Politização faz El Mercurio ser incendiado no Chile, por Luis Nassif

Países naufragam quando colocam os interesses imediatos à frente da visão de longo prazo. Com jornais, ocorre o mesmo.

El Mercúrio, o mais forte jornal chileno, teve papel central no apoio ao governo de Pinochet. No aniversário do golpe, em 11 de setembro de 2019, publicou um anúncio polêmico, em cima dos mesmos bordões adotados no Brasil, de levantar o fantasma da Venezuela como ameaça.

Ontem, manifestantes atearam fogo na sede do jornal, em Valparaiso.

Países naufragam quando colocam os interesses imediatos à frente da visão de longo prazo. Com jornais, ocorre o mesmo. Quando faltam estadistas nos jornais, não conseguem entender que excesso de poder, hoje, torna o poderoso o alvo preferencial de amanhã.

Há uma máxima consagrada pela história: não há poder que sempre dure, e a reação posterior é diretamente proporcional ao nível de arbítrio praticado anteriormente.

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El Mercurio é um jornal historicamente ligado à direita mais brutal do Chile; atacou sistematicamente Allende, para isso recebeu enormes recursos dos EUA para fazer oposição ao regime de esquerda, sendo uma peça importante no apoio à CIA naquele país. O jornal tem sedes em várias cidades, mas o El Mercurio, sediado em Valparaíso - publicado a partir de 1827 - é considerado o jornal mais antigo do mundo em língua espanhola, ainda em atividade. Tenho para mim que os revoltosos escolheram a dedo a simbologia desse ato. Nada

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18 comentários

  1. A Globo, a Record, o Estadão sabem o que o excesso de poder pode resultar. Mas seus donos acreditam que isso nunca irá acontecer com eles. E talvez tenham razão…

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  2. El Mercurio é um jornal historicamente ligado à direita mais brutal do Chile; atacou sistematicamente Allende, para isso recebeu enormes recursos dos EUA para fazer oposição ao regime de esquerda, sendo uma peça importante no apoio à CIA naquele país.

    O jornal tem sedes em várias cidades, mas o El Mercurio, sediado em Valparaíso – publicado a partir de 1827 – é considerado o jornal mais antigo do mundo em língua espanhola, ainda em atividade.

    Tenho para mim que os revoltosos escolheram a dedo a simbologia desse ato.

    Nada

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  3. Nassif, o projeto de longo prazo desses fascistas é “acabar com a raça” da esquerda, de qualquer representação popular ou de qualquer coisa que se mexa e ameace privilégios arraigados. O mundo civilizado todo está vendo o que esse financismo desbragado acarreta. Só resta ao pessoal da bufunfa apontar bodes expiatórios ali ou acolá pra tirar o deles da reta.

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  4. No Brasil onde estadão, globo e assemelhados, já vão tendo parte de seus lucros e público mensalmente derretidos pelas novas tecnologias, que a coisa não chegue a este ponto, pois tem muita gente, da direita à esquerda, que gostaria muito de ver um fósforo aceso diante das máquinas destas empresas, que tanto atrapalharam o desenvolvimento da nação.

  5. Entendo que Nassif está mostrando o erro da partidarização…por que não se imagina nada sem política

  6. E qual seria o problema se se acontecesse o mesmo com a Globo?O Brasil entraria em convulsão social pela ausencia das novelas das,2,3,4,5,6 ,7 e 8.Aí teriamos que desentubar o Gal.Villas Boas.O pobre Pais,aqui nem Golfo tem.

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  7. Interessante que o neoliberalismo produz tigres de papel (como nossa bolsa de valores, uma bexiga cheia de vento. Os espertos – os de sempre – vão pular fora e deixar os otários com o preju). E todo o “jornalismo econômico” (que é mais palpiteiro que comentarista esportivo) berrando que o Chile é um exemplo. Quem se informa com jornalismo de verdade (e não globonews, jp, band, estão, folha, cbn, e outras porcarias) sabia que aquele modelo porco e mal ajambrado ruiria. Infelizmente, os de sempre vão lucrar ainda mais com o colapso do Chile; e os de sempre vão perder

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  8. Chile é Chile,Brasil é Brasil.Um tem povo ,o outro uma massa deforme.
    Um tem história de luta pela Independência ,já o outro inaugurou o “jeitinho” no ato da “independência”.
    Fazer o què?

  9. Quando o morro ameaçou descer, houve a convocação das forças armadas pra garantir a integridade dos golpistas. Logo ali, no Rio.

  10. Qual a influência da guerra híbrida neste episódio? Pois agora toda manifestação é atribuída a geopolítica internacional. Parece que os povos perderam a autodeterminação e são meros joquetes dos maquiavélicos por trás de um aplicativo. Na minha modesta opinião a política falhou. Pelo menos a política que está aí. O capitalismo não sustenta mais nenhum projeto civilizacional como nos anos dourados. A tarefa, meus caros, é repensar o mundo, fácil assim.

  11. Taí o resultado prático do neoliberalismo e é preciso q nossos jovens cooptados pelo Bolsonarismo e educados pelo.Facebook vejam isso, a mídia com certeza inventará mil mentiras,diversionismo e etc… para esconder isso tudo !!!

  12. Facílimo perceber que as agitações que acontecem no Chile são dirigidas por interesses políticos ideológicos, e não expressão da vontade popular. O Chile é uma economia forte, acho que relativamente ao tamanho do país a maior da América do Sul, e não seria o aumento de 30 centavos de real na passagem de um sistema de metrô eficiente que iria motivar a população a depredar tudo. Ali, tem o dedo dessa esquerda frustrada, que perde eleições mas não perde a vontade de fraudar resultados eleitorais.

  13. Facílimo perceber que as agitações que acontecem no Chile são dirigidas por interesses políticos ideológicos, e não expressão da vontade popular. O Chile é uma economia forte, acho que relativamente ao tamanho do país a maior da América do Sul, e não seria o aumento de 30 centavos de real na passagem de um sistema de metrô eficiente que iria motivar a população a depredar tudo. Ali, tem o dedo dessa esquerda frustrada, que perde eleições mas não perde a vontade de fraudar resultados eleitorais.

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  14. O sistema capitalista assim com o feudalismo a um certo chegou ao limite pois não há como reproduzir e ampliar o capital. Duas alternativas se apresentam: a explosão revolução em todo o mundo . Crise estrutural é outro nível.

  15. + comentários

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