5 de junho de 2026

PSDB perdeu importância política a partir de 2014, diz pesquisadora

Em entrevista à TV GGN 20 horas, Maria do Socorro Braga afirma que queda tucana começou quando Aécio questionou derrota para Dilma nas eleições

Jornal GGN – O ano de 2014 marcou a virada da relevância do PSDB no cenário político brasileiro, a partir do momento em que o então candidato Aécio Neves questionou o resultado das eleições presidenciais, perdidas por uma margem apertada para a petista Dilma Rousseff.

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“Aquele resultado foi muito apertado. Ele (Aécio) vai questionar e isso já mostrava ali… Bom, do ponto de vista do Aécio Neves e do grupo dele, uma não aceitação dos resultados levava a um questionamento da própria democracia liberal”, explica a professora e pesquisadora Maria do Socorro Braga, da UFSCAR, em entrevista à TV GGN 20 horas.

Maria do Socorro ressalta que, sem os grupos políticos aceitarem o resultado das urnas, pode-se dizer que é o fim da democracia e o momento de se ver uma outra forma de jogo entre as elites políticas.

Rachas internos

A pesquisadora explica que, em certa medida, existiam certos grupos dentro do PSDB que geravam grandes divisões internas.

“Você tem o grupo do (João) Doria que começa a crescer, já um pouco antes; o (Geraldo) Alckmin em 2018 tem um resultado extremamente pífio, então isso ali já, digamos assim, reforçava essa derrota dos históricos dentro do PSDB – e, em contraposição, o fortalecimento do Doria (…)”, pontua.

Maria do Socorro lembra que o PSDB atuava com grande força em três Estados: São Paulo, onde ocupa o poder há mais de 20 anos e é praticamente o território de sustentação do partido; Minas Gerais, onde o grupo de Aécio Neves vai passar por sucessivas crises internas e questões que comprometem sua capacidade de manobra;  e o mesmo ocorreu no Ceará.

“Eu penso que tem um fator aí subnacional do ponto de vista da organização dos grupos políticos que davam força a esse partido: tem uma divisão depois entre setores que se chamam hoje os cabeças-brancas contra os cabeças-pretas, que são os deputados federais eleitos mais recentemente”, pontua a pesquisadora.

Outro ponto de confronto é o apoio dos deputados “cabeças-pretas” a vários projetos de lei bolsonaristas. “Então você tem um racha mais recente do PSDB que é quem apoia Bolsonaro e quem se mantém contrário, buscando então se fortalecer para lançar um candidato que venha se colocar contrário, e voltar novamente ao que era o PSDB”.

Veja mais sobre a análise política de Maria do Socorro Braga na íntegra da TV GGN 20 horas. Clique abaixo e confira!

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. ze sergio/sorocabanoburaco

    24 de dezembro de 2021 9:56 am

    FHC quando chega ao Poder diz que é fim do Varguismo do Brasil. Era só mais um golpe. O fim do Varguismo só chega em 2018. PSDB, FHC, PT e todo restante da Quadrilha das Elites Esquerdopata-Fascistas são apenas resultado do Golpe Civil Militar de estrumes que baixa patente em 1930: USP, Unvs. Públicas, Sindicalismo e Trabalhismo Pelego, MEC, ABI, UNE, USP, OAB,…Nepotismo Criminoso dos Familiares Canalhas do Ditador Assassino: Brizola, Tancredo Neves, João Goulart, Aécio Neves,…PSDB é apenas o que restou do cádaver a ser enterrado. O mal cheiro é insuportável.

  2. Alvaro Tadeu Silva

    24 de dezembro de 2021 2:15 pm

    Absolutamente chocado com o nível de ignorância da história recente do Brasil (de 1930 para hoje) do sr. Zé Sérgio, certamente nickname de um impostor que não é homem para postar seus disparates com nome verdadeiro. Feito um Chacrinha digital, ele vem para confundir, mentir, iludir e enganar. É apenas um nazista que não tem coragem de apresentar suas posições com seu nome verdadeiro. Covardia é o nome dele. Confiram os verdadeiros livros de História.Não serve o livro do Astrólogo oficial da Presidência da República.

  3. y sem soma

    25 de dezembro de 2021 12:05 am

    Lembro de participar de um simpósio de conjuntura econômica na Anpocs, em Caxambu. Entrei até por engano, pois tinha interesse de assistir a outro simpósio. Mas fui ficando por educação. Enfim, era até para esquecer das apresentações, não fosse a fala de um dos convidados, um economista assessor do PSDB.

    Além de pregar a velha alquimia liberal de que para diminuir a inflação era só retirar renda do trabalhador, ele argumentava para uma plateia que, tirando eu, estava cheia de doutores em sociologia, e informava – de boca cheia e de forma desafiadora – que já fazia tempo que defendia que o PSDB deveria ter migrado para direita. Considerava que diante dos êxitos obtidos pelo PT com as bandeiras da social-democracia, não haveria lugar para o PSDB no jogo político se não migrasse cada vez mais para direita. Concluía que o governo Dilma, dali em diante, não teria mais governabilidade nenhuma.

    Era 2015. Na época, se o argumento econômico recebeu uma ou outra crítica vinda da plateia, o argumento político, mesmo sendo tão ou mais lesivo, passou batido. Mas em fim, ele acertou que Dilma não teria mais governabilidade, porém, a orientação econômica defendida por ele destruiu o país e a orientação política destruiu o PSDB.

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