5 de junho de 2026

Aumentam os casos de morte por Ebola, mas alguns sinais encorajam

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Jornal GGN – A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou nesta terça-feira os dados relativos à evolução do surto de Ebola na África Ocidental e indicou que, até o momento, o vírus não se espalhou para qualquer outro país fora da Libéria, Nigéria, Guiné e Serra Leoa.

Até o momento foram contabilizados 2.240 casos confirmados, suspeitos e prováveis, e 1.229 pacientes morreram.

A OMS disse que há sinais alentadores no caso de Lagos, capital da Nigéria, onde se detectou em julho o primeiro paciente e onde a situação parecer ter-se acalmado, disse a agência.

Os 12 infectados confirmados nesta cidade são parte da mesma cadeia de transmissão, dos quais quatro faleceram. Além disso, nenhuma pessoa no mesmo avião em que viajou este primeiro paciente, contraiu a enfermidade.

A OMS detalhou que um dos infectados da Nigéria se recuperou totalmente, o que demonstra que a detecção precoce e os tratamentos de apoio aumentam as perspectivas de sobrevivência.

Por outro lado, indicou que na Guiné, onde o vírus foi detectado pela primeira vez em dezembro, a situação é menos alarmante que na Libéria e Serra Leoa.

A consciência pública sobre o Ebola é mais forte neste país que nos outros, e encontraram soluções inovadoras. Por exemplo, através da colaboração de líderes comunitários em 26 localidades que resistiam à ajuda externa.

No entanto, a OMS disse que o surto na Guiné não está sob controle já que a experiência demonstra que o progresso pode ser frágil, e apresentou um novo aumento de casos.

A Libéria é o país mais afetados nos últimos dias, com 53 das mortes ocorridas entre 14 e 16 de agosto. Ao todo, foram 466 mortes e 834 casos registrados.

A epidemia teve como origem a Guiné-Conacri, onde já foram contabilizados 543 casos e 394 mortes, sendo 14 neste período de 14 a 16 de agosto. Em Serra Leoa já somam-se 848 casos com 365 mortes, sendo 17 concentradas nestes 3 dias.

Na Nigéria, país mais populoso da África, onde a doença chegou por último, nenhuma morte foi registrada nos últimos dias, mas três novos casos ainda estão sob investigação. No total, foram contabilizados 15 casos e quatro mortes.

No dia 8 de agosto, a OMS decretou estado de emergência de saúde pública mundial contra a epidemia de febre hemorrágica e recomendou medidas de exceção nos países afetados.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. jns

    19 de agosto de 2014 9:39 pm

    Malária

    Amigo do meu irmão é engenheiro a serviço da CVRD em Conakry, na Guiné.

    Bilde

    Ele trouxe, prá mim, duas esculturas em ébano (um leão e um guerreiro Maasai) há menos de dois anos.

    A sua funcionária particular, brasileira, foi infectada pela malária em Conakry e veio a óbito.

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