Desemprego no Brasil em 2022 não terá recuperação e informalidade aumenta, diz OIT

Desemprego no Brasil em 2022 não irá diminuir para o período pré-pandemia e a informalidade está substituindo o emprego formal

Crise sem gestão causa desemprego, cria trabalhos de má qualidade e mal pagos e inviabiliza crescimento econômico – Marcelo Camargo/ABR

Jornal GGN – O desemprego no Brasil em 2022 não irá diminuir para taxas registradas no período pré-pandemia e a informalidade do trabalho está substituindo o emprego formal no país.

As informações são do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado hoje (17), que aponta os números globais de desemprego, em meio à pandemia de Covid-19, e as expectativas de recuperação para algumas nações, o que não inclui o Brasil.

O documento foi uma revisão da previsão inicial da OIT, recuando ainda mais a recuperação do mercado de trabalho em 2022 no mundo. “As previsões indicam que o desemprego global permanecerá acima dos níveis pré-pandemia até, pelo menos, 2023”, informou a OIT.

Calcula-se um desemprego de 207 milhões de pessoas este ano, números superiores aos 186 milhões de desempregados em 2019.

“Em certa medida, a revisão para baixo das previsões para 2022 reflete o impacto que as variantes recentes da COVID-19 , como Delta e Ômicron, estão causando no mundo do trabalho, bem como uma incerteza significativa sobre o curso futuro da pandemia”, traz o documento.

Entretanto, com os números coletados de todo o mundo, a OIT destacou o Brasil no tópico da informalidade, como um dos poucos países que vem apresentando uma “inversão”, ou seja, mais informalidade e menos empregos formais.

A entidade destacou para os riscos da informalização do trabalho na América Latina. Até o início da a pandemia, já havia sido registrado uma a mudança do trabalho formal para o trabalho informal na Argentina, Brasil, Equador, Panamá.

Reprodução/OIT

Também foi elencado a quantidade de pessoas que estão abandonando o mercado de trabalho. “Em 2022, a taxa global de participação da força de trabalho deverá permanecer 1,2 ponto percentual abaixo da de 2019.”

Com o relatório, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, afirmou que os danos no mercado de trabalho já são “potencialmente duradouros, juntamente com um aumento preocupante da pobreza e da desigualdade”.

“Após dois anos de crise, as perspectivas permanecem frágeis e o caminho para a recuperação é lento e incerto”, acrescentou.

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