De acordo com o último levantamento sobre a atual situação de trabalho no Brasil, feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego, houve uma queda de 14,6% no índice de trabalho infantil no ano de 2023, quando comparado ao ano anterior.
Fazendo um comparativo entre a pesquisa de 2022 que mostrou um resultado 1,88 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos de idade se encontravam em situação de trabalho infantil. Esse número caiu para 1,6 milhão em 2023.
O estudo feito realizado se baseando nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e recebeu o nome de “Diagnóstico Ligeiro do Trabalho Infantil – Brasil, por Unidades da Federação”.
Tendo em vista todos os 26 estados do Brasil, 23 deles foram exemplos de uma redução considerável no trabalho infantil, podendo ser destacados o Amapá e o Rio Grande do Norte com o maior percentual de diminuição (-51,6%), seguidos pelo Acre, com queda de 43%; Santa Catarina (-31,8%); e Espírito Santo (-31,4%)
Enquanto isso, Tocantins (45,2%), Rio de Janeiro (19,7%), Amazonas (12%), Piauí (6%) e o Distrito Federal (32,2%) seguiram um caminho contrário e aumentaram sua porcentagem de pessoas vítimas do trabalho infantil.
Roberto Padilha Guimarães, coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, reforça que mesmo com uma melhora no cenário nacional, ainda segue sendo extremamente preocupante saber que pelo menos 1,6 milhão de crianças e adolescentes vivem em situação de trabalho infantil. “Essa realidade exige que continuemos fortalecendo as políticas públicas de prevenção e combate ao trabalho infantil”, afirma o coordenador.
Para realizar denúncias, basta acessar o portal oficial do Sistema Ipê Trabalho Infantil, disponível em https://ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br/.
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