22 de maio de 2026

TJRJ anula eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj horas após votação

Decisão judicial atende a mandado de segurança do PDT e suspende posse do deputado, que acumularia também o cargo de governador em exercício
Crédito: Divulgação

O Tribunal de Justiça do RJ anulou a eleição de Douglas Ruas como presidente da Alerj por irregularidades no processo.
O PDT contestou a eleição, citando retotalização de votos e descumprimento do Regimento Interno da Alerj.
Com a anulação, Ruas não assume a presidência da Alerj nem o governo, que segue com desembargador Ricardo Couto.

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou nesta quinta-feira (26) a sessão extraordinária que havia eleito Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Assembleia Legislativa do estado. A decisão foi proferida pela presidente do TJRJ, desembargadora Suely Lopes Magalhães, poucas horas após a votação que elegeu Ruas com 45 votos favoráveis.

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A anulação atende a um mandado de segurança impetrado pelo PDT, que contestou a legalidade do processo eleitoral conduzido pela Mesa Diretora da Alerj. O partido argumentou que, com a cassação de Rodrigo Bacellar, o TSE havia determinado a retotalização dos votos das eleições de 2022 — procedimento que pode alterar o quociente eleitoral e, consequentemente, a composição da própria Assembleia, abrindo espaço para novos candidatos à presidência da Casa. Enquanto essa retotalização não for concluída, sustentou o PDT, qualquer eleição interna estaria comprometida. O TRE havia agendado essa retotalização para terça-feira (31).

O partido também apontou violação ao Regimento Interno da Alerj, que exige um intervalo mínimo de 48 horas entre a publicação do edital de convocação e a realização da votação. No caso desta quinta, o edital foi publicado e a sessão ocorreu no mesmo dia.

Ao deferir a liminar, a desembargadora Suely Lopes Magalhães destacou a gravidade institucional da situação. Em seu despacho, ela escreveu que a manobra envolve o cumprimento aparentemente distorcido de uma decisão do TSE e uma potencial interferência no corpo de eleitores que escolherá não apenas o presidente da Alerj, mas, em consequência direta, o próprio governador do estado.

A urgência do caso pesou na decisão: a magistrada concedeu a tutela antecipada sem ouvir a parte contrária, medida adotada quando a demora pode causar dano irreparável. Com a anulação, Ruas não assume nem a presidência da Alerj nem o governo do estado, cargo que, pela linha sucessória vigente, continuará nas mãos do desembargador Ricardo Couto, presidente do TJRJ.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    26 de março de 2026 9:50 pm

    Sem saída aparente aqui no. RJ , na eleição de outubro o povo daqui vai eleger outro desastre no executivo e legislativo.

  2. Carlos

    27 de março de 2026 4:11 am

    O rj está na merda mesmo. Uma bagunça.
    Mas não merece ser governado por alguém do PL. Partido que deveria acabar .

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