Olá amigos!
Gostaria de dividir como os colegas a minha indignação ao saber como os recém admitidos no concurso público para professores já estão sofrendo com o descaso do Estado de São Paulo. Tenho amigos que passaram neste concurso e no momento estão passando pelos exames admissionais.
Entretanto, segundo eles, por solicitação do médico perito, há canditatos que devem fazer exames mais completos ou obter laudos num médico especialista. Até aí tudo certo. O problema está no fato de que o Estado de São Paulo não oferece esses exames “mais completos”.
Assim, candidatos que não tenham convênio estão pagando valores exorbitantes nas clínicas e consultórios particulares na esperança de assumir o cargo, ou pior, entrando nas longas filas do sistema público com risco de não serem atendidos antes do prazo estipulado pela perícia.
Todos sabemos que o SUS, apesar de ser uma conquista e ser exemplo no mundo, atende precariamente aos casos de emergência, o que se dirá de casos como estes dos aprovados no concurso. Segundo relatos do amigos há casos em que o candidato já faz acompanhamento médico, explica ao perito, mas obrigatoriamente devem fazer laudo com um especialista. Outros canditados devem realizar exames como de ressonância magnética, mamografia, tomografia, etc.
Repito, qualquer um que já tenha usado o sistema público ou tenha pago particulares sabe quanto custa uma destas consultas ou quanto tempo ficarão na fila. Obviamente não discuto a solicitação dos exames pois mostra rigor na seleção. Mas questiono a política do “empurrar” o problema para os outros. O “estado mais rico da federação”, como gostam de bradar alguns, mostra como não se preocupa com os seus futuros professores.
Detalhe: uma amiga de faculdade optou pelo cargo de professora de geografia (12 horas/semana) para ganhar menos de 500 reais (não sei se como ou sem os descontos!).
Acredito que há amigos de brasilianas que já sabem ou sofrem com a situação e talvez queiram contruibuir com a discussão.
Abraços
Ronei Pacheco de Oliveira
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