O PTB repassou R$ 1,6 milhão ao advogado que afirmou ter fornecido as armas usadas pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que atirou contra policiais quando seria preso, no dia 23 de outubro, uma semana antes das eleições.
Jefferson está preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com circunstâncias ainda investigadas, Moraes também encaminhou o processo para júri popular, nesta quarta (09), na Justiça Federal de Três Rios, no Rio de Janeiro.
Ao justificar que o caso deverá ir a júri, o ministro do Supremo disse que o crime investigado do ex-deputado se enquadraria em crime doloso contra a vida.
“Neste caso, as condutas investigadas foram perpetradas em face de funcionários públicos da Polícia Federal que cumpriam mandado de prisão expedido judicialmente, de modo que a competência é da Justiça Federal”, lembrou o ministro.
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Atualmente, Jefferson está preso em Bangu 8. Antes do ataque aos policiais, ele já estava sob prisão domiciliar, mas descumpria a decisão, o que fez o ministro da Corte determinar a prisão preventiva. Ao se aproximarem para o levar à prisão, os agentes da PF foram alvos de tiros e granadas.
Na tentativa de matar os agentes, Roberto Jefferson deve ser acusado de quatro tentativas de homicídio e o seu julgamento deverá ir, agora, a júri.
Entre as circunstâncias a serem investigadas, reportagem da Folha de S.Paulo revelou, nesta quarta, que o seu partido, o PTB, usou o fundo eleitoral para repassar R$ 850 mil e mais R$ 830 mil do fundo partidário ao escritório do advogado Luiz Gustavo Pereira da Cunha.
A quantia repassada pelo PTB é a maior do partido com uma empresa neste ano.
O advogado é o mesmo que afirmou ter sido a origem, a fonte das munições presentes na casa de Jefferson e usadas por ele. Cunha disse que doou e também vendeu as armas ao ex-deputado.
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