tudo isso que esta aí…

E vieram cenas lamentáveis. o Congresso foi atacado, pequenos comerciantes tiveram suas bancas incendiadas, cidadãos comuns tiveram seus carros incendiados e  pequenos lojistas viram suas lojas serem saqueadas.

E aí, em todo este desenrolar, a grande mídia, que sempre condenou tais vandalismos e censurava toda e qualquer  manifestação.  de uma hora para outra passou a cobrir de forma incessante as manifestações ainda que violentas quase que transformando-as em manifestações cívicas, tudo com o propósito de imputar responsabilidades e acusar o governo.

Em termos claros: mostrar a insatisfação do povo brasileiro, para depois editar os motivos da insatisfação.

E muitos foram iludidos e defenderam a manifestação popular, direito fundamental da democracia.

Esqueceram que esta somente é fundamental quando é livre, e estas manifestações, a partir do momento que foram aparelhadas pela mídia perderam sua essência, viraram joguete nas mãos de seus piores inimigos. Viraram instrumento da Globo, da Folha de São Paulo, do Estadão, da Veja, de todo este grupo conservador  e anti popular.

Passou-se a defender a violência e a depredação feita pelos black blocs como fenômeno democrático.

A polícia e o patrimônio público passaram a ser atacados.

Esqueceu-se que, num regime democrático, a policia tem a função de defender a liberdade, ao contrário do regime militar. São servidores públicos iguais a tantos outros.

Ressalvo que, como todo aparato militar de segurança, pode ter sua atuação desvirtuada pelo governante de ocasião (exatamente o que aconteceu). Quando Geraldo Alckmin (PSDB) reprimiu com o uso da policia as manifestações,  que estas sim, em sua origem eram democráticas..

…manifestações contra o aumento das passagens dos ônibus e pela instalação de uma CPI para averiguar desvios no transporte coletivo (metrô de São Paulo e o cartel, corrupção, propina…e o sucateamento dos trens como resultado deste descalabro).

Pois bem.

Em linhas gerais, bem amplas, estes são alguns dos aspectos que compuseram tal cenário.

Houveram várias outras componentes, mas, nesta análise, que não tem a mínima pretensão de ser exaustiva, prendo-me a estas diretrizes.

…..

De tal cenário, como erroneamente apregoaram diversos analistas políticos(da grande mídia), não surgiu uma maior politização, entendida como um espaço maior na  liberdade de expressão e manifestação em busca de objetivos comuns a sociedade em que vivemos.

Ao contrário, resultou em um aumento da barbárie e proporcionou o surgimento de ícones fascistas (justiça pelas próprias mãos, repressão aos pobres da periferia pelos rolezinhos, vandalismo, e a toda hora manifestações que resultavam em depredações várias, ou no trancamento puro e simples de vários acessos vitais).

Com o tempo, os protestos, com tal falta de unidade de desígnios, que unia manifestantes de shopping centers a jovens da periferia e militantes de esquerda,  etc , que passaram a ter apenas o mote midiático “de contra tudo que esta aí”, se tornaram insubsistentes e definharam.

A ânsia em participar de manifestações coletivas, a adrenalina do protesto em si mesmo, a catarse coletiva, logo consumiu seu fôlego,  cedeu ao apelo da razão, passou a ser um imperativo a pergunta: porque estou aqui? E a palavra de ordem, contra tudo isso que está aí, por ser vazia de sentido e não ter objetos definidos e claros, deixou de ter apelo coletivo.

Aqueles chavões genéricos   –  contra a corrupção, a juventude se manifestando, o povo na rua, contra a repressão, etc,  eram amplos demais e, ao mesmo tempo que diziam tudo, não se referiam a nada. Passaram a soar como discursos de outros Demóstenes, ou Collors de Mello,  paladinos da Justiça e caçadores de marajás, já desmascarados, ou por desmascarar.

A maior parte dos participantes não se identificava com os blak blocs, que participavam vandalizando, destruindo e sendo protagonistas na arte de hostilizar os policiais.

Aos poucos a desilusão, a noção de terem sido manipulados, a sensação de serem objeto da mídia passou de forma subliminar a tomar conta. Não, não foi e, não é ainda, uma coisa consciente. Eles apenas se sentem incomodados quando se veem ou veem isso na mídia. Mas, ainda é tempo de razão. Falta pouco. do outro lado resta a barbárie.

Assim, hoje os protestos reúnem , via de regra, meia dúzia de pessoas, ainda que seu objetivo seja válido e consequente.

De outro lado, movimentos sem conotação partidária expressa como a Marcha das Vadias, ou com objetivos definidos como o MST ou até mesmo o Movimento Passe Livre e os de militantes de partidos políticos, aos poucos voltaram a ter sua real representação e a ter suas manifestações e movimentações excluídas da informação midiática nos grandes jornais.

Ficou somente o rescaldo do aumento da barbárie como resultado dos movimentos de protesto, que deveriam ser manifestações de apoio e construção da democracia, e que por motivação expressa dos donos da mídia tradicional transformaram-se no oposto.

Mais uma vez criaram um monstro.

Tais forças destrutiva, depois de liberadas, fogem ao controle. Tornou-se comum em São Paulo incendiar ônibus, depredar lojas, interditar ruas.

Tenho que ainda é tempo de buscar a paz e pacificação, mas não as busquem na midia tradicional, vejam a opinião dos blogs informativos(sujos), vejam a outra visão, comparem. E, aí sim, vão às ruas e encham o peito de orgulho e digam com consequência e não como meros marionetes da elite: estamos construindo um país.

Mas, neste compasso, tenham muito cuidado, as forças da destruição e da barbárie todos os dias ecoam nos grandes jornais e televisões, com seu canto de sereia, querendo levar a perdição quem acreditar em seus porta vozes.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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20 Comentários
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  1. Luciano Prado

    14 de maio de 2014 2:14 pm

    É isso…

    Tá tudo aí… É isso mesmo.

  2. Fernando J.

    14 de maio de 2014 2:57 pm

    É isso.

    Exatamente isso. 

  3. Juliano Santos

    14 de maio de 2014 3:34 pm

    Não encontrei estrelas

    Não encontrei estrelas suficientes para esse texto perfeito. Didático, preciso, direto, sintético e a cima de tudo honesto. Parabéns ao autor

  4. marcos nunes

    14 de maio de 2014 3:53 pm

    E a revolução dos sem-noção continua

    Tenho repetido argumentos equivalentes há muito, angariando aceitação de poucos e críticas de muitos, estes últimos sempre com aquela conversa de que a situação não está tão boa assim que não mereça reparos dos movimentos sociais, etc.

    O problema é que não há, de fato, movimentos sociais consequentes em meio a muitos desses protestos, principalmente aqueles motivados pela Copa do Mundo, que insistem em vincular a “piora” dos índices de Saúde e Educação com o dinheiro “gasto” (não investido, gasto como que posto num ralo) para promoção de um evento que não levaria a nada (apesar de todos argumentos em contrário, não irei repeti-los aqui).

    É uma revolução dos sem-noção, daqueles que se sentem traídos por uma realidade que insiste em não se alterar instantaneamente, ao clique no mouse ou digitação no smartphone. 

    1. lust666

      14 de maio de 2014 4:25 pm

      É uma revolução dos

      É uma revolução dos sem-noção, daqueles que se sentem traídos por uma realidade que insiste em não se alterar instantaneamente, ao clique no mouse ou digitação no smartphone. 

      Esqueceu de dizer que é uma geração que cai nas mentiras de facebook e compartilha o TV Revolta.

      1. marcos nunes

        14 de maio de 2014 5:43 pm

        Tá implícito

        Uai, tá implícito no clique do mouse e na digitação do smartphone!

        1. lust666

          14 de maio de 2014 7:36 pm

          Cara, a TV Revolta é o

          Cara, a TV Revolta é o símbolo dessa geração.

    2. Cristiana Castro

      14 de maio de 2014 7:14 pm

      ” É uma revolução dos

      ” É uma revolução dos sem-noção, daqueles que se sentem traídos por uma realidade que insiste em não se alterar instantaneamente, ao clique no mouse ou digitação no smartphone. “

      Nossa, isso é que eu chamo de poder de síntese! Parabéns! Até entendo e louvo que os mais jovens queiram participar do processo político mas um mínimo de contato com a realidade do país e de responsabilidade, é desejável. Precisam entender que política não é a bagunça e a roubalheira generalizada que a mídia vende para eles. É coisa séria e entendida levianamente, pode trazer consequências desastrosas para milhões de pessoas. Não aguento mais clichês e chavões.

  5. autonomo

    14 de maio de 2014 4:24 pm

    Não aguento mais tanta

    Não aguento mais tanta “analise” sobre as “manifestações de junho”.

    Primeiro porque não houve manifestação alguma.

    As pessoas “sairam as ruas”  da mesma maneira como  os ratinhos são estimulados, nos laboratorios de experiencia, para seguirem na direção desejada.

    Os que afirmam que milhares de pessoas “sairam as ruas”, na mesma hora,  para um manifesto “espontaneo”, certamente nunca fizeram parte do conselho de um condomininio.

    Assim saberiam como é dificil mover as pessoas para participarem ate de decisões que lhes afetem diretamente.

    O que houve foi o uso de uma nova ferramenta nas mãos das grandes potencias para manipular massas.

    Assim foi feito na “primavera arabe”, na Turguia, na Libia, na Venezuela e agora tambem no Brasil, procurando enfraquecer o governo,com a proximidade das eleições.

    O problema é que num pais tão desigual socialmente, como o Brasil, é perigoso, o tiro pode sair pela culatra.

    Enquanto colocar a classe media “nas ruas” é interessante, arriscam mostrar aos realmente pobres os caminhos da revolta.

    É  o que ja esta acontecendo, por enquanto, de uma forma ainda realmente espontanea.

    Os promotores das “manifestações de junho” ainda podem se arrepender terrivelmente quando a situação sair fora do controle deles.

    Sera algo parecido com aquilo que acontece com os promotores de queimadas no campo.

    O fogo, sai do controle e acaba queimando toda a fazenda.

     

    1. Cristiana Castro

      14 de maio de 2014 7:08 pm

      Não consegui dar estrelinhas

      Não consegui dar estrelinhas para vc. Dou as 5!

      1. autonomo

        14 de maio de 2014 8:59 pm

        Partindo de alguem como voce,

        Partindo de alguem como voce, fico feliz so com a intenção.

  6. Marly

    14 de maio de 2014 5:04 pm

    Parabéns pelo excelente texto, Sérgio!

    Há alguns minutos atrás, havia comentado no post  ” Estudante evita linchamento no Rio de Janeiro “, que toda essa violência atual começou após as manifestações alopradas de junho passado. Tenho no meu íntimo, toda essa percepção que você conseguiu soberbamente, colocar em palavras!  Perfeita a sua análise!  Mil estrelinhas para seu comentário!

  7. Cristiana Castro

    14 de maio de 2014 5:36 pm

    É isso aí! Perfeito!

    É isso aí! Perfeito!

  8. Nilva de Souza

    14 de maio de 2014 6:01 pm

    Perfeito !
    Me chamem pra

    Perfeito !

    Me chamem pra manifs contra essas manifs, rs.

  9. Calvin

    14 de maio de 2014 7:36 pm

    What?

    Que leitura enviezada. Foram os black blocs que dominaram os protestos a mídia apanhava na rua e tinha carros incendiados mas dizia que era tudo pacífico. Que desmemoriado!!!

  10. Monier.,.,.,.

    14 de maio de 2014 9:52 pm

    Sem qualquer afronta, a

    Sem qualquer afronta, a impressão que eu fico do texto é que o próprio escritor foi pego nas arapucas da imprensa, que tentou instrumentalizar o movimento de milhões de jovens sem muito sucesso, mas que está conseguindo êxito em deixar a esquerda com medo de movimentações populares até quando são poucas centenas de gatos pingados.

    O movimento não teve um CPF para liderar e sair candidato por algum partido, no que foi coerente e acho bom. Ninguém falou em extinção de partidos, mas sim em movimentar a população apesar deles, que não funcionam para expressar a vontade da maioria, senão para os que se dedicam à oligarquia que administra os partidos, o que não é novidade para ninguém.

    Mas o movimento foi às ruas, e conseguiu revogar o aumento, e sossegar a polícia, impondo limites à atuação nociva e violenta do estado naquele momento, que chegou ao absurdo de praticar a detenção de pessoas por porte de vinagre. Foram conquistadas as duas pautas que uniam a todos. Como qualquer lugar normal e democrático, tem gente querendo de tudo. A imprensa focou no “de tudo”, e a militância à esquerda engoliu, e foi cooptada para a reação.

    Depois, o MPL, que centralizava o instrumento das convocações, se recolheu. E a maioria se recolheu. Achar que o povo tem força para ficar o dia inteiro na rua fazendo uma Constituinte à força, é o mesmo que achar que o povo vai prender bandido, levantar muro de escola, resolver a crise econômica no grito. Somente quem fica em casa dizendo que iria na manifestação somente se fosse contra X ou Y é que pode ter um pensamento desses. Ou o clássico “se eu nascesse na ditadura, eles iam ver só”. Ser contra a ditadura todo mundo é. Óbvio que nesse época todos sabiam o que queriam. A realidade era bem mais fácil de interpretar, binária.

    O PT é irrelevante no resultado desse processo que ocorreu em junho, e é provável que na história ninguém dê grande importância para o fato de que era o partido no poder. O que importa é que a última geração a sair às ruas em um grande movimento tinha nascido na década de 70, no Fora Collor.

    Agora, a geração de 80/90 foi às ruas, por vontade própria. Sem um jornal ou sindicato convocando, como havia sido para o pessoal de 70 de caras pintadas e para os de 50/60 nas Diretas. Utilizaram ferramenta própria, que são as mídias sociais. A imprensa embarcou no bonde andando, e tentou, sem sucesso, tomar o controle da situação.

    O movimento não só foi vitorioso, como integrou uma geração nova à política. É difícil encontrar quem não tenha se movimentado ideologicamente, girando para mais à direita ou mais à esquerda depois de ver o trânsito parar, a polícia bater, o povo ganhar, o povo vandalizar, ou perceber que existe uma organização muito estranha no transporte urbano. Estou vendo um estagiário que se preocupava com videogame passar a se interessar por publicar temas de interesse coletivo, e uma escritora premiada que falava de arte pura passar a cobrir temas sociais. E à direita, que as pessoas também tem direito de ser, um batalhão passou a formular argumentos novos. Alguns raivosos, outros não.

    O erro está em interpretar a situação com as lentes de uma geração velha, que não quer passar o controle remoto da TV adiante. A geração nova não vê TV, e não se preocupa com o jornal. Quem nasceu em 1990 tem impressionantes 24 anos. Mas não sabe como era difícil a hiperinflação, muito menos o que aconteceu na Constituinte, e menos ainda se é verdade que os protestos na ditadura eram pacíficos e ordeiros. Seja por medo da polícia, seja porque todo mundo tinha ampla consciência social.

    A grande memória coletiva dessa gente era o enterro do Senna, alguma vitoria em olimpíada, ou o título do Corinthians. O importante é que a geração que está aí agora sabe o significado da expressão “grande protesto popular” porque viu com os próprios olhos, não porque sua avó contou. Inauguraram sua participação na política da melhor forma possível, e com uma grande vitória.

    1. Sebastião Gonçalves

      16 de maio de 2014 2:20 pm

      Exemplo de comentário

      Gostaria de parabeniza-lo pelo  comentário e dizer que eu sou de 80, apesar de não ser tão velho já acompanhei algumas coisas neste País e tenho orgulho de cada uma delas. 

  11. Pachecão

    15 de maio de 2014 2:02 am

    Caraca véi ! 
    Como é que o

    Caraca véi ! 

    Como é que o sujeito pode reunir tanta mentira num texto só.

    Que a Dilma, e não só ela, teve que responder às ruas ele não fala.

    Que dos protestos o governo federal tirou coragem para fazer o Mais Médicos e propor uma reforma política, ele não fala.

    Ah, vá se fud* com essa estória de que brasileiro é em tudo manipulado pela mídia. Viralatice mais besta essa.

  12. EneidaMelo

    15 de maio de 2014 12:07 pm

    Propostas concretas

    Muito boa a análise.  Tenho vários colegas que se acham politizados por serem “contra a corrupção”.  Ser politizado é se informar acerca das propostas concretas para reduzir a corrupção, como o financiamento público.

    1. Weslei

      15 de maio de 2014 1:57 pm

      Isto mesmo!

      A análise foi boa, também conheço muitas pessoas que são informadas somente pela mídia aberta e concessão pública e só fica ai repetindo besterias, por quê? não há pluralidade na mídia aberta. Eu só tenho esta pluralidade, por causa da internet e sites como esses, lógico que assiste tv, pouco mas assisto, ou seja, tenho informação parcial voltada à direta, depois vejo o contraponto na internet, ai forma minha opinião. Mas a concessão pública deveria ser plural, todas ideologias deveriam ser representadas, de direita à esquerda, infelizmente são todas de direita, e como não há em todos o hábito de se informar de forma plural, e o único recurso é a internet, acabam formando opinião sem ouvir o outro lado.

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