13 de junho de 2026

“Voto envergonhado no Brasil é no Lula, não em Bolsonaro”, diz diretor da Quaest

Há um contingente do eleitorado com vergonha de declarar voto em Lula porque não sabe rebater publicamente as cobranças sobre corrupção
O ex-presidente Lula será mais favorecido do que Bolsonaro pelo "voto envergonhado", diz diretor da Quaest Pesquisas, Felipe Nunes. Foto: Ricardo Stuckert
O ex-presidente Lula será mais favorecido do que Bolsonaro pelo "voto envergonhado", diz diretor da Quaest Pesquisas, Felipe Nunes. Foto: Ricardo Stuckert

O instituto de pesquisas Quaest conduziu um experimento, cuja técnica foi desenvolvida em Harvard, para tentar identificar se existe voto envergonhado no Brasil nas eleições gerais de 2022.

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O resultado foi surpreendente, segundo o CEO da Quaest, o cientista político Felipe Nunes. “O voto envergonhado no Brasil não é em Bolsonaro, é no Lula”, apontou durante entrevista à CNN Brasil.

O estudo da Genial/Quaest apontou que “há um contingente significativo de eleitores brasileiros que não consegue, no debate público, defender sua intenção de votar no Lula, porque não consegue responder à pergunta que o seu adversário, o bolsonarista, faz, que é: ‘como é que você vai votar num ladrão?'”

“O eleitor”, complementa Nunes, “não sabe responder a isso, então ele se cala. Ele não muda de voto. Ele continua votando no Lula, mas não se expressa [nas redes sociais].”

O motivo do estudo

De acordo com Nunes, o experimento foi conduzido justamente para responder às teorias e dúvidas sobre a presença de Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais ser maior do que a de Lula. Apesar disso, Lula lidera as pesquisas de intenção de voto. No Ipec que saiu ontem, faltando 20 dias para as eleições, o petista tinha 51% dos votos válidos – ou seja, pode matar a fatura no primeiro turno.

Entre os bolsonaristas radicais, virou estratégia de campanha desacreditar as pesquisas eleitorais feitas por institutos renomados, com o frágil argumento de que o “datapovo” ou as redes sociais mostram que Bolsonaro tem mais engajamento entre o eleitorado.

Na entrevista ao jornalista William Waack, o CEO da Quaest dá mais detalhes de como são conduzidos este tipo de experimento para identificar o voto envergonhado. Ele cita casos anteriores nos Estados Unidos, onde o estudo foi empregado de maneira pioneira.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Paulo Roberto cardoso gil

    13 de setembro de 2022 5:18 pm

    A tese correta é medo de confrontar o condomínio, pois sabe que poderá corre risco de morte.

  2. José Huertas

    14 de setembro de 2022 7:40 am

    Envergonhado? Tá mais pra voto amedrontado. Os fascistas estão armados e andam em bandos.

  3. Anderson Guedes

    14 de setembro de 2022 9:02 am

    A tática dos bolsominions é ser agressivo, atacar pessoalmente, moralmente, humilhar… Para que ficar discutindo com pessoas que votam no Bozo, se boa parte é cega para discutir? Perda de tempo, se vota diferente do Bozo é Lulista, é comunista, é esquerdista…
    Envergonhado? Não mesmo, tenho vergonha de ter votado do Bozo em 2018 e isso eu assumo para poucos.

  4. Helder Chaia Toledo Miranda

    18 de setembro de 2022 4:18 pm

    A pesquisa deveria levantar o que o povo pensa da chamada “grande mídia ” ou mídia corrupta, responsavel por des-informar, a principal responsável pela massificação da falsa premissa sobre a honestidade de um homem honesto. Eis a questão. Por que a mídia alternativa não bate forte nessa tecla de MÍDIA CORRUPTA ?

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