5 de junho de 2026

Na Austrália, a proposta para legalizar maconha e ecstasy

Do Uol

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Austrália quer legalizar maconha e ecstasy para combater aumento das drogas

O último estudo sobre drogas ilegais feito na Austrália e divulgado neste domingo propõe ao Governo do país legalizar a maconha e o ecstasy para controlar o aumento de entorpecentes no país.

O professor Bob Douglas, co-autor do relatório de 54 páginas, disse que ficou claro que a proibição das drogas não funciona e que é preciso adotar outros enfoques, como a legalização e o controle governamental do consumo, segundo a rádio “ABC”.

O especialista acrescentou que “o relatório deixa patente que a Polícia australiana, apesar de desempenhar um bom trabalho, não conseguiu ter um impacto sério no tráfico e consumo de drogas”.As estatísticas da Polícia em operações contra narcotraficantes no país durante o exercício fiscal julho 2011-junho 2012 revela que a apreensão de drogas aumentou 164% e de produtos químicos para elaborar narcóticos subiu 263%.

Os dados evidenciam um aumento do tráfico de entorpecentes na Austrália e que a cocaína e as anfetaminas superaram em preferência a heroína e a maconha.

Uma das propostas do documento é que o Governo controle a venda de maconha e ecstasy, que se ofereça apenas aos cidadãos maiores de 16 anos e acompanhada de programas de assessoria e tratamento.

O professor Douglas assinalou que projetos similares foram adotados na Europa com bons resultados, e opinou que a Austrália necessita ter um debate sério sobre este assunto.

“As pessoas que adotaram posições duras contra as drogas obtiveram juros políticos, mas já há muitos políticos na Austrália que reconhecem que esta postura deve mudar”, disse Douglas.

Cerca de 200 mil pessoas, de uma população de 22,3 milhões, fumam maconha na Austrália.

Austrália e Nova Zelândia são as nações com a maior taxa de consumo de maconha e anfetamina no mundo, segundo um estudo publicado na revista médica “The Lancet”.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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