Movimentos sindical e estudantil protestam contra reforma da Previdência em Brasília

E ainda, centrais sindicais convocam atos em outros 11 estados contra a reforma nesta sexta-feira; Veja os locais e horários do início dos protestos

União Nacional do Estudantes (UNE) faz protesto em Brasília contra reforma da previdência — Foto: TV Globo/Reprodução

Jornal GGN – Por volta das 10h desta sexta-feira (12) os movimentos ligados à União Nacional dos Estudantes (UNE) e centrais sindicais iniciaram uma concentração em frente ao Museu Nacional Honestino Guimarães, na Esplanada dos Ministérios. De lá seguiram em passeata em direção ao Congresso Nacional, onde realizam protestos contra a reforma da Previdência.

A Câmara dos Deputados realiza hoje a continuação dos debates em torno da Proposta de Emenda à Constituição que altera o regime de aposentadorias no país. O texto-base do pacote foi aprovado em primeiro turno, por 379 votos a 131. Mas para concluir a votação, os deputados precisam analisar emendas e destaques apresentados por partidos na tentativa de alterar pontos específicos. Depois dessa fase, a PEC segue para o Senado Federal, onde também precisará de 60% dos votos em dois turnos.

Leia também: Câmara não consegue concluir 2º turno de votação da Previdência e sessão é retomada hoje

“Não podemos nos dar como vencidos, estamos no meio da batalha. É estudante junto com o trabalhador lutando pelos direitos da juventude e da classe trabalhadora”, disse o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas.

“A proposta de Bolsonaro ganhou no primeiro turno da Câmara, com a ajuda de parlamentares que só votaram pelos interesses pessoais, mas ainda temos a segunda votação e o Senado para reverter esta batalha”, acredita Freitas.

Segundo informações do G1, por volta das 13h30, os manifestantes atearam fogo em um carrinho de supermercado com pneus, formando uma coluna de fumaça preta em frente ao Congresso. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater o foco de incêndio. A passeata gerou o bloqueio de vias na capital, fazendo os motoristas enfrentaram lentidão em algumas vias.

Caro leitor do GGN, estamos em campanha solidária para financiar um documentário sobre as consequências da capitalização da Previdência na vida do povo, tomando o Chile como exemplo. Com apenas R$ 10, você ajuda a tirar esse projeto de jornalismo independente do papel. Participe: www.catarse.me/oexemplodochile

Cerca de 8 mil estudantes, ligados à UNE, participam do protesto. A organização estudantil realiza o 57º Congresso Nacional (Conune) na capital. O evento começou na quarta (10) e vai até domingo (14).

Segundo informações do portal da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a proposta inicial era que o ato nacional fosse realizado apenas em Brasília, mas outros 11 estados também organizaram atividades locais, a maioria deles no início da manhã.

No Ceará, o “Dia Nacional em Defesa da Aposentadoria”, da CUT e das demais centrais sindicais locais e das Frentes “Brasil Popular e Povo Sem Medo” aconteceu às 9 horas, em frente à Superintendência da Previdência, no centro de Fortaleza.

No Pará, a atividade aconteceu partir das 9h, em frente ao Mercado Municipal, no bairro de São Brás, em Belém.

No Maranhão, começou por volta das 7 horas da manhã uma coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência em frente à biblioteca Benedito Leite. Mais tarde, às 16 horas terá um grande ato na Praça Deodoro.

Na Paraíba está acontecendo uma panfletagem e coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, organizados pela CUT e demais centrais sindicais junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. A atividade começou às 15 horas, na Lagoa. Os servidores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) paralisaram as atividades nesta sexta para engrossar os atos.

Em Pernambuco, a ação da CUT e demais centrais começou no centro da capital, às 6h30. Teve coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência e panfletagem na Estação central do metrô, no bairro de São José, em Recife.

No Piauí, o ato começou às 8h, em frente ao INSS, no centro de Teresina, próximo à Praça Rio Branco. Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio anunciaram que vão cruzar os braços, em defesa da manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho anterior, reajuste linear de 5%.

No Rio de Janeiro, o ato da CUT e demais centrais, junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, acontece na Praça XV, no centro da cidade, às 16 horas. Uma Panfletagem na entrada das barcas em Niterói é realizada em paralelo. Outros atos também foram agendados. Em Nova Iguaçu, começou às 10 horas, na Praça Rui Barbosa. Na Barra do Piraí, na Praça Nilo Peçanha, a coleta de assinaturas começou às 14 horas. Em Niterói, será às 17 horas no terminal Rodoviário Roberto da Silveira e, em Angra dos Reis, será às 18 horas na Praça do Porto.

Na capital do Rio Grande do Norte, o “Natal em Luta” começou às 8 horas na Praça Iapissara Aguiar, também conhecida como Praça de Eventos da Zona Norte, no bairro Potengi. Às 14 horas no calçadão de João Pessoa, na cidade alta, os atos foram repetidos.

No Rio Grande do Sul, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo junto com a CUT realizam a “Caminhada da Resistência – Não à Reforma da Previdência em Defesa da Educação” a partir das 17 horas na FACED da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.

Em Santa Catarina, estão sendo realizadas ações em várias cidades. Em Florianópolis, aconteceu às 7 horas, com concentração na antiga sede do Diário Catarinense, no bairro Itaguaçu. Às 10 horas da manhã grupos realizaram a coleta de assinaturas contra reforma e panfletagem, em frente à agência da Previdência Social, na Rua Felipe Schmidt. Em Jaraguá do Sul, um ato será realizado ao lado do Museu da Paz, na Avenida Getúlio Vargas, às 17h. Em Chapecó, outro ato acontecerá na Praça Central, às 17h30. Em Criciúma, a população fez panfletagem e carreata para transmitir informações sobre a reforma da Previdência.

No Sergipe, o ato unificado com a CUT e centrais com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo contra o fim da aposentadoria começou às 14 horas, no calçadão ao lado da Caixa Econômica Federal.

GGN foi até o Chile para mostrar como funciona o sistema de capitalização e suas consequências na vida do povo. Confira as reportagens da série especial “O Chile e a Aposentadoria Capitalizada”:

Especial: como a aliança entre liberais e militares na ditadura chilena mudou a Previdência

O falso milagre econômico: Chile, um exemplo do fracasso das capitalizações

Reuniões secretas revelam conflitos para Pinochet capitalizar a aposentadoria no Chile

Ditadura e desinformação: as promessas aos trabalhadores para capitalizar a Previdência no Chile

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  A garota inocente, inteligente, estudiosa, obediente e de futuro assassinada por Witzel

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome