O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como o favorito na corrida pela sucessão estadual em 2026. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29), o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes lidera todos os cenários de intenção de voto, consolidando uma vantagem significativa sobre o segundo colocado, o ex-ministro Fernando Haddad (PT).
No principal cenário de primeiro turno, Tarcísio soma 38% das preferências, enquanto Haddad aparece com 26%. O levantamento testa ainda as candidaturas do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e do ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que figuram empatados com 5% cada.
Quando o nome do tucano é retirado da lista, o governador sobe para 40% e o petista para 28%.
Consolidação e Segundo Turno
A força eleitoral de Tarcísio é ratificada nas simulações de confronto direto. Em um eventual segundo turno contra Haddad, o governador alcançaria 49% dos votos, ante 32% do ex-ministro da Fazenda. O índice de indecisos nesse recorte é de 8%, enquanto brancos e nulos somam 11%.
Apesar do favoritismo numérico, o cenário ainda é de fluidez. A pesquisa aponta que 51% dos eleitores paulistas afirmam que podem mudar o voto caso algo aconteça até o pleito, enquanto 48% declaram que a escolha atual já é definitiva.
Na modalidade espontânea, onde não são apresentados nomes, 81% dos entrevistados ainda se dizem indecisos.
Cortes Demográficos e Senado
O perfil do eleitorado revela divisões claras. Tarcísio performa melhor entre os homens (44%) e na faixa etária de 35 a 59 anos (43%). Já Haddad encontra sua maior base de apoio entre as mulheres (30%) e eleitores com 60 anos ou mais (33%).
A Quaest também monitorou a disputa pelas duas vagas ao Senado. O cenário é marcado pelo equilíbrio e pela pulverização. Simone Tebet (MDB) e Márcio França (PSB) lideram numericamente com 14% e 12%, respectivamente. Contudo, nomes ligados ao espectro da direita, como o secretário Guilherme Derrite (8%) e Ricardo Salles (6%), aparecem logo em seguida.
Um dado relevante é a presença de Pablo Marçal (União Brasil) que, embora inelegível, registrou 11% em um dos cenários testados, empatando tecnicamente com os líderes.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.650 eleitores em todo o estado de São Paulo entre os dias 23 e 27 de abril. As entrevistas foram realizadas de forma presencial. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Deixe um comentário