4 de junho de 2026

Entrevista: Os planos do Brasil para a IA e soberania tecnológica

Brasil pode alcançar protagonismo tecnológico e evitar dependência de IA estrangeira? Presidente da FINEP, Luís Antônio Elias, responde
Foto: Arquivo Finep

Luís Antônio Elias, presidente da FINEP, destaca plano do Brasil para protagonismo em IA e soberania tecnológica.
Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê data centers nacionais e desenvolvimento de linguagens próprias em português.
Governo libera recursos do FNDCT e reforça política industrial para ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os planos do Brasil na corrida por IA e soberania tecnológica: entrevista com Luís Antônio Elias – Projeto Brasil

Como o Brasil pode alcançar o protagonismo tecnológico e evitar a dependência de inteligências artificiais estrangeiras? Para o entrevistado desta semana do Projeto BrasilLuís Antônio Elias, presidente da FINEP, esta resposta passa, necessariamente, pelos esforços do governo federal para integrar a pesquisa científica ao setor industrial e investir em biotecnologiadefesa e segurança cibernética.

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“O Brasil não pode ser coadjuvante nesse processo; nós temos que ser protagonistas”, afirmou.

Aos jornalistas Luis Nassif e Sergio Leo, Elias narrou como o Brasil planeja alcançar a soberania em Inteligência Artificial (IA) por meio de uma estratégia multisetorial que combina investimentos massivos, infraestrutura nacional e o desenvolvimento de tecnologias próprias. De acordo com o presidente da FINEP, o pilar central dessa iniciativa é o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que está sendo articulado pelo governo federal para garantir que o país não seja apenas um coadjuvante, mas um protagonista na fronteira tecnológica.

Este plano prevê a instalação de data centers em território brasileiro para reduzir a dependência de nuvens internacionais, que muitas vezes não oferecem proteção de dados adequada à soberania nacional na gestão de dados.

“Não basta só colocar em nuvem, o Brasil quer ter soberania nesse campo”, apontou.

Não apenas instalando os equipamentos em solo brasileiro, Luís Antônio Elias afirmou que essa infraestrutura brasileira em tecnologia passa, ainda, pela  criação de um “letramento” e de linguagens de Large Language Model (LLM) próprias em português, adaptadas à realidade e às necessidades do mercado brasileiro, garantindo segurança e proteção de dados. “Nós não podemos ficar fora dessa corrida, mas temos que entrar nela com o letramento e com a linguagem de LLM própria. Soberania se faz dessa forma.”

Além do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, os entrevistadores questionaram como o governo pretende financiar a pesquisa, ciência e tecnologia no setor. Elias contou que o governo liberou integralmente, neste ano de 2026, os recursos do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), com a expectativa de aplicar bilhões de reais em créditos e subvenções econômicas para a inovação.

“Nunca antes na história desse país um recurso tão efetivo em crédito foi disponibilizado” para impulsionar as cadeias internas, explicou.  

O objetivo é elevar o patamar de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Brasil, que atualmente gira em torno de 1,2% a 1,3% do PIB, aproximando-o de potências como a China e os Estados Unidos, que chegam a 5%.

“O Estado é necessário”

Ainda no tópico dos investimentos públicos, os participantes abordaram o poder de compra estatal como uma das estratégias centrais para impulsionar a indústria nacional, seguindo modelos de sucesso já aplicados em setores como o de defesa (caças Gripen) e saúde (medicamentos genéricos e o SUS).

Elias defendeu a volta da política industrial como uma tendência global, afirmando que “o Estado é necessário para fazer esse processo” de indução e desenvolvimento nacional.

A entrevista completa pode ser assistida no episódio do Projeto Brasil no YouTube da TV GGN, confira:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. JotaJobsjotajobsjota

    20 de abril de 2026 6:59 pm

    BLZ FAERWOMAN SUMIDA???VOU FALAR PARA O NASSIF TE DAR UM AUMENTO DE 10 POR CENTO POR ANO NO GGN(DIFÍCIL COM OS PROCRSSOS POR MATÉRIAS JORNALÍSTICAS DENUNCIATIVAS NAS COSTAS DELE,VAI FALIR)A IA SEGUE O PADRÃO REDAÇÕES CORPORATIVAS,MUITAS ESTÃO SENDO PROGRAMÁVEIS COM INTENÇÕES FINANCEIRAS DUVIDOSAS,MAS PRIMEIRO SORRATEIRAMENTE PRECISAM SER POPULARIZADAS PARA SEREM ACEITAS COM O FALSO RÓTULO DE ISENTOS,ALGO PARECIDO COM O ZAP,FACE,YOU E ETC,SÃO APENAS SISTEMAS DE INTERAÇÃO NUMÉRICAS ALGORITMICAS*(*DISTRIBUIÇÃO PROGRAMÁBEL BEM INTENCIONADA OU NÃO,DEPENDE DO HUMOR DO SEU PATRÃO)É NECESSÁRIO EXIGIR UM PADRÃO FIXO PARA EVITAR MANIPULAÇÕES POIS HJ ELAS CONSEGUEM DOMINAR A MENTE DOS MAIS FRACOS!!!OBS.:ESTE COMENTÁRIO SERIA BEM MAIS À FRENTE,APROVEITEI A OPORTUNIDADE DADA PELA FAERWOMAN E GGN PARA ADIANTAR BEM O PROCESSO POIS TUDO ESTÁ ACONTECENDO MUITO QUANTICAMENTE ACELERADO,AFF,NÃO DEVERIA MAS ORECISO PARA POR HORA SEM MAIS POVO BRASILEIRO !!!

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    22 de abril de 2026 7:42 am

    Fique viciado, fique viciado, fique viciado… O modelo de negócios do capitalismo tem sido o mesmo desde que os portugueses viciaram os europeus no açúcar produzido no Brasil com trabalho escravo. Séculos depois, os ingleses descobriram que poderia ser muito mais lucrativo viciar quase toda a população chinesa em ópio. E agora, depois de viciar os usuários de internet em plataformas de internet, os norte-americanos estão viciando todo mundo em IA, incluindo as pessoas que eles viciaram ao dominar o comércio de cocaína.
    Os produtos inventados, construídos e vendidos/licenciados por engenheiros de TI substituíram operadores da bolsa de valores, jornalistas, advogados, videomakers, médicos, espiões, professores, políticos e estão até substituindo operários de fábrica. Nem mesmo os engenheiros de TI serão poupados, porque a IA já tem a capacidade de programar com grande precisão. No mundo que está sendo construído, haverá apenas dois trabalhos: o dos soldados que matam pessoas designadas por algoritmos; e o das vítimas de ataques militares, sejam alvos designados ou danos colaterais. Gaza não é um acidente. É o novo normal. A dura realidade de um mundo esmagado sob as botas dos bits. A cadeia de comando digital já é mais importante que a humana. Até mesmo os soldados se tornaram apêndices biológicos de sistemas computadorizados que definem quantas baixas são aceitáveis ​​entre civis inocentes. Não há crime até que a Palantir ou a Cellebrite forneçam a prova, mas essa prova pode ser obtida ou eventualmente plantada no smartphone do suspeito.
    Me parece clara a influência que Erich Mielke exerce sobre Peter Thiel e Alexander Karp. A Palantir é uma espécie de Stasi virtual turbinada com inteligência artificial, com subdivisões que vão desde a coleta e classificação em massa de informações até espionagem, previsão de comportamentos e determinação de “medidas profiláticas” para a higienização do Ocidente (um eufemismo para assassinatos seletivos).
    O país construído sobre a ética do trabalho não existe mais. Os norte-americanos se tornaram produtos das grandes empresas de tecnologia mais ou menos na mesma época em que as indústrias norte-americanas começaram a fechar e enferrujar. Agora, eles foram sugados por uma enorme Máquina Econômica de Enganação, onde o dinheiro muda de mãos sem que nada seja realmente produzido, exceto mentiras. O mais irônico é ver o Pentágono tratando o Irã, a China e a Rússia como inimigos, e não as Big Techs que estão drenando a economia norte-americana e esvaziando o futuro do país.
    O futudo do Brasil será diferente? Não se o país seguir pelo mesno caminho que os EUA. Adquirir independência tecnológica para construir uma Máquina Econômica de Enganação Tupiniquim não faz sentido, até porque esse tipo de negócio só gera empregos de merda mal remunerados e algoritmicamente vigiados baseados na produção e exploração de dados dos empregados.

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