5 de junho de 2026

Europa começa a combater prostituição por todos os lados

Sugerido por Marcos Chiapas
 
Nassif, peço desculpas pela tradução Google, mas acho que a pertinência do artigo vale uma concessão. Para quem preferir, o artigo original em ingles está no link abaixo. A Europa está finalmente começando a combater a prostituição no caminho certo. Sobreviventes de tráfico sexual para trás o modelo nórdico cada vez mais popular, o que envolve a criminalização da demanda.
 
Do Guardian
 
 
Combater a prostituição no caminho certo novo
 
Por Lauren Hersh
 
 
Fotografia: Jack Carey / Alamy
 

‘Devido à coerção generalizada dentro dos setores prostituição legal, não é possível diferenciar a demanda de exploração e não de exploração. “
 

Zsolt está na frente da Basílica de Santo Estêvão, no centro da cidade de Budapeste, todas as noites a partir de 08:00 até de madrugada. Seu trabalho é orientar os turistas de passagem para o próximo “clube de cavalheiros”. Ele ganha 300 mil forins (£ 830) por mês em um país onde o salário médio é menos da metade desse valor. Ele fala cinco línguas e está feliz em responder a perguntas durante o que ele ser uma noite “lenta”. Mesmo assim, ele fala inglês a homens interessados durante 20 minutos. A indústria do sexo comercial não é legal na Hungria, mas é tolerada e existe, boa parte à vista.
 
A Hungria é uma “fonte” local para mulheres e meninas traficadas para países onde a prostituição é legal, como a Suíça, Alemanha e Holanda. Nesses países, as mulheres e as meninas são trazidas para suprir a demanda legalmente sancionada.
 
Aqueles que apoiam a legalização e a descriminalização da prostituição, muitas vezes fazem com o objetivo pretendido de fazer prostituição melhor e mais segura para os envolvidos. No entanto, os sobreviventes do tráfico sexual têm afirmado repetidamente que a legalização e descriminalização da indústria do sexo comercial faz exatamente o oposto.
 
Uma declaração assinada por 177 Sobreviventes de Tráfico Sexual Unidos (STSU) sugere: “Sem os compradores de sexo comercial, o tráfico de sexo não existiria. Se começarmos a penalizar e estigmatizar os compradores, poderíamos acabar com o tráfico sexual em nossa vida … a prostituição não é um crime sem vítimas, é uma forma brutal de violência sexual “.
 
A Europa está finalmente começando a ouvir. Uma nova tendência está surgindo – criminalizando os compradores, traficantes e cafetões que alimentam a indústria do sexo comercial, enquanto a descriminalização e prestação de serviços e opções de saída para as pessoas na prostituição.

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A partir de 1999, na Suécia, Noruega e Islândia implementaram este “modelo nórdico” de política de prostituição. Estas leis visam reduzir toda a demanda, reconhecendo que, devido à coerção generalizada dentro dos setores de prostituição legais, simplesmente não é possível diferenciar a demanda que é explorador do que não é.
 
França reconheceu este e sua assembléia votaram a favor da adoção do modelo na semana passada, a Irlanda é devido para breve. O Ministério da Finlândia para a Justiça pediu o mesmo .
 
A Holanda e Alemanha – que tentou regulamentar a prostituição em 2000 e 2002, respectivamente – estão começando a recuar a partir de suas experiências fracassadas, com políticos pressionando por novas leis para criminalizar a compra de sexo de uma vítima de tráfico ou coerção.
 
No Reino Unido, esperamos que de Theresa May MP “bill escravidão moderna” irá incluir disposições que abordam especificamente a demanda. Se a Irlanda segue líder da França, adotando o modelo nórdico – e no Reino Unido não criminalizar demanda – pode ter de responder rapidamente como traficantes atravessam as fronteiras de um ambiente legislativo que é mais favorável. Esta tendência europeia para criminalizar a compra de sexo e descriminalização pessoas na prostituição ecoa recomendação de Mary Honeyball MEP em seu relatório do Parlamento Europeu que o modelo nórdico ser implementado em todo o continente. Ele também é compatível com a obrigação legal de todos os estados membros da UE para enfrentar a demanda que “incentiva todas as formas de exploração ligada ao tráfico”, como enfatiza UE anti-tráfico coordenador, Myria Vassiliadou.Ela reflete também a recomendação do Comissário da UE para Assuntos Internos, Cecilia Malmström, para os países a tomar medidas para reduzir a demanda por exploração sexual.
 
De volta a Budapeste, Zsolt não percebe que ele é parte da razão por que o tráfico sexual continua a florescer. Ele não sabe que a menina de 14 anos a partir de sua cidade natal, que não podem falar Inglês ou holandês e acha que ela está indo trabalhar em um salão de cabeleireiro em Amesterdão, acaba em uma janela em uma rua Nyíregyháza , comprado por sexo por “visitantes da luz vermelha”.
 
Instamos o Reino Unido e todos os governos europeus para implementar o modelo nórdico em todo o continente. Isto não só irá garantir que a vida de inúmeras mulheres e meninas são melhoradas, mas também irá enviar um sinal forte para pessoas como Zsolt, que não apreciar plenamente que ao permitir que a indústria do sexo comercial, eles estão escondendo a exploração e violência que é em seu núcleo.
 
 

Redação

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80 Comentários
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  1. Jaime Balbino

    14 de dezembro de 2013 10:37 am

    Mais um guerra santa que vai
    Mais um guerra santa que vai no máximo ocultar na ilegalidade todos que trabalham, exploram e usam. O tráfico de pessoas vai continuar porque não é dependente da discriminalizacao da prostituição como erroneamente sugere o texto. Tudo ficará invisível, como gostam os moralistas, ricos usuários não serão incomodados e os casos de estrupos vão aumentar (sempre aumenta ao faltar opções).

    1. Marcos Chiapas

      14 de dezembro de 2013 11:21 am

      Achismo

      A autora, que tem conhecimento e escreve com base em análises de 10 anos de legislações antagônicas e seus resultados, está errada.

      Certo está o seu achismo sem nenhuma base em dados reais.

      Haja paciência.

       

      1. marcelo

        14 de dezembro de 2013 12:21 pm

        que dados reais tem na

        que dados reais tem na matéria? nenhum, só achismo.

        1. Marcos Chiapas

          14 de dezembro de 2013 1:00 pm

          Seguinte

          Eu não escrevi que os dados estão na matéria, disse que a autora escreve baseada em dados reais, porque preside uma organização mundial em defesa da igualdade da mulher.

          1. marcelo

            14 de dezembro de 2013 4:26 pm

            igualdade da mulher, desde

            igualdade da mulher, desde que ela não seja prostituta. se ela for, ela que se foda. entendi muito bem esta mensagem.

      2. Jaime Balbino

        14 de dezembro de 2013 10:30 pm

        Concordo que ela tem

        Concordo que ela tem autoridade, mas a relação que ela constroi carece de comprovação. Diria até que é impossível comprovar. A exploraçao sexual de mulheres e adolescentes independe da legalização da prostituição, no texto ela quer fazer o contrário e insinua, sem comprovar, que há um aumento do tráfico de mulheres e adolescentes por causa da legalização. Simplesmente não parece crível.

        Também ela parece querer dizer que houve um aumento de usuários com a legalização, algo que justificaria uma intervenção estatal contra eles com o objetivo de diminuir a demanda. Não parece haver dados que corroborem essa sutil insunuação.

        Por fim, não é difícil concluir que aqueles que buscam adolescentes já agem na ilegalidade porque a prática já é proibida, o que mudaria então?

    2. Anarquista Lúcida

      14 de dezembro de 2013 3:00 pm

      “casos d estrupos vão aumentar (sempr aumenta ao faltar opções)”

      Como é que é? Entao, é preciso haver a prostituiçao para evitar a “falta de opçoes” para os homens? Que se masturbem, como as mulheres sempre fizeram. É o cúmulo da cara de pau dizer isso. Ou você está dizendo que os homens sao criaturas bestiais que nao podem se controlar? (Além de serem incapazes de conseguir uma parceira para sexo consensual, o que anda tao fácil…). 

      1. Jaime Balbino

        14 de dezembro de 2013 7:37 pm

        Não me acuse de falar a
        Não me acuse de falar a verdade. Basta aceita-lá. Não há estatísticas, mas há casos que demonstram a correlação: http://nossoclubedeleitura.blogspot.com/2011/01/janeiro-de-2011-mario-vargas-llosa.html?m=1
        Neste caso os presos não tinham histórico de estupro e a rotina prisional não inclui namoro e sexo: http://www.bandab.com.br/jornalismo/presos-regime-aberto-pulavam-muro-escola-estuprar-alunas-mpf/

        Você entendeu perfeitamente o que eu disse, Anarquista. E se puser a cabeça para funcionar, desanuviando-a do moralismo que pode ser aplicado em mim e em você, mas não a todos os homens do planeta, concluirá que enquanto há uma maioria que casa, namora, se masturba, e/ou paga por sexo (por tradição/costume, fantasia ou necessidade); há tambem aquele que pode se tornar assedioso e agressivo. Tenho certeza que você já conheceu ao menos em histórias esse tipo que em determinadas condições avança o sinal e tem dificuldade em ser contido.
        Para muitos humanos o sexo é uma necessidade fisiologica – uma pulsao, diria Freud – que se não domesticada assume formato doentio. Uma parcela dos homens casados estupram suas esposas assim como uma parcela dos que pagam por sexo buscam satisfação primitiva somente.
        O ex-diretor do FMI que atacou uma camareira de hotel pode se encaixar nos dois grupos.

        1. Anarquista Lúcida

          14 de dezembro de 2013 9:16 pm

          Ah, e mulheres precisam de ser prostitutas p/ resolver o problem

          Francamente. É muita cara de pau defender isso. Que esses homens façam como as mulheres sempre fizeram, se masturbem. Ou se joguem do alto da ponte. As mulheres nao têm que resolver o problema deles. E que apodreçam na cadeia se tentarem apelar para estupro. 

          1. Jaime Balbino

            14 de dezembro de 2013 10:21 pm

            Defender? Digo que o Nassif

            Defender? Digo que o Nassif está uma tristeza para debater porque o pessoal vem com raiva e não quer realmente entender a posição do outro. Fica uma coisa pobre, como essa sua colocação.

            Não estou defendendo nada, estou constatando algo que você realmente finge que consegue resolver com algumas punhetas e siriricas. Convenhamos que se fosse assim tão fácil ninguém casava e ninguém pagava por sexo também, bastaria o prazer solitário e pronto, sexo poderia ser tão opcional quanto andar de Ferrari.

            Que você tenha um determinado controle emocional, tudo bem. Eu também tenho o meu. Mas não dá mesmo para querer que o mundo se curve às nossas preferências e subterfúgios. É esse o ponto. Há uma relação verdadeira e factível no que eu disse anteriormene e nenhum moralismo pode modificar isso, o máximo que consegue é essa trincheira besta contra o óbvio.

            Para ver se você raciocina um pouco: qual o motivo de se permitir namoros e visitas íntimas em presídios mesmo para presos de segurança máxima?
            (a) É parte da reintegração social
            (b) Piedade em relação ao coitado do preso solitário
            (c) Método eficaz na diminuição da violência dentro do presídio

            Imagino você tendo que tomar a melhor decisão em benefício de um grupo grande e só levando em conta seus valores pessoais…

          2. Anarquista Lúcida

            14 de dezembro de 2013 10:57 pm

            Vc nao entende o ponto da questao, né? Acha tao natural…

            Nao se justifica uma violência sobre as mulheres por causa de “necessidades” de alguns homens sem controle. Ponto. Que comprem uma boneca de pano ou uma cabra, transem entre si, façam o que quiserem, mas isso NAO É PROBLEMA DAS MULHERES. Ponto. 

          3. Jaime Balbino

            14 de dezembro de 2013 11:41 pm

            Uma cabra seria enquadrado

            Uma cabra seria enquadrado como maus tratos ao animal e teria repercussão negativa muito maior.

            Você está fazendo um “debate autista”, pré-concebendo minha posição independente do que eu diga e em cima daquilo que você me atribui dá uma resposta que a satisfaz. 

            Insisto que apenas constatei um fato. E parece que você concorda com o que desvelei quando sugere masturbação, bonecas, cabras e homossexualidade casual como alternativas. Concordo que em muitos casos, talvez na maioria, essas são realmente as soluções usuais (incluo aí também a abstinẽncia).

            Mas há também o namoro, o casamento e a prostituição como alternativas socialmente aceitáveis (o relacionamento sexual entre humanos é, sim, uma possibilidade que tem que ser considerada neste debate). Os exemplos desagradáveis que dei mostram que não é todo mundo que naturalmente se contenta com as suas sugestões de satisfação e dá para afirmar, sim, que possibilidade de contato humano real diminui a violência sexual (entre homens-mulheres e entre homens-homens).

            Não acho que se deva colocar todos os homens “em teste” sob as mesmas condições restritivas para poder em algum momento dizer orgulhosamente que este ou aquele é um maníaco sexual que atenta contra os (nossos) padrões de castidade e abstinência. Afinal, os “nossos padrões” não são os mesmos da sociedade – estes muito mais amplos e maleáveis.

            Por isso, moralmente é inaceitável sob qualquer hipótese que um homem estupre uma mulher. Não existe desculpa para esse crime. Mas SOCIALMENTE há como engendrar esforços para evitar a violência sexual em nossa sociedade machista autoritária e imperfeita: basta se pragmático e não usar o moralismo pessoal como viseira.

          4. Anarquista Lúcida

            15 de dezembro de 2013 1:04 am

            Prostituiçao existe, mas NAO É ACEITÁVEL

            Só é “socialmente aceitável” por causa do machismo vigente. Assim como, há poucos anos atrás, era “socialmente aceitável” ser racista. Tem que parar de ser socialmente aceitável. Este é o ponto. 

            E nao confunda sexo com prostituiçao. De moralista nao tenho nada, quem está falando de “castidade e abstinÊncia” é você. Eu acho que pessoas adultas devem ser capazes de ter sexo consensual. Agora, se nao sao capazes disso, que se virem, outras pessoas nao têm nada a ver com isso. Sexo livre é uma coisa, prostituiçao nao tem nada a ver com sexo, tem a ver com dominaçao. 

          5. Jaime Balbino

            15 de dezembro de 2013 5:31 am

            Anarquista, seu recorte é
            Anarquista, seu recorte é moralista: aceita masturbação mas não aceita abstinência; confunde sexo com amor e amor com prostituição, só assim para afirmar que não há sexo na prostituição ou que o sexo tem local sagrado ou ainda que só algumas relações sexuais socialmente determinadas sao consensuais. Fiquei com a impressão que o sexo no casamento é sempre consensual por convenção.
            Se é para confirmar suas certezas, não conte comigo. Infelizmente o mundo não é limitado como seu raciocínio. Mulheres casadas sao estrupadas por seus maridos mais comumente do que pensa. E sexo sem amor sempre existiu.
            Isso não tem a ver só com machismo ou racismo, que por sinal continua tão vivo como o preconceito às prostitutas.

          6. Anarquista Lúcida

            15 de dezembro de 2013 7:03 pm

            Vc me atribui o q eu nao disse, e combate o q vc mesmo falou…

            Eu NAO confundo sexo com amor. Só que prostituiçao continua sendo diferente de sexo! No máximo é sexo de um lado só, ou seja, VIOLÊNCIA. Sexo sem amor sempre existiu, claro, e nao há problemas nisso. Mas há no mínimo atraçao entre os parceiros, ou pelo menos satisfaçao da necessidade MÚTUA. Você nao vê diferença, né? Nao consegue sair do ponto de vista masculino e vê a mulher como um mero objeto da satisfaçao do homem. Se o homem goza, já é bastante para você. 

            Tb nao tenho nenhum preconceito contra prostitutas. Tenho contra cafetoes e CONTRA OS CLIENTES. No mundo atual, em que obter sexo voluntário está tao fácil, é preciso ser um doente mental para querer comprar sexo, mais provavelmente comprar a sensaçao de domínio de uma mulher. O que nao falta sao mulheres querendo sexo, um homem que recorre ao sexo pago nao quer sexo. 

            Tb é violência quando mulheres casadas sao estupradas pelos maridos, vc é que me está atribuindo a posiçao de que no casamento tudo vale. Você criou um perfil moralista na sua cabeça, está o atribuindo a mim, mas nao tenho nada de moralista. Apenas nao admito violência contra ninguém, menos ainda contra mulheres. 

            Afinal, você nao desaprova o trabalho em condiçoes análogas às de escravo? Ou tb acha isso “socialmente aceitável”? Porque exercer a prostiuiçao, na quase totalidade das vezes, é trabalhar em condiçoes análogas às de escravo. 

  2. alexandre a.moreira

    14 de dezembro de 2013 10:57 am

    Moralista, sem embasamento e

    Moralista, sem embasamento e cheio de generalidades do tipo: “A Europa está acordando” ….o que significa esta frase ?

    Esta acordando para o auxílio vergonhoso aos bancos por se prostituirem com as taxas de juro ? Santa inocência Batman !

    A legalização coloca o tráfico de pessoas no radar diferenciando traficados de legalizados.

    1. Marcos Chiapas

      14 de dezembro de 2013 11:16 am

      Moralista, sei quem é.

      Acho que o moralista hipócrita nesta questão é você, que defende com unhas e dentes o seu direito, de seu pai, de seus amigos de continuar indo a um puteiro, pegar uma mulher ( ou meninas, que é o que vocês gostam ) que está la’sob coação e humillhá-la, fazê-la sua escrava por alguns momentos, aqueles que o seu dinheiro possa pagar.

      Se a autora, que é presidente da Iguality Now, que defende os direitos das mulheres em todo o mundo, não tem embasamento para dar uma opinião você, o usuário, o beneficiado pela regulamentação, tem ? 

       

      1. Jaime Balbino

        15 de dezembro de 2013 5:50 am

        A sua incapacidade para o
        A sua incapacidade para o debate é surpreendente. A grita idiota com acusações levianas não lhe trará a razão que lhe falta. Pelo contrário, só comprova essa sua evidente limitação moralista que precisa enquadrar os outros por ser incapaz de analisar a realidade sem a viseira que se impõe. Por que já não me rótula de estuprador ou, melhor, pedofilo. Facilitando ainda mais as coisas para você. Com certeza não terá dificuldade em ser tão caricato.

  3. alexis

    14 de dezembro de 2013 11:16 am

    Não parece ser tratado como problema moral, mas comercial

    Praticamente todos os relacionamentos possuem algo de prostituição, em maior ou menor grau, com dissimulo, com armadilhas, aceito ou não socialmente. Apenas algumas pessoas fazem disso uma profissão bem definida e remunerada, sem necessidade de fazer sexo “pelo caixa dois”. O problema então parece não ser moral nem trata a prostituição propriamente dita, mas sim a comercialização – não regulamentada e sem pagar impostos – de “momentos” de relaxo sexual. Existe um filme por aí que ilustra o fornecimento terapêutico de sexo, inclusive por parte de profissional com diploma reconhecido pela sociedade. O assunto tratado no filme poderia servir de coluna vertebral para progredir neste assunto.

     

  4. marcelo

    14 de dezembro de 2013 11:51 am

    Querer acabar com a lei da

    Querer acabar com a lei da oferta e da procura é tão eficaz quanto querer acabar com a lei da gravidade por decreto.

    1. Vânia

      14 de dezembro de 2013 12:04 pm

      certo

      Sendo assim, devemos deixar o tráfico  de mulheres rolar solto, pois não?

      1. marcelo

        14 de dezembro de 2013 12:20 pm

        Impedir a regulamentação da

        Impedir a regulamentação da prostituição não vai afetar o tráfico de pessoas. Só vai impedir que a vida das prostitutas se torne menos miserável. Provavelmente a intenção é esta. Os moralistas de plantão adorariam tornar a vida das prostitutas a mais miserável possível. Assim acham que seria mais fácil acabar com o que acham imoral. Não importa o quão sádico seja isto: é em nome de um objetivo maior.

        1. Marcos Chiapas

          14 de dezembro de 2013 1:07 pm

          PQD

          Caiu de paraquedas na discussão e já vem escrevendo besteira. A lei nódica que a autora elgogia e que vai ganhando popularidade dá ao usuário o mesmo status de explorador, de cúmplice, do agenciador de mulheres e escravas brancas. Em nenhum momento criminaliza a prostituta ou retira dela direitos sociais. 

          Muito pelo contrário, onde houve a regulamentação é que as prostitutas não legais estão sendo perseguidas pelo Estado para combater o caos do tursimo sexual, como acontece com a recente alteração da lei holandesa.

          Leia, estude, reflita antes de sair por aí acusando as pessoas de moralistas.

          1. marcelo

            14 de dezembro de 2013 3:23 pm

            ok. depois que o brasil tiver

            ok. depois que o brasil tiver regulamentado a prostituição e chegar a niveis holandeses ou suecos, poderiamos pensar em proibição da prostituição. até lá, criminalizar a prostituição só vai fragilizar ainda mais as frageis prostitutas. quanto a isto não vejo quem não concorde. Querer criminalizar a prostituição é coisa de pais rico, desenvolvido, onde há menos desigualdades. é um passo posterior. colocar a carroça na frente dos bois só vai prejudicar os bois.

          2. Marcos Chiapas

            14 de dezembro de 2013 3:45 pm

            Tô falando

            O cara é PQD.

            Rapaz, a legislação sueca, defendida no texto acima em NENHUM momento criminaliza as prostitutas, elas são tratadas como vítimas de violência, cometida, inclusive por quem paga.

          3. marcelo

            14 de dezembro de 2013 4:22 pm

            criminaliza os clientes.

            criminaliza os clientes. portanto criminaliza a atividade. não se faça de bobo.

          4. Marcos Chiapas

            14 de dezembro de 2013 4:39 pm

            Sim

            Porque a atividade existe para saciar o desejo de alguns espertos em ganhar dinheiro agenciando mulheres e alguns patetas moralistas terem aventuras sexuais e se tornarem machos por alguns instantes sem ferir a honra de suas companheiras, amigas, colegas e afins que até gostariam muito de trocar prazer graciosamente, mas ficam em casa  porque os patetas preferem algo mais fácil e sem compromissos com o desempenho. Serão elogiados o tanto quanto puderem pagar. 

          5. marcelo

            14 de dezembro de 2013 4:46 pm

            o que não muda o fato que

            o que não muda o fato que criminalizar o cliente de prostituição criminaliza a propria porstituição. se vc quer tornar a vida das prostitutas mais diícil do que já é, tá no caminho certo.

          6. Jaime Balbino

            14 de dezembro de 2013 10:41 pm

            Essa defesa moralista tá boa

            Essa defesa moralista tá boa demais! Pena que não corresponda á realidade. Gente de grande sucesso pessoal que tenho certeza que você admira e aponta facilmente como exemplo a ser seguido também faz uso de prostituas e de seus agentes. Lamento decepcioná-lo, mas não só fracassados que querem parecer “mais machos e espertos” contratam prostitutas.

            Sendo assim, seu papo moralista serve para quẽ mesmo?

          7. Vânia

            14 de dezembro de 2013 4:14 pm

            Cuma?

            “até lá, criminalizar a prostituição só vai fragilizar ainda mais as frageis prostitutas”

            Engraçado… para quem fez as seguintes observações sobre uma menina (nem era prostituta) que foi vítima de um covarde vazamento de vídeos na internet, surpreende ver você preocupado com as frágeis prostitutas.

            marcelo: “casar com uma mulher dessa, o cara tá no sal.”

            (em https://jornalggn.com.br/noticia/mais-um-video-de-sexo-na-internet-e-o-machismo-nosso-de-cada-dia)

            E ainda chama os outros de moralistas e hipócritas! Como diria/diz um conhecido comentarista daqui: “Benza deus”

            ou “Haja paciência”.

        2. Vânia

          14 de dezembro de 2013 1:19 pm

          Hum…Então tá. Eu sou

          Hum…Então tá. Eu sou moralista? Já que você não me conhece, deve estar me julgando por minha participação aqui no blog. Então vejamos. Você pode mostrar um, unzinho só, comentário moralista que eu tenha feito aqui neste blog?

          Igualmente, só posso julgá-lo por sua participação aqui. Vi que você tem apenas 3 páginas de comentários, talvez uns 30 comentários, no total. Desses, boa parte foram feitos em posts que versam sobre violência contra a mulher. 

          Vou citar alguns deles, em ordem cronológica:

          1.

          Samantha Geimer, vítima de abuso de Roman Polanski, lança livro de memórias

          marcelo: “Outras épocas, outros valores… O que hoje com certeza não deixaria dúvidas a nenhuma pessoa de que o ocorrido fosse estupro, em 77 ficaria realmente numa area nebulosa: uma menina bonita autorizada pela mãe a ir a casa de um grande nome do cinema… tava implicito.”

           

          2.

          Mais um vídeo de sexo na internet e o machismo nosso de cada dia

          marcelo: “casar com uma mulher dessa, o cara tá no sal.”

          marcelo: “até a mulher se tocar que levou um fora vai uns 2 meses.”

           

           3. 

          Os números e o perfil das agressões sexuais

          marcelo: “Com a nova lei, enconstar a mão em alguém dormindo é estupro. Aliás, com a nova lei, mulher passou a ser estupradora.”

          —-

          marcelo: “Pronto. Todos os homens são estupradores, ou ao menos co-réus por conviverem com estupradores. “

           

          4.

          Número de estupros aumenta 18% em 2012

          marcelo: “Matéria sensacionalista e sem valor, pois precisa de dados mais consistentes. A propria matéria afirma que há baixa credibilidade sobre os numeros de determinados estados. E usa isto pra criar mais alarde: portanto os numeros podem ser maiores. Ora, se não tem credibilidade, podem ser maiores ou não… Sem falar que a caracterização do estupro mudou recentemente. Antes o estupro era cometido somente por homens e contra mulheres forçadas a penetração vaginal. Agora o estupro pode ser cometido por agente passivo ou ativo mediante forçado “ato libidinoso”. Até quanto deste aumento se deve ao fato do conhecimento pelas vítimas de que elas foram vítimas de estupro pela mudança da lei a matéria não responde e nem faz questão de responder.”

          —-

          marcelo: “Talvez. Mas os números que a matéria apresenta só nos deixam isto, o talvez. Não revelam absolutamente nada. Dá pra dizer que aumentou o número de mulheres estupradas? NÃO. Dá pra dizer que aumentou o número de homens estuprados? NÃO. Dá pra dizer que aumentou o número de mulheres estupradoras? NÃO. Dá pra dizer que tipos de atos libidinosos aumentaram ou diminuiram? NÃO. Uma matéria sensacionalista, por que não informa nada, a não ser números frios, com o intuito de induzir o leitor a achar que a violencia aumentou. E nem isto dá pra dizer, pois, talvez, pode ter só aumentado as notificações. Talvez…”

          5.

          https://jornalggn.com.br/noticia/na-franca-prostituicao-e-legal-mas-clientes-sao-criminalizados#comment-163105

          marcelo: “e que mal há em dominar uma mulher? “

          6.

          Suécia se preocupa com aumento de estupros entre jovens

          marcelo: “Também. Na Suécia até peidar é estupro.”

          ********

          Como se vê, o Marcelo é um histórico defensor das mulheres e seus direitos.

          fonte: https://jornalggn.com.br/usuario/marcelo

          1. marcelo

            14 de dezembro de 2013 3:20 pm

            o que não impede de eu ser um

            o que não impede de eu ser um defensor da regulamentação da prostituição. Não por que eu defenda ou seja contra as mulheres. Pelo simples fato que é o mais racional. 

          2. Vânia

            14 de dezembro de 2013 3:57 pm

            óbvio que não impede

            “o que não impede de eu ser um defensor da regulamentação da prostituição”

            Muito pelo contrário, vai ao econtro de seus interesses, provavelmente.

          3. marcelo

            14 de dezembro de 2013 4:25 pm

            muito provavelmente vai de

            muito provavelmente os seus interesses vão de encontro aos meus. a isto se chama democracia.

          4. Vânia

            15 de dezembro de 2013 12:17 am

            N A O ~

            Tenho absoluta certeza que eu não tenho interesse ou qualquer coisa em comum com tipos como você. 

            Ademais, estou cansada –  enojada mesmo – em ver tantos homens (não só tipinhos como você, mas tantos outros) querendo ditar o que é ou não bom para as mulheres, prostitutas ou não.

            Vão cuidar da parte que lhes cabe, do que lhes é inerente.

            Deixem-nos em paz!

            Saravá!

             

             

          5. marcelo

            15 de dezembro de 2013 12:45 pm

            Claro. Bom pra prostituta é

            Claro. Bom pra prostituta é que ela não tenha carteira assinada, não tenha contrato de trabalho, não teenha qualquer amparo estatal. Por que puta é puta, e tem que sofrer. é isto o que vc prega, moça.

          6. marcelo

            15 de dezembro de 2013 12:55 pm

            escrevi errado. vai de

            escrevi errado. vai de encontro a, nao ao encontro de. 

    2. Marcos Chiapas

      14 de dezembro de 2013 12:15 pm

      Legalizemos tudo então

      Talvez devamos começar pelo tráfico de órgãos humano, o que acha ?

      Numa próxima etapa podemos atacar no tráfico de animais e outras riquezas naturais da Amazônia.

      Regulemos toda e qualquer atividade humana em nome se sua santidade O Mercado. O seu Deus.

      1. marcelo

        14 de dezembro de 2013 12:16 pm

        claro. prostituição é como

        claro. prostituição é como matar uma pessoa pra roubar seus orgãos. Como eu nunca tinha feito esta comparação?

        1. Marcos Chiapas

          14 de dezembro de 2013 12:55 pm

          Além de tudo

          É burro. O mercado de órgãos duplos, como rins, não depende da morte de ninguém.

           

          http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/114350/

          1. marcelo

            14 de dezembro de 2013 3:25 pm

            mas eu concordei com vc.

            mas eu concordei com vc. vender sexo é como vender rim (ironic mode on).

  5. evandro condé de lima

    14 de dezembro de 2013 2:42 pm

    Tentando novamente: Enquanto

    Tentando novamente: Enquanto isso no Brasil

    Deu na FOLHA

    “Eles me buscavam na escola”, diz garota vítima de exploração sexual

    LUCAS REIS
    DE MANAUS

    ARTIGO 1

    A rotina da estudante Giovana (nome fictício) mudou radicalmente aos 14 anos.

    De família pobre, da periferia de Manaus, ela foi tomada pela curiosidade ao ver uma amiga rodeada de presentes, dinheiro e carros.

    Em pouco tempo, passou até a cabular aula para entrar na rede de exploração sexual.

    Não demorou e passou a fazer de seis a sete programas por dia. E ela ainda nem havia completado 15 anos.

    “Emendava um programa no outro. Não parava. Ganhávamos dinheiro muito fácil. Mas, como diz o ditado, tudo que vem fácil vai fácil”, disse à Folha a adolescente, hoje com 17 anos e, segundo ela, longe dos encontros sexuais.

    Há um ano, a rede de exploração sexual da qual Giovana fazia parte foi desbaratada pela polícia em Manaus.

    Agora, a Folha teve acesso a detalhes das investigações sobre a forma de atuação do esquema que servia a grupos de empresários e políticos do Amazonas e que recrutava garotas pobres, com idades a partir de 12 anos.

    O Ministério Público ofereceu denúncia. A Justiça ainda analisa se abrirá processo.

    O caso está sob sigilo no Tribunal de Justiça do Amazonas. Um cônsul, um prefeito e um deputado estadual estão entre os suspeitos de fazer parte do esquema.

    “Às vezes no meio da aula eles [agenciadores] me avisavam sobre algum programa por mensagem de celular, então me buscavam na escola e me levavam até o local do encontro. Depois, me levavam de volta pra escola ou pra casa”, disse a menina.

    “Na média, num dia, podia ganhar R$ 2.000, R$ 3.000. Variava de R$ 300 a R$ 400 [cada programa]”, completa.

    Segundo a garota, a maioria dos clientes sabia que ela não tinha 18 anos -quando necessário, diz, usava uma identidade falsificada.

    A vida dela, conta, mudou de novo quando a rede veio à tona, em novembro de 2012.

    Policiais foram até a casa dela para apreender computadores e celulares. “A reação da minha mãe foi péssima. Ela desmaiou, foi uma coisa muito horrível”, afirma.

    Outros parentes de garotas ouvidos pela reportagem relataram semelhante reação quando o caso foi revelado.

    Com medo, Giovana afirma que apagou seus perfis nas redes sociais e passou a fazer, também, um curso profissionalizante. Hoje sonha com uma universidade.

    “Não falo com mais ninguém, perdi o contato com todos. Eu vi e revi o que eu fazia e agora faço diferente. Quero estudar e ter meu próprio negócio.”

    ARTIGO 2

    Cada passo das meninas exploradas sexualmente em Manaus era orientado.

    Roupa certa, horário no salão, modos de arrancar dinheiro dos clientes, truques para esconder a menstruação, pílulas do dia seguinte e até um aborto são citados em papéis da investigação obtidos pela reportagem.

    Os programas aconteciam em qualquer hora e lugar: estacionamentos, escritórios, casas, motéis, barcos. Custavam a partir de R$ 300.

    Garotas virgens, chamadas de “lacradas”, valiam muito nesse mercado. Um agenciador contou ter “vendido” uma delas por R$ 2.200.

    “Ela ficou muito destruída. […] Era virgem mesmo, parece assustada quando voltou”, disse um suspeito, em gravação autorizada pela Justiça.

    Entre os clientes -homens ricos- havia quem fizesse pedidos por meninas “tipo bebezinha”. As garotas eram como produtos. “Cata alguma coisa lá que a gente tem que mudar nosso cardápio, né?”, disse um dos agenciadores, sobre a necessidade de recrutar novas meninas.

    As garotas eram aliciadas em festas e academias. “Mas [que seja] uma bonitinha, bobinha, sem estilo de mulher”, disse um outro recrutador.

    Adolescentes menstruadas eram orientadas a usar algodão molhado no canal vaginal para esconder o sangramento. “Se tu fizer o truque direitinho, não sangra, não”, disse um agenciador. Se relutavam em atender alguém, vinham as ameaças.

    A existência da rede começou a vir à tona em maio de 2012, quando a mãe de uma garota de 13 anos desconfiou da filha que chegava tarde e com roupas caras. Achou um celular e a mensagem: “Tem um amigo meu que dá R$ 400, quer? É rapidinho, dentro do carro, ele é casado.”

    Na delegacia, a menina contou que fora convencida por uma amiga a sair com um empresário e, no dia seguinte, uma mulher lhe telefonou oferecendo mais “babados”.

    A adolescente listou nomes de clientes, conhecidos na cidade, e a operação começou.

    Quando a ação policial foi deflagrada, em novembro do ano passado, 20 pessoas foram indiciadas sob suspeita de corrupção de menores, favorecimento da prostituição, rufianismo (obtenção de lucro através de exploração sexual) e, em alguns casos, estupro de vulnerável.

    O Ministério Público ofereceu denúncia. Mas a Justiça, um ano depois, ainda analisa se abrirá processo -e reconhece que a investigação anda a passos lentos.

    Para o desembargador Rafael Romano, atual relator do caso no Tribunal de Justiça do Amazonas, o excesso de suspeitos e o fato de haver “gente conhecida” afetam os trabalhos. O caso está sob segredo de Justiça.

    “O processo já passou por alguns relatores. Passa de um para outro, que diz que não quer. Tem muita gente conhecida, de colégio, deputado, tinha prefeito. Província, né? Continua a província”, disse.

    No final de 2012, Polícia Civil e Ministério Público estavam na fase final das investigações, quando, via ação judicial, um dos suspeitos teve acesso ao teor da operação.

    Foi então que policiais e promotores aceleraram e desencadearam a operação Estocolmo, com 46 mandados de busca e apreensão. À época, dez agenciadores foram presos, mas logo liberados.

    O caso tramita sob sigilo em segunda instância -passou ao TJ por haver foro privilegiado de dois suspeitos.

  6. ArthurTaguti

    14 de dezembro de 2013 2:53 pm

    Ontem (assim como anteontem,

    Ontem (assim como anteontem, antes de anteontem..) foi upada uma notícia do mesmo Marcos Chiapas utilizando o tráfico de mulheres como argumento para não regulamentar a prostituição.

    Eu contrapus esta ideia com farta argumentação e, ao invés de iniciar-se um bom debate como resposta, ele insinuou que sou frequentador de bordéis e espancador de mulheres.

    A tática é conhecida: ignora argumentos contrários e vai disseminando notícias, dia-pós-dia, até todo mundo acreditar que é verdade.

    Apenas como contraponto, gostaria que aquela postagem da Marília Moschkovich também fosse upada a post aqui, para as pessoas formularem suas ideias através de pontos de vistas diversos, pois já está mais do que provado que este Chiapas quer fazer proselitismo aqui, ao invés de travar uma discussão honesta.

    1. Marcos Chiapas

      14 de dezembro de 2013 3:16 pm

      Mentira

      Pedi seus argumentos e você não trouxe um sequer. NENHUM. 

      Porque não os tem. Somente sabe fazer comparações exdrúxulas entre prostituição e outras atividades.

      Se ficou ofendido quando inisinuei que você seja frequentador de bordéis, que na minha visão e da quase totalidade de associações de direitos das mulheres mundo afora são os únicos beneficiados com a regulamentação nos moldes alemães e holandês, é porque não vejo outro motivo para defender a regulamentação. Assim como me ofendo quando você me taxa de moralista porque não consegue ver outro motivo para não querer a regulamentação, embora eu tenha trazido para a discussão exemplos de legislações antagônicas mundo afora e você NÂO. Não trouxe nada, baseia-se apenas em achismos.

      Traga seus argumentos. Quero conhecê-los. Quero objetividade.

      O que ira´melhorar para as protitutas, que no Brasil hoje já tem todos direitos trabalhistas e sociais assegurados pagando a previdência como contribuintes individuais, pois são reconhecidas no CBO. ?

      E o que irá melhorar ( ou piorar ) para os exploradores ?

      Traga-os. É um desafio. Queo conhecer seus argumentos.

      1. ArthurTaguti

        14 de dezembro de 2013 3:50 pm

         
        O fato é o seguinte: eu

         

        O fato é o seguinte: eu argumentei, e você não.

        Se eram esdrúxulas as comparações, cabia a você apontar aonde estavam as incoerências. 

        Só que não. Você apenas se preocupou em insinuar que existe uma correlação entre defender a regulamentação e frequentar bordeis, expediente que você está usando, de novo, sem nenhum pudor.

        Daqui há pouco está “acusando” Jean Wyllys de ser hetero enrustido, só para ver a que ponto chega o nível de uma discussão em que você participa.

        Agora você me pede que eu argumente, né? A outra discussão já se foi, o longo post em que eu busquei um debate é passado, e o seu expediente, de trazer notícias da Europa, se renova. Amanhã tem mais. Você só se escora nisso, “lá na Europa..”.

        Argumento de autoridade puro, e isto só basta, já que, quando você é contraditado, recusa-se a discutir.

        Só que aí pergunto: e quando, recentemente, eleição pós eleição, verifica-se na Europa o crescimento de partidos de extrema direita? Ou quando políticas xenofóbicas/anti imigração começam a ser adotadas com rigor? Aí o “lá na Europa” não se aplica? Coerência manda lembranças..

         

         

        1. Marcos Chiapas

          14 de dezembro de 2013 4:31 pm

          Aiaiaiaiai

          Coerência manda lembranças a você também.

          A utilização da Europa na discussão é porque há lá um disputa entre duas políticas diametralmente opostas sobre o tema em discussão e pode-se apurar, pelos resultados, qual está tendo melhores resultados para as mulheres.

          Não me venha querer novamente apelar para o diversionismo trazendo a xenofobia para a discussão tentando desviar o foco.

          As bancadas xenófobas estão em preticamente todos os governos europeus, também na Suécia e na Holanda que tem políticas opostas quanto a violência contra a mulher. Aliás, os mais proeminenentes lideres da direita odiosa e xonófoba está nas suas queirdas Holanda e Áustria, o Wilder e o Strache, que ao que me consta não se preocupam muito com o fato de haverem escravas sexuais para que a clientela de puro sangue ariano possa se divertir sem ferir a honra das nobres senhoras e senhoritas da sua raça. 

          E, apenas para não perder o costume, cade seus argumentos objetivos. Em que irá melhorar a vida das prostitutas com a regulamentação do direito do cafetão cobrar 50% ? Estou esperando.

           

          1. ArthurTaguti

            14 de dezembro de 2013 7:28 pm

            Colega, quando o parlamento

            Colega, quando o parlamento sueco decidiu combater a prostituição, em quem ele estava pensando? Na loirinha sueca de 20 anos, nascida na periferia de Estocolmo, em um lar desagregado, que cobra 2 pedras de crack por programa?

            Saia da sua redoma cara.

            Poucas suecas se prostituem, e mesmo essas, caso não consigam mais clientes, podem voltar livremente à sua vida “normal”. A conversa lá é outra. O que eles pretendem é tentar coibir tráfico de mulheres que vêm de países pobres, inclusive do Brasil, já que as suecas, no geral, não se prostituem. 

            Agora, se você acha que proibir a prostituição aqui extinguirá o mercado de prostituição no Brasil, ou que meninas em condições paupérrimas deixarão de se prostituir, que continue acreditando no que quiser. Continue comparando livremente mulheres suecas e norueguesas com mulheres brasileiras, abstraindo totalmente a realidade circundante.

            Talvez você chegue à conclusão também que na Noruega ninguém recebe Bolsa Família, e a solução é dar educação e saúde pro povo daqui. Um verdadeiro “jênio”.

          2. Marcos Chiapas

            15 de dezembro de 2013 1:17 am

            Mais mentiras

            Ninguém aqui está defendendo a proibição da prostituição, onde você leu isso ?  Aliás, estamos defendendo uma legislação que descriminaliza a prostituição e torna as mulheres que são levadas a prostituir-se como vítimas de violência da sociedade machista que você defende.

            Você é que está defendendo uma legislação machista que dá aos homens o direito de prostituir meninas pobres desde que para isso lhes dê 50% do ganho auferido, mesmo sabendo com base na realidade das ruas e puteiros que boa parte esses 50%, na esmagadora maioria dos casos, as meninas terão que deixar com os seus senhores em troca de drogas, bebidas, etc

            Você está defendendo o uso de mulheres, do comércio de serviços sexuais,  por pessoas inescrupulosas que com isso se tronam poderosas economicamente e cada vez mais aliciam e prostituem meninas pobres.

            Você é que parte do pressuposto errôneo que alguma parcela relevante da prostituição seja formada por mulheres que estão consciente e autônoma entram na prostituição vendo a atividade como uma opção de trabalho. 

            Você está fora da realidade e vem pregar aqui que a defesa dos direitos dos agenciadores e a manutencão do dierito dos usuários do serviço ( é disso que trata o PL do Wyllys ) amenizará, ao invés de piorar, a situação das mulheres utilizadas no negócio.

            Voltando a Europa, vou tentar explicar de novo, pela milionésima vez, trata-se de comparar legislações antagônicas e seus resultados na prática. A legislação holandesa, espanhola, suiça, alemã, etc, que beneficiam os usuários e agenciadores, nos moldes da proposta pelo Wyllys, criaram facilidades para o tráfico de mulheres e criação de redutos de escravas brancas e de mulheres que se prostituem contra a sua vontade. Isso é fato, não é achismo.

      2. marcelo

        14 de dezembro de 2013 4:35 pm

        vc é um moralista pior que

        vc é um moralista pior que minha mãe, católica. só o moralismo explica sua atitude. vc é um carolão. 

        1. Marcos Chiapas

          14 de dezembro de 2013 4:49 pm

          Que nada

          Transaria com sua mãe na sua frente, desde que seu pai não  mandasse ela cobrar nada para poder ficar com 50%.

          Frequento casas de swing, faço troca de casais e uns menage com minha esposa e colegas dela. Na boa.

          Mas se falarem em ir num puteiro, eu broxo mesmo. Não sou pato.

          1. Jaime Balbino

            14 de dezembro de 2013 7:43 pm

            E porque o pai não cobraria?
            E porque o pai não cobraria? Com esse seu tom de ameaça a transa não seria por prazer, simpatia ou gratidão. Se é apenas para imposição de sua autoridade no assunto melhor cobrar, e caro, para que alguma vantagem mútua se sobreponha a essa mesquinhes vazia.

          2. marcelo

            15 de dezembro de 2013 1:12 pm

            Cara, vc não teria a coragem

            Cara, vc não teria a coragem de falar isto na minha cara. Proponho um encontro pra tirar nossas diferenças. Quero ver esta macheza toda. 

  7. Jaime Balbino

    14 de dezembro de 2013 7:54 pm

    Tá cada vez pior levar uma
    Tá cada vez pior levar uma discussão e construir Conhecimento no blog do Nassif. Todo mundo só traz certezas.
    Tudo bem que o texto é polémico e tão tendencioso quanto aqueles contra hidrelétricas, mas é assustador a quantidade de comentaristas refratarios e muito agressivos.
    Não dá para afirmar como quer o texto que o tráfico de pessoas e a exploração infantil sao consequência da legalização da prostituição. Mas dá para afirmar que isso não vai acabar ou diminuir com a criminalizacao dos prostbulos e seus usuários. Esse argumento só serve para satisfazer o moralismo.

  8. Obelix

    14 de dezembro de 2013 8:08 pm

    É um assunto extremamente

    É um assunto extremamente complicado.

    Mistura uma história milenar de sequestro do corpo (e da libido) feminina pelo mundo masculino, corroborado por todas as grandes três religiões monoteístas (onde a mulher é a fonte original do pecado), questões econômicas e políticas.

    Dentro da lógica capitalista não há corpo livre. E a legitimação do controle e do discurso ideológico de uma classe sobre as demais consiste em, de forma rasa, qualificar algumas funções e desqualificar outras, historicamente falando.

    Há, portanto, empregos mais e outros menos nobres, e geralmente, esta dinâmica se vincula ao ganho financeiro, que por sua vez reproduz status social,e  capital político.

    Mas nenhuma luta progressista que mereça este nome, assumiu para si a tarefa de desqualificar a profissão pelo viés de exploração que incidia sobre ela, ao contrário: no ideário progreesista mitificador, é o peão, o lavrador, o camponês, o operário, o gari, enfim, o lumpen, que merece todas as loas para se organizar e combater o capital com sua coesão de classe.

    Diga-se que nenhuma luta progressista abandonou a luta economicista destas categorias, ou seja, melhor um emprego com todos os direitos que um sem nenhuma proteção trabalhista.

    No caso das prostitutas, infelizmente, a lógica se inverte: Querem acabar com a exploração extinguindo a atividade, simplesmente porque há um julgamento (moral) de que ela avilta a mulher.

    Mas e a auxiliar de enfermagem ou a empregada doméstica que ganha um salário mínimo para limpar os exrementos do patrão em cima de uma cama, dando-lhe banho todo dia, enquanto sua esposa vai ao shopping com os netinhos, e se nega a lavar a b…nda do marido entrevado?

    Bem, são questão a serem analisadas.

    Associado a estas formas legalizadas de exercício econômico, para cada atividade capitalista legal há outra ilegal ou informal, ou ainda, modernamente, desregulamentada.

    A exploração feminina não se dá apenas no campo do trabalho sexual, ao contrário. Desde o advento da revolução industrial, mulheres e crianças ganhavam menos (e ainda ganham), e não raro, estavam mais distantes da possibilidade de sindicalização ou regulamentação de seus empregos.

    Por questões óbvias, a história nos explica a ilegalização do trabalho infantil, mas a mulher “conquistou” seu direito a trabalhar.

    Junto a isto, em todos os sistema democráticos, as mulheres foram, dentre os demais grupos marginalizados, os últimos a conseguir o direito o voto.

    Temos várias abordagens sobre a regulamentação da prostituição:

    a) Os Estados mais avançados não punem o que os seus sistemas jurídicos chamam de auto-lesão, isto é: ofensas ao próprio corpo, e cujos efeitos se restringem a esfera jurídica de quem decidiu por aquele conduta. Estão nesta categoria o uso de drogas (legais ou não), o aborto, o uso do corpo e o suicídio. Os sistemas que inistem nesta punição estão enquadrados como estamentos moralistas e religiosos. 

    b) Em todas as atividades, a regulamentação trouxe mais dignidade aos trabalhadores (as), principalmente os mais vulneráveis(os mais pobres). Os mais ricos, como as prostitutas de luxo, pouco ou nada se importam se há ou não leis de proteção, mas elas são, como sabemos, minoria.

    c) A pressão sobre os sistemas criminais e jurídicos, criadas a partir da proibição e criminalização, revelam que estas tentativas produzem uma caótica estrutura de corrupção, violência e exploração para além da que já existiria em atividades regulamentadas, situação que nenhum Estado ou polícia do mundo deu conta de combater. Em suma: a criminalização/proibição apenas serve para enganar o senso comum.

    d) Sendo assim, se considerarmos que a prosituição não é crime (como no Brasil), as sua atividades-meio(boates, hotéis,  motéis, taxistas, etc) não podem ser consideradas criminosas se atenderem a legislação, porque do nada, nada vem, ou seja, se vender o corpo não é crime, organizar e sistematizar a venda também não poderia ser. Em outras palavras: não se pode permitir a venda de carros e proibir a de combustíveis.

    f) Por fim, é bom lembrar que todos os exemplos dados como justificativa para a criminalização da prostituição e/ou dos negócios correlatos, tomando como base as condutas criminais não se sustenta: vamos proibir a confecção porque a máfia chinesa se especializou em contrabando de tecidos e pessoas, junto com os italianos da Camorra Napolitana, para produzir as últimas peças da moda de Milão?

    Ou vamos acabar com a indútria farmacêutica por que o éter e acetona vão parar no refino de cocaína? 

    São apenas questões para o debate.

  9. Ed Döer

    14 de dezembro de 2013 8:10 pm

    Só tem um porém, a matéria

    Só tem um porém, a matéria deixa claro que o problema que se quer combater realmente é o tráfico de pessoas (principalmente mulheres), intimamente ligado com a prostituição.

    Tal solução proposta para resolver o problema, se aproximaria de um hipotético “vamos prender os viciados para acabar com o tráfico de drogas”. Não só não irá resolver, como gerará mais problemas, empurrando a situação, e as mulheres envolvidas nesse meio para o submundo do crime.

  10. jc.pompeu

    14 de dezembro de 2013 10:22 pm

    combate insano de uma guerra perdida… no caminho reto de casa

    assunto complexo, árido, insondável, problemático, complicado, enredado por demais de se estudar e conceituar à luz divina resplan/decente de um lindo dia de sol puro brilhante na terra dos homens bons e justos, por graça e benção da ordem social instituída pelos milenares costumes arraigados da doutrina judaico-cristão ocidental ao norte de nóis… é a prostituição e a pornografia, o estudo da prostituição.

    Tony Judt disse: “A seriedade moral na vida pública é como a pornografia: difícil de definir, fácil de identificar quando se vê.”

    “A mulher de Meyrenil, que fornecia garotinhas, foi entretanto julgada com estrondo. Os jornais escreveram sobre o caso da Rue Cambacérès e reproduziram o seguinte diálogo entre o juiz e a dona do estabelecimento:

    – A senhora não tem vergonha, a senhora, mãe de família, de ter entregue crianças à libertinagem mais crapulosa?

    – Por que teria, senhor juiz? Quando o senhor nos frequentava, achava que eram velhas demais!”

    nesta investida da elite moral burguesa-religiosa europeia pra cima da prostituição e do seu sofisticado inovador sistema negocial-sexual (cito, en passant, a indústria da propaganda cervejeira global/nacional e suas alusões/ilusões de mercado de sexo/desejo na pornografia picardia dissimulada para desviar atenção do sabor das cervejas nacionais de acentuado malte pasteurizado de milho transgênico), hoje, mais do que nunca, presente no portfolio lucrativo de malfeitos do crime organizado global, na divisão corporativa de negócios lícitos/ilícitos relativos ao mercado do sexo também chamado de mercado da carne fraca que, está óbvio, não tem o selo certificador de origem nobre, o rótulo de marca friboi, no entanto, uma coisa é liquida e certa:

    o cerceamento, a regulamentação burocrática e a proibição das atividades dessas operárias do sexo que tem o nicho socioeconômico profissional dos serviços iss de circulação de desejos com função de aliviadora sexual, iniciação sexual e a libertinagem consentida e controlada, fora do espaço sociofamiliar, só fará com que o estado burguês social moralista católico-calvinista prive o transeunte anônimo europeu, seja soldado aquartelado ou operário de grandes obras civis seja estudantada testosterona a mil ou velho libidinoso pimpão, prive-os e a todos de modo geral da companhia dessas adoráveis moças de vida alegre… e torne a combalida impotente comunidade europeia uma terra desolada de desempre/gados moços de vida triste…

     

     

    1. Obelix

      15 de dezembro de 2013 1:54 am

      Por Tutatis.

      Queria ter escrito isto.

  11. Jaime Balbino

    14 de dezembro de 2013 10:55 pm

    Alteridade

    Quando defendo os direitos dos homossexuais, aqueles que são contrários me chamam de gay.

    Quando defendo o direito dos negros, me chamam de preto.

    Quando defendo o direito ao culto das religiões afro-descendentes, me chamam de macumbeiro.

    Quando defendo o direito dos pobres, me chamam de comunista.

    Quando defendo a inclusão dos deficientes, me chamam de burro e ingẽnuo.

    Quando defendo direito aos presos, me chamam de ladrão, corrupto ou estuprador.

    Quando defendo o direito das mulheres, dizem que sou abortista.

    Quando defendo o direito das prostitutas, dizem que sou seu cliente.

    É absurda a falta de alteridade de quem se acha melhor do que os outros exatamente porque é incapaz de viver o outro lado. Se tivesse menos certezas teria a capacidade de compreender o que está em jogo, conseguiria enxergar mais longe e não ameaçaria infantilmente os outros em cada comentário desesperado para manter de pé suas certezas.

    Onde foram parar os  bons debatedores do Nassif? Só vejo doutrinadores incompetentes.

    1. Marcos Chiapas

      15 de dezembro de 2013 12:55 am

      Mentira

      Quando defendo o direito das prostitutas, dizem que sou seu cliente.

      Você não está aqui defendendo o direito das prostitutas, está defendendo o direitos dos cafetões, agenciadores e dos usuários de prostitutas. Quem está aqui a fazer a defesa dos direitos das mulheres que estão prostitutas, somos eu e algumas colegas.

      Ou senão, qual é objetivamente o direito das prostitutas que você está defendendo, relacione-os, por favor.

      1. Jaime Balbino

        15 de dezembro de 2013 4:44 am

        Especificamente o direito de
        Especificamente o direito de não ser marginalizada, de não continuar invisível para conveniência alheia. Mas posso acrescentar que “quando defendo o direito das prostitutas me acusam de usuário e de defender os cafetoes”.
        E você, o que defende de concreto?

        1. Vânia

          15 de dezembro de 2013 5:14 am

          Me perdoe

          Mas… Jaime, você é comentarista antigo aqui do blog. NUNCA VI, em nenhum post que tratava sobre igualdade de gêneros ou sobre denúncias de abusos contra a mulher, você se manifestar pelos direitos ou se indignando contra a violência a que estão constantemente submetidas, fruto da cultura machista na qual vivemos.

          O que aconteceu? Mudou?

           

          1. Jaime Balbino

            15 de dezembro de 2013 7:06 am

            Vânia, patrulhe o perfil
            Vânia, patrulhe o perfil alheio com alguma competência para não ser tão leviana na maledissencia. Já disse e não me canso de lamentar como o nível do debate e de alguns comentaristas está deprimente. Pelo menos vejo que em sua ação inquisitoria você foi incapaz de encontrar alguma frase minha que considere machista e então teve que apelar para generalidades, ainda que falseadas.
            Por que você não direciona tanta energia ao tema do post e segue a sugestão construtiva que eu dei? Adoraria vê-la me confrontado com argumentos.

          2. Vânia

            15 de dezembro de 2013 1:34 pm

            É a postura

            Às vezes, mais importamnte do que dar opiniões precipitadas e definitivas, sobretudo quando se trata de temas complexos , mais importante é refletir. E eu nãos estou vendo comentários reflexivos por aqui, ao contrário, a maioria deles, a quase totalidade, pra ser mais exata, são comentários repletos de obviedades, de lugar comum.

            Estou chamando a atenção para um comportamento que é tipicamente, historicamente, machista. Qual seja, os homens ditarem o que é bom e o que não é bom para… as mulheres.

            Machismo não está somente nas palavras, mas também e principalmente nas atitudes e na postura.

        2. Marcos Chiapas

          15 de dezembro de 2013 6:22 am

          Tá mentindo

          Como assim invisível ? As prostitutas tem amparo desde que contribuam com a previdência, como qualquer outro que auferir renda com alguma ocupação.

          Para ser mais correto, elas não só podem como, legalmente, estão obrigadas a pagar como contribuinte individual para a previdência ( previdência social no Brasil não é opcional ) para desfrutar dos mesmos direitos de todos.

          Até outro dia havia no site do Ministério do Trabalho uma cartilha de como deveriam fazer. 

          Fora isso, o Ministério da Saúde desenvolve campanhas de prevenção e esclarescimento direcionadas exclusivamente a quem está se prostituindo e as secretarias municipais de ação social e saúde de TODAS as capitais e grandes cidades brasileiras tem também seus programas de assistência a elas, com visitas a prostíbulos, distribuição de camisinhas, contraceptivos e seringas, tudo com nosso dinheiro, já que, via de regra, nem elas nem seus agenciadores pagam tributos sobre a atividade.

          O projeto em questão, se você não o leu, apenas DESCRIMINALIZA a figura do cafetão, do proxeneta, do rufião alterando o código penal e lhe dando direito de cobrar 50% dos ganhos das prostitutas.

          O que eu defendo é a adoção da criminaliização do usuário e que seu status seja o mesmo do agenciador, afinal, ambos agem em conluio para o comércio de mulheres. É essa a legislação, adotada nos países nórdicos que agora começa a ganhar a Europe e em breve deverá ganhar o mundo. A abolição da prostituição que passa a ser tratada sob todos os ângulos como uma violência contra a mulher.

           

          1. Jaime Balbino

            15 de dezembro de 2013 6:45 am

            Então não haveria problema
            Então não haveria problema para você em regulamentar a profissão com aposentadoria especial com tempo menor e garantias trabalhistas específicas? Ou você está satisfeito?
            Acho que você entendeu o que eu disse com invisível, está tão somente sendo desonesto. Não estou falando em contribuição como autônomo para a previdência e nem em ser tratada como grupo de risco pelo MS.

          2. Marcos Chiapas

            15 de dezembro de 2013 3:49 pm

            Não, não entendi

            Por favor explique o que seria “ser invisível”  ? E também, se possível, o que seria “dar visibilidade” a prostituição.

            Por favor.

  12. Vânia

    15 de dezembro de 2013 12:51 am

    Que bom!

    Bom saber que as mulheres sempre podem contar com o extremo bom senso, com a racionalidade incontestável, imprescindível, e, sobretudo, com a imensa boa vontade dos homens para conosco (porque nós, mulheres, somos bobas, ignorantes, erráticas, burras, incapazes de saber o que é bom ou o que é ruim para nós)

    Bom saber que eles (vocês), mais do que nós próprias, sabem o que é melhor para nós! 

    Sem dúvida, cada um de vocês, homens, ainda que defendendo pontos de vista antagônicos, estão certos. Que vença o melhor! Estamos sempre aguardando o vencedor do duelo para saber aonde devemos ir. Quem nos guiará?

    Somos somente expectadoras. Não precisamos, muito menos devemos, ser ouvidas.

    Que vença o melhor (certos todos estão, embora um esteja mais certo que outro)

    Aí, seguiremos atrás do líder, do herói, do salvador, do nosso guia!

    Amém!

    1. Obelix

      15 de dezembro de 2013 1:16 am

      Cada qual trata do seu drama.

      Estimada Vânia,

      Concordo contigo em quase tudo.

      Há problemas na reprodução desta lógica reivindicada por ti aqui nester debate, pois apesar do espaço, poucas são as que se aventuraram ao colóquio.

      Por outro lado, creio ter lido em outro post sobre o tema(com tantos comentários quanto este) que esta é uma deficiência também dos que defendem o ponto de vista da criminalização da atividade, ou seja: não ouvem as entidades de classe das trabalhadoras do sexo.

      Eu li também que a majoritária parcela destas associações (ao menos no Brasil) defende a regulamentação da profissão e da atividade como um todo.

      Por outro lado, é bom lembrar que o gênero mulher (assim como outro qualquer) não é um bloco sólido e coeso quando se tratam de todos os temas relacionados a seus direitos.

      Em suma: talvez nos suprpreenda o conservadorismo e machismo das mulheres, desde temas como aborto até o livre dispor de seu corpo.

      Mas veja bem: eu posso estar errado.

      Eu imaginei que fosse um avanço os homens deste blog (com raras exceções) se debruçando sobre debate tão importante, construindo consensos e dissensos sobre direitos.

      Faz um tempo (e não muito tempo) que uma conversa sobre este tema revelaria frases implubicáveis.

      Cordial cumprimento.

    2. Marcos Chiapas

      15 de dezembro de 2013 1:26 am

      Não sei

      Não sei se você se referiu a mim, mas da minha parte venho ao longo desta discussão trazendo sempre a opinião de assossiações de mulheres mundo afora, como o EWL, maior lobby de defesa da mulher européia em Bruxelas, da Igualitry Now, presidida pela autora do texto acima, da maior defensora dos direitos das mulheres  na Alemanha, autora do livro sobre os 10 anos de legalização da prostituição e suas consequências nefastas, entre outras. Assim como defendo a posição das Mulheres da CUT, que deu origem a toda essa discussão.

      Venho trazendo essa opiniões e fazendo sua defesa justamente porque acredito que as mulheres tem muito mais autoridade para falar sobre o assunto do que os homens, via de regra, usuários do serviço.

      1. Vânia

        15 de dezembro de 2013 5:32 am

        Não é com você

        Ou não é só com você.

        De fato, sobre o tema em questão, você trouxe matérias oriundas de associações de mulheres e que tais. Eu estava me referindo mais especificamente aos homens que entram aqui – ou em posts afins  – batendo no peito (eu vejo essa imagem, juro) contestando os resultados de pesquisas/pesquisadores que acompanham o tema de longa, dizendo se tratar de “achismos” ou de “moralismos”, enquanto os p´roprios é que estão dando palpites, se não por achismos ou por interesses mesquinhos, por menosprezar o drama subjacente. E desprezam o drama (sim drama) justamente porque as vítimas, mais uma vez, são as mulheres. (Quanto a isso, já demonstrei a hipocrisia de pelo menos um aqui)

        No mais, basta ver que a maioria dos homens que comentam em posts sobre a prostituição aqui no blog quase nunca se manifestam em posts que tratam da violência contra a mulher. O único que o faz, é este que já citei e desmascarei. Os outros não estão nem aí… Só se preocuparam agora com o tema prostituição. Posts sobre estupro, assassinato, violência em geral (que não prostituição) eles passam batido… Fingem que não veem. ou quando comentam é geralmente condenando a mulher. Ou seja, não estão nem aí com o sofrimento das mulheres de modo geral. Mas…. subitamente (pq será?) estão preocupadíssimos com o “bem estar” das prostitutas, que, claro, só acontecerá com a regulamentação da profissão. Clientes serem criminalizados? nem pensar! Coitadas das putas… é só altruismo mesmo.

        E… ficam voces aqui batendo boca. os marmanjos… todos defendendo a integridade das prostitutas.

        A isso eu chamo de machismo com pitada de hipocrisia.

        Sorry!

         

    3. Ed Döer

      15 de dezembro de 2013 1:56 am

      Claro que devem ser ouvidas,

      Claro que devem ser ouvidas, principalmente as prostitutas, que são as maiores interessadas nessa história:

      http://www.slate.com/articles/double_x/doublex/2013/12/sex_work_laws_the_new_york_times_praises_france_s_new_legislation_and_gets.html

      Each time laws based on the Swedish model, like the one in France, are proposed, sex workers are among the loudest opponents. In the past few months alone, we’ve seen protests from sex workers demanding to have their voices heard on sex work laws, demanding voluntary care and services without the threat of arrest or prosecution, and demanding justice from those who target them for violence, including the police, When sex workers protest their victimhood and demand full inclusion in society, we need to start listening.

      1. Vânia

        15 de dezembro de 2013 2:20 am

        Sim

        O que “confunde” é que são várias associações, várias experiências de prostituição. Algumas já ex-prostitutas. E cada uma delas tem uma visão / opinião distinta.

        Então não adianta UM exemplo…

        1. Vânia

          15 de dezembro de 2013 2:31 am

          PS

          Eu não tenho opinião formada a esse respeito.

          só não aguento machistas de plantão bancando defensor dos “direitos” das prostitutas… 

          (não é com vc Ed)

          1. marcelo

            15 de dezembro de 2013 1:04 pm

            o seja, não importa se os

            o seja, não importa se os “machistas” estão certos. se é defendido por “machistas”, vc é contra.

    4. Jaime Balbino

      15 de dezembro de 2013 4:52 am

      É necessário que você nos
      É necessário que você nos traga a opinião das prostitutas e não a sua como se fosse a mesma coisa. Exerça a alteridade ao invés de transferir automaticamente sua opinião sem verdadeira identificação.

      1. Vânia

        15 de dezembro de 2013 5:07 am

        Nem vem…

        Em que momento eu dei opinião por outr@s aqui?

        Eu só disse que os argumentos de vocês, homens de classe média, intelectuais, esquerdistas, progressistas (não vou gastar tantas aspas inutilmente, então fica assim mesmo, tudo sem aspas como se as houvessem) não me convencem.

        E não mesmo!

        Eu disse que quero ouvir a opinião, saber o que pensam elas, conhecer mais o assunto. Aponte um comentário meu defendendo ou condenando a regulamentação da prostituição.

        Quem está desde não sei quando, desde que o assunto rolou aqui no blog, dando opiniões definitivas são vocês, homens de bem! 

        Me inclua fora dessa.

        Eu só estou aqui comentando nesse post pq acho um absurdo, uma hipocirisa, vcs agora de repente, não mais que de repente, se preocuparem tanto assim e saírem galopantemente em defesa da vida das mulheres, especificamente, das  prostitutas.

         

        1. Jaime Balbino

          15 de dezembro de 2013 6:02 am

          Eu estou fazendo a mesma
          Eu estou fazendo a mesma defesa que as prostitutas fazem. Não é a minha opinião “de homem” que trago. Por sinal minha opinião é completamente irrelevante e não foi exposta.
          Sugiro que faça o mesmo e traga a opinião delas. Depois discuta sobre isso.
          Qualquer pessoa que não seja prostituta, mesmo cliente, irá condenar a prática. A tal “posição do homem classe média” é a mesma sua.

          1. Vânia

            15 de dezembro de 2013 6:17 am

            Fingiu que falou

            E não falou nada.

            Repito, ao contrário de você, eu não bati o pézinho, não marquei posição no assunto. Só estou contestando as certezas dos machos…”defensores” das frágeis prostitutas.

            E, sim, vc foi contundente em comentários aqui mesmo. é só rolar a página. Pra cima ou pra baixo, tanto faz.

            Você tinha me acusado de falar em nome das outras… e aí… voc~e mesmo faz aquilo do que me acusou (e que em nenhum momento fiz):

            Jaime: “Eu estou fazendo a mesma defesa que as prostitutas fazem. Não é a minha opinião “de homem” que trago.”

            Fonte, please!

          2. Jaime Balbino

            15 de dezembro de 2013 6:34 am

            Você marcou posição quando
            Você marcou posição quando escolheu atacar ou duvidar de alguns dos “machos”.
            É de propósito que não cito fontes com a voz das prostitutas, você não irá considera-las como válidas. Por isso lhe cobro que faça essa pesquisa. A fonte do colega aí embaixo não foi boa suficiente para você. E o mais importante é o que você consegue encontrar.

  13. Jaime Balbino

    15 de dezembro de 2013 6:20 pm

    Uma máxima do baixista nível
    Uma máxima do baixista nível da discussão por quem se considera dono da verdade:
    Marcelo Chiapas disse “Transaria com sua mãe na sua frente”.
    Por conveniência moral a patrulheira do alheio e pseudo-feminista, Vania, não vê machismo, indelicadeza ou falta de educação nessa bocalidade.
    Dá para considerar imbecil que acha que isso é argumento?

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